Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Melodia
Eu poesia;
Tu música;
Quem sabe um dia,
a gente se junta.
A perfeita sintonia,
é tua alma
entrelaçada na minha.
Pode ser sorte
essa melodia,
ou não vai saber.
Só o que sei,
é que,
o melhor ritmo,
é quando meus olhos,
dançam para te ver.
Até a lua sorri,
quando o
universo insiste,
em me jogar
para você.
A nossa letra
continua,
com certeza
foi Deus quem
escreveu.
Autora: #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 13/09/2019 às 8:00 horas
Manter créditos ao autor original #Andrea_Domingues
Brigo mesmo pelo que eu acredito, meto o dedo na cara e quebro os obstáculos se for necessário. Não sei rir baixo, não gosto de mentira e hipocrisia. Gosto de falar a verdade. Amo a minha liberdade e não deixo ninguém interferir na minha vida.
Eu reivindico você como minha companheira de vida. Eu pertenço a você. Ofereço minha vida por você. Dou-lhe minha proteção, minha lealdade, meu coração, minha alma e meu corpo. Eu tomo em minha guarda o mesmo que é seu. Sua vida, sua felicidade e seu bem-estar serão valorizados e irão se sobrepor aos meus para sempre. Você é minha companheira de vida, ligada a mim por toda a eternidade e sempre sob meus cuidados.
A verdadeira questão é: você pode amar o verdadeiro eu? Não a pessoa perfeita que quer que eu seja, não a imagem que tinha de mim, mas quem eu realmente sou.
Se não fosse por você...
Eu não viveria em mim.
Não teria meus exageros e excessos tão pouco saberia te pedir silêncio e mesmo assim, te ouvir falar ao meu ouvido e muitas vezes gritar!
Eu não seria eu.
E se não tivesse você
Não aprenderia jamais a viver, e menos ainda ter o prazer de compartilhar o que apenas você me faz sentir.
Eu nunca vi seu rosto
Eu nunca senti seu cheiro
Por isso não conseguiam conquistar
Não conseguiam obter a coroa digno de um rei
Mas quando olhei em seus olhos
Quando eu vi você
Sua flecha perfurou-me
As 7 chaves foram dissolvidas
As muralhas se corroeram
Nunca vi seu rosto
Nunca senti seu cheiro
Mas no profundo da floresta
Meus olhos acharam você
Digno de um rei
Digno de uma coroa
Dancei ao amor por você
Senti o calor mesmo no frio extremo
Seus olhos brilhavam ao sol
Sua flecha perfurou-me
Digno de um rei
Digno de uma coroa
Você se tornou o rei no meu mundo
Tem uma mulher
que eu amo.
Olhos doídos, pálpebras mornas.
Já acalentou crianças,
deu-lhes o corpo,
alimentou, limpou suas lágrimas,
fez sorrir com voz calma.
Filhos, talvez netos.
Soube renascer neles tantas vezes.
Conhece a fragilidade humana.
Eu beijo os lábios
fechados dessa mulher,
a partir dos cantos,
em pequenas lascas de ternura
e queda no vazio.
Essa mulher viveu coisas
que me abastecem.
Ela fala de alegrias,
de sóis, sobremesas, decotes,
livros, enganos.
Vai falando e contornando dores
com pequenas pausas,
no que os cílios superiores tocam
os cílios inferiores demoradamente,
e ela afunda.
Aperto sua mão e ela emerge.
Enquanto a ouço,
beijo seus olhos.
Digo-lhe que é uma mulher, ainda.
Quando o vento tocar teu rosto sou eu te beijando Bem como sentir o perfume das flores levando a mensagem do meu perfume sou eu em pensamento Quando a chuva molhar o teu rosto são minhas lágrimas de saudade, te pedindo pra me ver. Todos os elementos da natureza ajudam para que a distância não apague em ti a minha existência.
