Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Não há como esquecer da vez
que eu tirei você para dançar.
Não era impossível prever
que a gente iria se [cruzar.
O amor ainda vive no olhar
como composição essencial.
Nome ainda vivo no peito
como bailarina a [sapatear.
Não há como resistir a você
que chegou de vez para ficar.
Não sei como será adiante,
e o quê fazer para te [agradar.
O amor quando chega de vez
é como o vento a refrescar
que acaricia a face
em plena noite de [luar].
Eu sou movida à paixão,
não temo caminhar ao sol.
Eu sou amante da vida,
te querer é a minha religião.
Em ti resiste a fogo brando,
- e a brasa mansa [recolhida
De uma paixão impensável
Por minh'alma [feminina.
Eu sou aquela [criatura],
que se perfuma para te ter.
Eu sou aquela [ternura],
que vira de verso para te ter.
Do melhor de mim para ti
oferto-te o meu inalterável:
o meu amor feito de poesia
Sublime, ardente e honorável.
Os teus olhos não podem me ver,
Eu te busco nos versos faceiros,
Só para você não me esquecer.
O teu coração vive a denunciar:
Eu, dona de um corpo - altar
A tua devoção vive a estampar
- o desejo atrevido -
De um caso pensado a florescer.
Os teus lábios não vão revelar,
Eu te anseio nos versos cúmplices,
Só para nos bem resguardar:
De todo o despeito e de todo o Mal
A minha imagem de ti não vai apagar,
Eu sou a melhor a parte de você:
Redescobriste o amor
Por várias vezes tentei duvidar...
Eu conto a história que eu quiser,
A cor dos teus olhos não vou revelar.
Eles podem ter a cor das flores roxas
- iluminadas -
Pelo Sol da tarde,
Ou a cor do nosso segredo,
Ou do nosso grande enredo
Que vive como uma harpa a tocar....
Chegou mansa a 'noitinha',
ela pronta a se assanhar:
Fez com que eu imaginasse
dormindo de ladinho
bem abraçada contigo.
Nós dois de 'conchinha',
como 'a onda no mar',
vestidos de estrelas e luar.
Noite toda mansinha
cheirosa nas nossas relvas...
Teu corpo é lugar de ficar,
mesmo estando de costas:
eu sei do que tu gostas!
Sinto teu peito a ribombar...
Vencendo os limites,
- eu me vejo em ti -
Rompendo convenções
- eu me vejo em ti -
Imaginando mais de mil fetiches.
Cantando os sonetos,
- eu escrevo por ti -
Colhendo as flores,
- eu vivencio por ti -
Cultivando mais de mil sabores.
Enamorando os poetas,
- descrevendo-te -
Encantando as sereias,
- embalando-te -
Ao som das conchas singelas.
Alçando o impossível,
- relembrando-te -
Pedindo o teu perdão,
- surpreendendo-te -
Com o meu beijo cheio de paixão.
Afinal, eu sou tudo e nada,
Apenas aquilo que não se espera
De uma dama e poetisa,
Um verso do avesso,
Brisa sem eira,
Aroma que enfeitiça,
Poesia sem livro,
Intimidade desconhecida
Que roubou o teu juízo.
Perdoa-me por aquilo que não tem perdão,
Eu fui embora, e levei comigo o seu coração.
Perdoa-me pelas noites que não te iluminei,
E sobretudo não te aconcheguei...
Perdoa-me por tudo que abandonei,
Sim, eu fui embora, eu te deixei...
Perdoa-me ao girar da tranca,
Dei as costas para a tua esperança.
Perdoa-me porque a pena eu paguei,
Por tudo que construí, e larguei...
Perdoa-me por ter te deixado
Solitário,
Não quis ter te abandonado
No poemário,
E muito menos te humilhado
Por ter desconfiado de ti;
Perdoa-me por te amar mais
Do que a mim mesma.
