Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu não nasci no começo desse século.
Eu nasci no plano do eterno.
Eu nasci de mil vidas superpostas.
Nasci de mil ternuras desdobradas.
Eu vim para conhecer o mal e o bem.
E para separar o mal e o bem.
Eu vim para amar e ser desamado.
Eu vim para ignorar os grandes e consolidar os pequenos.
Eu não vim construir a minha riqueza.
Não vim construir a minha própria riqueza.
Mas não vim para destruir a riqueza dos outros.
Eu vim para reprimir o choro formidável.
Esse choro formidável que as gerações anteriores me transmitiram.
Eu vim para experimentar a dúvida e a contradição.
E aprendi que é preciso idolatrar a dúvida.
Existe um furacao dentro de mim.. que por onde passa.. devasta tudo.. quando eu pego pra te devorar.. eu não brinco.. devoro mesmo.. então cuidado garoto.. com as tuas promessas... porque se vc não cumprir eu cobro.. e se eu te pegar , já era..
E se eu for seguir os meus instintos... eles me levaram diretamente para o teu quarto e pode ter certeza que falaram pra mim fazer com vc... bobagens que guardo no pensamento a sete chaves.. e sei que vc gostaria de apreciar todas elas...
Eu quero voar mas tenho medo de altura
O céu azul me dá tontura
Eu caio mas não chego ao chão
Estou certo, mas perdi a razão
Posso ser adorável ou irritante, ser doce ou amarga, ser seu anjo ou seu demônio. Eu sou eu mesma, mas não serei a mesma para sempre!
Desculpe dizer, mas não tenho escolha, tentei tantas vezes seguir você mas cada vez que eu te procuro, eu me perco mais...
Pedi pra você mudar a minha vida mas nunca ouvi você responder. E cada vez que eu te vejo, eu te perco mais... já tentei mudar, te tirar do meu mundo mas não aprendi como esquecer e toda vez que eu me lembro eu me sinto mal...
Tentei me esconder, me livrar da tua vida, mas no fim de tudo eu não sei perder e toda vez que eu te vejo eu mudo o canal...
Quero o que ninguém pode me dar, queria ser alguém melhor.
Eu tenho essa urgência de viver, essa pressa de qualquer coisa que ultrapasse a inércia. É isso que me faz jogar dados ao acaso e me atirar de carros em movimento, é por isso que ando longe de viadutos.
Muitas mulheres eu amei e com tantas me casei
Mas agora é Raul Seixas que Raul vai encarar
Nem todo bem que conquistei, nem todo mal que eu causei
Me dão direito de poder lhe ensinar
Eu saí procurando. Tinha poucas informações sobre o que era. Mas sabia que tinha que encontrar. Não sabia se era pequeno, grande, redondo ou quadrado. Na verdade, não sabia nada. Só sabia que estava por aí, e que chamaria minha atenção quando eu o visse. Não é do tipo de coisa que tu chutas na rua e fica levando lomba abaixo, cuidando pra não atingir nenhum carro estacionado. Tu o enxergas de longe, e corre pra que ninguém o encontre antes de ti. Todo mundo quer. Quase ninguém tem. E quem tem, não mostra (e não me refiro ao brinquedinho). Foi aí que, ao dobrar uma esquina aqui perto de casa, à sombra de um cinamomo, encontro-o, repousando entre folhas e sacos de lixo. Chamou demais a minha atenção. Seria mesmo aquilo que eu estava procurando? Pensava isso porque aquilo me parecia interessante, mas não incitava em mim uma vontade de tê-lo pra sempre. Peguei. Guardei por três meses no meu bolso. E te dei.
Cada um tem o direito de fazer sua escolha, eu fiz a minha, escolhi enfrentar as consequêcias dos meus atos, sei que decepcionarei muitas pessoas por isso, mais estou tranquila e confiante, Deus só dar o fardo que podemos carregar, e eu carregarei o meu com prazer, pois sei que apesar de todos os problemas que irei enfrentar, minhas alegrias serão maiores...
Eu sou incompleto, inacabado, me descubro e me surpreendo todos os dias, eu sou uma criatura feita de terra, vento e água, de palavras e de reticências, e esse sou eu, um menino que vive o dia para aprender que o dia é feito para viver.
