Eu Vou mais eu Volto meu Amor
A vida inteira eu sempre achei que não houvesse um lugar pra mim, um lugar em que eu pudesse me encaixar. Aí eu encontrei você, assim como sou boa em montar quebra cabeça, entendi que me encaixava perfeitamente em você. O problema nunca foi eu não me encaixar, mas não enxergar que as peças eram diferentes e eu só me encaixaria em alguém exatamente perfeito pra mim, exatamente como você.
Ela céu
Eu inferno
Ela verão
Eu inverno
Ela luz
Eu escuridão;
Ela chora
Eu acalento
Ela sempre rápida
Eu como sempre lento;
Ela grita
Eu me calo
Ela tempestade
Eu como um riacho calmo;
Ela fala
Eu observo
Ela rainha
Eu mero servo;
Ela brilho, estrela, luar
Eu astronauta, menino querendo voar.
Há alguns anos atrás, eu não usava saia de maneira alguma...
Sempre fui muito “menina moleca”, “sem modos”, não sabia sentar direito sem que vissem minha calcinha, não me sentia mulherão (achava meu corpo esquisito) para estar dentro dela e por aí vai...
São tantas crenças limitantes... Elas me bloquearam por muitos anos a ponto de eu ficar trancada dentro do meu próprio corpo! Como pode?
Hoje, adoro usar saias (vocês devem perceber). Trabalhar com moda me fez mudar em relação a isso? Afirmo que não!
A partir do momento que buscamos o amor próprio, nos conhecemos... Vamos nos permitindo aos poucos...
A segurança com nosso corpo (independente do biotipo, forma, etc), com nossas ideias e com o que queremos para nossas vidas é o que nos faz romper paradigmas como este!
A saia me ajudou a “ter um cuidado maior” ao sentar, me fez mais “dama” (não riam!Acreditem!), me ajudou a me amar mais e a me sentir mais mulher!
Ei mulherada! Coloquem esse mulherão que está escondido também para fora!
Desconstruam todos os padrões!
Amem-se!
Eu & Você
Eles tem a essência juvenil da paixão
Perfeitos para si, coisa que perceberão
O tempo passa rápido e logo será verão
Não estão hoje juntos, mas um dia irão
Vivem na montanha russa das emoções Muitos altos e baixos, e poucas razões
Aiaí seus momentos durante as ligações
Como os polos de imã, muitas atrações
Ela não se importa com sua falta de jeito
E ele luta contra seus medos e defeitos
Para ela, ele é cômico e de belo aspeito
E para ele, eles são um casal perfeito
Ele se apaixonou por ela intensamente
Ela por ele, despertou desejos ardentes
Ambos se completam em suas mentes
E toda noite dormem só, que deprimente
E ele planeja viajar, para com ela estar
E ela ansiosa diz, que vai-lhe encontrar
Eles sabem isso causa-lhes bem estar
E um dia vão se ver e amar a beira mar...
Eu não sei ser sozinho
Há muito de mim pelos caminhos
Todas as lembranças que deixei pelos barrancos
Todo o meu amor que se perdeu entre os espinhos...
Hoje eu sonhei com você.
Era dia e estávamos na garagem de uma casa, como já ficamos antes, na mesma velha cidade.
Não que eu não tivesse sonhado antes, mas hoje foi diferente.
Não teve dor, raiva, nem saudade e amor. Teve cura!
É como se, depois de muito tempo, a dose de um remédio viesse em forma de fantasia.
Empatia foi o que aconteceu.
Um encontro de almas subconscientes, ajudando uma a outra.
No sonho éramos grandes amigos que não se contemplavam há muito tempo.
Falamos sobre a vida, sobre esse tempo que se passou e não nos vimos ou falamos.
Falamos sobre conquistas e vitórias, mas também sobre fracassos e desilusões.
Falamos sobre família e sobre relações malucas que não deram certo.
Falamos sobre vida e saúde, sobre esta eu tinha muito o que falar, mas não te aborreci.
Não falamos sobre nós, nem sobre nada o que aconteceu.
Mas uma coisa era certa: parecíamos satisfeitos.
Satisfeitos em finalmente, depois de muito tempo, poder falar com alguém que nos entendesse e nos ouvisse.
Satisfeitos em descarregar, satisfeitos em apoiar.
Em sorrir das desgraças alheias, assim como das nossas.
E, com um abraço e os olhos cheios, percebemos a importância de ser.
E sentir a completude de ser e ter alguém como a gente.
E que, até mesmo em sonho, possamos ainda nos apoiar, um no outro.
E que, se não for em sonho, que seja num café noutro dia desses.
Fiz da sua felicidade a minha,
me empenhei pela sua
Não que tenha eu esquecido de mim
Mas, por você ser feliz,
Eu era feliz também!
A flor é linda e encanta os nossos olhos
Mas enquanto a admiramos, com o tempo ela murcha e morre
Porque enquanto a admiramos
esquecemos o mais importante pra ela: o cuidado!
Assim foi
Enquanto me admirava e se encantava com o amor que eu lhe dava
Você de mim se descuidava...
Você se enchia e eu me esvaziava
Porque o amor é assim: dar e receber.
Uma via de mão dupla.
O tempo passa,
E a flor que era tão linda, primeiro murcha
Perde a beleza, o brilho, o encanto, o perfume...
Depois morre!
A flor, embora não fale, pede socorro!
Não são os ouvidos a ouvirem nem os olhos a enxergarem, mas a sensibilidade a socorrer
Muda e cega sua sensibilidade, eu pedi, você não ouviu!
Não morri
Mas morreu a flor
Símbolo do nosso amor!
Só hoje eu desisti de nós mil vezes
E te odiei com mil razões diferentes
E aí você sorriu e já era
Me convenci que era impossível
E que amar demais representava perigo
E aí você me olhou e já era
Eu tenho uma doença
Que tem um metro e sessenta
E acabou de entrar ali naquela porta
Fecha a conta
Tá aumentando os sintomas
E o peito tá doendo
Tomara que seja infarto
Se for amor, eu tô ferrado
Aí vai ser pior o estrago
Te esquecer eu tentei
Tá escrito nesse olho inchado que eu não superei
Se eu pudesse, eu lavava
Você da minha vida, mas amor não sai com água
Andei por toda a cidade, coração quebrado
Sem querer eu sempre quis alguém do lado
E o destino veio e me trouxe você
