Eu Vou mais eu Volto meu Amor
É que a saudade eu já deixei lá fora
Espera, eu não demoro a voltar
Pensa em mim que eu tô chegando agora
Não precisa mais chorar
É que a saudade eu já deixei lá fora
Espera, eu não demoro a voltar..
- Você não vai mesmo vingar-se?
- Por que eu faria isso?
- Estas pessoas todas, elas machucaram você.
- Eles caem sozinhos. A vida não erra.
Eu não posso desistir aqui ...
Eu quero ir onde ninguém vai me levar;
Eu quero ouvir o que ninguém quer escutar;
Mas eu quero estar, onde muitos querem estar...
Eu sei para onde devo ir, mas nada me leva para este lugar.
Não volte
não, eu não quero ser falso
quero dizer-te que ames
ames um outro alguém
ame outros braços
ame talvez outro coração
sejas feliz
se for preciso, não volte
não lhe quero por perto
eu amei-te
amei-te muito
talvez amei
como nunca amei ninguém
porque tanto sofrimento?
porque amaste-me?
porque enganaste-me?
não, eu não quero sua volta
vendo você passar
eu distraio-me
penso em todas lembranças
que hoje não sobram nada
meu coração ainda é tolo
e sempre acreditou
que tudo era verdadeiro
que nada teria fim
eu sofri
eu aprendi
eu vivi
eu cresci.
Eu não me importo com o que pensam, com o que falam.
Nomes e sobrenomes para mim não fazem a menor diferença. O que me importa, o que me leva a gostar das pessoas é o que elas levam de verdadeiro do lado de dentro.
À Margem de Mim
Está tudo aqui. Vivo. Latejante.
Eu sei o peso de cada coisa que não fiz, sei a dimensão do caos ao meu redor, sei exatamente o que precisa ser feito.
E, mesmo assim, estou parada.
Imóvel.
À margem da minha própria vida.
É agonizante estar consciente de tudo e, ao mesmo tempo, incapaz de mover um único passo.
Minha mente corre, grita, pede mudança.
Mas meu corpo não acompanha.
É como estar presa dentro de mim mesma, olhando o tempo escorrer pelas mãos que não consigo levantar.
Querer e não conseguir.
Saber e não fazer.
Viver aprisionada em um corpo exausto, sem vida ativa, sem impulso.
O desejo de mudar é real, mas a energia… desapareceu.
E isso corrói.
Corrói de um jeito que palavras mal conseguem descrever.
É um conflito que desgasta, que sufoca, que mata por dentro devagar.
Um silêncio que ecoa mais alto que qualquer grito.
Um cansaço que não é só físico — é existencial.
E a esperança … já cansou.
Já desistiu de tentar.
Não porque queira, mas porque lutar contra si mesma todos os dias também tem um limite.
E o meu, eu já encontrei.
Agora só resta esse vazio lúcido.
Essa consciência cruel de quem vê a própria vida passar, e não tem mais forças para alcançá-la.
Agora, vamos ser claros. Eu não a amo, ok? Eu só sinto falta dela quando ela não está por perto, eu penso nela o tempo todo e eu nos imagino um dia correndo um em direção ao outro em câmera lenta, e eu estou um colete de camurça marrom.
Ei, psiu! Você mesmo que me manda indireta… Quer saber um segredo? Eu vejo tudo o que posta pra mim, eu só não curto por preguiça mesmo. Mas continue assim, mandando milhares de indiretas, porque eu gosto. É sinal de que eu ainda continuo rondando em seus pensamentos.
Mas, afinal, por que eu gosto de terror?
Talvez porque o terror hipnotize.
Porque impregna a alma.
E o terror alcança o subconsciente
em níveis em que as pessoas nem
imaginam que poderiam existir.
Mas, talvez, o principal motivo
seja o mais simples de todos:
o terror assusta.
Causa medo.
