Falar com os Olhos
Quando tu olhas para mim
os meus olhos falam contigo
em todas as línguas.
E nesse galáctico momento
sou todo os verbos do Amor.
Quando o vento soprar em seus cabelos, deixe ele sussurrar.
Feche os olhos e abra seu coração, pois o vento traz coisas que não podem se falar.
Eu queria te amar
Te vejo e te desejo.
Estremeço, quase enlouqueço.
Tamanho é o desejo de te tocar.
Vejo sua boca,
E quase deliro ao te ouvir falar.
Seus olhos me fascinam.
Me tiram o chão.
Seu olhar me atiça.
Para mim é a perdição.
O que é esse aperto,
Essa sensação que sufoca?
Se soubesse como eu fico,
Quando você vai embora.
Nunca mais partiria,
Não saia por aquela porta.
Não sei se é amor.
Não sei se é paixão.
Não sei o que se passa
Com este coração.
Meu moreno de lábios grossos.
E sorriso encantador.
Eu queria ser bem mais
Que simplesmente um frescor.
Eu queria te amar
De manhã em plena segunda feira.
Eu queria te tocar
Com minha boca a noite inteira.
Autora: Khenya Tathiany
Há os que vão dizer,
que ela não via,
não sorria,
não falava.
Que por trás daqueles olhos,
a moça era calma,
morna,
talvez gelada.
E só ela entendia,
o que sentia por dentro.
- Ora!, ela dizia
- Não é meu o sentimento?
Ela sentia que era pouco,
e assim transbordava.
Sentia que era rasa,
enquanto a vida a afogava.
Sentia que era presa,
mas em sonhos mergulhava.
A moça sentia o mundo,
e o mundo sentia nada.
Gosto de falar com as pessoas olhando para os seus olhos e lábios. Quando estão em harmonia, eles não estão mentindo.
Tentei escrever uma frase, mais cada palavra lembrava você. Me lembrou seu sorriso, seu jeito de falar, seus olhos, sua boca, seus beijos.
Tentei expressar o que estava sentindo, e senti seu abraço.
Incrível como você me faz bem
e essa
estranha vontade de
escancarar
mas falar o quê?
eis meu
abismo
abusar em palavras
e nada dizer
seria
tão mais fácil
se eu
pudesse dizer
- te dizer
tudo -
com o silêncio...
só
olhando em
teus
olhos....
Só que, para o final da noite, ele vai me puxar para um canto e nem vai precisar falar nada porque palavras são desnecessárias quando seus olhos dizem tudo.
A língua nunca foi e nunca é, em tempo algum, um terreno apolítico, pois ela não pode ser separada daquilo que uma pessoa faz com a outra. Ela sempre vive no caso específico, cada vez é preciso estar à espreita para arrancar-lhe o seu intento. Nessa indissociabilidade da ação ela se torna legítima ou inaceitável, bonita ou feia, também se pode dizer: boa ou má. Em cada língua, isto é, em cada modo de falar estão fincados outros olhos.
Se você acordou hoje, abriu seus olhos e percebeu que pode mover-se, ouvir, ver, falar e interagir, agradeça! O tempo é hoje, amanhã é um sonho! Uns acordarão, outros não!
Rezar é simplesmente falar, e, quando você fala, cada palavra que diz deve ser aceitável aos olhos de Deus.
