Falar de Alguém Especial

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Às vezes, as pessoas tentam achar em alguém o que falta nela mesma.

A vibração de alguém diz mais sobre ela do que o que ela fala da boca para fora.

Só vai conseguir perdoar alguém se aprender a perdoar a si mesmo, perdoar o próprio ódio, a própria tristeza, o próprio orgulho.

Quando você é ausente na vida de alguém, com o tempo, essa pessoa também será ausente na sua vida.


Isso acontece muito entre pais e filhos. Pais que foram ausentes no passado acabam recebendo, no futuro, a falta de atenção dos filhos.


Toda ação gera uma reação, mais cedo ou mais tarde.

Quando chamo alguém de ignorante, o ignorante sou eu, por não entender direito aquele que eu julgo ser ignorante.

Acumular rancor é igual a esponja que acumula sujeira; basta alguém apertar para expelir toda aquela sujeira, todo aquele ódio acumulado.

Quando você espera que alguém lembre de você, é porque você mesmo esqueceu de si, por pensar que os outros têm que lembrar de ti.

Se alguém te chama de louco por não entender o jeito que você é, mas você entende o porquê a pessoa pensou isso, louca é a pessoa, não você.
O ignorante é o que não entende, e não o que entende.

Se a vida que você escolheu viver é um problema para alguém, esse alguém está com problema na própria vida.

Às vezes, é necessário se jogar na lama, se quiser ajudar a tirar alguém de lá.

Os comportamentos de alguém distraído dizem mais sobre ela do que o que ela fala com atenção.

Não são as palavras que diz sobre alguém; são os comportamentos do dia a dia.

Quando insulto alguém, na maioria das vezes, estou falando mais de mim mesmo, do meu próprio comportamento, do que da pessoa insultada.

Quando chamo alguém de ignorante, eu estou sendo mais ignorante ainda por não entender quem eu julgo ser ignorante.

O que dificulta encontrar alguém para a sua vida é sua exigência.

Conheça melhor alguém observando como essa pessoa reage quando é ofendida.

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
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Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e ações de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência.
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É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
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Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.

O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."

Miguel Esteves Cardoso
Último Volume. Assírio & Alvim: Lisboa, 1991.

Quando alguém diz que quer se matar, na verdade está querendo matar o pensamento de se matar, não ela.

Quando eu aponto o ego de alguém, eu estou demonstrando o meu ego.

Só existem três formas de alguém te controlar: pelo seu medo, expectativa e ego.