Eu Vou Seguindo sem Voce
Que horas eu te pego?
Que horas eu te pego
pra roubar teu riso distraído na calçada, como quem não quer nada, mas quer tudo, principalmente esse teu jeito de ficar.
Que horas eu te pego
pra caber no intervalo do teu abraço,
onde o mundo desacelera sem pedir licença e o tempo aprende a esperar por nós.
Que horas eu te pego
pra dizer baixinho o que o silêncio já grita, que teu nome mora fácil no meu peito e faz casa em cada batida que eu dou.
Que horas eu te pego?
Porque desde que você chegou em mim, qualquer hora virou perfeita
— desde que seja contigo.
Kurt Cobain emerge das cinzas grunge, voz partida: "Eu sou o grito primordial contra o nada, alma selvagem engolida pelo ruído urbano, buscando salvação no caos da pele ferida". Noé responde da sua arca espectral: "Eu guardei as sementes vivas do apocalipse, navegando dilúvios de lagrimas, para que raízes antigas brotem novamente em terras esquecidas". Mahatma Gandhi, com mãos calejadas de marchas infindas, declara: "A resistência pacífica é o sal da terra; nela, povos originários florescem invictos, dissolvendo correntes com a força do espírito desperto". Renato Russo, legionário das noites brasilianas, confessa: "Nas veias urbanas pulsa um pulsar proibido, herança de guerreiros das matas, clamando por um país que ouça o coração silenciado". Maria Quitéria, visionária das profundezas temporais, irrompe: "Na quarta dimensão, o tempo se dobra como lâmina invisível; ali, lutadores ancestrais transcendem o plano, libertando-nos em espelhos da eternidade rebelde". Suas vozes se entrelaçam num manifesto etéreo: a humanidade resiste, primordial e multidimensional, contra o vazio que nos cerca.
Que horas eu te pego?
Fico ensaiando o momento
como quem espera o pôr do sol,
olhando o relógio mais
do que deveria,
como se cada segundo sem você
fosse um pequeno atraso no meu próprio coração.
Te imaginar chegando
já muda o meu dia,
teu sorriso abrindo caminhos
Em mim, e eu aqui,
perdido nesse querer simples,
de só estar ao teu lado sem
pressa de acabar.
Não é sobre a hora exata,
nem o lugar marcado,
é sobre o jeito que você
faz tudo ter sentido,
como se o mundo se
organizasse em silêncio
só pra caber no espaço
entre nós dois.
Então me diz…
que horas eu te pego?
Porque qualquer minuto
contigo vira eternidade,
e eu só preciso de um instante teu
pra transformar o resto da minha vida em nós.
Toma cuidado!
O teu corpo é imune ao açúcar,
mas o meu não é.
Com essa tua paixão por doces,
eu logo morrerei de diabetes.
Se o tempo esquecesse meu nome, eu continuaria anônima, fumando um cigarro de hortelã dentro de uma caverna onde constelações respiram entre morcegos e uma estrela cadente cai lentamente sem fazer barulho, lembrando que o belo é breve como a vida das borboletas que vivem apenas o suficiente para ensinar o amarelo ao girassol e o azul ao céu.
No meio do mar existe uma porta aberta, e eu entro nela como Alice atrás do coelho, atravessando algas coloridas e peixes alienígenas que guardam civilizações antigas, onde talvez eu me afogue e minha alma se dissolva na fórmula da água cintilante que colore o invisível e abriga um pássaro que nunca nasceu.
A estrela que caiu antes de nascer germina como um vaga-lume verde piscando na galáxia com altivez silenciosa, porque dois elefantes não fazem uma girafa e dois e dois são quatro apenas quando a vida vale a pena e o humor permite respirar dentro do absurdo; então guardo essa estrela no frasco do perfume da minha alma sinuosa.
Se uma palavra pudesse sangrar, eu protegeria a palavra vida para que as sementes continuassem sonhando em brotar entre arranha-céus de vidro impecável nas cidades cinzentas onde as línguas mastigam fel e o silêncio dos poetas transfunde sangue nas bocas numerosas que esqueceram como se conter diante do abismo.