Se houvesse eu e você
Eu gostaria de lhe dizer
Que conhece-la
Foi algo que palavras não explicam
Mas mesmo assim digo
... não poderia viver
Sem esse amor recíproco
Seja belo aquilo que for sincero, na calçada da sua casa sento e espero, e remoendo pensamentos eu olho para o horizonte, marcas de momentos marcantes embaça meu olhar, não é difícil de lembrar da pessoa que te deu asas para voar, e vou viver o resto da minha vida com um propósito, fazendo todos os dias superar os limites das escrituras e escritas, para chegar perto possível de descrever como é ter você em minha vida, sinceramente sem palavras para terminar essa declaração posso perde minha razão mais uma coisa sempre vou saber só existe um sentido para minha sobrevivência, que é ver na clareza das minhas ideias que faço e refaço os meus passos para te fazer sorrir, e só assim vou fazer algo parecido que você fez por mim, que foi devolver o meu sorriso e vivendo vivenciando e vivo, o que jamais será comparável, que seus abraços sejam indeterminado e posso falar que é incrível o gosto do sabor do seu sorriso, sua voz baixa no meu ouvido dizendo, " Me seja eternizado aquilo que Deus já havia escrito".
O encontro.
Em um desses dias despretensiosos eu o avistei na parada de ônibus, aquela cena nunca saiu da minha mente. Ele tinha uma distração interessante, as pessoas, o movimento que elas faziam ao seu redor, o meu olhar fixado e obsessivo não chamavam sua atenção. Eu fiquei ali, a observar, percebi que estava com a concentração voltada para um livro, Kafka, ótima escolha, certamente não era um leitor iniciante. Permaneci alguns minutos no mesmo local e ele também, nossas visões não se modificaram nesse meio tempo, a minha para ele, e a dele para o livro. Quando finalmente um ônibus de cor escura se aproximou, isso foi o bastante para rouba-lhe atenção, guardou o livro que estava em mãos dentro de uma mochila ao lado de sua perna esquerda e seguiu em direção ao ônibus, foi quando percebeu que o olhava, me lançou um olhar atento e um sorriso no canto da boca e foi-se. Ele nunca saiu da minha mente, dediquei alguns textos a ele, como este agora, voltei ao ponto de ônibus por alguns dias na tentativa incansável de reencontra-lo, mas nada foi possível.
Numa manhã de segunda-feira o despertador tocou às sete horas, o corpo me pedia mais cama, mas as obrigações me forçavam a sair da lá, por fim consegui levantar-me com a sensação de pesar cem quilos. Encaminhei-me para o banheiro, tomei um banho que durou menos do que eu esperava, tomei um café rápido e parti para a Universidade onde trabalhava, era professora do curso de Letras, especificamente de Literatura. Ao chegar lá nada me denunciou novidade, mais um dia normal, como durante aqueles últimos dois, foi quando avistei aquela figura que durante muito tempo se manteve viva em minha memória, fraca agora, mas viva, era o homem que um dia fitou meu olhar, não sei se ele havia me reconhecido, mas algo o deixou um pouco desequilibrado diante a minha presença.
- Olá professora Julia. É um prazer conhece-la pessoalmente, durante muito tempo acompanho seu trabalho e me sinto fascinado com tanta criatividade com a sua escrita.
Além de professora eu me dedicava à escrita, havia publicado dois livros, “Três contos de pura solidão” e “Cem anos de amor & dor”, romances clássicos.
- Olá, obrigada por acompanhar meu trabalho. Perdoe-me, embora me conheça devo dizer que não reconheço ou não me recordo do seu nome e/ou de você. – Além de uma boa escritora eu também era uma boa mentirosa, ele permaneceu presente em minha memória por longos dois anos.
- Não, claro. Que tolo! Não nos conhecemos, me chamo Gustavo, sou professor também, agora professor substituto aqui na Universidade. Irei substituir o professor Fernando na disciplina de Literatura Brasileira. É uma honra conhece-la.
- Que legal, um companheiro para discutir sobre literatura. Isso não pode ser melhor.
- Enfim, preciso ir para a aula, posso pagar uma cerveja hoje à noite para você enquanto conversamos um pouco?
- Sim, claro. – Aquela certamente seria uma oportunidade de contar-lhe tudo que havia acontecido há dois anos atrás no ponto de ônibus.
Logo depois das seis horas da tarde eu o reencontrei na sala dos professores, curiosamente da mesma maneira que teria visto há dois anos, cabeça baixa, lendo, a movimentação e presença de outras pessoas não chamavam sua atenção, nem que por um instante. Aproximei-me e o toquei, só assim pude roubar um pouco daquela atenção para mim. – Vamos?
