Eu Vou Seguindo sem Voce

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O nada nunca me assustou; é de lá que eu vim e para lá que eu vou.

Nessa vida eu vou te deixar ir, mas na próxima, eu prometo te deixar ficar.
(Saul Beleza)

– Não faz mal, eu vou matar ele.
– Que é isso menino, matares teu pai?
– Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.

José Mauro de Vasconcelos
O meu pé de laranja lima. São Paulo: Melhoramentos, 2004.

Dessa vez eu vou falar sério. Sem piada, sem exagero, sem fingir que tá tudo bem. Eu paro, penso, respiro e tento lembrar de quem eu era quando era mais novo, quando o bairro inteiro já conhecia meu nome não por mérito, mas por bagunça. Aquela época em que a rua era extensão de casa e o juízo claramente tinha tirado férias.


Eu olho pra trás e até tento dar um significado bonito, dizer que era liberdade, infância, energia demais. Mas a verdade é que era só eu sendo eu: barulhento, inquieto e convencido de que nada tinha consequência. Cada esquina guardava uma história, quase nunca uma boa ideia.


Só que… não dá. Eu não consigo manter esse tom sério por muito tempo. Porque falar sério sobre isso exige maturidade, e eu ainda rio lembrando das fugas, das risadas abafadas, dos olhares tortos dos vizinhos. Eu tento parecer reflexivo, mas minha memória faz questão de me entregar.


No fundo, eu sei que era imaturo demais pra entender limites. E talvez ainda seja imaturo demais pra falar disso sem sorrir. Porque aquele garoto bagunceiro ainda mora aqui dentro, só que agora ele pensa um pouco mais antes de aprontar. Às vezes.


Eu cresci, mudei, aprendi algumas coisas. Outras eu só disfarcei melhor. O bairro já não escuta meu nome com tanta frequência, mas as lembranças continuam andando pelas mesmas ruas.


E o final não é sobre arrependimento nem sobre saudade. É só a constatação de que eu não virei um adulto sério e certinho. Virei alguém que olha pro passado, balança a cabeça e pensa: eu não sabia o que tava fazendo… e, sendo sincero, ainda não sei.


— Cyrox

Por vezes penso que sei...
Por vezes penso que sinto...
...
Está na moda?...
E lá vou eu nesta batalha, entre o que penso e o que sinto, mas serei eu a mandar numa coisa ou outra?
Talvez dando tempo ao tempo?
...
Por isso aos oitenta anos direi...
"Ai!...quem me dera saber o que sei hoje e ter outra vez vinte anos!"
E o tempo passou para mim.
De que serve então tanta batalha? E não apenas ser, viver e
arriscar como um equilibrista.
Verdade? A vida precisa de desequilibro ou não tem graça nenhuma.
Não gosto de modas, gosto de beleza!
Céli

Se eu tiver alguém, vou ser feliz. — uma ilusão perigosa.

"Enquanto muitos procuram por uma felicidade mirabolante, eu vou sendo feliz do meu jeito e com o que, no momento, eu tenho."

Estou bem!
Isso é Bíblico dizer
Se eu vou além?
Não sei como fazer!
Eu desaprendi a ser mãe.
Mas me cobro não por não ser esposa, mas por não me sentir mulher. A mulher que sonhava
A mulher que mesmo em lágrimas, lutava
Hoje, fui cobrada de não ser companheira.
Irônico é ouvir: eu te dou liberdade pra falar.
Mas, ao tentar a aproximação levei uma lavagem de questionamentos!
Hoje, sei minha tia(mãe) tem razão em tudo o que falava. Eu nunca sou ser alguém na vida, vou viver correndo atrás do próprio rabo.
E estou seriamente pensando e abrir mão de tudo e sumir sem noticiar ninguém. Mesmo porquê quem iria sentir falta de um lixo como eu, além da minha princesa?a quem eu deixarei aos cuidados do pai.

"Eu vou agradecer pelo trigo mesmo se não tiver amanhã"

Eu sempre sorrio
quando sinto que vou chorar
Pergunto sempre o motivo,
mas perdido em encontrar


Acho que tem pergunta
que nem nasce,
para não ter
de se explicar


Um dia a dor se assentou
sem poesia e nem pudor falou:
gente não é tão bonita
quando tira o dom do amor


Esses telefones malditos
roubaram o olhar da mesa
todo mundo cheio de fala
e vazio de presença


Então já não vivo pra caber
no que esperam de mim
podem dizer que eu enlouqueci
mas foi lá fora que eu vi o fim


Chame do nome que quiser
dê o sentido que achar
cada um chama de verdade
aquilo que pode aguentar


E outra coisa ei de falar...
Se nem mesmo a sombra que me segue
anda igual à de ontem,
por que insistem em me ver igual?