Perdoa-me porque não fiz a tempo,
De ter entregue o meu sentimento.
Orgulho-me ter o meu ego pisoteado,
Para transformá-lo em estrela no éter
Deste amor infinito - e implacável;
Entrego ao mundo o que eu já devia
Ter tornado teu, e te revelado...
Perdoa-me pelo desespero,
Porque você não sai da minh'alma,
E não sai da minha retina;
Continuo por ti seduzida.
Perdoa-me eu sei que errei,
Como o fogo consome a brasa,
O amor quando é amor nunca acaba.
O coração bate descompassado,
É a fera que há em mim querendo
O teu laço que se chama [abraço];
Permanece o intenso sabor pelo fato
De nós termos nos [beijado]...
Perdoa-me porque é indescritível,
O amor que sinto é infalível,
O tempo não o apagou amor incrível.
Se o amor é o limite do amor,
Amar jamais terá limite,
O tempo me mostrou
Que enquanto houver céu,
Entre nós não haverá limite.
Dei-me a liberdade
de agarrar
Nas asas da borboleta,
e ir voar.
Eu mereço ser
feliz contigo,
E um novo caminho
trilhar...
Não vejo o dia
De voltar a sentir
a alegria,
Não vejo a hora
De cheirar a rosa,
Não vejo os segundos,
De aproximar hemisférios
e mundos,
Não vejo os minutos
De nos reaproximar
resolutos,
De que seremos
felizes juntos.
Dei-me a suavidade
de pairar
Nas sombras das tuas noites,
e brilhar
Repleta e incrivelmente
estelar;
Arrisquei-me no abismo
do sacrifício
Do teu amor desperdiçar.
Eu tenho que insistir
e acreditar,
Que o amor é grande,
e que não vai terminar.
Mesmo que adversamente
estamos distantes,
Crer que o pesadelo
um dia irá acabar...
Ninguém me avisou
Eu mesma escutei
A onda quebrando
No meio da noite
Era você chegando
Na beira da praia
O mar cantando
Em tom de felicidade
O teu barco atracando
Em terra bem firme
De amor sem limite.
O vento cantante
Em volta de nós
A Lua brilhava
Passou um cometa
Em toccata e fuga
O amor é maior
Que ele nos contagie
Nos proteja do Mal
Trazendo mais amor
E nos aqueça com o Bem
Invada o planeta, e ensine:
Que fazer amor só faz bem.
Eu te escrevo
como quem beija,
Só para ver se
você me (nota).
Eu vi o Sol desmaiar
de êxtase,
Para acordar nos
braços da aurora.
Nada me saciará mais
Do que você
como alimento,
Dono de um corpo
que me tira a paz;
E de uma fragância
cheia de sentimento.
Eu vi você amanhecendo
no meu peito
Como um lindo Sol
cor-de-coral,
Eu vi você
me levando...,
Para o teu abrigo
(espiritual).
Nada me aquietará
mais,
Do que ser calada
com o seu (beijo)
Pedindo de mim o segredo
que te satisfaz;
Sabemos quando
e como fazer do nosso jeito.
Tudo acontece
quando te vejo,
E até quando te ouço,
Talvez eu nunca te fale,
Embora, sei que
você percebe,
Que o meu corpo
pelo teu sempre ferve.
Neste círculo de condenação,
(íntima)
Cada momento seu sempre vira poesia,
(feminina)
Certamente encantada de vivê-la
Ao menos na (escrita).
Entrando na tua vida
- bem devagar
Eu sou a primavera,
A alma que te espera,
O Farol que beija o mar.
Um farol perdidamente
No estreito e a frente,
Quanta loucura para contar...
Iluminando o teu barco,
Primavera potente,
Farol perdido, não ilhado,
Com muita história a te contar
E um amor profundo para te dar.
Talvez eu seja a chave
Do seu maior segredo;
Talvez eu seja breve,
Na palma da sua mão.
Talvez me carregue
No jardim do coração.