Ele não conhecia a cidade, como presumi. Entramos no meu carro e levei-o a um restaurante famoso, mas calmo da cidade. Algo me dizia que o conhecia há muito tempo, não sei se pelo fato de muito tempo imaginar aquele momento ou se pelo fato de ele ter se mostrado à vontade demais, embora que ainda assim estivesse um pouco nervoso, percebi pela maneira que batia nas pernas com as pontas dos dedos. Ao chegarmos ao restaurante ele pareceu um pouco quanto curioso, mas não o julgo, senti a mesma sensação quando estive ali pela primeira vez, era um lugar um tanto quanto casual, demonstrava um pouco de cultura em sua decoração.
Quando sentamos em uma mesa próxima da varanda com vista para a cidade eu iniciei a conversa.
- Sinceramente eu não sei como dizer isso, mas hoje pela manhã eu não fui honesta com você, não uma foi mentira absoluta, mas uma meia mentira, se por assim posso classificar. Já conhecia você, mesmo que só de vista, uma breve vista. Há dois anos eu o encontrei no ponto de ônibus dessa mesma cidade, eu estava chegando para ensinar na Universidade e encontrei você em um dos bancos, com a cabeça baixa, lendo um livro de Kafka, nada tomava sua atenção, mas você me tomou muita, na chegada do seu ônibus você me lançou um olhar penetrante e um sorriso de canto da boca, aquela imagem ficou viva durante dois anos em minha mente, desejei encontra-lo por muito tempo e agora você “cai em minhas mãos” se por assim posso dizer, é estranho e ao mesmo tempo reconfortante. - Sem me dizer nada, apenas a me observar eu continuei. – Você permaneceu presente em meus pensamentos até o presente momento e hoje eu reencontro você, está comigo agora, existe destino maior que esse? – Por um instante eu só queria que ele me calasse com um beijo e/ou abraço, e assim fez, em um movimento minucioso ele me beijou, o seu beijo foi tão intenso, tão penetrante que por um instante ali eu desejei morrer, havia imaginado aquele instante por muito tempo, mas nunca havia chegado nem perto do que realmente aconteceu.
Por um instante ficamos ali, calados, apenas refletindo o que acabara de acontecer, mas o silêncio em alguns momentos se torna agressivo e nada confortante, então retornei a falar.
- Eu não peço que me entenda, nem muito menos que faça esforço para recordar de algum momento. Por favor, não. Só não me ache estranha e isso será de grande importância para mim.
Ele me olhou agora com um olhar diferente, um pouco assustado, mas com leveza. – Não seja boba, acho que eu esperava por esse momento tanto quanto você, sempre fui um grande admirador do seu trabalho e agora eu descubro que você sempre manteve em sigilo um interesse por mim. Enquanto eu, pouco me recordo daquele momento na parada de ônibus, sempre soube tanto de você. Você por outro lado recorda-se perfeitamente do momento, mas pouco me conhece, o destino parece brincar com nós dois, mas finalmente nos uniu.
Destino. Nunca acreditei nisso, sabe? Mas agora, percebendo que ele nos deu outra chance, que nos proporcionou outro encontro, agora eu percebo o quanto foi generoso conosco. Se assim posso dizer, o destino está ao nosso lado, e agora do seu lado não quero mais sair.
Eu preciso de você!
Eu amo você!
Graças a você eu posso vencer!
Juntos vamos vencer!
Essas frases sempre devem ser ditas em frente os espelhos.
Visita Inesperada
Sei que se eu pudesse escrever tudo o que eu sinto certamente me perderia em meio às palavras e em meio a mim. Pois não me compreendo, de modo que sinto tudo e todos. Experimentaria escrever um pouco sobre o que eu tenho sentido por esse jovem de cabelos encaracolados e pele levemente avermelhada, que muito me atrai. Também ousaria escrever sobre o sexo, sobre o gozo e sobre amor. AH... o amor... Esse sentimento que me é tão sagrado, antes mesmo de amá-lo. Essa coisa que ninguém compreende, que faz alguns o projetarem em forma de ódio, outros o mascaram e o suavizam, de modo que parecem dizer: - amar é perigoso. E é mesmo, o amor é um perigo que tortura a alma, que muitas vezes tira o sono ou o interrompe naquela noite mais fresca, em que o sono se fazia leve. São 7h da manhã e veja bem... meu sono foi interrompido por ninguém mais, ninguém menos que o amor. Veio agora, de mansinho e bateu na minha porta. – Oi estou aqui.