Antes de eu nascer, um espelho já lembrava a avidez fatal do óvulo e do espermatozoide que decidiram minha existência no deserto concorrido dos poetas, onde a escravidão mata a racionalidade enquanto o azul permanece celeste e os pássaros planam com a tranquilidade de um homem que se debate entre o amor e a embriaguez.
E assim continuo atravessando portas abertas no oceano invisível, carregando estrelas em frascos de perfume, protegendo palavras feridas, enquanto um pássaro que nunca nasceu aprende lentamente a respirar dentro da água que lembra meu nome antes do tempo existir.
Tudo que eu tinha que demonstrar, eu fiz. Se não há esforço igual, é sinal de que estamos em páginas diferentes!📖🤔
Porque te amar não me acalma, me destrói aos poucos,me puxa pra um fundo onde nem eu consigo mais me alcançar.
E no meio disso tudo, o mais assustador é saberque mesmo me afogando… eu ainda não quero sair de você.
DeBrunoParaCarla
Ela grita, eu xingo…ela é ele e ele sempre morou nela, mesmo sem saber como era.
Depois começou a dirigir como eu,
mesmo dizendo que eu corria demais.
No fim, ninguém percebeu quando deixou de ser imitação…e virou a mesma coisa.
DeBrunoParaCarla
Eu sempre acuso…ela diz que não sabe.
E talvez ela tenha razão,porque no fundo eu também não sei. É tudo tão confuso que nem dá pra dizer se estou enxergando a verdade…ou inventando ela agora.
DeBrunoParaCarla
Elas dizem, puxam, confundem…e eu já nem sei se isso é real ou coisa da minha cabeça. Não é ficção ou talvez seja, e eu que não percebi.Mas no meio desse caos todo, uma certeza fica, no final, a gente não termina no mesmo caminho.
DeBrunoParaCarla
Eu comi o frio para aquecer a memória,
E rasguei o fim para recomeçar a história.
Não faz sentido? Pois é, nada faz,
No jardim do avesso, o grito traz paz.
DeBrunoParaCarla
Eu acuso, insisto, tento entender…
ela responde que não sabe.E eu não posso negar, porque eu também não sei.Ela diz que é outra, eu digo que é outro…mas a verdade é que tudo se mistura,e a gente se perde dentro da gente mesmo como se nunca tivesse existido um lado certo.
DeBrunoParaCarla
Eu sempre digo que desisto…falo como se fosse o fim, como se não tivesse mais volta.Mas quando paro e realmente olho, ainda estou aqui,no mesmo lugar, sentindo as mesmas coisas.Então talvez nunca tenha sido desistência de verdade…só uma falta de consciência de que, no fundo,eu nunca soube ir embora.
DeBrunoParaCarla
O ônibus da 7 nunca se atrasa.
O motorista, que eu nem sei o nome,
consegue ser mais pontual do que você.
Engraçado… quem não significa nada chega sempre, e quem significa tudo vive faltando.
DeBrunoParaCarla
De que serve a minha poesia
se a sua boca não me diz,
se o silêncio faz sangria
no que eu quiz fazer feliz
de que serve o verso escrito
com o peso da intenção
se o meu grito mais bonito
não alcança o seu perdão .
pois a rima se esvazia
e o papel vira desterro
de que serve minha poesia
se seu beijo é o meu erro.
De que serve a minha poesia
se a sua boca não me dá
o destino , atravessia,
o destino de eu estar
guardo versos na lapela
metáforas ao relento
mais a rima mais singela
morre aondabor do vento
pois , se o lábio não confirma
o que a alma já escreveu
toda estrofes se desmancha
entre o seu mundo e o meu .
A falta do ódio é o meu maior manifesto de superioridade emocional: eu sou feito do que eu cultivo, não do que me feriu.
O ódio é um vínculo, e eu escolhi ser livre. Se a sombra da sua maldade não conseguiu apagar a minha luz, é porque a minha essência é governada pelo que carrego no peito, e não pelo que recebo de suas mãos.
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