Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Em um dia comum os dois se encontram por acaso.
O mundo em volta parece agora funcionar em câmera lenta.
Anos depois o destino fez a rota dos dois se cruzar.
Eles se olharam por um tempo, analisando cada traço um do outro.
A voz dela quebrou o silêncio:
_você esqueceu?
Ele sorriu tristemente e respondeu:
_Não esqueci, não tem como esquecer!
Rosane Brito
“Oportunidade, para os limitados, é filha do acaso favorável. Para os visionários, é fruto da vontade que não se dobra às circunstâncias.”
𓂃༅Escolher…༅𓂃
༺༻
Nada nesta vida é por acaso e nem tão pouco sem opção.
Na vida você tem duas escolhas, ou você espera acontecer ou você faz com que aconteça. Tudo depende da forma de estar na vida, acomodar ou lutar.
Pode esperar sentado e ir vendo a vida passar e mesmo quando vamos à luta, ou se vai com garra ou pouco se pode esperar.
Não faça para ver se vai dar certo, faça até dar certo.
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Tc.19052025/077
O Cálice Transbordante
Por que me olhas, ó Vida, com olhos de espanto?
Acaso não vês que trago nas mãos um cálice tão cheio,
Que o amor nele contido, como um rio inquieto
Derrama-se sobre a terra árida dos dias comuns.
Buscando raízes que o aceitem?
Sim, carrego dentro de mim sóis internos,
Jardins noturnos de afeto não nomeado,
E um sentido mais vasto que o horizonte do mar.
É um vinho antigo, fermentado em silêncios,
Destinado a saciar a sede das estrelas...
Mas as estrelas são mudas, e seguem distantes.
Dizem que o amor é ponte para os objetivos,
A chama que ilumina o caminho da alma.
Eu o sei, ó Sabedoria Eterna!
Por isso insisto em erguer altares com as mãos vazias,
Em semear afeto no vento que passa,
Em oferecer meu peito como abrigo a pombas sem rumo.
Ah, se minhas asas pudessem carregar tanta dádiva!
Mas o tempo é lento, e os corações, quando se abrem,
Muitas vezes tremem como folhas de outono.
E eu fico aqui, na esquina do eterno,
Com os braços cheios de sementes douradas...
À espera de uma terra que as queira germinar.
Não me chames de iludido, emocionado em demaseio, chamem-me de, fiel.
Fiel ao rio que canta dentro do meu peito, pagodes, poemas..
Fiel ao sentido que nasce do próprio dar,
Fiel ao mistério de amar, mesmo sem destino.
Pois o amor que não encontra porto
Transforma-se em raiz.
E da raiz invisível nasce a árvore da resiliência,
Cujos frutos são a própria existência plena.
Assim sigo:
Com meu cálice transbordante,
Minha alma como oferenda,
E a certeza quieta de que o amor...
Mesmo não visto, mesmo não partilhado...
É o primeiro alicerce de todo sentido.
Porque antes de ser resposta, ele é pergunta sagrada.
Antes de ser encontro, ele é a coragem de permanecer aberto.
A busca de sentido no ato humano de amar,
quando
reciprocado... é o compreensível amar.
O Cálice Transbordante
Por que me olhas, ó Vida, com olhos de espanto?
Acaso não vês que trago nas mãos um cálice tão cheio,
Que o amor nele contido, como um rio inquieto
Derrama-se sobre a terra árida dos dias comuns.
Buscando raízes que o aceitem?
Sim, carrego dentro de mim sóis internos,
Jardins noturnos de afeto não nomeado,
E um sentido mais vasto que o horizonte do mar.
É um vinho antigo, fermentado em silêncios,
Destinado a saciar a sede das estrelas...
Mas as estrelas são mudas, e seguem distantes.
Dizem que o amor é ponte para os objetivos,
A chama que ilumina o caminho da alma.
Eu o sei, ó Sabedoria Eterna!
Por isso insisto em erguer altares com as mãos vazias,
Em semear afeto no vento que passa,
Em oferecer meu peito como abrigo a pombas sem rumo.
Ah, se minhas asas pudessem carregar tanta dádiva!
Mas o tempo é lento, e os corações, quando se abrem,
Muitas vezes tremem como folhas de outono.
E eu fico aqui, na esquina do eterno,
Com os braços cheios de sementes douradas...
À espera de uma terra que as queira germinar.