Apenas um hibisco
De intenso vermelho,
A ser regado pela paixão.
Talvez eu seja sempre:
Repleta e não me cale.
Talvez eu seja a veia:
Da saudade de tudo,
Que sobra e sobrevive.
Talvez eu seja tua,
O tempo há de me dizer,
Ele irá me responder:
- Que valeu a espera
Desse amor sem limite.
Eu vejo o mundo através dos meus olhos,
E vejo você através da poesia,
Tenho cores, sonhos e carinhos,
Dentro de mim não sinto que estou sozinha,
Você mora aqui com cor e liturgia,
Surgi disposta à te amar sem enganos.
Sou uma gota de amor no oceano
O amor que busca existir sincero
A vida que está no teu plano
Tenho cor e sabor,
A chave que abre a porta,
O amor que liberta,
Amor que é amor jamais sufoca,
Oh! Vem... É chegada a hora,
Não abandone a nossa história.
Temos muito o que perder
Temos que nos viver
E fazer juntos o amor crescer
Porque temos estrelas nos olhos,
Falamos de flores,
Temos jardins nos corações,
Um amor suave,
Poemas e jardins de mistérios,
Dedicados à cultivar as nossas emoções.
Somos objetivos
Não deixamos nada subtendido
Queremos muito mais do que ser bons amigos
Eu estou sempre contigo,
E tu estás sempre comigo,
Sem você perco o chão e o teto,
Um minuto sem você é um grande castigo,
Não existe amor incerto,
Longe de você sempre acho que corro perigo,
Até o amor mais erradio: é o amor mais correto.
Um tanto lasciva,
um tanto despudorada,
- danço e dou cambalhotas
no teu coração...
Eu cheguei de vez p
ara ficar,
- eu sou a tua amada,
mesmo que queiras negar.
Tenho um sol que vem
de dentro, e do amor
que me dás, - e quanto
mais carinho recebo,
o sol entra noite adentro
e brilha ainda mais...
O meu riso é o riso
que não brota há muito
tempo no teu; - eu sou
o presente que Deus
te deu - o teu amor sempre
foi e será meu.
Com certeza, você nunca
viu nada parecido:
o meu sorriso te trouxe
de volta ao paraíso.
Os dias cinzentos nunca
mais serão os mesmos,
porque o carinho que me dás
tende fazer o meu
sol brilhar ainda mais
- você sempre me traz.
Até Nossa Senhora
de Aparecida reconhece
quando o amor surge inteiro,
o homem tende
a se recolher e a mulher
a rezar um rosário
perfeito; - esse é
o sinal de que os Anjos
flecharam direito
as nossas emoções,
e que esse nosso
amor que terá jeito.
Por detrás dos arbustos,
Cá estou eu
- silente -
Embalando divinos
Argumentos - absolutos.
O que você quer de mim,
Eu quero muito mais...
Sou um desejo que de ti
Não sai - e não desfaz.
Estou nos teus sonhos
Mais augustos, pedindo
Por nós teus carinhosos
Abraços - robustos.
Tenho loucura por ti
E me assanho doidamente
Por esses teus lábios
Quentes e úmidos.
Nunca vi olhos tão lindos,
E tão gentis olhos escuros
Que provocam em mim
- um oceano -
De desejos ocultos.
Eu posso afirmar com exuberância:
Apreciamos a vida com elegância.
Apreciamos as singelezas,
No nosso coração só há espaço
Para as certezas,
Os nossos beijos dobrados
Serão de invejar até as estrelas...
O teu sorriso é um convite
Para termos os nossos beijos trocados,
Do teu paraíso os beijos assanhados
São habitantes - a gente se adora
Além dos instantes;
Faremos o melhor de todos os romances...
Sonhamos com os nossos beijos
De namorados regados de desejos;
Somos dois atirados querendo sempre mais
E mais beijos...
