Eu Vou Seguindo sem Voce

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O amor não me compete, eu quero é destilar as emoções...

Elis Regina

Nota: Trecho da letra da música "Sentimental eu Fico", composição de Renato Teixeira

Cumprir todas as regras tornaria minha vida tão chata. Eu quero poder dizer que extrapolei. Então, tirem meus pés do chão. Me dêem qualquer coisa que faça eu me sentir viva.

A TUA FALTA

O que eu mais sinto falta de ti
É das tuas doces palavras em diminutivo.
É do teu mimar, do teu jeito carinhoso de me dar atenção.
Sinto falta de cheirar o seu pescoço
De tocar o seu cabelo
E de te dar selinho.
Sinto saudades dos teus olhares furtivos
Sempre ansiosos para encontrar o meu olhar.
Faz falta os teus sorrisos de cortejo
E a tua maneira única de me namorar.
Sinto ainda o gosto das tuas promessas de amor puro
E de toda a vida que para nós dois eu construí.
Até do teu ciúme disfarçado sinto falta,
Também faz falta as tuas mensagens repentinas
E as tuas confissões ao pé da noite.
Mais do que tudo isso,
O que mais me faz falta,
É da pessoa que eu era quando estava contigo.

Eu nunca estou satisfeito com coisa nenhuma. Sou perfeccionista, é parte de mim.

Último abraço

Ah, se eu soubesse que era a última vez...
não teria dito nada do que disse,
não teria feito nada além de te abraçar
e aproveitar cada segundo sem tirar os olhos de você...
Se tivessem me avisado que era a última vez,
eu poderia implorar pra que você ficasse mais um pouco,
só pra te explicar que mais um pouco seria muito pouco,
e que por menos que fosse, já seria muito pra mim...
Se eu soubesse, ah, se eu soubesse!
te falaria mil coisas, sem dizer uma palavra,
te mostraria mil dias de agonia, em um olhar...
E quando você estivesse saindo, eu te chamaria de volta,
só pra dizer mais uma vez o "eu te amo" que ninguém mais vai ouvir,
e te dar um último abraço, com o amor que ninguém mais vai te entregar.

Que eu me permita olhar, escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm e não a inveja que penso que têm.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.

Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e comigo morrem por eu não os conhecer.

Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis;
Aqueles que morrem e ressuscitam:
A cada novo fruto,
A cada nova flor,
A cada novo calor,
A cada nova geada,
A cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar,
Sonhar o mar,
Sonhar o amar,
Sonhar o amalgamar.

Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo das coisas mais raras, pela oração mental (aquela que a alma cria e que só ela, ouve e só ela, responde).

Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.

Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.

Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.

Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.

Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo: que eu não tenha medo de meus medos.

Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis e desperte com o coração cheio de esperanças.

Que eu faça de mim um homem sereno dentro de minha própria turbulência, sábio dentro de meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas (que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).

Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso, ser órfão.
Permita-me ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências; respeitar incondicionalmente o ser; o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência, auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou.

Que eu possa amar e ser amado.

Que eu possa amar mesmo sem ser amado, fazer gentilezas quando recebo carinhos; fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.

E... que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.

Eu não posso ensinar nada a ninguém, eu só posso fazê-lo pensar.

Às vezes me perco no meio desse caos que eu sou. É emoção pra todo lado, entende? Não, não queira ser eu. De vez em quando arde.

Não sou chamado para reuniões, eu as marco. E meu respeito não é demandado, é merecido.

O cão late quando seu dono é atacado. Eu seria um covarde se visse a verdade divina ser atacada e continuasse em silêncio, sem dizer nada.

João Calvino
Letters of John Calvin

Hoje eu estou me sentindo triste, decepcionada, cansada de tudo, de pessoas falsas e hipócritas que te dão aquele tapinha nas costas e dizem: "beleza, amiga". Hoje queria muito um amigo fiel que me escutasse e me aconselhasse a fazer a melhor escolha... aí foi então que pensei: o único que te escuta em silêncio e te dá a resposta com sabedoria, sempre querendo o seu bem, que nunca te abandona nas horas tristes ou felizes de sua vida, esse alguém é Deus.
Ele, sim, está presente, mesmo em silêncio, do teu lado, não dando o tapinha, mas sim te abraçando e te fortalecendo para as grandes batalhas que a vida nos proporciona.

MEU SONHO

EU
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sanguenta na mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?

Cavaleiro, quem és? — O remorso?
Do corcel te debruças no dorso...
E galopas do vale através...
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?

Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento qual morto na tumba?...
Tu escutas... Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?

Cavaleiro, quem és? que mistério...
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?

O FANTASMA
Sou o sonho de tua esperança,
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!...

Eu faço o que eu gosto, eu simplesmente não me importo.

