Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Decerto, eu vejo um cenário deslumbrante, as curvas das ondas com as do teu corpo, traços provocantes, uma abundância estonteante de detalhes formosos, o mar e a tua pele iluminados e aquecidos pelo sol, por sentimentos veementes, amor em demasia, paixão ardente, arte majestosa em um dia ensolarado, naturalmente, um regalo para os olhos, um afetuoso impacto.
Seguramente, se houvesse a rara oportunidade, eu viajaria contigo no tempo, para uma nova realidade, um lugar no passado, onde pudéssemos desfrutar de vários momentos emocionantes, uma experiência singular, fascinante, que deixariam marcas nas nossas mentes, imersos numa euforia constante, juntos vivendo intensamente.
Usuaríamos aquelas roupas de época, sem muito luxo, porém, bem apresentáveis como se fôssemos parte daquele outro mundo, os personagens principais de um romance, abrilhantado por nosso amor sincero e profundo, nossos olhares exultantes, nossos afetos correspondidos, a grata liberdade a todo instante, sentimentos vivos, libertos e empolgantes.
Alguns cenários marcantes com suas particularidades, ao ar livre, em uma casa bonita e aconchegante, vivências sublimes, cheias de tamanha felicidade, um mar de fortes emoções e encantos tanto na superfície quanto na vívida profundidade, estando a vivacidade em cada canto, encontros preenchidos com muita verdade, corpos e espíritos, uma nítida e rara cumplicidade.
Entretanto, querida, não é necessário ficarmos esperando pela chegada pouco provável deste dia, podemos trazer o passado para esta noite através de uma ou mais músicas calorosas, que emocionem as nossas almas, uma pausa tempestiva no presente, agora, segura minha mão e concede-me esta dança, vamos dançar intensamente, marcando mutuamente as nossas memórias.
Mesmo sem te conhecer, eu estava a tua procura, os anos foram se passando, entre uma decepção e outra, minhas expectativas foram diminuindo, aparentemente, nenhuma condição era favorável ou, talvez, falha da minha atenção, além de outros focos que não podia simplesmente ignorá-los, assim, fui seguindo minha vida, pessoas, lugares, lutas, ganhos, perdas e prendizados, fazendo o que podia e devia ser feito, até o dia que te conheci, linda com um ar de mistério, um olhar vívido, um sorriso discreto, senti logo uma forte sensação distinta de outras e, claro, fiquei muito receioso no começo, mas valeu à pena ter tomado a iniciativa de ir falar contigo,
percebi que também estavas receiosa,
felizmente, ali foi o início desta nossa história, fomos ficando cada vez mais próximos e os nossos encontros mais recorrentes, assim,
foi aumentando a nossa conexão,
e não falo da ilusão do "Amor a primeira vista", mas do Agir após a primeira percepção de química,
pois os nossos mundos diferentes
uniram-se e tornaram-se um novo mundo pra ambos
e semelhante a um Crepúsculo,
o nosso Amor é resplandecente
e muito deslumbrante.
Foram muitos anos pra te conhecer,
e hoje posso dizer que todos os segundos de esperaforam compensados,
portanto, sinto-me honrado por amar
a ti e por receber o teu amor,
então, que este laço possa ser renovado em cada amanhacer,
assim, peço ao Senhor,
és meu bem querer.
Eu me rendo ao fascínio
que provocas com a naturalidade
da tua beleza
de traços delicados, curvas e cores
que deixam-me deslumbrado
por serem vívidos pormenores.
Então, é evidente que és verdadeiramente linda,
que possuis uma essencialidade atraente
à semelhança de uma rica poesia
que está viva
por conter versos tão conscientes.
Portanto, estimo a admirável natureza
que é bela, emocionante e verdadeira
que inspira, aquece e abriga
com muita presteza,
atravez de um amor sem medida
que causa uma deleitosa sensação intensa.
Eu me perco no brilho do teu olhar,
nos belos traços do teu rosto,
é como estar diante
de uma obrade arte
de um ar sereno e ao mesmo tempo sedutor
que merece ser tratada com esmero
e um sincero amor.
