Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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Pedagogia do Acolher


Chegou mais um setembro e, com ele, a vitrine de frases prontas que me atravessam sem me enxergar. Falam para eu falar — como se a minha voz não estivesse há tempos espalhada em palavras, imagens, silêncios e olhares. Eu avisei. Não busco atenção; busco sentido, presença, mãos que não soltam.


O que me revolta não é a cor do mês, é a direção do dedo. Campanhas apontam para quem está afundando, quando quem precisa de formação é quem está na margem. O depressivo não precisa de cartaz; precisa de quem saiba ler sinais: o brilho que apaga, o sorriso que desencaixa, o corpo que fala — cabelo que cai, peso que some, vitalidade que se ausenta. Precisa de quem saiba chegar sem invadir, ouvir sem consertar, acolher sem prescrever. Às vezes, salvar é só sentar ao lado e dizer com o corpo: “estou aqui”.


Falar nem sempre é possível. Por dentro, a mente é um labirinto: ideias desordenadas, sentimentos sem moldura, cansaço que pede anestesia da dor — não o fim da vida. O que nos sustenta, muitas vezes, é o descanso de um abraço, o cuidado que não cobra explicação, o silêncio que não abandona. Ensinem isso: a presença que não exige performance de melhora; a escuta que não transforma confissão em sermão; a delicadeza de perguntar “como posso estar com você?” e aceitar que, naquele dia, a resposta seja apenas chorar.


Também me fere a homenagem tardia. Velórios cheios, redes lotadas de amores eternos — e o vazio de tudo o que não foi dito quando ainda dava tempo de ouvir. Eu não quero discursos depois. Quero humanidade antes. Se houver propósito em minha voz, que seja tocar uma pessoa que esteja aqui agora, e não multidões quando eu já for ausência.


Setembro, para mim, só fará sentido quando deixar de treinar o depressivo para “se explicar” e começar a educar o entorno para reconhecer, acolher e agir. Ensinem a identificar sinais, a construir rede, a acompanhar até o serviço, a ligar no dia seguinte, a cozinhar um prato simples, a varrer o chão do quarto, a segurar a mão — e não soltar. Ensinem que “força” não é cobrança, é companhia. Que fé não é atalho, é abrigo. Que esperança, às vezes, cabe em vinte minutos de silêncio compartilhado.


Eu sigo deixando vestígios — nas pessoas, nos cantos, no papel, nas imagens. Minha voz não precisa de multidões para cumprir seu propósito. Se alcançar um coração e lhe oferecer descanso por um instante, já valeu a jornada. E, enquanto eu estiver aqui, repito: não é fraqueza, é exaustão; não é espetáculo, é sobrevivência; não é drama, é dor. O que peço não é palco. É presença.




#setembroamarelo

Não saber exatamente o que queremos, mas procurar, achar e perder, e
continuar buscando, na mais saudável inquietação, é que torna a vida
tão fascinante, e faz valer a pena.

Lya Luft

Postado por Miryam Gotti

Não sei se desisto antes de tentar
Você me magoou
Me desencantou
Não vejo mais justificativa para ser feliz ao seu lado
A data de hoje pode ser um adeus para nunca mais voltar a pensar em você...

Não posso me esquecer de orar, agradecer a Deus por fazer das coisas tão simples mais bonitas...e a prova disso tudo é você.. Eu amo você!

Saudação de Amigo

Quero ser o teu amigo
Nem de mais e nem de menos
Nem tão longe, nem tão perto
Na medida mais precisa que eu puder
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida
Da maneira mais amiga
Da maneira mais discreta que eu souber
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar
Sem forçar tua vontade, sem jamais te aprisionar
E saber quando falar e saber quando calar

Nem ausente, nem presente por demais
Fraternalmente ser amigo e dar-te a paz
A paz que o mundo não dá, a paz de Jesus.

Padre Zezinho

Nota: Música "Saudação de Amigo", do Padre Zezinho. A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuída a Fernando Pessoa.

