Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
"Quando criança,meu maior desejo era ser adulto,hoje aos quarenta queria voltar a infância onde minhas responsabilidades não imaginavam a bola de neve que se tornaria no futuro, vai entender: bem vindo seja ao mundo adulto!"
"O tempo passado nunca foi desperdício, tudo que pra trás ficou fortaleceu meus anseios,armado estou pra batalha,divina seja a glória."
"De hoje em diante eu não traio mais minha convicção de que sempre estive certo que verdadeiramente estava errado."
Faço da ciência meu refúgio,nela me liberto para expressar aquilo que a lâmpada genial que há em mim quer dizer.
"Agregar valores,adquirir novidades,obter conhecimentos novos e dominar seu negócio, aumentam as chances de se tornar ponta no mercado consumidor que cada vez tem se mostrado mais exigente."
Obedeçam às ordens do seu superior e tenham apenas um ideal: praticar corretamente a sua profissão; sejam úteis aos outros.
"Hoje o povo brasileiro mostrou ao mundo a sua indignação e sua ânsia por um país melhor,nas urnas eles mostraram o quanto têm carência por justiça e o quanto amam essa nação tão rica mas tão sofrida, Brasil olha pra cima..."
A aurora do tempo mais escuro está a levantar-se, entretanto, lembre-se que, independente de qualquer coisa, a Vitória que vence as coisas deste mundo é a Fé.
O excesso de cobrança por virtudes alheias
é a forma como alguns tentam parecer virtuosos.
Cika Parolin
Ou você liga tanto para um problema mas tanto para um problema que você arranja uma solução, ou, você liga tão pouco para ele que ele deixa de ser um problema. Qualquer coisa no meio é sofrimento desnecessário.
Todos são iguais, ao passo de que todos são diferentes, é nesse limbo, nessa contradição, que as relações humanas vivem.
Uma palavra perfeita está mais oculta do que a pedra verde; pode, no entanto, encontrar-se junto das servas que trabalham na mó?
Éramos crianças felizes, apesar de tudo!
Não havia presentes caros, mas certamente
nada nos faltava para realizarmos nossas travessuras.
Havia o terreiro enorme, o campo,
o riacho, as frutas verdes,
os animais e o mais importante,
éramos livres para usufruí-los da manhã até o anoitecer.
Papai cuidava da mercearia e mamãe dos afazeres de casa,
de modo que tínhamos os dias ao nosso inteiro dispor para inventarmos mil brincadeiras, algumas um tanto arriscadas, como quando Ciro me "instruiu" a pegar uma lata de ameixas pretas da mercearia, enquanto ele providenciaria um abridor de latas na cozinha. Lá fui eu, disfarçadamente, aproveitando da distração de papai com a freguesia, peguei uma lata das grandes e corri com ela até meu irmão. Mais do que depressa fomos até as proximidades de casa, onde havia árvores enormes de eucaliptos; nos acomodamos à sombra e com dificuldade abrimos nossa preciosa lata de ameixas secas.
Comemos delas até não mais poder e tratamos de ocultar a lata e as sobras. Voltamos para casa com a cara mais inocente desse mundo, excessivamente calados e sem graça. Mamãe matutava, tentando descobrir o que teríamos aprontado. Mal sabia que estávamos com uma tremenda dor de barriga que tentávamos em vão esconder, porém horas depois, começara uma disenteria das grandes. Mamãe acudiu-nos rogando a Deus por seus gêmeos que estavam evacuando algo parecido com sangue, o que a fez temer por alguma doença extremamente grave. Nós dois, como todos os peraltas que se prezam, permanecemos calados quanto à origem daquele "acidente intestinal".
Tempos depois, mamãe providenciando gravetos para acender o fogo pela manhã, passou pelos tais eucaliptos e encontrou meia lata, das grandes, de ameixas pretas, muito mal ocultada entre alguns arbustos. Não é preciso nem dizer que ela desvendou no ato o que tinha causado a "enfermidade" de suas crianças. Como era praxe na época, fomos chamados à ordem e advertidos quanto à furtar, mentir, trapacear...e para encerrar o caso, levamos os dois, o castigo de varrer, durante duas semanas, o quintal da casa, o que, naturalmente, foi feito aos "trancos e barrancos".
Cika Parolin