Se existe razão para viver, essa razão sou EU. Não pode haver maior prioridade além de MIM. Amar os outros é consequência desse AMOR-PRÓPRIO.
Normalmente eu luto por tudo aquilo que gosto e que quero, mas infelizmente coisas do coração é o que eu jamais alcançarei por mim só, pois este, sempre dependerá de outra pessoa.
Eu nunca usei drogas
Ou bebi, a ponto de perder a razão.
Mas já amei demais,
Deve ser a mesma sensação!
Sinfonia em Silêncio:
Eu poderia dizer que te amo, a frase antiga e leve,
Mas nos meus lábios, hoje, um peso novo se inscreve.
Outrora, a melodia fluiu, singela e sem temor,
Mas teu compasso acende em mim um sentimento maior.
É mergulhar em sono denso, onde a alma se abandona,
E o coração, enfim liberto, confessa que a paixão detona.
Um cárcere de afectos rotos, rendido ao teu poder,
O amor, enfim, me alcança fundo, não posso mais correr.
É pegar a estrada aberta, sem pressa e sem destino,
E no horizonte vasto, sentir-me um peregrino
Lavado em luz e cores puras, um éden a alcançar,
Onde cada suspiro teu me ensina a respirar.
É a ânsia de viver a vida em cada instante raro,
Guardar no peito cada segundo, teu sorriso tão claro.
Para então, por breves pausas, o tempo adormecer,
Em cada piscada perdida no momento de te ver.
Meus sentidos te pressentem, um radar delicado,
Em cada célula, a tua aura, um tremor extasiado.
Teu toque acende em meu corpo uma febre voraz,
E a euforia me consome, em um incêndio audaz.
Meu coração, qual rio bravo, em fúria desmedida,
Faz meu sangue ser torrente, por toda a minha vida,
Ao som da tua voz que ecoa, canção que me desarma,
Desfazendo as fortalezas, incendiando minha alma.
Não posso aprisionar em "amo" a vastidão que sinto,
É um oceano sem margens, um universo infinito.
Por isso, em cada gesto, em cada olhar profundo,
Eu te vivo em silêncio, neste amor sem segundo.
Só sei ser assim, em cada fibra do meu ser,
Um poema vivo em teu encontro, eterno amanhecer.
Por um tempo eu deixei de escrever, acho que velhos hábitos mudam com o tempo. Com o passar dos anos ganharmos e perdemos, pessoas vêm e vão mais quero voltar a escrever porque oque mais um solitário como eu tem é inspiração!
Amar é saber que mesmo que nunca se veremos novamente, chorarei de saldades sempre que lembrar do seu sorriso que me encantavam, dos seus olhos que brilhavam mais que as estrelas. jamais esquecerei das horas que passávamos juntos conversando sobre tudo e sobre qualquer coisa, amava ouvir sua voz. vou chorar sempre que pensar.no quão felizes poderíamos ter sido juntos...
ツ
Eu estou buscando sonhos
Acordando os meus desejos
Ponho para dormir os meus anseios
Peço licença a solidão
E nela encontro a meia luz
Me conduzindo pelo sol
Entre os luares
Sou
Especialmente meu próprio brilho...♡✯
Te reencontro
No clarão da realidade.☜
Noite de luar
De repente é a sua música favorita
E eu nem sei
Talvez a sua cor seja do infinitivo mar
Refletindo as estrelas e o luar
Talvez você goste de café e não de curtição
Um conhaque no frio vez, sim, vez não
Ou apenas um drink sem álcool como eu
Não sei
Se rimo ou se sorrio das minhas tolices
Que rabisca minha mente em pensamentos
Faço versos enquanto o vento assobia bagunçando meus cabelos
Descendo os degraus eu peço desculpas no último já subi e voltei
A realidade me tirou o doce da maldade
E eu queria cometer esse pecado de olhos vendados
Confiando completamente no desconhecido
Ouço o som das correntes e vejo o fogo ardendo na estrada
E eu ali completamente nua de ilusões
Sem nunca ter sido sua
Assim como a Lua no luar
Inalcançável
Apenas refletindo★·.·´¯`·.Starisy·★
Simplesmente...