Amor é coisa que vive e, se vive, se morre, e para o amor não morrer, se deve inundar suas raízes de um fluido que o faça sereno, que mantenha suas estruturas. Que trabalho difícil alimentar as raízes. Essa fragilidade insana, que sempre foi um mistério para mim. Acho inclusive que nunca irei compreender o amor, assim como não compreenderei jamais diversas coisas que sinto, que parecem acontecer apenas dentro desse casulo misterioso que chamo de “eu”. Amar não me causa espanto, mas me indaga, em um dia você está vazio, pensando em tudo e em nada, noutro acorda 7h da manhã porque o amor bateu a porta. Quem deixou? Eu deixei? O amor é coisa que precisa ser autorizado? Essas são perguntas que não saberei responder e, que talvez nenhuma área do conhecimento humano saiba. Porque o amor é coisa que não se calcula, que não se pega nas mãos e todas as vezes que tentei pegá-lo, falhei. Por isso, tomo o maior cuidado de não tentar pegá-lo agora, vejo o amor como aquele canário amarelo, que um dia foge da gaiola e que ninguém o captura novamente. Tomo o maior cuidado de não o capturar, temo que ele fuja pelos espaços entre meus dedos.
Às vezes, só às vezes, o amor não foge, nem morre, nem o matam. Ele simplesmente se vai e, voa como o canário amarelo em tela. A pior perda de amor certamente é essa, mas também é a ferida que mais rápido se cura, pelo menos para maioria das pessoas, porque não há culpados, certamente há erros, mas não culpados. Conhecendo o pouco que conheço de mim, essa me seria a pior forma de aniquilar o amor, talvez porque eu sou muito teimoso e precise que as coisas terminem ferindo meu ego, para que eu me defenda de algo que nem eu compreendo, ou também porque muito idealizo e idealizar demais é sofrer um pouco mais. Não sei, quando o assunto é amor, pouco sei. O amor é uma confusão tão prazerosa, só consigo pensar se em algum lugar do mundo, outro alguém sente o que eu sinto, porque me parece algo tão singular. O amor não é direcionado, agora é, mas o amor é um sentimento que sempre se fez presente em mim. Gosto de amar e sinto que o amor será o único sentimento que nos salvará nos dias sombrios. Não me dou o luxo de não amar, de não ser intenso, de não expor. Exponho, amo, intensifico. Permito-me ceder, porque a vida é rara, porque sentir amor nesse vale de lagrimas é um desafio que quero enfrentar e, mais que enfrentar, quero vencer.
Se eu tivesse alguém por quem me apaixonar
Eu iria, sem pestanejar
Escreveria poemas ao luar
E nela não iria parar de pensar
Todos ao meu redor diriam para parar
"Ela não é tanto de se admirar
Você é muito intenso e irá se magoar"
Ora, pois eu sei o que é amar
E eu faria sem fraquejar
Se eu tivesse alguém por quem me apaixonar
Escreveria canções pra ela
Tão belas quanto minha doce Cinderella
É como eu iria chamar
Quem eu estivesse a me apaixonar
E ela me diria pra parar
"Desculpe, mas é outro que eu estou buscando conquistar"
E todos ao meu redor diriam
"Não era você quem sabia o que é amar?"
Então, se eu tivesse alguém por quem me apaixonar
Eu deixaria pra lá
As vezes faço pose, na verdade eu acho que sou um nerd, gosto de café, cafuné, beijo na testa é respeito.. Enfim! Não faço algo apenas visando meu lado, se estou com alguém prefiro que ambos fiquem feliz.
Talvez eu só deveria ter ouvido minha mãe
Talvez eu deveria pensar como ela
Talvez a minha mãe tinha razão
Talvez ela só queria o meu bem
Talv...
