Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu sempre falei para as pessoas que sofreram por amor, "não fica triste, porque algumas pessoas passam pelas nossas vidas, para deixar alguma lição, as vezes nos dar uma guinada na vida, ou abrir nossos olhos para uma visão mais real da vida, e simplesmente vão embora porque não são para permanecer" e hoje eu vejo que sempre fui a pessoa que passa para abrir os olhos de alguém, ou usar minhas experiências como exemplo, e devo aceitar meu destino de ajudar, servir como um exemplo, sabendo que jamais terei alguem que apareça e fique, e seja a minha mudança que tanto preciso.
AMOR ALÉM DAS ESTRELAS (versão música)
Verso 1
Quando eu deixar esta matéria,
E seguir por outra dimensão,
Talvez eu seja apenas energia,
Viajando pela imensidão.
Passarei por pontos de luz,
Que brilham no eterno universo,
Até chegar à fonte maior,
Onde termina todo mistério.
Pré-refrão
Sem corpo não há olhos para ver,
Nem mãos para tocar.
Mas existe algo que permanece,
E nunca vai se apagar.
Refrão
É o amor além das estrelas,
Ligando você e eu.
Atravessando o tempo infinito,
Pela força que Deus nos deu.
Se aqui não deixarmos o amor nascer,
O vazio poderá nos encontrar.
E na viagem para o tudo ou para o nada,
Não haverá com quem se ligar.
Verso 2
Se a vida é apenas passagem,
O amor é o que fica no final.
Nem a distância das galáxias
Pode romper esse sinal.
Somos centelhas caminhando
Pelos caminhos da criação.
E cada gesto de amor sincero
Ilumina outra constelação.
Refrão
É o amor além das estrelas,
Ligando você e eu.
Atravessando o tempo infinito,
Pela força que Deus nos deu.
Se aqui não deixarmos o amor nascer,
O vazio poderá nos encontrar.
E na viagem para o tudo ou para o nada,
Não haverá com quem se ligar.
Final
Além das estrelas...
Além do tempo...
Além do fim...
O amor continuará.
Enquanto eu caminho procurando o amor, deixo que a voz do coração me guie e a luz da minha alma me ilumine.
A foto dela eu guardo no coração,
não no papel.
Porque o amor que ela deixou
é maior do que qualquer imagem.
E a rosa que nasceu depois que ela se foi
é a prova de que o amor não parte —
ele floresce.
Uma flor no meio do Obstáculos
“Hoje eu segurei nas mãos um sonho que começou em silêncio. ‘Gotinhas de Amor’ nasceu para acolher emoções, fortalecer vínculos e transformar rodas de conversa em espaços de escuta. Que essa obra seja instrumento de cuidado.”
Projeto Gotinhas de Amor
Rosana Figueira
A menina sonhadora
Eu era uma menina sonhadora.
Daquelas que acreditavam
que o amor era capaz de unir tudo.
Por amar demais minha família,
guardei meus próprios sonhos
na última gaveta do coração.
Sendo filha única,
fiz do cuidado minha missão.
Enquanto muitos corriam atrás da própria vida,
eu estendia as mãos
para segurar a dos meus pais.
Mas havia segredos...
Segredos antigos,
guardados pelo tempo e pelo silêncio.
Meus pais se casaram depois de dezoito anos,
e eu...
nem sequer fui convidada.
Conheci aquele dia
pelas fotografias.
Aos vinte e dois anos,
construí minha própria casa de boneca.
Casei, tive uma filha,
e acreditei que ali
morava a felicidade.
Então a vida virou a página.
Meu pai adoeceu.
Minha mãe carregava feridas
que nunca cicatrizaram.
E aquela menina,
agora mulher,
voltou para a casa onde nasceu,
com uma filha pela mão
e um filho crescendo no ventre.
Descobri também
que meu casamento estava desmoronando.
Era dor demais
para um único coração.
Perdi meu pai
quando meu menino tinha apenas um ano.
Depois veio a separação,
as discussões,
as ausências,
e o silêncio de um pai
que deixou de estar presente.
Aos trinta e seis anos,
eu era filha,
era mãe,
era pai,
era abrigo.
Enquanto enfrentava
a Síndrome do Pânico,
levantava todos os dias
como quem veste uma armadura invisível.
Criei dois tesouros:
uma menina
e um menino.
Cuidei da minha mãe,
forte e rígida,
mas também guerreira.
Aprendi que, às vezes,
a força nasce
quando ninguém mais pode nos sustentar.
Vieram críticas.
Poucas mãos estendidas.
Mesmo assim,
eu continuei.
Houve uma chance
de recomeçar no Sul.
Mas o amor pelos filhos
falou mais alto.
E eu fiquei.
Mais tarde,
conheci outro homem.
