Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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Não me faça pedir o que eu preciso demais
É proibido cobrar, melhor é se entregar
Não é preciso explicar, eu não quero entender
Espontâneo é melhor, deixa estar, deixe ser!

Uma coisa importante que eu aprendi com a vida:
Eu também sei deixar saudades...

Depois de tudo o que passamos juntos. De tudo o que eu fiz. Não pode ser em vão.
(Ellie)

Lembro de quando te conheci, eu estava totalmente desinteressada em qualquer tipo de aproximação que colocasse em risco os meus planos de seguir sozinha. Pra mim você era apenas um amigo, alguém para me fazer sorrir, e nada mais. Eu não queria saber de romance e corria para longe de qualquer pessoa que tentasse me prender por mais de uma semana. Mas de você eu não conseguia fugir, você era diferente, você tinha uma alegria que me contagiava, só de vir conversar comigo já me fazia bem, levantava o meu astral, me deixava com cara de boba. Nunca tinha acontecido assim, tudo tão intenso mesmo antes de ser. Você chegou inofensivo e virou minha vida de cabeça para baixo. Com o tempo tudo mudou, quanto mais atenção você me dava, mais eu te via com outros olhos. Meu desinteresse do início foi mudando, se transformando em algo mais bonito. Minha vontade de seguir sozinha sumiu, e tudo o que eu mais queria era estar ao seu lado. Você foi ganhando espaço, passou por cima dos meus bloqueios, pisoteou os meus medos, jogou fora a minha insegurança, mexeu nas minhas coisas, mudou tudo de lugar. Trouxe outras cores para a minha vida preta e branca. Quando dei por mim era tarde demais, eu já estava completamente envolvida e entregue à esse sentimento. Você me tem nas mãos e sabe exatamente o que fazer de mim. Eu sou sua e absurdamente feliz. Tava destinado assim antes da gente se conhecer, você viria para me dar carinho, me trazer paz e mostrar que é possível ser de alguém sem se perder. Hoje eu sei, você é meu quase anjo, minha felicidade, a coisa mais bonita que me aconteceu.

Enquanto eu tiver um desejo, terei uma razão para viver. A satisfação é a morte.

George Bernard Shaw
Overruled (1916)

Se eu gostar de você aviso de antemão que você é uma pessoa de sorte. Eu me entrego. Quem vive comigo sabe. Quem convive comigo sente. Eu amo poucos. Mas esses poucos, pode apostar, amo muito.

Eu tenho dúvidas se eu tenho dúvidas.

Terminar um relacionamento não é fácil, ô, eu sei disso. O pior é quando terminam por você. Quando você não tem sequer uma escolha, uma opção, não tem a palavra final. Você não conseguiu olhar nos olhos do outro pela última vez e não houve uma despedida.

Eu aceito o caos, mas não tenho certeza se ele me aceita.

Bob Dylan
The Lyrics: Since 1962: 1961-2020 (2015).

⁠Carta Aberta

Para quem se permitir sentir, refletir, conectar.

Aqui estou eu, uma mulher que carrega dentro de si a busca incessante pela profundidade e autenticidade. Não sou uma alma que se perde na superficialidade das interações fugazes, nem nas palavras vazias que muitas vezes nos cercam. Eu busco a essência, a alma do outro, como se a verdadeira dança da vida estivesse na entrega silenciosa e na sintonia que não se explica, mas se sente.

Se algo define minha jornada, é a busca por uma conexão genuína. Às vezes, penso que a solidão é necessária para que a verdadeira conexão aconteça. Sou do tipo que se recolhe até sentir que vale a pena abrir a porta, até encontrar um olhar que se atreva a tocar a minha alma.

Na fotografia, eu me encontro. Cada click é uma tentativa de capturar o invisível, de revelar aquilo que mora nos cantos mais ocultos do ser humano e da vida. Acredito que a sensibilidade de quem fotografa tem o poder de transitar entre o visível e o invisível, entre o que é e o que poderia ser, fazendo com que o outro veja o mundo através de uma nova perspectiva. Cada imagem que crio carrega um pedaço da minha alma, esperando ser vista, sentida, compreendida. E é assim que vejo a vida: uma fotografia em movimento, cheia de momentos efêmeros que pedem para serem eternizados no olhar atento de quem sabe enxergar.

Hoje, me permito escrever, não para expor, mas para partilhar. Porque, como sempre busquei nas palavras e nas imagens, talvez o que realmente desejo é que minha essência encontre eco no mundo. Que, de alguma forma, minha busca por profundidade se revele como algo comum a todos que também têm fome de autenticidade e de verdade.

Aos que, como eu, não se contentam com o raso, aos que acreditam que há beleza na entrega silenciosa e na quietude que precede a verdadeira conexão, deixo estas palavras: seguimos. Continuamos nossa busca, nossa dança. Porque no fim, é a dança que importa, o encontro verdadeiro, onde corpo e alma se entrelaçam. E é isso que me move: acreditar que, no fundo, todos buscamos algo mais. Algo que só o verdadeiro olhar consegue captar.

Com carinho e sinceridade,
Jorgeane Borges

Enquanto não acontece, eu fico imaginando.

⁠Carta Aberta de Quem Decidiu Partir (E Ainda Está Aqui)

A quem importa,

Eu ainda estou aqui, mas não sei por quanto tempo. Já tomei minha decisão, embora o corpo continue presente. Sigo respirando, caminhando entre vocês, respondendo quando necessário, sorrindo quando esperado. Mas, por dentro, algo já se despediu faz tempo.

Não quero que sintam pena, não quero ouvir que vai passar, porque eu mesma já me disse isso incontáveis vezes. Não passou. Apenas aprendi a carregar o peso sem deixar transparecer tanto. Às vezes, ele fica insuportável.

Sei que muitos me amam, e é por eles que permaneci até agora. Mas amar não significa entender. E a solidão de não ser compreendido é um abismo que engole pouco a pouco.

Eu não busco atenção, não quero alarmar ninguém. Só quero que saibam que tentei. Que lutei cada dia como pude. Que se um dia eu não estiver mais, não foi por fraqueza, mas por exaustão.

Até lá, continuo. Não sei até quando. Apenas… continuo.

[JB]

As coisas que eu fiz não definem quem eu sou.

⁠Vocês podiam calar a boca. Eu tô tentando me afundar na minha sofrência aqui.

(Takemichi Hanagaki)

Eu quis ligar pra alguém. Contar o que tinha acontecido, e que doía. Mas não havia ninguém ali. Ninguém com que eu pudesse contar. Ninguém disposto a abrir mão do sono para ouvir minhas queixas. Ninguém que se importasse. Então eu virei pro lado e a dor veio. Rápida. Forte. Devastadora. Senti minha alma se rasgando ao lembrar daquelas palavras. E dói. Ainda dói.”

Quando eu nasci, todos riam e eu chorava. Quando eu morrer não será diferente!

Eu sou um velho moço

Por que eu amo a enfermagem?
Porque cuidar vai muito além da profissão, tem que amar!

Eu acho que se mesmo daqui a dez mil anos, se eu lesse ao menos uma página de Harry Potter eu poderia sentir aquela mesma sensação que eu senti pela primeira vez. E isso foi o mais perto que eu tive da magia.

Antigamente eu tinha muita sede de você...
hoje a minha sede tem outro nome... V...
de vingança...