Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Eu não quero chegar ao fim da minha história e receber aplausos. Quero chegar diante de Deus e poder dizer:
Pai, tudo o que fiz, tudo o que suportei e tudo o que me tornei só foi possível porque Tu estiveste comigo. E então, se houver alguma coroa em minhas mãos, quero colocá-la aos Teus pés.
Se houver alguma coisa bonita em mim, foi Deus quem construiu. Se houver alguma força, foi Ele quem soprou. Se houver alguma vitória, foi Ele quem me conduziu. Porque eu conheço de perto a mulher que eu seria sem a graça e conheço ainda mais de perto o Deus que decidiu não me abandonar.
Tudo aquilo que eu chamei de fim Deus chamou de processo. Tudo aquilo que me fez chorar tornou-se matéria-prima nas mãos do Oleiro. E tudo aquilo que pensei que me destruiria acabou se transformando em testemunho. Não fui eu quem escreveu esse capítulo. Foi a graça.
Se alguma coisa floresceu em mim, foi porque Deus regou o que eu já não tinha forças para cultivar. A Ele, toda a glória.
Eu não quero aplausos por aquilo que Deus fez através de mim. Quero apenas que, ao olharem para a minha vida, enxerguem a mão dEle.
Quando me perguntarem como consegui, não direi eu fui forte. Direi: Deus me sustentou quando eu não conseguia mais.
Eu não quero ser lembrada pelo tamanho das minhas conquistas, mas pela grandeza do Deus que me permitiu chegar até elas.
Que toda porta que Deus abrir encontre em mim um coração humilde o suficiente para entrar sem esquecer Quem abriu.
Que a minha vida seja uma seta apontando para Cristo: que ninguém pare em mim quando Deus for o destino.
A Deus pertence o começo, o caminho, o sustento, a vitória e o destino. Eu apenas tive o privilégio de caminhar com Ele.
E quando finalmente contemplarmos o que Deus fez, que a nossa primeira reação não seja dizer olha o que conseguimos , mas: OLHA O QUE O SENHOR FEZ!
Quanto mais Deus me revela, mais percebo o quanto ainda existe nEle que ultrapassa minha compreensão.
Não é sobre saber muito sobre Deus; é sobre permitir que aquilo que sei sobre Deus transforme a maneira como vivo.
A maturidade espiritual começa quando paramos de perguntar como Deus pode me usar? e começamos a perguntar como minha vida pode glorificá-Lo?
Se Deus é a fonte, eu sou apenas instrumento. E instrumento nenhum deve receber a glória que pertence às mãos que o usam.