Sabia que ele não seria
a rocha firme dos meus sonhos.
Mas ambos carregávamos
nossas próprias tempestades.
Talvez não fosse amor perfeito...
Talvez fôssemos apenas
duas pessoas tentando sobreviver.
Os filhos cresceram.
Construíram suas histórias.
E eu...
perdi minha mãe para a COVID.
Perdi muito também
do que havia construído.
Ainda assim,
não perdi tudo.
Porque ninguém consegue arrancar
de uma sonhadora
a capacidade de sonhar.
Hoje,
eu não imploro mais por amor.
Aprendi que a paz
vale mais do que qualquer companhia.
Minha casa ficou silenciosa.
Meu coração,
mais reservado.
Mas existe uma diferença.
Antes,
eu sonhava pelos outros.
Hoje,
eu finalmente começo
a sonhar por mim.
E talvez...
esse seja o sonho
mais bonito de todos.
Talvez o amor seja isso: enxergar alguém para além do que ela acredita ser. Eu vi em você uma mulher que nem o espelho lhe mostrava. E, se por um instante você pudesse se ver pelos meus olhos, entenderia por que foi tão impossível deixar de te amar. Talvez... você também se apaixonasse por você.
"Amor"
Vejo amor como um monstro,
e eu sou apenas um soldado,
vice-versa a gente se encontra,
e nem sempre ele quer papo.
Lembro, que na nossa primeira luta,
sai derrotado.
Por ter sido desnorteado,
pensei que havia perdido.
Mas sempre que me recordava dessa batalha,
retia um sentimento contínuo.
Por mas que me sentisse indigno,
sabia que aquele final era incerto.
Voltei me encontrar com ele,
e dessa vez fiz certo,
apanhei feito bastardo.
Porém conquistei
o que tanto havia almejado.
Eu já te amei… e nesse amor depositei uma fé quase sagrada, como quem entrega a própria vida a um destino sonhado. Acreditei em você, não apenas como pessoa, mas como promessa de eternidade. Achei que meus sentimentos eram verdadeiros, e talvez tenham sido mais reais que nós mesmos. Quando se imagina uma vida com alguém, não se projeta apenas um futuro, cria-se um universo inteiro, feito de gestos, silêncios e possibilidades. Mesmo quando o amor morre, esse universo não desaparece; ele permanece suspenso, habitando um lugar secreto dentro de nós, como se fosse um eco do que poderia ter sido. E esse eco… nunca se apaga por completo.
Eu odeio o amor.
Odeio como os seus olhos brilham e me encantam... ao mesmo tempo ofuscam a sua alma de mim.
Odeio quando você diz que me ama, mas que não me quer... fazendo-me te esperar por toda a minha vida.
Odeio como, mesmo de maneira inconsciente, vivo pensando em você... o que me faz sonhar acordado.
Odeio que, depois de 14 anos, você tenha dito que ainda me ama... já que desperdiçou os melhores anos da minha juventude.
Odeio que você esteja tatuada na minha pele... externando o que há muito está tatuado na minha mente e no meu coração.
Odeio como magoo as demais mulheres... só por não poder e não querer te esquecer.
Odeio quando você me liga... só pra dizer que não quer mais falar comigo.
Odeio que você nunca me esqueça... mas diga que não quer ter um vínculo eterno comigo.
Odeio que você tenha vindo me ver e me beijado... me deixando novamente apaixonado.
Sobretudo, odeio não conseguir te odiar nem por um segundo... embora seja um misto de amor e dor, eu ainda TE AMO! ❤️💔
O amor é uma prisão sem muros que eu possa ver, mas cujas correntes sinto em cada batida do coração. Ele me prende a você desde os meus vinte anos, e mesmo após dezenove invernos separados, nenhuma distância conseguiu enfraquecer sua força. Pelo contrário, ela cresce dentro de mim, feroz e silenciosa, como um fogo que queima e ilumina, me mantendo vivo e, ao mesmo tempo, aprisionado.
Cada lembrança sua é um sussurro que ecoa pelos corredores dessa cela invisível, cada memória um muro que nunca consigo transpor. A dor é intensa, mas nela há uma lição escondida: aprender a amar sem possuir, a sofrer sem me quebrar, a sentir sem esperar reciprocidade, a existir plenamente mesmo na ausência. É um aprendizado cruel, mas sagrado, e a prisão se revela como uma escola silenciosa.
O destino inscrito nas estrelas nunca quis que estivéssemos juntos; ele quis que eu me confrontasse com minha própria alma. Saturno me ensina a esperar, Plutão me força a me transformar, Netuno me revela a beleza de um amor que transcende a razão. E assim, lentamente, a dor se torna consciência: o amor que me prende também pode me libertar, desde que eu aprenda a aceitá-lo tal como é.
