Expressão
"A reencarnação é, portanto, a expressão mais elevada da misericórdia divina. Ela concede ao Espírito inúmeras oportunidades de recomeço, permitindo-lhe reconstruir-se com lucidez, esforço e perseverança."
Acredito que a primeira forma de comunicação comum e expressão objetiva, no autismo e no TDAH, com o mundo exterior que o cerca, deva ser pelo som, a musica mesmo que da forma mais rudimentar, quase barulho, explorando e ouvindo a cadencia, a intensidade e a objetividade de interesse. Acho bem mais natural musicalizar as emoções e aos poucos entender o universo autônomo dos portadores destas faculdades especiais do que tentar entender e ouvir por meio da fala, dentro de um temperamento oral e mental desconexo ao nosso ouvidos, o que realmente acontece. Creio na arte terapia do som como veiculo e meio.
Vivemos em um tempo de diminuição das diferenças, com a usual liberdade de expressão virtual. ficou bem mais claro que pensamos, vivemos e somos bem diferentes, com isto a renovada ação humanista é inclusiva. Desde as bipolaridades, os portadores do transtorno do Espectro Autista (TEA) como as variações sexuais de gêneros. Afastamos nos do certo e errado, como também do normal e especial, velhas posições de polarização doutrinarias acadêmicas, caíram por terra pela liberdade constitutiva humana de sermos todos únicos, sem o menor direito ético e moral de estabelecermos padrões conhecidos.
Vejo a arte muito além de uma expressão. Vejo como uma filosofia estética buscando significação de vida pelas cores e formas, pelo equilíbrio e uma gama imensa de respostas expressivas para alma inquieta do artista que por sua consciência, grita, chora e ri para seu tempo e seu meio abstrato ou físico. Os estados novos de consciência pela arte como na imersão do cubismo revelando em si uma visão mais abrangente e múltipla do espaço. Como também acontecem em outros estilos da arte moderna, que oferecem novos caminhos pensantes para o entendimento e novas compreensões da consciência humana e dos processos sociais psicológicos. Tais como pelo cubismo, o futurismo, o dadaísmo, o surrealismo, a action painting e a pop arte.
Toda expressão artística contemporânea hoje não é mais um mero produto comercial no exercício repetitivo de cores, idéias e formas do belo mas sim uma manifestação sutil, espiritual e um dialogo personalíssimo existencial, complexo e intuitivo entre o artista, o autor e o espectador avido por respostas ou indagações em nosso tempo tão contaminado, com tantas imagens espalhadas e em movimento e de poucas palavras e linguagens, mesmo que visuais e simbólicas.
A arte em todas suas múltiplas plataformas de expressão na sociedade contemporaneidade nacional é o ultimo panteão da sociedade livre que não se corrompeu pelos interesses camuflados dos grupos financeiros poderosos. A arte em si é livre por conceito mas isto não acontece com certos falsos artistas, que se corromperam de forma fácil, a muito tempo, em uma troca tosca de benefícios venais e privilégios sobre as leis de incentivo cultural que deveria ser pra todos. Estes falsos artistas hoje são aliados políticos de um sistema espúrio, injusto e temporário indo imoralmente contra toda o espirito de liberdade criativa que não abandona toda a classe artística brasileira por igual.
Observo que a liberdade de pensamento
e de expressão anda extremamente
presa ao sufixo "fobia"...
que corre o risco de sofrer de claustofobia ... contraindo uma certa afonia...
✍©️@MiriamDaCosta
A expressão genuína e o direito de escolha florescem onde há decência e limites morais, nunca na desordem e na destruição promovidas pela libertinagem.
Praticar maldades e zombar do esforço alheio não é um ato de autonomia, mas sim a expressão mais baixa da libertinagem desprovida de qualquer valor moral.
Em uma leitura de diversas interpretações...
A primeira expressão é o espelho do que se condiz à seu respeito a segunda interpretação é a presunção, pelo que pensa e a terceira em diante será cada vez a mais correta.
INDICAÇÃO DE LIVRO.
FENÔMENOS PSÍQUICOS NO MOMENTO DA MORTE: A MÚSICA COMO EXPRESSÃO DA ALMA ALÉM DA VIDA CORPORAL.
A morte, desde os primórdios da humanidade, permanece como um dos maiores enigmas filosóficos, científicos e espirituais enfrentados pelo pensamento humano. Entre o último suspiro do corpo físico e o desconhecido que se abre diante da consciência, surgem relatos que desafiam explicações puramente materialistas: aparições de pessoas falecidas no instante da desencarnação, percepções à distância, fenômenos de comunicação psíquica e manifestações que parecem revelar uma continuidade da individualidade humana além da matéria.
Entre os pesquisadores que dedicaram sua vida ao estudo sistemático desses fenômenos destaca-se Ernesto Bozzano (1862-1943), filósofo, pesquisador italiano e um dos mais importantes estudiosos da fenomenologia metapsíquica. Sua obra “Fenômenos Psíquicos no Momento da Morte” (Dei fenomeni psichici al momento della morte, 1923), traduzida no Brasil por Carlos Imbassahy e publicada pela Federação Espírita Brasileira (FEB), constitui um amplo estudo dividido em três grandes partes:
Aparições no leito de morte;
Fenômenos de telecinesia relacionados com a morte;
Música transcendental de realização telepática.
