Eu Vou mais eu Volto meu Amor
O paradoxo curioso é que quando eu me aceito como eu sou, então eu mudo.
Como eu te amo
Como se ama o silêncio, a luz, o aroma,
O orvalho numa flor, nos céus a estrela,
No largo mar a sombra de uma vela,
Que lá na extrema do horizonte assoma;
Como se ama o clarão da branca lua,
Da noite na mudez os sons da flauta,
As canções saudosíssimas do nauta,
Quando em mole vaivém a nau flutua,
Como se ama das aves o gemido,
Da noite as sombras e do dia as cores,
Um céu com luzes, um jardim com flores,
Um canto quase em lágrimas sumido;
Como se ama o crepúsculo da aurora,
A mansa viração que o bosque ondeia,
O sussurro da fonte que serpeia,
Uma imagem risonha e sedutora;
Como se ama o calor e a luz querida,
A harmonia, o frescor, os sons, os céus,
Silêncio, e cores, e perfume, e vida,
Os pais e a pátria e a virtude e a Deus:
Assim eu te amo, assim; mais do que podem
Dizer-to os lábios meus, — mais do que vale
Cantar a voz do trovador cansada:
O que é belo, o que é justo, santo e grande
Amo em ti. — Por tudo quanto sofro,
Por quanto já sofri, por quanto ainda
Me resta de sofrer, por tudo eu te amo.
Eu sou o que posso, na medida que me permitem. Quando posso, ultrapasso as fronteiras. Quando não posso, do meu limite, faço arte.
Sou semelhante ao rio. Se me barram, eu aprofundo.
Serena: Preciso saber porque você me ama.
Dan: Porque eu amo (...) Porque gosto quando me interrompe, o que a propósito, é frequente. Te amo porque não se desculpa por ser exatamente quem é. Linda, inteligente, incrivelmente sexy.
Serena: Agora está me deixando envergonhada.
Dan: Essa é outra razão. Não tem noção do seu efeito em mim. Também não tem noção de que ri como uma criança de 4 anos. Desse jeito. E te amo porque pode estar com alguém como eu, e ainda ser melhor amiga de alguém como a Blair.
Serena: Bem, tentei ser.
Dan: Sei que tentou, mas não é fácil. Mas nunca desistiu dela. Isso é o quanto você é incrivel.
Serena: Você é incrível também por conseguir dizer isso tudo. Simplesmente é. E eu te amo, mas tenho que ir.
Dan: O que é dessa vez?
Serena: Uma das muitas razões porque você me ama.
Mas eu não estava seguro. Lembrava-me da raposa. A gente corre risco de chorar um pouco quando se deixa cativar...
Certo dia disse que nunca iria desistir de você, eu não desisti apenas cansei de correr atrás, e percebi que seu sentimento sempre seria uma estrada de via única. Disse também que minha escolha era, e sempre seria você! Mas você não me escolheu também.. Você tomou novos caminhos, fez novas escolhas e com o tempo aprendeu a me deixar em segunda opção, saiba que agora você é a minha última! Espero que você encontre a pessoa certa, e que junto a ela você encontre a tão almejada felicidade!
Eu sou um homem ridículo. Agora eles me chamam de louco. Isso seria uma promoção, se eu não continuasse sendo para eles tão ridículo quanto antes. Mas agora já nem me zango, agora todos eles são queridos para mim, e até quando riem de mim - aí é que são ainda mais queridos. Eu também riria junto - não de mim mesmo, mas por amá-los, se ao olhar para eles não ficasse tão triste. Triste porque eles não conhecem a verdade, e eu conheço a verdade. Ah, como é duro conhecer sozinho a verdade! Mas isso eles não vão entender. Não, não vão entender.
Eu queria arrancar o romantismo de dentro de mim. Queria que meus anticorpos se tocassem e partissem para o combate contra todo esse blá blá blá de amor. Cansei de esperar a declaração de alguém como nos filmes e livros,
ninguém está esperando pra me dizer que me amou a vida toda. Cansei de me apaixonar por olhos piedosos, de viver a espera de alguém que talvez nem exista, cansei!
Eu queria te dizer uma porção de coisas, de uma porção de noites, ou tardes, ou manhãs, não importa a cor, é, a cor, o tempo é só uma questão de cor não é? Pois isso não importa, eu queria era te dizer dessas vezes em que eu te deixava e depois saía sozinho, pensando numa porção de coisas que eu não ia te dizer, porque existem coisas terríveis que precisam ser ditas, não faça essa cara de espanto, elas são realmente terríveis, eu me perguntava se você era capaz de ouvir, se você teria, não sei, disponibilidade suficiente para ouvir, sim, era preciso estar disponível para ouví-las, disponível em relação a quê? Não sei, não me interrompa agora que estou quase conseguindo, disponível só, não é uma palavra bonita? Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
Eu sou de todas as cores, de todos os sons, de todas as dores, de todos os tons...
Sou água, terra, fogo e ar...
Sou a inércia e o caminhar...
Sou brisa, sou tempestade...
Sou mentira, sou verdade...
Sou lua minguante, sou lua cheia...
Sou pegadas na areia...
Sou a rosa e o espinho...
Sou afeto e sou carinho...
Sou sol, sou maresia...
Sou barulho, sou melodia...
Sou razão, sou sentimento...
Sou a eternidade e o momento...
Sou matéria, sou espírito...
Sou a doença e o antídoto...
Sou séria, sou anarquista...
Sou menina, sou mulher...
Sou o que me der na telha...
Sou o que vc quiser...
Só não imutável, nem uma tediosa mesmice...
Eu não sou MAIS eu... Eu sou apenas EU...
E mesmo assim, imperfeita, já me dou por satisfeita... ;)
