Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade

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E você nem legume é, porque até as alcachofras tem coração.

Diante de Compromissos


Quando assumas um compromisso honra-o com a tua presença.

Antes de aceitares qualquer incumbência, medita a respeito, a fim de que não te situes numa posição desagradável.

Sucedendo algum impedimento à tua comparência ou desincumbência da tarefa, comunica-o com antecipação, de modo a não prejudicares quem te aguarda, ou aquele que confia na tua palavra.

Sejam de pequena monto ou alta responsabilidade, desincumbe-te de todos os deveres que assumires.

Ao ser criticado, não se preocupe, pois os pontos que os outros criticam podem ser os trunfos que fazem você se destacar na multidão.

Lições de Motim
DONA COTINHA: Viver sozinho vicia. Chega uma hora que gente incomoda. Dá uma espécie de gastura, e é essa gastura o primeiro passo para a solidão. É claro, só gosta de solidão quem nasceu pra ser solitário. Só o solitário gosta de solidão. Quem vive só e não gosta de solidão não é um solitário, é só um desacompanhado. Solidão é vocação, besta de quem pensa que é sina. Por isso, tem que ser valorizada. E não é qualquer um que pode ser solitário não. É preciso ter competência pra isso. Pra viver bem com a solidão temos de ser proprietários dela e não inquilinos. Quem é inquilino da solidão, não passa de um abandonado. Não é que eu não goste de gente, eu não suporto é ser usuário, o que é bem diferente. Minha solidão tem um nome: renúncia. Eu renunciei ao gênero humano. É simples e só. Perdi a crença nas pessoas. O certo é que eu sou um descreste de gente, só isso. Tirei as pessoas da minha vida, como tirei o açúcar de minha diabete. Minha solidão é medicinal.

Tome os meus desejos como realidade,porque eu acredito na realidade dos meus desejos.

A arte de sorrir

temos autonomia para sorrir
razões para chorar
motivos para se divertir
viver e amar

Compartilhar erros
criticar o voo correto
conviver com falhas e tropeços
e depois tá tudo certo

Acordar no pesadelo
caminhar pelos sonhos
enfrentar o nosso medo
e destruir seus monstros

Desenhar o verbo amar
com belas cores colorir
da pintura inspirar
a arte de sorrir

É relaxante, confortável, saber que quem amamos está dormindo na sua cama, onde nada pode magoar.

Temo o homem de um livro só.

Imagino que a tragédia real do pobre é que a única coisa que ele é capaz de sustentar é a autonegação. Os pecados bonitos, assim como as coisas bonitas, são privilégios dos ricos.

Espera-me. Até quando, não sei.
Um dia, voltarei.

Espera-me pelas manhãs vazias,
nas tardes longas e nas noites frias,
e, outra vez, quando o calor voltar.
Aí, nunca deixes de me esperar!

Espera-me, ainda que, aos portais,
as minhas cartas já não cheguem mais.
Ainda que o Ontem seja esquecido
e o Amanhã já não tiver sentido.

Espera-me depois que, no meu lar,
todos se cansem de me esperar.
Até que o meu cachorro e o meu jardim
não mais estejam a esperar por mim!

Espera-me. Até quando, não sei.
Um dia, voltarei.

Não dês ouvidos nunca, por favor,
àqueles que te dizem que o amor
não poderá os mortos reviver
e que é chegado o tempo de esquecer.

Espera-me, ainda que os meus pais
acreditem que eu não existo mais.
Deixa que o meu irmão e o meu amigo
lembrem que, um dia, brincaram comigo
e, sentados em frente da lareira,
suponham que acabou a brincadeira…

Deixa-os beberem seus vinhos amargos
e, magoados, sombrios, em gestos largos,
falarem de Heroísmo ou de Glória,
erguendo vivas à minha memória.
Espera-me tranquila, sem sofrer.
Não te sentes, também, para beber!

Espera-me. Até quando, não sei.
Um dia, voltarei.