Nós somos um, somos dois
'acanhados' que adoramos beijos aos bocados,
E doces loucuras de apaixonados...
Nos braços da alvorada
E na malícia do poente,
Vamos nos preparando
Para nos encontrar na boêmia poética
Bem de madrugada - não há desejo
Tão lindo, e alegria mais do que esperada
De uma mulher que deseja ser amada.
Recebi beijos saborosos,
Beijos muito bem dados.
No doce afã de saboreá-los,
Eu hei de tê-los resguardados.
Recebi beijos saborosos,
Agora tenho certeza
De que mexi contigo;
Estou tomada por sentimentos
Generosos e deliciosos...
Recebi beijos saborosos,
Por isso resolvi em versos,
Semeá-los para que eles
Sejam bem multiplicados.
Recebi beijos saborosos
Que por mim continuam
Sendo beijados;
E que pelo meu coração
Já estão mais do que intimados...
Beijos em lábios
de puro cetim,
Decidi ter você
todo para mim.
Antes eu escrevia
para ninguém,
Todos sempre
estiveram aquém...
No nosso país não
há intrusos,
Escrevo esse verso
de bruços,
O amor não
precisa de muito:
O amor é o maior
dos luxos!
Não me acanho
em fazer-te ledo
Com os meus versos,
Pois neles você mora;
O meu coração é o teu
sagrado endereço
- não há mais nenhum segredo -
Nós dois
graciosamente fazemos
o nosso enredo no melhor
desassossego,
E nele sempre nos revejo...
Eu me permito
na fantasia ser
Esposa, namorada
e tua amante.
A poesia permite
dar rumos
A minha natureza
de fina dama
- seguir adiante
Para ocupar
a tua libido
Como tua terna
bacante abrindo
Um caminho inédito muito
mais efusivo,
Interessante
e eternamente marcante...
Na verdade, eu escrevo versos
Livres do juízo e com a ânsia
De viver o nosso paraíso.
É justo e necessário dizer:
- Que sem você não há mais como
- viver -
Quero te pertencer.
O coração bate forte
De amor e de sentir saudade,
Sabes bem que é de ti
Que tanto preciso;
Por isso, corro riscos
Nesses versos imprecisos.
Esses versos livres
São para você saber:
Que todo verso livre é feito
Para dizer que o amor existe.
Estes são versos de extrema fé,
E humanidade para você saber
Que o amor escreve a verdade.
Deixo você de sobreaviso:
- Que o meu amor é indiviso,
Ele é inteiriço.
O coração não tem nada de indeciso,
Ele está plenamente decidido.
Contemplo no espaço o olhar,
uma sensação tão instigante
que faz a cada dia eu me apaixonar,
sentimento intransigente que faz
a exuberante juventude só pedir
o teu colo,
um passaporte para desvendar
o teu mistério
tão intrigante - apaixonante.
Na profusão do mútuo desejar,
bem sabes que faço de tudo para
chamar a tua atenção,
e que a provocação e a timidez
fazem parte da nossa dupla,
chegará uma hora que não haverá
mais como ocultar a temperatura;
dizem que amar é um crime,
para o nosso amor não tem castigo,
somos partícipes criativos
no delicioso perigo - incontidos.
Um não sai da cabeça do outro,
sabemos que temos o mesmo gosto,
entre nós não existe jogo,
o tempo se encarregará do nosso
- ouro -
o tempo é a forja e o amor
é nosso primoroso tesouro;
mergulhados nas profundezas do amor,
- somos exigentes -
e a cada detalhe damos valor:
Um brinde ao porvir do nosso amor!
Sinto que
os melhores
beijos que
eu hei te dar
estão porvir
no tempo
de nos amar.
Estes meus
versos são
para quebrar
a tal sisudez,
e por grande
pretensão
ser a voz
da tua mudez.
O quê queria
mesmo é que
eles fossem
pão para te
alimentar,
água de beber
e capazes
de cobrir a
sua nudez.
