Fala
A mente humana é um labirinto onde o silêncio fala mais alto que as vozes; quem se perde nele descobre que o próprio eco pode ser o mestre mais severo e verdadeiro.
Eu sei que a minha fala incomoda. Mas talvez ela incomode justamente porque revela uma história que muitos preferem esquecer.
O problema da humanidade é sempre o mesmo:
gente que sabe pouco, fala demais, faz quase nada e quando faz, faz muita merda.
Quem fala mal dos outros revela apenas a própria pobreza de espírito e a falta de ocupações produtivas.
A maledicência é o desperdício do dom da fala; use as palavras para construir pontes e elevar consciências.
"A decadência sempre esteve no espírito de quem fala muito
e não diz nada, no que canta futilidades e é celebrado na sociedade."
A maneira de falar pode mudar tudo para o bem ou para o mal, muitas vezes não é o que se fala, é como se fala.
A pessoa sóbria, pensa para falar e fala com amor, a pessoa não sóbria, fala sem pensar e joga no ventilador.
A imagem que me vem à mente quando se fala em política no Brasil é a de um grande fazendeiro alimentando porcos.
Quem está mal não fala porque acha que vai incomodar. Quem está de fora não pergunta porque acha que o outro sumiu por desinteresse. Duas pessoas que se gostam acabam se perdendo porque esperam que o outro adivinhe o que está no peito.
Cuidado com quem prega o amor, mas exige adoração; quem fala de humildade, mas não aceita ser questionado.
Enquanto o mundo fala em carência, a gente vive a força do destino. Dois corações feridos que se encontraram através de uma ligação e uma rádio ligada. Não foi um esbarrão, foi sintonia pura. O que começou com um simples 'oi' se tornou o nosso recomeço.
Não foi carência, foi sintonia de quem já sofreu demais. Se você acredita em cobra que fala, mas não acredita no destino cruzando dois corações pelo rádio, o problema de lógica não é meu. A nossa história foi real, e contra fatos (e encontros de alma), não há argumento religioso que vença.
O papagaio não fala porque quer ser humano; ele fala pra lembrar ao homem que até o eco pode ter alma.
Procuro sentido nas palavras,
Dos livros, da fala e da vida.
Mas a vida não as dar.
Pouco ricos muitos pobres.
Miseráveis, famintos e doentes.
Procuro sentido na morte e na dor.
Sentido do nascer, viver e morrer.
A morte, um descanso.
No silencio uma tristeza.
De quem não fez grande e nem tão poucas obras.
Há um homem a quem não nos reverenciamos.
Por sua grandeza, seu amor e suas obras.
Obras que sois vós.
Homem perfeito aos olhos do criador,
e imperfeita a própria criatura.
