Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Título: Refúgio Divino
Tu és a estrela que eu nunca soube valorizar,
Iluminas meu caminho, mesmo sem eu saber como te agradar.
Uma noite, uma vida… são mistérios incontáveis,
Mas quando o inferno tocou minha alma, foi em Ti que encontrei abrigo.
Coisas boas e más acontecem, sim…
Mas nunca pensei que, ao Te fazer chorar, eu errava tanto.
Hoje, tento pedir perdão,
Pois as ondas do abismo revelaram-me a Tua verdade.
Nunca imaginei dizer isso:
Tua presença, Senhor, não é espelho — é refúgio.
Sem a Tua luz, choro por vida…
E clamo por ajuda, mesmo quando as forças se vão.
Chamam isso de ansiedade,
Mas sei que é saudade do Teu amor que me sustenta.
Não me peças para me conformar com a Tua ausência,
Pois meu ser desfalece longe de Ti.
Essas palavras, ó Deus, guarda-as em Teu cofre eterno,
Pois quero partir e ser lembrado não por mim,
Mas pela Tua essência refletida em mim.
Deus, que a Tua mão continue me guiando para longe dos perigos que eu nem imagino, mantendo o meu coração sempre humilde e pronto para servir.
"Eu entendo que a vida possa estar difícil, mas usar o meu trabalho como saco de pancadas não vai resolver os seus problemas. Que tal canalizar essa energia para algo que realmente construa o seu futuro?"
"Cada vez que ignoro a raiva alheia e foco no meu objetivo, eu ganho uma camada extra de resiliência. O silêncio da minha disciplina é a minha maior resposta."
"Eu não preciso que você entenda o meu modelo de trabalho; eu só preciso que você respeite a minha dedicação. Estou construindo algo para o meu futuro, e isso é motivo de orgulho, não de vergonha."
"O tempo que você usa para julgar o meu caminho é o tempo que eu uso para encurtar a distância até os meus objetivos."
"Enquanto buscam defeitos no meu negócio, eu encontro soluções para a minha vida. Onde eles colocam um ponto final, eu vejo apenas uma vírgula para o próximo passo do meu propósito."
"Se as suas críticas tivessem o poder de pagar os meus boletos ou construir o meu futuro, eu até daria ouvidos. Mas só servem de combustível."
Medo
Meu Jesus Cristo! Eu tenho medo de não saber fazer a tua vontade! Prepara-me para isso! Pois eu compreendo que para fazer a tua vontade, é necessário sofrer de verdade! Pois como tu sofreste, os que te amam, têm também de sofrer. Isto porque não somos do mundo. Por isso o mundo nos persegue.
Ajuda-me a sofrer por ti! Ou mesmo a morrer por amor de ti! Prepara-me para ser capaz de efectuar o meu caminho! Para efetuar o propósito que tens para mim! Eu acredito que se me deres porção dobrada do teu Espírito, eu jamais terei qualquer medo. Naquilo que queres que eu faça, sê comigo! E assim eu jamais falharei! Amém!
Se eu fosse um passarinho,
Com duas asas para voar,
Eu ia sair do meu ninho,
E voar no seu caminho,
Batendo asas sem cansar,
Até um dia te encontrar,
Bicar seu lindo rostinho,
Fazendo carinho sem parar.
A verdade é que eu não enterrei o meu passado; ele se mudou para dentro das minhas costelas. Quando a mulher que desenhou o meu destino decidiu ir embora, recolhendo os pertences e deixando apenas o vazio no apartamento, algo em mim quebrou de maneira definitiva. Não houve gritos ou portas batendo. Apenas o estalo seco de uma engrenagem vital que parava de funcionar.
Durante quase uma década, tornei-me um vigia de túmulos.
Habitei a solidão da cama de casal como quem protege um solo sagrado. Desenvolvi um pânico visceral diante de qualquer aproximação humana. Se alguém demonstrava um interesse sutil, meu estômago contraía. A simples ideia de compartilhar a rotina com outra fisionomia parecia uma heresia, um insulto à memória daquela que ainda governava os meus pensamentos. Eu me convenci de que a capacidade de entrega era um recurso finito, totalmente esgotado naquela despedida. Sentia-me um náufrago confortável na própria ilha de amargura.
Até que a vida, soberana e imprevisível, cansou do meu isolamento voluntário.
Aconteceu numa livraria de bairro, num fim de tarde cinzento. Eu procurava um título qualquer para preencher as horas mortas, quando uma desconhecida esbarrou na estante ao lado, derrubando uma fileira inteira de volumes no assoalho. O estrondo quebrou a solenidade do ambiente. Instintivamente, abaixei-me para recolher as obras espalhadas.
Quando nossos dedos se cruzaram na tentativa mútua de resgatar o mesmo exemplar, ergui as pálpebras.
Aquela senhorita de pele morena possuía traços completamente distintos, uma voz mansa e um aroma fresco de lavanda que nada lembrava o perfume antigo que passei anos tentando esquecer. Contudo, ao fitar a profundeza das suas pupilas castanhas, percebi um brilho familiar de vulnerabilidade e resiliência. Foi um impacto mudo, um solavanco térmico que atravessou minha espinha. A couraça que cultivei com tanto zelo rachou de cima a baixo.
Ela esboçou um sorriso tímido, sem cobranças, que parecia compreender a bagunça que eu carregava na alma.
Pela primeira vez em milhares de dias solitários, o fantasma da rejeição retrocedeu um passo. O peito, antes congelado, ardeu com uma eletricidade esquecida, quase juvenil. Não era a cura imediata da dor crônica, mas a percepção nítida de que o mundo continuava girando lá fora, oferecendo novas estradas para quem ousasse caminhar.
A jovem senhorita agradeceu a ajuda, recolheu seus pertences e caminhou em direção à saída do estabelecimento. Pouco antes de cruzar o portal, deteve o passo. Girou o corpo, sustentou meu olhar fixamente por alguns segundos cruciais e acenou positivamente, num convite implícito que dispensava vocábulos.
Permaneci estático, assimilando o milagre daquele instante. A marca da perda segue cravada na minha pele, indelével. Todavia, compreendi que carregar uma cicatriz não significa permanecer sangrando. O pavor ainda sussurra no meu ouvido, mas o desejo de experimentar o calor do sol novamente tornou-se, finalmente, muito maior.
A grande lição que a dor me ensinou é que o luto não deve ser uma sentença de prisão perpétua, mas um processo de transformação. Fechar as portas para o mundo com medo de sofrer novamente não protege o coração; apenas o sepulta em vida. Amar exige coragem exatamente porque envolve o risco da perda, e a verdadeira superação não consiste em esquecer quem partiu, mas em ter a generosidade de permitir que novas histórias sejam escritas nas páginas que restam.
Você tem o direito de me esquecer, mas eu escolhi o direito de te esperar. Meu coração não aprendeu a te esquecer e eu continuo sendo o seu admirador número um.
Se um dia eu perder a memória por completo, não chore; apenas segure a minha mão, porque o meu cérebro pode esquecer o seu nome, mas o meu coração ainda vai reconhecer você.