Não me chames de iludido, emocionado em demaseio, chamem-me de, fiel.
Fiel ao rio que canta dentro do meu peito, pagodes, poemas..
Fiel ao sentido que nasce do próprio dar,
Fiel ao mistério de amar, mesmo sem destino.
Pois o amor que não encontra porto
Transforma-se em raiz.
E da raiz invisível nasce a árvore da resiliência,
Cujos frutos são a própria existência plena.
Assim sigo:
Com meu cálice transbordante,
Minha alma como oferenda,
E a certeza quieta de que o amor...
Mesmo não visto, mesmo não partilhado...
É o primeiro alicerce de todo sentido.
Porque antes de ser resposta, ele é pergunta sagrada.
Antes de ser encontro, ele é a coragem de permanecer aberto.
A busca de sentido no ato humano de amar, quando
reciprocado... é o compreensível amar.
André Vicente Carvalho de Toledo
Eu te encontrei por um acaso,
No primeiro brinde me fez perigoso laço,
Tentei brincar com você desde então,
Porém, juvenil, não dei margem e subestimei meu coração...
A vida fluiu e nesta cidade maravilhosa desembarquei...
Novato e sem experiencia, neste mar virtuoso embarquei
Lugar pequeno, São Clemente e voluntários
E meio a Joao Afonso éramos nós dois e vários...
Num estalo Copacabana sorriu pra mim
Com cuidado me aproximei da princesinha do mar
Muitas voltas, bares em volta porres sem fim
Enlaces, as vezes sozinho fiquei por um tempo a andar
Solitude acompanhada de perrengue de uma quarentena
Sem rua, sem carros, sequer transeuntes, mais drinques de máscara.
Mas aos pousos a vida volta, como a TV com sua antena
lockdown ensinou a aprimorar o xadrez e até a teoria de Bhaskara.
Seu brinde diário hoje já não me faz bem
Tento me desvencilhar de você a todo instante
Não sei até quando meu corpo ao seu lado, ficará sem
E na minha mente só vejo criança olhando meu brinquedo na estante.
Dom! Dom!
Vibra sua presença descendo na tela refletindo seu movimento em direção a mim. Acaso amargo, contra mão, fugindo do fôlego de mais uma vez entrelaçar meus dedos no seu emaranhado cabelo.
Nada que está acontecendo é por acaso, tudo envolve as ações minhas e suas, onde um palito jogado ao chão pode ocasionar grande destruição. Nós temos a mão da destruição mas mão essa que também pode salvar, se houver tempo.
O vazio que a vida traz não some por acaso. Ele se preenche quando encontramos algo que vale a pena carregar.
"Sorte não existe. É apenas um conjunto de eventos pré-determinados ao acaso, regidos aleatoriamente por ações de quem os realiza."
O Presente do Agora
Existem pessoas que não chegam em nossas vidas por acaso; elas chegam por providência. São, na mais pura essência, presentes que Deus desembrulha silenciosamente e coloca em nosso caminho nos dias em que mais precisamos, às vezes para nos curar, outras vezes para nos fazer voltar a acreditar na alegria.
Quando alguém assim aparece, a alma reconhece. Não precisamos saber quanto tempo a visita vai durar, porque a eternidade não se mede em anos, mas na intensidade dos instantes. O verdadeiro milagre está no prazer da convivência: no riso solto que escapa sem aviso, na conversa que faz as horas parecerem minutos, na paz de um abraço que reconstrói o mundo.
Esses momentos felizes são a assinatura de Deus em nossos dias. É Ele nos dizendo: "Aproveite. Sinta. Viva."
Por isso, não desperdice o hoje tentando adivinhar o amanhã. Mergulhe de cabeça na felicidade que está disponível agora. Valorize o toque, o olhar, a companhia. Diga o que sente sem medo e sem reservas. Porque, no final das contas, o que levamos dessa vida não é o tempo que passou, mas o quanto fomos capazes de ser felizes enquanto o tempo passava.
Cuide desse presente. Deus o confiou a você.
Deixemos o acaso decidir nosso futuro e não precisaremos reclamar do insucesso.
(...)
Afinal não nos esforçamos por nada mesmo.
Não fique parado no tempo, esperando pelo acaso.
Seja o vento que ninguém segura e apareça inesperadamente, mostrando sua força e seu poder para mudar uma situação.
Vá pelo mundo afora, sem pressa de voltar dos afazeres.