Forte eu nunca fui. Pra falar a verdade, meu coração continua sendo bobo, frágil. Mas hoje disfarço melhor.

Ele está sempre, sempre, no meu pensamento. Não por prazer, tal como eu não sou um prazer para mim própria, mas como parte de mim mesma, como eu própria.

Eu acredito na humanidade e busco nela uma resposta. O tempo é curto e tão mal utilizado; a vida passa e estamos eternamente atrás do futuro. Queremos certezas aos montes, buscamos explicações para tudo, quando o que realmente importa é a surpresa do próximo segundo. A demora de um sorriso explica o que a ciência jamais poderá decifrar.

Domingo, Junho 24, 2007

Era de tarde e eu senti saudades do seu sorriso. alguém sorria tão bonito na rua, e da janela do ônibus eu vi, e era um sorriso que me lembrou o seu. Bem que me disseram que depois de muito tempo sem falar com alguém, qualquer raiva vira saudade pura. Não tenho medo de clichês: amor realmente não basta quando duas pessoas vivem momentos diferentes. Quando o amor é de primeira, e no olhar as almas se encontram e se amam, o amor pode ser extremamente bonito, mas também frágil demais. E mais uma vez sendo comum, lhe digo que sentimentos delicados são como cristais. E, portanto, digo também que há vasos que precisam ser tratados com extrema delicadeza. E palavras rudes são tombos altos. A decepção condicionaliza o amor, que, para ser amor, há de ser incondicional. Ainda que as almas saibam que o amor é de verdade, as pessoas precisam conhecer profundamente o caráter da outra para não precisar ficar segurando o vaso o tempo inteiro. Nos amávamos, não tenho dúvidas. E, por isso - somente e o bastante - não tivemos medo de deixar o vaso sobre a mesa. E hoje quando eu olho os cacos, um deles é a janela do ônibus pela qual eu vi um sorriso que me lembrou o seu. E me deu saudades. E mais do que lembrar dos passeios que não chegaram a acontecer, as comidinhas gostosas e os desenhos que não fizemos, os seus casos de amor que você não me contou, as alegrias e as tristezas que não aumentaram ou diminuíram ao dividirmos, mais que tudo isso eu olho para os cacos e lembro de tudo que está em cada um deles. Tudo o que aconteceu e fez de mim uma pessoa melhor. Porque a alma ainda ama. Se eu tivesse cola, eu juro que tentava colar. ainda que não fosse nunca ficar igual.

Não, eu não me importo com o que vão pensar de mim.
E não falo da boca pra fora.
É que com o passar dos anos, aprendi que agradar a minha consciência é mais importante do que agradar aos outros.

Eu sou a profunda incerteza, sou grande e pequena, sou intensa.

Sou Primavera inconstante e Verão ardente, como as saudades do que passa e marca, quase sem sentir.

Sou mais doce que salgada, sou dos chocolates, do sorvete napolitano e das balas sortidas, que surpreendem o paladar.

Sou a insegurança que consome meus atos.

Sou a gargalhada histérica que fere o ouvido e simultaneamente o pranto silencioso; o sofrer calado daqueles que espalham atestados de felicidade.

Sou a busca constante, sou o "mais" ambicioso, sou dos livros, sou do estudo, sou da música, sou da vaidade.

Sou orgulhosa, sou o julgamento precoce, sou medrosa...

Sou do dia e da noite, sou das festas, sou da dança, sou da embriaguez pela alegria que me consome. Sou da praia e da piscina, sou carioca, sou brasileira, sou do frio e do calor, sou de lua.

Sou crítica, sou insatisfeita, sou a opinião forte, a persuasão e a literatura. Sou a luta, a intransigência, o caminho que tracei, o nome que fiz, o que pensei e divulguei.

Sou as vitórias que obtive, sou as cidades que conheci. Sou justa e sincera até na mentira.

Sou a memória da infância, a boneca com que brinquei, a tartaruga que criei, os pássaros que amei, os amigos que tive e até os que inventei. Sou a educação que obtive, sou da família.

Sou de amar. Sou roxo e lilás, mas as unhas, vermelhas. Sou dos olhos cor de mel, do cabelo preto, bem preto e comprido, bem comprido.

Sou dos sonhos, da ilusão, sou do príncipe encantado. Geralmente sou a Bela, mas de TPM, não tarda, viro Fera.

Sou autêntica, sou além do que você pensa ou espera.

Sou a imagem que fazem de mim, como posso não ser, basta acordar e querer mudar.

Sou o que quero. E gosto muito disso.

Eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo, perder a paciência e me exaurir em tentativas aparentemente inúteis pra encontrar um quase endereço, uma provável ponte: a entrada do encontro. Acertei o caminho não porque segui as setas, mas porque desrespeitei todas as placas de aviso.