...Mais

Os outros nos vêem como nós nos vemos. Quanto mais respeito você tiver por si mesmo, mais respeito os outros terão por você. Ninguém poderá fazer com que você se sinta inferior se você não o consentir interiormente.

A defesa da #oração é mais forte que um poderoso exército.

Sinto o calor de mais um verão, Tudo ganha cor!

Cada dia que passa, tenho mais amores que amigos e mais inimigos que colegas, porque tudo que há em mim é intenso.

O discurso da separação amorosa.

Um dos sentimentos mais comuns depois de uma separação amorosa é a enorme curiosidade em relação ao destino do outro.

Mesmo o parceiro que tomou a iniciativa fará de tudo para saber como o abandonado está passando. Esse interesse raras vezes resulta de uma genuí­na solidariedade. Decorre, na maioria dos casos, de uma situação ambivalente que lembra o mecanismo da gangorra.

Por um lado, ver o sofrimento de uma pessoa tão íntima nos deixa tristes; por outro, satisfaz a vaidade. Num certo sentido, é gratificante saber que o ex-companheiro vive mal longe de nós e teve prejuízos com a separação. Esse aspecto menos nobre da personalidade humana, infelizmente, cos­tuma predominar.

Se o outro está se recuperando com rapi­dez, se busca novas companhias, mostran­do-se à vontade na condição de descasado, ficamos surpresos e deprimidos. Percebemos que não somos tão indispensáveis quanto pensávamos. Nosso orgulho, então, é atingido, pois precisamos nos sentir importantes, precisamos saber que nossa ausência provoca dor.

Se o outro estiver feliz, duvidamos de nós mesmos e isso é desgastante. "Como é possível que alguém se ajeite na vida mais rapidamente do que eu?", indagamos, e a certeza de que seme­lhante absurdo aconteceu nos deixa tristes.

Muitas pessoas confundem essa tristeza com amor. Será que ainda estamos apaixonados? Será que a separação foi precipitada? Pode até ser. Mas o ingredi­ente principal de nossas emoções é a vaidade, o orgulho ferido. Às vezes, procu­ramos disfarçar esse sentimento menos nobre, escondendo-o por trás de uma ines­perada dor de amor. É uma forma de negar pensamentos que não gostaríamos de ter.

Já vivi momentos inesquecíveis, vi coisas inexplicáveis, mas o que mais me marcou foi ter conhecido pessoas incomparáveis...

Sou solidaria, mais também sou vingativa, então pense duas vezes antes de fazer algo de ruim pra mim.

Sempre te amarei mais a cada nascer do dia. Te amarei por dias, horas, meses, anos. Te amarei nos dias chuvosos. Te amarei ainda mais nas horas de alegrias. Te amarei em todas as estações. Te amarei por tudo, ou apesar de tudo. Te amarei com todo o meu coração, e para sempre. E é só contigo que a vida fica mais bonita.

Por fraqueza nao tomamos as decisões corretas, por medo ficamos inertes, mais e preciso ventar para a folha cair...

Amigo é mais que um irmão, para amigo revelamos tudo que está em nosso coração. Amigo se faz presente, mesmo quando ausente. Um bom amigo é para toda a vida, é para depois da morte, é eterno, infinito, é amor, amor esse que não morre jamais!

O ponto mais alto da vida é aquele no qual descobre-se a força que há no recomeço.

“Às vezes uma coisa modesta é mais bonita que uma espalhafatosa. Depende muito dos olhos de quem admira.”

Saiba separar as verdadeiras amizades das falsas, pois nem sempre as pessoas mais próximas são as mais confiáveis.

E o que mais me intriga é tentar descobrir como você pode ser, ao mesmo tempo, a principal solução dos meus problemas e o meus problemas sem solução.

Não podemos ficar juntos, pois o destino não quis assim... mas levarei em minha memória as mais belas lembranças de um coração apaixonado.