Eu só queria adormecer em seus braços.
Silenciar minha mente num abraço.
Simplesmente meus olhos.
Brilhando delicadamente em teus olhos.
Acordando meu desejo com seus beijos.
Mudando os ânimos e desânimos.
Até que o equilíbrio fique perfeito...
⚛︎Que Deus esteja sempre comigo
Na alegria e na tristeza
Eu continuo sempre com ele
Agradecendo minha natureza
SEMPRE ❣︎
✝︎⚛︎
“O Círio e o Espelho”
Será que fui eu, Camille, quem te matou?
Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo?
O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo.
E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu.
Sim, talvez eu tenha te assassinado,
não com ferro,
mas com a insistência de querer-te além da carne,
com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio.
No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa —
e é o meu próprio rosto.
O assassino e o morto dividem o mesmo corpo,
a mesma lembrança,
a mesma culpa.
Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.
"Eu perdoo porque há dores maiores em mim."
Há feridas que não se veem, mas que brilham como estrelas dentro do peito. São dores antigas, silenciosas, que aprenderam a se calar para não assustar os outros. No entanto, é delas que nasce o perdão não como renúncia, mas como uma forma delicada de libertar o próprio coração.
Perdoar não é esquecer. É olhar para o outro e compreender que ele também se perdeu no caminho, talvez ferido pelas mesmas sombras que um dia nos alcançaram. Há uma nobreza secreta em quem sofre e, ainda assim, escolhe oferecer ternura.
Quando a alma amadurece, descobre que o rancor pesa mais que uma cruz. E é então que o perdão floresce, suave, quase tímido como uma flor que desabrocha no deserto. Ele não apaga a dor, mas a transforma em luz.
Eu perdoo porque compreendo. Porque sei que, se não o fizesse, seria a minha dor que me prenderia ao que já passou. E a vida é tão breve, tão urgente em sua beleza ou mesmo em sua aparente tristeza, que não merece ser gasta guardando espinhos.
Por isso, perdoo.
Não por grandeza, mas por necessidade de respirar. Porque dentro de mim, entre as cicatrizes, ainda há espaço para a pureza.
No Longe Que Eu Aprendi A Sentir A Realidade.
Longe é apenas o nome que damos ao que não sabemos como vicejar.
Não é o espaço que nos separa, mas o silêncio entre dois corações que ainda se chamam.
Quando o amor for verdadeiro, nenhuma estrada o dissolve ele continua a pulsar no intervalo das lembranças, entre o que fomos e o que deixamos de dizer.
A saudade é alguém gritando por nós através do tempo.
É o som da memória pedindo para ser escutada, o eco do que não morreu inteiramente.
Há vozes que não cessam, mesmo quando o mundo silencia.
Elas habitam o ar, os objetos, o perfume antigo que o vento traz sem querer.
Quem já amou profundamente sabe:
não há fronteira capaz de separar o espírito do sentimento, mesmo de nenhum sentimento...
O longe é um disfarce que enfeita o amor, mesmo calado, continua a escrever cartas invisíveis, para ser plenamente mais sincero...para não mais doer, para não mais ser compreendido porque esta algemado na mesma saudade de lágrimas da saudade.
E a saudade…
a saudade é o envelope que nunca se fecha.
A GRAVIDADE INTERIOR DO EU QUE SE CONTEMPLA.
Do Livro: Primavera De Solidão. ano 1990.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Conhecer a si mesmo não é um ato de curiosidade mas de coragem grave. É um chamamento silencioso que desce às regiões onde a alma se reconhece sem ornamentos. Nesse gesto há algo de ritual antigo como se o espírito precisasse atravessar sucessivas noites para alcançar uma única palavra verdadeira sobre si. Tal travessia não consola. Ela pesa. Ela exige recolhimento disciplina e uma fidelidade austera àquilo que se revela mesmo quando o que se revela é insuportável.
