Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu decidi ser livre e usar de forma coerente essa liberdade. Rir alto, ter meu próprio estilo, não seguir padrões determinados pela sociedade contemporânea, melhorar sim, mas por mim e não porque me dizem que devo me enquadrar naquilo que me exigem só para eu ser aceita.
O meu silêncio é uma forma de punir alguém, reconheço. Eu falo muito, tenho a necessidade de me expressar verbalmente e quando percebo que não estão validando as minhas palavras, eu me calo.
E mesmo Quando eu estiver triste, ninguém irá saber. Pois meu sorriso vai estar sempre estampado no meu rosto
Eu tô completamente atravessado, tipo se meu corpo tivesse decidido virar pretzel dimensional! Minha cabeça tá tão zuada que parece que foi atropelada por um carregamento de planetas rolando ladeira abaixo, e meu pescoço resolveu fazer férias no lado oposto do universo.
Um pé tá plantado numa nuvem fofinha, dançando com anjos imaginários, enquanto o outro tá cravado no chão, debatendo com formigas filosóficas sobre a existência da gravidade. Minhas mãos tentam se orientar, mas parecem mapas de um tesouro que ninguém jamais encontrou.
Se eu me mover, caio numa espiral de marshmallows saltitantes; se eu falar, minhas palavras saem cantando óperas em línguas que ainda não existem. E meu corpo todo? Ah, meu corpo tá arremetido para o oposto do normal, tipo um personagem de videogame que perdeu o controle do joystick e entrou num nível secreto de caos absoluto.
Em resumo: eu não tô só confuso. Eu tô uma exposição itinerante de surrealismo ambulante, com direito a efeitos especiais de nuvens, gravidade invertida e debates filosóficos com insetos.
"Não que eu seja rancoroso, não sou.
Nem tampouco consigo odiar meu semelhante.
Contudo, não consigo acariciar
mãos que me jogam pedras,
nem beijar a face
de quem persiste
em me olhar com desprezo."
Eu quis beber não tinha leite
Eu quis comer, não tinha pão .
O meu pais está fadado
Está voltando a inflação
Se bastasse a pandemia
Ainda tem o apagão
O fogo acesso na Amazônia
Desperta gente pra solução
Nada pra beber,
Nada pra comer camarada...
Agora é moda citar a bíblia
Pra explicar contradição
Mateus 6:10, termo finito
Fim do conflito e desta confusão.
OLHO GRANDE
Sai pra lá, olho grande
Tira o teu olho do meu
Do meu caminho,
Do meu viver
Eu prego a paz
E vivo o amor
Na minha casa
Não há lugar pra dissabor.
Encontra o teu rumo,
Segue os teus passos
Sem embaraço
Estende as mãos ao criador
Que emana luz, não desamor
Mas se contudo, não te valeu
Sai do meu mundo, e cria o teu
Porem no meu é pleno dia
Samba e alegria nada de dor.
Com tudo isso que já falei
Vai um conselho renovador
Se a luz do sol te incomoda
Anda de noite, caro amador.
MONÓLOGO DA FOME
Eu estou com fome, meu senhor.
Perdi meu emprego, fiquei doente
E hoje moro na rua.
A covid matou metade da minha família.
De onde eu sou?
Não sou da Disneylândia, já morei na Ceilândia, na Estrutural,
No lago Azul, em vários lugares, nesses lugares em que as pessoas não desejam morar.
É hoje eu moro aruá, lugar em que muitos desejariam morar, para ter a liberdade que eu tenho, mas para morar na rua a pessoa precisa passar por onde eu passei, viver o que eu vivi.
Meu senhor, por piedade, diga-me, o senhor vai ou não me dar um prato de comida?
Quando eu me for
ou me decompor
ficará outra essência
eu meu lugar,
na memória,
no coração
de quem amei,
ficará para sempre
a luz divina e eterna
do amor...