É justamente nessa terceira categoria que Bozzano apresenta uma das análises mais singulares de sua pesquisa: a música como uma manifestação psíquica vinculada ao momento da morte.
A MÚSICA TRANSCENDENTAL: A LINGUAGEM ÍNTIMA DO ESPÍRITO.
Bozzano não aborda a música transcendental como simples fenômeno curioso ou emocional. Seu objetivo é investigar se determinadas manifestações ocorridas no instante da morte poderiam indicar uma ação da consciência sobrevivente ou uma exteriorização psíquica do indivíduo que se encontra em processo de desencarnação.
Ele estabelece uma observação fundamental:
“Os episódios de música transcendental de realização telepática não diferem de modo nenhum dos outros episódios pertencentes à fenomenologia telepática, em geral, e, por consequência, não apresentam especial valor teórico.”
Nesse ponto, Bozzano demonstra rigor metodológico. Ele não cria uma categoria extraordinária sem critérios; ao contrário, coloca a música dentro do campo geral dos fenômenos telepáticos.
Entretanto, logo depois, encontra uma característica específica que chama sua atenção:
“Nos casos conhecidos de telepatia musical, a regra constante é esta: — os agentes são sempre músicos.”
Essa constatação representa o núcleo de sua investigação.
Para Bozzano, a manifestação musical não seria um som aleatório produzido pela mente do receptor, mas uma forma simbólica de comunicação. O espírito ou a personalidade em estado de transição utilizaria aquilo que durante a vida representou sua expressão mais profunda.
O artista transmite sua arte.
O músico transmite sua música.
A alma comunica aquilo que nela possui maior identidade.
Assim, a música funcionaria como uma verdadeira assinatura espiritual.
A SUPERAÇÃO DA HIPÓTESE DA ALUCINAÇÃO.
Um dos pontos mais importantes do estudo de Bozzano é sua análise das hipóteses alternativas.
Ele examina a possibilidade de que tais experiências fossem apenas alucinações individuais, emoções intensas ou criações inconscientes do cérebro.
Entretanto, segundo os casos investigados, aparecem elementos que dificultariam essa interpretação:
a percepção ocorre inesperadamente;
frequentemente acontece no momento exato da morte;
os receptores muitas vezes desconhecem que a pessoa está morrendo;
existem testemunhas ou circunstâncias confirmadoras;
a manifestação apresenta relação direta com características pessoais do falecido.
Para Bozzano, a coincidência entre o fenômeno e o acontecimento da morte não poderia ser descartada apenas porque a ciência ainda não possuía uma explicação definitiva.
Essa postura também aparece nos trabalhos de Camille Flammarion (1842-1925), astrônomo francês e pesquisador dos fenômenos psíquicos, citado por Bozzano em sua obra “L'Inconnu” (O Desconhecido).
Flammarion defendia que a ausência de explicação imediata não autorizava a negação de um fenômeno observado.
PRIMEIRO CASO: AMÉLIA M.
- A VOZ MUSICAL NO MOMENTO DA MORTE.
O primeiro relato analisado por Bozzano foi extraído da obra “L'Inconnu”, de Camille Flammarion.
O caso envolve Alphonse Berget, doutor em Ciências e preparador no laboratório de Física da Sorbonne.
Berget relata a experiência envolvendo uma jovem chamada Amélia M., menina cega, profundamente ligada à música e amiga de sua mãe.
Após perder os pais, Amélia passou a viver com familiares e posteriormente ingressou em um convento em Estrasburgo. Mesmo distante, manteve correspondência com a família de Berget.
No dia de sua morte, a mãe de Berget teve uma experiência impressionante:
De repente, ouviu claramente a voz de Amélia cantando.
Tomada pela emoção, levantou-se e declarou:
“É horrível! Amélia morreu! Ela está morta, porque acabo de ouvi-la cantar.”
Posteriormente verificou-se que a jovem realmente havia desencarnado naquele período.
Flammarion, analisando o episódio, não aceita uma explicação simplista. Ele reconhece a dificuldade do fenômeno, mas afirma que seria uma atitude ingênua negar uma coincidência real apenas porque não se conhece o mecanismo pelo qual ela ocorre.
Bozzano interpreta esse caso dentro da chamada lei do caminho de menor resistência psíquica:
A mensagem teria utilizado o meio mais familiar entre emissor e receptor.
Como Amélia era profundamente ligada à música, a comunicação teria ocorrido através da linguagem musical.
SEGUNDO CASO:
A MÚSICA TRANSMITIDA A UMA CRIANÇA DE DOIS ANOS.
O segundo relato foi publicado no Journal of the Society for Psychical Research (S.P.R.), volume VI, página 27.
O episódio ocorreu em Aberdeen, em 25 de novembro de 1890.
Miss Horne encontrava-se em um pequeno hotel, tendo no colo seu irmãozinho James, uma criança de aproximadamente dois anos.
