Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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⁠Se peguei pesado com você, é porque você tem potencial para ser melhor do que eu.

Desabafo

Eu odeio ser desprezada. É triste olhar ao redor e ver que pessoas que amo estão se afastando. Odeio a sensação de ser insignificante para quem sempre amei, para aqueles a quem me dediquei tanto e agora vejo que isso de nada adiantou. É humilhante ter que implorar por atenção, correr atrás de migalhas de amor.

Às vezes me odeio por me preocupar com quem não merece a mínima atenção, mas não sei ser diferente. Tudo em mim é muito intenso, especialmente quando se trata de amor. Amo intensamente, desejo ardentemente certos tipos de carinho, me entrego de corpo e alma a quem quero, e quando não sou retribuída, me sinto frustrada e desprezível.

As pessoas podem ser tão insensíveis. Isso me causa dores psicológicas irreversíveis, traumas emocionais dos quais não consigo me livrar. Sou prisioneira das minhas frustrações, refém das minhas decepções, viciada em sentir emoções que me levam ao extremo.

Já tentei me libertar desse sentimentalismo exagerado, mas não consigo convencer meu coração a se endurecer e deixar de ser "otário". Já desejei que meu coração fosse um iceberg, mas ele insiste em ser um vulcão em erupção, pronto para explodir de emoções a qualquer momento.

Sou um depósito de carências, sempre buscando migalhas de amor, desejando constantemente algo ou alguém que preencha esse vazio existencial que há dentro de mim.

Linda sua indireta pra mim, quer que eu compartilhe pra você saber que eu não tô nem aí?

Por favor me salve! Antes que eu esqueça o motivo pelo qual vivo...

Talvez eu nunca saiba por que você fez o que fez, mas posso fazê-lo entender como fez eu me sentir.

⁠Eu acho que o coração é semelhante a estas cordas [de violão]. Quando a dor é muito forte e você não consegue respirar, isso machuca, como se as cordas dentro de seu peito estivessem prestes a se romper. É como quando você segue tocando e forçando as cordas [do violão] ao limite, e às vezes elas se rompem. Às vezes você sente que elas nunca poderão ser substituídas. Mas se houvesse alguém para substituir suas cordas por você… sinto que suas feridas poderiam curar um pouco.

⁠Eu não costumo apertar as mãos de alguém que não luta pelo seu país.

Eu não acho que você tenha qualquer noção da sua capacidade para o bem até que você tenha uma noção bem desenvolvida da sua capacidade para o mal.

Se um dia alguém te disser que você nunca vai conseguir acertar, apenas diga: beleza! Se eu errar eu APRENDO. Mas se eu acertar, volto e te ENSINO!

“Eu não sou de demonstrar sentimentos, mas sou cheia deles… eu sofro em silêncio, amo com olhar e falo com sorrisos. Quem olha nos meus olhos e sorri o meu sorriso está conhecendo minha alma.”

Eu preciso de você na minha vida,
Por favor, bebê, não vá mudar de lado,
Eu juro que aqui é onde você reside,
Por favor, não jogue seu amor fora

Oh, eu não fui feito para ir para o paraíso. Não, eu não quero ir pro paraíso. O inferno é muito melhor. Pense em todas as pessoas interessantes que você vai encontrar lá embaixo!

Eu sendo poeta
Me pediram para rimar,
Mas não sou bom em rimas
Mas sim em encantar.

Posso não saber rimar
Mas dou o meu melhor
E mostro o que eu quiser mostrar.

Nada é como queremos
Pediram-me para rimar
E eu disse venceremos
E vamos nos contentar.

Tinha vezes que eu desejava ser o Super-Homen, ao mesmo tempo que eu gostaria de ser o diabo.

Posso ser membro de um grupo, mas não consigo me misturar.
O que eu sou?
Um indivíduo.

Eu penso que todo o mundo está louco.

Eu não sou o piloto. Não sou o passageiro. Não sou o pedestre. Eu sou o acidente, e eu sou grave.

Testamento de um Cão

Minhas posses materiais são poucas
e eu deixo tudo para você...

Uma coleira mastigada em uma das extremidades,
faltando dois botões, uma desajeitada cama de cachorro
e uma vasilha de água que se encontra rachada na borda.

Deixo para você a metade de uma bola de borracha,
uma boneca rasgada que você vai encontrar
debaixo da geladeira, um ratinho de borracha sem apito
que está debaixo do fogão da cozinha
e uma porção de ossos enterrados no canteiro de rosas
e sob o assoalho da minha casinha.
Além disso, eu deixo para você a memória, que aliás são muitas.

Deixo para você a memória de dois enormes
e meigos olhos cor de mel, de um nariz molhado
e de choradeiras atrás da porta.

Deixo para você uma mancha no tapete da sala de estar
junto à janela, quando nas tardes de inverno
eu me apropriava daquele lugar, como se fosse meu,
e me enrolava feito uma bolinha para pegar um pouco de sol.

Deixo para você um tapete esfarrapado
em frente de sua cadeira preferida,
o qual nunca foi consertado com o tipo de linha certo....isso é verdade.
Eu o mastiguei todinho, quando ainda tinha
cinco meses de idade, lembra-se?

Também deixo para para você
as memórias da primeira surra que levei quando comi seu celular
e também todo o meu esquecimento ...

Deixo para você um esconderijo que fiz no jardim
debaixo dos arbustos perto da varanda da frente,
onde eu costumava me esconder do sol nos dias de verão.
Ele deve estar cheio de folhas agora
e por isso talvez você tenha dificuldades em encontrá-lo.
Sinto muito!

Deixo também só para você, o barulho que eu fazia
ao sair correndo sobre as folhas de abril,
quando vagabundeávamos pelo sítio.

Deixo ainda, a lembrança de momentos pelas manhãs,
quando saíamos junto pela margem das lagoas do condomínio
e você me dava aqueles biscrocks coloridos.
Recordo-me das suas risadas, porque eu não consegui
alcançar aquele coelho impertinente.

Deixo-lhe como herança minha devoção, minha simpatia,
meu apoio quando as coisas não andavam bem,
meus latidos quando você levantava a voz aborrecido...
e minha frustração por você ter ralhado comigo
todas as vezes que eu colocava o nariz debaixo da cauda.

Eu nunca fui à igreja, nunca escutei um sermão,
e sem ter dito sequer uma palavra em minha vida,
deixo para você lições de paciência, de tolerância,
e amor e compreensão.
Sua vida tem sido mais rica porque eu vivi.

Eu estou cansada de tantas vírgulas. Estou cansada de tantas interrogações. Estou cansada de tantas exclamações por pouco. Estou cansada de acreditar nas reticências. E estou começando a querer colocar um ponto final

Este inferno de amar

Este inferno de amar – como eu amo!
Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é vida – e que a vida destrói.
Como é que se veio atear,
Quando – ai se há-de ela apagar?

Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez… foi um sonho.
Em que a paz tão serena a dormi!
Oh! Que doce era aquele olhar…
Quem me veio, ai de mim! Despertar?

Só me lembra que um dia formoso
Eu passei… Dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? Eu que fiz? Não o sei;
Mas nessa hora a viver comecei…
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.