À maneira das grandes elegias interiores o sujeito que se observa descobre que não é senhor do próprio território. Há em si forças obscuras desejos sem nome medos que respiram lentamente à espera de serem reconhecidos. O eu que contempla torna-se estrangeiro em sua própria casa. E é nesse estranhamento que nasce a dor mais refinada pois não há acusador externo nem absolvição possível. O julgamento ocorre no silêncio e a sentença é a lucidez.
O sofrimento aqui não é ruído mas densidade. Ele se instala como uma presença fiel. Há quem o cultive com devoção secreta. Não por prazer mas por hábito. Sofrer torna-se uma forma de permanecer inteiro quando tudo ameaça dissolver-se. Assim o masoquismo psíquico não é escândalo mas estrutura. O indivíduo aprende a morar na própria ferida como quem habita um claustro. Conhecer-se plenamente seria abandonar esse espaço sagrado de dor organizada.
Quando alguém ama e tenta conhecer o outro por dentro rompe-se o cerco. O amor não pergunta se pode entrar. Ele vê. Ele nomeia. Ele permanece. E justamente por isso é rejeitado. Não porque fere mas porque revela. Ser amado é ser visto onde se preferia permanecer oculto. O outro torna-se espelho e nenhum espelho é inocente. Ele devolve aquilo que foi esquecido de propósito.
Há então uma violência silenciosa contra quem ama. Um afastamento que se disfarça de defesa. O amado é punido por tentar compreender. O gesto mais alto de amor torna-se ameaça. Como nos poemas mais sombrios da tradição lírica a alma prefere a solidão conhecida ao risco da comunhão. Pois compartilhar o precipício exige uma coragem que poucos possuem.
Essa recusa não é fraqueza simples. É lucidez sem esperança. É saber que o autoconhecimento não traz salvação imediata apenas responsabilidade. Ver-se é assumir-se. E assumir-se é perder todas as desculpas. Por isso tantos recuam no limiar. Permanecem à porta da própria verdade como sentinelas cansadas que temem entrar.
Ainda assim há uma nobreza trágica nesse esforço interrompido. Pois mesmo falhando o ser humano demonstra que pressente algo maior em si. Algo que exige recolhimento silêncio e um tempo longo de maturação. Como frutos que amadurecem na sombra a alma só se oferece inteira quando aceita a noite como condição.
Conhecer-se é um trabalho lento sem aplausos. Um exercício de escuta profunda em que cada resposta gera novas perguntas. Não há triunfo. Há apenas a dignidade de permanecer fiel à própria busca mesmo quando ela dói. E talvez seja nesse permanecer que o espírito encontra sua forma mais alta não na fuga da dor mas na capacidade de atravessá la com consciência e gravidade.
" Mas eu não estou sozinho, o deserto me acompanha. "
Ele se estende diante de mim como uma memória antiga, uma presença sem voz que observa cada gesto meu com a paciência dos séculos. Caminho e sinto a areia ceder sob meus passos, como se o chão conhecesse meus pensamentos antes que eu os formule. Há algo de sagrado nesse espaço que nada exige e nada promete. O deserto não consola. O deserto revela.
A luz do fim da tarde estilhaça se sobre as dunas, criando sombras que se movem devagar, quase respirando. Em certos momentos, penso ouvir um murmúrio, talvez meu próprio coração esmagado sob pressões que não sei nomear. Noutras vezes, o silêncio é tão pleno que parece perguntar por mim, como se aguardasse uma resposta que ignoro desde a infância.
No horizonte, a linha é fina e impessoal, mas guardo a impressão de que alguém me observa dali. Não com hostilidade, mas com uma atenção profunda, como se meu sofrimento coubesse dentro de um gesto que ainda não compreendo. É estranho como o vazio pode nutrir. Como o nada pode abraçar sem tocar.
No meio dessa vastidão, descubro que não busco saída. Busco significado. E, enquanto caminho, o deserto caminha comigo, espelhando minhas inquietações de forma tão fiel que chego a temer que ele conheça minhas verdades mais sombrias antes mesmo que eu as aceite.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