Se a tempestade, por acaso, destruir o caminho,
procure com calma e atenção,
para não se perder na volta.
O acaso não se confunde com o nada é por acaso, são realidades distintas. Ambos seguem regras diferentes, mas compartilham um mesmo propósito, manifestando-se em situações diversas.
Tua luz não está por trás da montanha por acaso; é lá que estão aqueles que desejam ver teu brilho para permanecer na luz.
ECOS DO ACASO...
O despertar é uma fagulha num vasto vazio pré-existente, um instante de luz contra a escuridão eterna e silenciosa. Não há um propósito inscrito nas estrelas ou em tabletes de argila, apenas o choque mudo de estar consciente, de respirar. A pergunta é um eco que se perde nos corredores da mente, uma ânsia por uma placa de sinalização num caminho não trilhado. Somos um acidente com a audácia de exigir explicações, uma canção breve que insiste em conhecer a partitura completa. A existência precede qualquer razão, qualquer desígnio oculto, e o porquê talvez seja apenas o som do próprio pulso...
O relógio é um tirano que inventamos para medir nossa queda, seus ponteiros giram velozes, colhendo segundos como flores murchas. A infância é um país distante, visto da janela de um trem em movimento, cuja paisagem desfoca-se em tons de verde e poeira dourada. A velocidade é a percepção do fim, o peso suave da despedida, cada momento um grão de areia escapando por entre os dedos. O tempo não acelera; somos nós que deslizamos ladeira abaixo, e o assombro não é pela rapidez, mas pela proximidade do solo. A memória comprime anos em fotografias sem nitidez, e a vida é esse breve clarão entre duas escuridões imensas...
A ordem do mundo é um quebra-cabeça com peças de outros mundos, não há uma lógica, apenas uma colisão constante de forças cegas. As coisas são assim porque o equilíbrio é um acidente momentâneo, o resultado de um jogo de dados jogado sobre um pano sem gravidade. O caos é a lei fundamental, vestindo o disfarce enganoso da ordem, e a razão busca padrões nas nuvens passageiras. Não há um arquiteto, apenas a poeira cósmica se rearrumando, e a beleza reside justamente nessa falta absoluta de motivo. Acontece porque acontece, uma cadeia de eventos sem testemunhas, e nós somos a parte que, por um instante, ganhou olhos para ver...
A mente é um rio de lava, um turbilhão de faíscas e sombras, pensamentos surgem como insetos efêmeros sob uma luz forte. Eles cruzam o céu interno sem pedir licença ou dar explicações, são estranhos passageiros em uma estação sempre lotada. Essa velocidade é o reflexo do mundo, sua overdose de estímulos, um mecanismo de defesa contra a quietude que assusta. É o cérebro tentando mapear a inundação com um copo de café, uma dança frenética para não ouvir o silêncio subjacente. Cada ideia é uma fuga, um pequeno universo paralelo e portátil, onde se esconder da pergunta é uma ideia no qual não será respondida...
A solidão é um planeta com atmosfera própria, uma gravidade diferente, onde os sons comuns chegam distorcidos e as cores vibram em outra frequência. Não se é de um lugar, mas de um tempo que ainda não chegou para os outros, ou de um passado tão remoto que virou lenda até para si mesmo. A diferença não é uma escolha, é uma geologia íntima, um fóssil na alma, uma assinatura escrita em uma língua que ninguém se dedica a aprender. É o preço de sentir as costuras do universo de forma muito clara, e o fardo de carregar um olhar que nunca se desliga, nunca descansa. Não é superioridade, mas um exílio, uma ilha de sensibilidade crua, onde se é simultaneamente o prisioneiro e o único habitante...
A data não foi um sorteio, foi uma convergência de infinitas variáveis, um ponto único no tecido do espaço-tempo que precisava de uma testemunha. O universo não escolhe; ele simplesmente é, e você aconteceu nele, naquele cruzamento exato de astros e histórias, de sangue e acaso. A pobreza é uma lição, é a geografia cruel onde a semente caiu, o solo árido que exige raízes mais profundas para encontrar água. E o cansaço e o peso de carregar todas essas perguntas sem repouso, a exaustão de ser a interrogação ambulante em um mundo de pontos finais. É a fadiga de um espírito velho que se vê preso em matéria efêmera, ansioso por um descanso que chegará, inevitável e completo...
--- Risomar Sírley da Silva ---
Ago - 2025