Durante o jantar, sua mãe subitamente ficou imóvel, como se estivesse tomada por uma percepção inesperada.
Ela chamou a criada e pediu que fosse verificar algo no salão.
A criada encontrou apenas a criança em pé, próxima ao piano, repetindo:
“Papai! Papai!”
Posteriormente descobriu-se que a manifestação coincidira exatamente com o momento da morte da tia da família, Mary Sophie Ives, falecida em Durban, Natal.
O detalhe fundamental para Bozzano estava na característica musical:
A falecida era uma grande apreciadora da música e havia transmitido, por via telepática, uma melodia conhecida da família.
O ELEMENTO DECISIVO: A CRIANÇA DE DOIS ANOS.
Bozzano dá especial importância ao fato de a experiência envolver uma criança muito pequena.
Segundo ele, esse detalhe possui grande valor porque uma criança de aproximadamente dois anos dificilmente teria condições psicológicas para elaborar uma complexa construção imaginativa, uma expectativa consciente ou uma auto-sugestão relacionada a fenômenos desconhecidos.
O episódio, portanto, reforçaria a hipótese de uma percepção independente da vontade consciente do receptor.
A criança não procurava uma manifestação.
A manifestação teria ocorrido espontaneamente.
BOZZANO E A SOBREVIVÊNCIA DA ALMA.
A importância de Ernesto Bozzano não está apenas na quantidade de casos reunidos, mas no método utilizado.
Ele não pretendia realizar uma simples defesa religiosa. Sua proposta era analisar documentos, testemunhos e circunstâncias, buscando compreender se os fenômenos poderiam ser explicados exclusivamente pela matéria ou se apontariam para uma realidade espiritual.
Sua conclusão seguia uma linha semelhante à defendida pelo Espiritismo codificado por Allan Kardec, especialmente no princípio da sobrevivência do Espírito após a morte corporal.
Em “O Livro dos Espíritos” (1857), Kardec apresenta a ideia de que o Espírito não é destruído com a morte física, mas continua sua trajetória evolutiva.
A pesquisa de Bozzano, embora inserida no campo da metapsíquica, dialoga com essa perspectiva ao investigar manifestações que sugerem a continuidade da consciência.
CONCLUSÃO:
QUANDO A ALMA FALA PELA MÚSICA.
A música transcendental estudada por Ernesto Bozzano apresenta uma profunda dimensão simbólica: no momento em que o corpo se aproxima do fim, aquilo que mais profundamente caracterizou uma existência pode tornar-se o veículo de uma última expressão.
Para o músico, a música não é apenas som.
É memória.
É identidade.
É emoção transformada em linguagem.
Segundo a interpretação espiritualista, quando os limites da matéria começam a desaparecer, a consciência encontra meios sutis para manifestar aquilo que verdadeiramente é.
A música, nesse contexto, deixa de ser apenas uma criação humana e passa a ser compreendida como uma ponte entre mundos: o visível e o invisível, o transitório e o eterno.
PENSAMENTO FILOSÓFICO.
“A morte pode silenciar os instrumentos do corpo, mas jamais consegue apagar a melodia que a alma escreveu durante sua passagem pela existência.”
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
FONTES.
BOZZANO, Ernesto. Fenômenos Psíquicos no Momento da Morte (Dei fenomeni psichici al momento della morte), 1923. Tradução brasileira de Carlos Imbassahy. Federação Espírita Brasileira (FEB).
FLAMMARION, Camille. L'Inconnu (O Desconhecido). Obra citada por Ernesto Bozzano como fonte de casos de fenômenos psíquicos.
Society for Psychical Research (S.P.R.). Journal of the Society for Psychical Research, volume VI, página 27.
Líderes eclesiásticos que mantêm a liderança da igreja apenas pela postura física, pela expressão do dinheiro e pela sua falsa religiosidade, são verdadeiras pedras de tropeço para o restante do rebanho, porque adoram mandar, sem primeiro servir.
Meça a expressão de um sorriso sarcástico e bajulador ao lado de um sorriso leve e duradouro: um tem no rosto o peso de um coração hipócrita e o outro a satisfação de uma consciência limpa e feliz.
Filhinha
Deus não é severo mais,
suas rugas, sua boca vincada
são marcas de expressão
de tanto sorrir pra mim.
Me chama a audiências privadas,
me trata por Lucilinda,
só me proíbe coisas
visando meu próprio bem.
Quando o passeio
é à borda de precipícios,
me dá sua mão enorme.
Eu não sou órfã mais não.
A aparência nunca deve ser julgada nem interpretada pela expressão de um rosto.
Aquele que julga reflete, sem perceber, as próprias palavras como um espelho: diante da sua face, elas revelam o peso do seu próprio coração.
A história de uma pessoa não está na capa de um livro. Ela é vivida e deixa seus rastros gravados nas páginas da vida.
A pior tortura a fazer com alguem é não possibilitar expressão. afinal, sem ela, como esvaziar a solidão e encher de felicidade? sem isto, é inviável. este sou.
Se a liberdade de expressão não é tão importante para nós humanos, por que tentam tirar isto de nós?
(isto não é sobre política)