Se eu fosse Tom Jobim diria:
"A música é superior à poesia,
meu argumento irrefutável seria,
a música, por si só existe,
basta ritmo e melodia.
A poesia é verbo intransitivo,
necessita da música para formar
seu objetivo, comunicar e transcender.
A música é música sem o poema,
a poesia é verbo livre, pedaços e fonemas, ambas são elos perdidos
de um infinito teorema.
Eu sou um poeta boêmio
E Ipanema é meu refúgio certo
Onde a musa carioca me inspira
E o ritmo Bossa Nova me encanta
Em meio às garotas douradas
Que caminham pela areia fina
Eu vejo a beleza da vida noturna
Lembrando de Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Com acordes dissonantes inconscientes
Minhas notas musicais se fundem
Com a brisa do mar e as ondas da saudade
Em uma Bossa Nova de amor e paixão
Ipanema é meu lar, minha morada
Onde a noite se torna minha amada
E a boemia transforma em poesia
Cada respirar desta bela cidade.
Sacrifício de Jesus
Neste dia tão sublime
Da morte do meu senhor
Eu relembro com carinho
Seu ensino, legado e amor
Por ele ter me amado
Antes de eu o conhecer
Por ter se desfigurado
Da ecelsa perfeição
Por deixar seu habitat
Sua vida junto ao pai
Por compaixão e piedade
Veio ao mundo por vontade
Pra salvar os seus irmãos.
Ao longo de sua vida
Cristo sempre ensinou
O amor, a paz, a justiça
Para todos ao redor
Mas foi no fim da jornada
Que mostrou sua bravura
Ao sacrificar sua vida
Pela redenção da criatura
Com a coroa de espinhos
E as chagas em seu corpo
Levou sua estaca de tortura
Sofrendo em cada passo
Mas mesmo assim, não desistiu
Não deixou o medo vencer
Ofereceu-se em sacrifício
Para nos fazer renascer
Seu sangue derramado
Lavou as nossas culpas
Sua dor nos trouxe alegria
Sua morte trouxe a salvação
E agora, em seus passos
Seguimos com amor e fé
Levando o seu ensinamento
Com coragem e permanente
Do ocidente ao oriente
Meu Pranto
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
A dor que dói deixa a marca sem furar
E eu não consigo um minuto me calar
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
Meu violão não aguenta mais sofrer
Quebra as cordas com saudade de você
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
Não tem papel nem caneta pra escrever
Falta argumento pra que eu possa te dizer
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
Leva meu pranto, meu dissabor
Por isso eu canto, pra espantar a dor
FARDO
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você...
Se eu lhe der tudo de mim, serei um fardo pra você.
Diz o poeta, com razão:
Que amor demais dá combustão.
Acende o fogo da paixão,
Mas toda chama, um dia, apaga.
E todo amor, meu bem, um dia acaba...
Deixe eu lhe dar só um pouquinho do meu prazer.
Orgulho mesmo eu tenho é do meu pai e da minha mãe, eles sim fizeram tudo por mim e nunca me pediu nada em troca , só juízo .
Apenas um Guerreiro de cara Branca
Sim eu sou um Homem branco
Mas não esqueço que meu ancestrais sofreram, donas Terezas, Marias, Franciscas choraram com seus filhos mortos e acoitados no colo, não posso esquecer que na terra que chamo minha terra, tem tanto sangue de Homens e Mulheres que eram Filhos, Pais, Guerreiros e Ser Humanos.
Tem muito sangue de ancestrais meus onde eu vou o caminho que eu sigo.
Então antes de matar ou falar de um irmão meu. Lembre-se minha cor e igual a sua mas minha luta é contra a sua.
Sou um Guerreiro de cara Branca
Com a neuroplasticidade a meu favor, eu posso literalmente me tornar exatamente quem eu quiser ser.
O meu desejo é passar tanto tempo juntinho a você que eu já não me lembre o que quer dizer a palavra saudade.
