Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade

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Fábula: A Raposa e a Cegonha

A Raposa convidou a Cegonha para jantar e lhe serviu sopa em um prato raso.

-Você não está gostando de minha sopa? - Perguntou, enquanto a cegonha bicava o líquido sem sucesso.

- Como posso gostar? - A Cegonha respondeu, vendo a Raposa lamber a sopa que lhe pareceu deliciosa.

Dias depois foi a vez da cegonha convidar a Raposa para comer na beira da Lagoa, serviu então a sopa num jarro largo embaixo e estreito em cima.

- Hummmm, deliciosa! - Exclamou a Cegonha, enfiando o comprido bico pelo gargalo - Você não acha?

A Raposa não achava nada nem podia achar, pois seu focinho não passava pelo gargalo estreito do jarro. Tentou mais uma ou duas vezes e se despediu de mau humor, achando que por algum motivo aquilo não era nada engraçado.

MORAL: às vezes recebemos na mesma moeda por tudo aquilo que fazemos.

O que é uma grande vida senão um pensamento da juventude realizado pela idade madura?

A vingança comprimida aumenta em violência e intensidade.

Não pode haver glória onde não existe virtude.

Virtude invejada é duas vezes virtude.

Amai o que jamais se verá duas vezes.

O fraco ofendido desabafa maldizendo.

A alma dos imperadores e dos sapateiros são tiradas do mesmo molde.

O homem não é bom nem mau, nasce com instintos e aptidões.

A constância é o fundo da virtude.

A gula é uma fuga emocional, um sinal de que algo está nos comendo.

Compreender é perdoar.

Deve-se julgar da opinião e caráter dos povos pelo dos seus eleitos e prediletos.

Nem a fortuna nem a grandeza são, por si sós, suficientes para sermos felizes.

Querendo prevenir males de ordinário contingente, o homem prudente vive sempre em tortura, gozando menos do presente do que sofre no futuro.

O estudo confere ciência, mas a meditação, originalidade.

Um autor estraga tudo quando pretende fazer bem de mais.

A intolerância irracional de muitos escusa ou justifica a hipocrisia ou dissimulação de alguns.

A chave de todas as ciências é inegavelmente o ponto de interrogação.

Perdoamos mais vezes aos nossos inimigos por fraqueza, que por virtude.