Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Se vista de sensualidade,
que o amor está pedindo bis
e venha dar felicidade,
para quem sempre te quis.
Onde está o meu pensamento,
está a minha saudade,
o meu coração
e a minha felicidade.
Em você que tanto desejo,
dona do meu universo,
quanto mais eu te vejo,
muito mais eu te quero!
Café com Leite
Por Diane Leite.
Por muito tempo, acreditei que felicidade era ter muitos rostos ao redor, muitas vozes preenchendo os vazios da minha existência. Eu buscava pertencimento como quem busca abrigo em dia de tempestade — desesperada por calor, por acolhimento, por uma certeza de que eu fazia parte de algo.
Mas eu não fazia.
Lembro-me do incômodo sutil ao estar entre minhas primas. Elas riam, brincavam e se entendiam como se falassem um idioma ao qual eu nunca tive acesso. Eu sorria por educação, mas havia um silêncio interno em mim que não se dissipava. Talvez fosse a falta de espontaneidade, talvez fosse algo maior — um desencontro entre quem eu era e o que o mundo esperava de mim.
Então veio Ana Cecília.
Nos conhecemos no pré-escola, e, sem precisar de palavras, soubemos que éramos iguais. Ela era uma das poucas meninas afrodescendentes da escola; eu, uma criança que sempre sentia que não se encaixava. Não fomos unidas pelo acaso, mas pelo instinto de sobrevivência. De alguma forma, sabíamos que estar juntas tornava a solidão menos afiada.
Sob a sombra generosa de um pé de manga, criamos nosso refúgio. Choramos as dores que ainda não sabíamos nomear e sonhamos mundos que ainda não existiam. Quando alguém ria de nós, nos olhávamos em cumplicidade e repetíamos nosso mantra secreto: "Café com leite." Um apelido que nasceu de uma piada alheia, mas que transformamos em escudo. Se éramos diferentes do resto, que assim fosse.
Ana era minha fortaleza; eu era sua guardiã.
Eu não permitia que ninguém a ferisse. Defendia sua honra como quem defende o próprio coração, porque era isso que ela se tornou para mim: um pedaço do meu mundo que ninguém tinha o direito de tocar.
E havia Camila — popular, cercada de gente, luz e barulho. Ela me estendeu a mão, me incluiu em um mundo onde pertencimento parecia fácil. Mas aprendi, com o tempo, que amizade não se mede em números. Camila era festa; Ana era lar. Com Camila, eu ria. Com Ana, eu existia.
A vida seguiu. Cada uma tomou seu caminho, como as folhas que caem da mesma árvore, mas voam para direções opostas. Ainda assim, o que criamos sob aquele pé de manga nunca nos abandonou.
Hoje, aos 40 anos, sei que pertencimento não é sobre caber. É sobre encontrar alguém que te veja por inteiro e ainda assim escolha ficar. Ana me ensinou que laços verdadeiros não precisam de multidões, nem de aprovações externas — só de dois corações que se reconhecem.
Eu não trocaria nossas tardes de manga com sal por nenhuma festa lotada.
Se pudesse dizer algo à criança que fui, diria: não tente caber onde sua luz é diminuída para que os outros brilhem. Amor não é barganha, pertencimento não é concessão. As pessoas certas não preenchem vazios — elas lembram que você já era inteira o tempo todo.
E Ana, em algum lugar, sabe disso. Assim como eu.
Se a minha sogra morresse, eu ficaria muito triste, porque ela é a mãe da minha felicidade, e eu sei que a filha dela não viveria sem ela. (LilloDahlan)
A felicidade é a porta para um caminho mais curto. Não tenham medo das provações, pois essa porta da ao vencedor um prêmio sem igual.
Não vejo a felicidade como algo tão grande como belas montanhas que você pode visitar, morar, acampar, tirar fotos, mas não pode levar consigo. Prefiro pensar em felicidade como pequenos grãos de areia, mesmo tão pequenos, podendo fugir pelos seus dedos a menor falta de cuidado.
Por menores que sejam podem resistir a muitas ondas e marés, e ainda te permitem carregar um pouquinho com você, seja no bolso ou no sapato, escondido no cabelo ou dentro de um casaco.
Ou a ter o prazer de segurar com as próprias mãos.
“Ao empreender pelo caminho da verdadeira felicidade, apenas deves levar consigo a própria roupa, o seu calçado, um cobertor, o alimento ideal e um bom livro.”
A felicidade não é abstrata e nem constante. É formada por aqueles momentos em que você está em transe mental, não pensando em quase nada, a não ser naquela frase idiota do seu amigo, ou no quanto você gosta de estar com sua mãe, isto é, é formada pela gama de sensações positivas no instante em que você está com essa(s) pessoa(s). Para estar feliz é simples, basta multiplicar esses momentos.
Existem varias pedras no caminho da felicidade, entretanto duas são grandes e perigosas, o orgulho e o medo.
O grande obstáculo no caminho da felicidade plena para maioria das pessoas não é alcançar a felicidade, mas sim identificar o que as faz feliz no momento certo.
A busca de prazer e felicidade é uma espécie de apetite, hoje os indivíduos são submetidos a viver o tempo todo com essa fome pelas sensações físicas de êxtase e saciedade de satisfação ininterrupta, porque aliás, a felicidade na cultura moderna foi atrelada a uma sensação puramente do corpo.
Ninguém
Ninguém te trará a felicidade,
Se você mesmo não a tiver.
Ainda que em pequena quantidade.
A felicidade pode ser compartilhada, acrescentada mas nunca trazida feito um ramalhete de flores.
Ninguém poderá te trazer, a tão sonhada paz,
Se seu interior vive em guerra.
Vá ao encontro do que tanto deseja para ser feliz por completo.
Mas, vá sabendo que terá que levar um pouco de tudo o que sonha ter,
Dentro de você.
Não há fórmulas mágicas, em ninguém,
Que possa te fazer feliz ou mesmo te dar paz,
Se você não contribuir com uma parte.
As vezes, você é quem terá que levar a maior parte,
Para somar a outra de alguém.
Digo isso, não por ser sábio.
Mas por ser lógico.
Não vim a vida passar recibos.
Ou passear de gôndolas em sonhos acordados.
Vim aqui pra observar e aprender.
E, isso, a vida tem me ensinado.
Portanto, não se lamente ou culpe alguém,
Se sua vida não foi ou não está sendo o que esperava ser.
Mude tuas atitudes e irá perceber,
Que o erro, por nada dar certo,
Pode estar em você.
by Elmo Writter Oliver I
23.11.2016 - 23h11