Já cheguei ao meu trigésimo janeiro
sem troféu, nem carnaval
não sei se isso é conquista
ou só se é um ritual


Eu sei que nós já fomos melhores
ou só menos distraídos
tem tristeza que incendeia
e ainda mantém a gente vivo


E rico mesmo é quem tem tempo
o resto é ilusão
o mundo vende pressa
e cobra o coração


E como dizia nosso Kierkegaard
para todos que quisessem escutar,
Não é preciso dar a volta ao mundo
pra se encontrar no fim:
quem anda tempo suficiente
descobre casa dentro de si.

Por mais que eu esteja no mais infinito das trevas, vou fazer desse lugar um mundo, onde o sol que brilha é apenas o seu olhar, pois, se não posso te amar, vou te proibir, que proíba de sonhar!

Por enquanto vou guardando na memória todos esses pesadelos, para que um dia eu possa enfim desfrutar dos louros da vitória, com a honra e glória do meu Deus.

Vou me refazendo, dia após dia eu vou, pegando os cacos pelo chão e me costurando até que as feridas sarem...

*Tesouro e fé*


Para longe eu vou
Não há lugar, nem prisão
Livre por dentro
Ainda que ao redor prisão


Longe daqui
Esqueço que vim de lá
Onde pessoas más empreendem confusão
Haja paz e liberdade dentro de mim


Ninguém pode prender o livre pensador
Podem boicota-lo
Mas não encerra-lo em prisões
Homem de fé já é livre por definição


Aposenta a cidadania
Vive a cosmopolia
Desacultura teus costumes
Faz jus a aventura


Não violes
Não sejas pródigo
Não seja insólito
Mas viva com propósito


Aproveite, cresça
A terra está aí
Deus a fez te deleita
Conquista o ouro, a prata, a terra e a fama


Seja fiel a Deus
Não esbanja
Nem coma com os porcos na lama
Não troque seu Deus por um prato de lentilha


Atenta, caminho em sua luz
Não almeja o que seduz
Nem tudo que reluz é ouro
Mas guarda o teu tesouro, que é a tua fé


Dionísio C.S. Oliveira
Janeiro/2026

Quando eu digo que vou fazer algo e a pessoas não me chamam de louco, eu paro e repenso o que eu iria fazer.

Eu não vou me perder na tua loucura,
nem me curvar diante do teu vazio vulgar.
Minha essência não se vende, não se dobra,
sou raiz que cresce em solo limpo,
sou chama que arde sem se apagar.


Habito um mundo que não conhece contaminação,
onde o silêncio é sagrado
e a verdade é meu único escudo.
Não me alcançam tuas sombras,
não me ferem tuas máscaras.


Eu caminho erguido,
com passos firmes sobre a terra da minha própria criação.
Sou dono da minha paz,
guardião da minha liberdade.
E nada — absolutamente nada
vai me arrastar para fora do meu horizonte.


Hum homem fraco, implora para sentar na mesa das aparências.
Hum homem forte não mendinga atenção.
Afinal o homem tem suas próprias decisões.

⁠Toda noite eu vou dormi imaginando como vai ser acordar todos os dias e ver os seus olhos brilharem mais que o nascer do sol e em meio a tanto esplendor dizer que eu te amo mais as estrelas do céu, mesmo que os nossos corações parem de bater eu ainda vou te amar.

Eu não vou negar o que aconteceu.
Fecho os olhos, mas não apago a verdade.
Ainda assim, não me submeto ao que ficou trancado,
ao que feriu, ao que já não respira em mim.
O passado é uma sombra distante:
existe, mas não aquece, não abraça, não constrói.
Ele não acolhe os dias felizes,
não sustenta o amor que quer viver agora.
Eu escolho seguir inteiro,
com o coração aberto e a dignidade de quem aprendeu.
Se for para amar, que seja livre,
sem correntes antigas, sem culpas herdadas.
Porque o amor verdadeiro não mora no ontem,
ele nasce no presente
e caminha firme para o amanhã.

Podem falar mal, eu não vou revidar.
Eu vou silenciar, e deixar Deus falar por mim.
Minha paz não depende do que dizem,
depende de Quem me sustenta.⁠

Enquanto eu tentar ser o que os outros esperam de mim, nunca vou ser feliz. Felicidade é viver sem pedir permissão para existir. Tem gente que diminui o outro só para se sentir maior, e disso eu já me cansei. Todos os dias deixo para trás o que não me cabe, o que me fere, o que me apaga. Prefiro a minha companhia à dor de me moldar para agradar. Já me machuquei demais e não aceito mais migalhas. Não corro atrás de ninguém, sigo apenas em direção ao que vem inteiro até mim. Sou inteira, não sou troféu, não sou brinquedo. Gosto do meu barulho, da minha verdade. Quem ficar, que fique por quem eu sou— sem me rasgar para caber. Eu só sento à mesa onde me reconheço