Esperando-me, tu serás mais forte;
sendo esperado, eu vencerei a morte.
Sei que aqueles que não me esperaram
– que gastaram o amor e não amaram –
suspirando, talvez digam de mim:

“Pobre soldado! Foi melhor assim!”

esses, que nada sabem esperar,
não poderão jamais imaginar
que das chamas eternas me salvaste
simplesmente porque me esperaste!

Só nós dois sabemos o sentido
de alguém poder morrer sem ter morrido!
Foi porque tu, puríssima criança,
tu me esperaste além da esperança,
para aquilo que eu fui e ainda sou,
como nunca, ninguém, me esperou!

"Serenamente cruzo as mãos e espero,não me importa o mar nem a maré, o vento nem a tempestade,não me insurjo contra o tempo,nem contra o tempo nem contra o destino, pois o que é meu, as minhas mãos virá"

Deixamos pra depois uma conversa amiga
que fosse para o bem, que fosse uma saída
Deixamos pra depois a troca de carinho
Deixamos que a rotina fosse nosso caminho
Deixamos pra depois a busca de abrigo
Deixamos de nos ver fazendo algum sentido

Amanhã ou depois, tanto faz se depois
for nunca mais...nunca mais

Deixamos de sentir o que a gente sentia
que trazia cor ao nosso dia a dia
Deixamos de dizer o que a gente dizia
Deixamos de levar em conta a alegria
Deixamos escapar por entre nossos dedos
A chance de manter unidas as nossas vidas

Amanhã ou depois, tanto faz se depois
for nunca mais...nunca mais

Quando nos permitimos ser consumidos pela raiva, a única vítima somos nós mesmos.

Queria ter podido lhe dar boa-noite. Queria ter podido te levar ao primeiro dia de aula. Queria estar presente para poder lhe ensinar piano. Queria ter podido dizer para não ir atrás do garoto. Ter podido abraçar você numa hora de dor. Queria ter podido ser seu pai. Nada que eu fizer vai poder substituir isso.

Não tenha tanto medo de Amar.é importante ter muita coragem para correr o risco de viver.O Amor é um exercício continuo da vida.Não procure ser diferente, seja apenas você.A razão de viver é a emoção de sentir, e a razão de sentir é a emoção de viver!

É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.

Letícia Lanz (Geraldo Eustáquio de Souza)

Nota: A autoria do pensamento tem vindo a ser erroneamente atribuída a Cora Coralina.

Eu não entendo a sua volta, eu não entendo a sua indecisão
Num dia sou o seu grande amor no outro dia não

Confiança é como um cristal fino, de rara beleza. Uma vez trincada, por mais que se conserte, ficará com marcas.

Podemos nos separar na política, na religião, nos esportes... no amor ou na guerra... mas na filosofia todos sempre iremos nos encontrar...

(...) Lembrei-me daquelas mãos quentes, delicadas e atentas, inclinadas sobre as minhas mãos. Do toque daquela pele. Aquele toque tão agradável e demorado sobre mim.
Sempre que me toca é como se todos os meus sentidos ficassem embriagados. E lá estou eu envolvida numa espécie de volúpia e luxúria. E lá estou eu com o ritmo cardíaco em aceleração constante.
Voltei a lembrar-me, desta vez das minhas mãos em estado de desejo absoluto em busca do contacto com aquela pele. A exuberância ansiosa e impaciente que sustentam todos os nossos momentos. A urgência excessiva de nos sentirmos, sem pensarmos em absolutamente mais nada.
Um corpo de encontro ao meu, destilado, consumido, arrebatado, a querer-me toda, tudo de mim…consumir-me toda.
Não me lembrei só hoje. Mas hoje foi diferente. Este silêncio tão único imobilizou-me, mas não me assombrou, muito pelo contrário…na verdade fez-me bem fechar os olhos e voltar a sentir os sentidos como que embriagados. (...)