Aceitar que não posso tocá-la, que não haverá reencontro, que não há espaço para a posse. Aceitar que este amor eterno é também uma lição eterna, que ele existe para me ensinar sobre mim mesmo, sobre a intensidade, sobre a profundidade de sentir sem limites, e que, paradoxalmente, a maior liberdade se encontra dentro desta prisão.
O amor é uma prisão que me prende a você, e, ironicamente, é nela que me descubro inteiro. Mesmo carregando um sentimento que nunca será correspondido, mesmo sentindo a ausência como um abismo, percebo que posso viver, que posso crescer, que posso me transformar. A prisão não me destrói; ela me revela. E assim, aprendo que amar para sempre, mesmo sem ter, é a forma mais pura de eternidade.
Eu não renego o que sentimos. Honro. Mas aprendi que amor que não encontra destino precisa, ao menos, encontrar fim. Não como castigo, e sim como respeito. Há silêncios que não são ausência... são maturidade. Há despedidas que não negam o que foi, apenas impedem que a dor continue sendo regada.
Então que o silêncio faça o que não conseguimos: nos aquietar. Que ele não grite por rancor, mas por paz. Não por esquecimento, mas por libertação. Eu paro de regar não porque não houve raiz, mas porque já entendi que nem toda raiz foi feita para dar fruto no mesmo solo.
O amor que eu sempre esperei não era sobre borboletas no estômago…era sobre trazer paz no coração.
Eu demorei para entender isso.
A gente cresce acreditando que amor é intensidade, é urgência, é não conseguir respirar sem o outro.
Mas o amor que eu sempre esperei… era silêncio confortável. Era colo nos dias difíceis.
Era alguém que fica, principalmente quando não é fácil ficar.
Não era sobre alguém que me completasse
era sobre alguém que somasse.
Que respeitasse meus processos, minhas fases, minhas cicatrizes.
O amor que eu sempre esperei não me confunde, não me diminui, não me faz duvidar do meu valor.
Ele me ensina.
Me amadurece.
Me faz crescer.
Talvez o amor que você sempre esperou não seja o mais barulhento…
Talvez seja o mais calmo.
O mais seguro.
O que não te tira o chão
mas constrói um junto com você.
E quando a gente entende isso…
a gente para de procurar emoção
e começa a reconhecer conexão.
O Amor liberta a alma e a alma liberta o coração ❤️ Quem de vocês errou pra eu viver nessa escravidão?
Hoje eu escolho acreditar.
Acredito no amor que cura, na fé que renova e nos sonhos que insistem em permanecer vivos, mesmo depois das tempestades.
Porque, no fim, quem caminha com amor e fé nunca volta da mesma forma. Volta mais forte, mais leve e com a certeza de que as montanhas existem para revelar a força que carregamos dentro de nós.
Aprendi a Ir Embora
Eu não parti por falta de amor.
Parti porque o teu já não me reconhecia.
Vi nos teus olhos
o aviso que nunca disseste.
E mesmo assim fiquei,
tentando aquecer um peito
que já não era casa.
Engoli o orgulho,
chamei de fase
a tua frieza,
dei descanso ao teu desprezo
e amor
à tua ausência.
Mas há um momento
em que um homem entende:
não se implora por lugar
no coração de ninguém.
Quando o amor vira pena,
o silêncio vira sentença.
E eu recusei viver
como peso,
como hábito,
como sobra.
Soltei a tua mão
antes que a minha dignidade
morresse primeiro.
Se um dia a minha falta te visitar,
não me procures.
Estou nas escolhas que fizeste
quando não fui opção.
Estou nos abraços que recusaste,
nas palavras que engoliste,
nas vezes em que me perdeste
sem perceber.
Eu te amei
com verdade,
com coragem,
como homem.
Agora sigo.
De cabeça erguida.
Coração ferido,
mas inteiro.
Porque amor não se mendiga.
E eu aprendi
a ir embora.
Hassamo Abdurrahimo
Talvez o que eu sinta por você não seja amor… seja pecado.Porque não me salva, não me acalma me consome.Desperta em mim partes que eu escondia até de mim mesmo,uma escuridão que cresce cada vez que penso no seu nome. E mesmo sabendo que isso pode me destruir, eu continuo escolhendo você… como quem abraça a própria queda.
DeBrunoParaCarla
Eu cantei pra ela, meio sem jeito,
“eu quero a sorte de um amor tranquilo…”
troquei palavras, me perdi no verso,
como quem já estava sentindo mais do que sabia dizer.
Depois ela veio…
e terminou por mim,“com sabor de fruta mordida…”
como se já conhecesse a música e a gente.
E ali, na batida,
no embalo da rede, no tempo desacelerando, a gente se encontrou sem perceber…como se já estivesse escrito antes de começar.
DeBrunoParaCarla
