Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
A Travessia do Invisível
Há mundos que habitam a gente muito antes de os nossos olhos abrirem para o mundo físico. Na infância, quando o silêncio e a ausência de telas moldavam os dias, a imaginação não era apenas um faz de conta; era uma antecipação. Sonhar com rostos, presenças e cenas que só anos mais tarde cruzariam o caminho na televisão — como o encontro lúdico com artistas no alto de uma árvore — revelava algo curioso: de alguma forma, na vida, parece que já fomos todos apresentados antes. Era a alma reconhecendo nos bastidores do tempo aquilo que a realidade só iria revelar mais tarde.
Mas a sensibilidade de quem enxerga além não para na infância. Ela cobra travessias. Anos mais tarde, o espírito pediu passagem em um daqueles abismos que exigem a morte de tudo o que é velho para que o novo possa respirar. Ao ver a própria matéria de fora e cruzar com a figura profunda de um mestre da nossa arte nos domínios do sonho, a vida exigiu uma curva drástica.
Foi preciso morrer por dentro para nascer inteira. Nesse renascimento, os dogmas pesados, as amarras e a religiosidade excessiva ficaram para trás, deixados como roupas velhas que já não cabiam na alma. Caiu o medo, dissolveu-se a culpa imposta.
Hoje, não há intermediários entre o humano e o sagrado. A bússola é interna, a voz é própria e o leme pertence a quem aprendeu a caminhar de mãos dadas com a própria essência. No controle do próprio destino, compreendemos o que sempre esteve por trás de tudo: o Criador sempre foi o diretor dos cenários. Sobra, então, a liberdade pura de ser, sentir, criar e escrever a própria história.
O desprezo, muitas das vezes, é um recurso utilizado por uma pessoa para blindar-se, quando na realidade, ela gostaria de estar bem próxima ou até mesmo no lugar de quem ela nutre este esntimento.
Você disse que eu estava louca por pensar nisso. Se não tem confiança, não tem nada. Você me falou isso lembra? Era mentira, era tudo mentira. Eu não fiz nada, além de idolatra você. Apoia você. Amar você. E olha, olha o que você fez comigo. O que eu fiz. Você investigou meu passado, dissecou minha vida, me fez parecer um monstro, alguém que machucaria pessoas, que faria coisas terríveis. Mas quem é o monstro aqui?
#YOU
O tempo é veloz, cada vez mais. Cada segundo longe de você é um desperdício. É como me jogar de um precipício. Quero ter você comigo, ser muito mais que um amigo. Trazer você pra perto de mim, não dá pra ser feliz assim. Cabelos lindos, boca vermelha, pele suave que incendeia. Atitude e certeza, sua maior beleza.
A matança das queimadas
Com tantas árvores derrubadas
As nossas florestas vão se acabando
A fauna e a flora se matando
Tudo é destruído com as queimadas
Em deserto pode ser transformada
Com o tempo a água vai secando
Os rios e nascentes vão enterrando
A natureza sem água é um nada
Mas o homem é muito ganancioso
Só deseja com a mãe terra lucrar
Esquecendo que tudo pode ter fim
O destino do homem é sentencioso
Se não souber mesmo se programar
O que será do futuro, da vida, assim?
Atividade policial é um remédio forte e amargo. Porém, eficaz para uma sociedade adoecida pelo crime.
O VENTO E A SÚPLICA
Num mundo com tantas dores
O povo sem fé e sem flores
Eu venho clamar em prantos e versos
Eu venho implorar ao vento um rumo diverso
Rogo ao vento que leve lembrança pra minha terra
Rogo ao vento que traga a paz onde tem guerra
Rogo ao vento que mande fartura pra miséria
Rogo ao vento que beije a alma com graça séria
Busco no vento a brisa que abraça e abriga
Busco no vento o bálsamo para a ferida
Busco no vento o brilho do sol matutino
Busco no vento o sopro do nosso destino
O sopro viaja na rota invisível
O tempo revela o que era impossível
A brisa que sopra e que já me atendeu
O vento que respondeu tem nome, e o nome dele é Deus!
... D. 840 ... Q. 840 ? ...
... Training Chappel ...
... Alegria ... Esperança ... Gratidão ... GTC ...
Obrigado Senhor por ter me dado o dom de escrever para este momento, esta mensagem.
Foi em canções feitas com amor, que pensamentos poéticos conseguiram mostrar, no luto da vida de cegos, o que jamais seus olhos conseguiram ver.
Recado de Deus ao homem
Tão fácil, gostar da vida sem destruição, tudo que fiz foi à bem de todos. Confiei a cada um sua missão e o que deixei foi para todo ser vivo na face da terra. Através das nuvens, o transporte da água que caem em forma de chuva, a bem de toda vegetação.
O vento a soprar a face do globo. A luz do sol com seu calor para fortalecer na terra a planta, que com tanto orgulho alimenta suas vidas. Nas salinas deixei o sal, para que desse melhor sabor ao seu alimento. Na doçura da cana, o açúcar. Nos rios peixes menos perigosos que nos mares. Dei tudo para que conservassem.
Dei ao meu filho, minha filha, sua irmã como esposa. Ao filho do meu filho, como Mãe, a minha filha. Se todos são meus filhos, irmãos do mesmo Pai, porque não se amaram?
Criei tudo com tanto amor. Dei aos olhos a visão. Coloquei no cérebro a inteligência, para que olhando, sentissem nas maravilhas da natureza o que dei de melhor. Com a sinfonia dos pássaros ao cantarem no romper da Aurora, abri caminho para a música, que está com você á cada momento. Presenteei a natureza com rosas, cujos perfumes foi presente de Maria. Ela é a Mãe de todas as Mães dos nossos filhos.
Deixei a noite para descanso de todos. Fiz cair sereno, transformei em orvalho ao nascer do sol, em beneficio das flores. A mesmo limpa suas pétalas dando colorido aos campos, assim Maria fica feliz. Para sobrevivência dos animais dei a razão em matar, semente ao fruto para continuar. Com justiça, a vida e a morte para todos iguais. Dei na confiança de todos meu verdadeiro e único filho, para que ensinasse uns aos outros o meu regime: O Amor.
Ele foi crucificado, pregado na cruz por seus irmãos e antes da morte do seu corpo me fez um pedido:
Perdoai Pai, eles não sabem o que fazem. E eu cumpri. Há dois mil e tantos anos subiu ao céu e ao meu lado direito diz:
Pai, fiz tudo por amor. Se para cada um de nós deu uma cruz e todos seu dia marcado, voltarei a terra antes do fim de tudo.
E por amor ao homem levarei o seu recado.
Francisco Moreira de Freitas – François.
