Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Meu Beija-flor-dourado,
confesso que namoro
com ele todos os dias
de um jeito diferente,
O meu amor tem a beleza
deste nosso continente
e o tamanho do Universo,
Não há outro destino
a não ser os braços dele.
Divino topetinho-vermelho
que posou na árvore
do meu caminho de sempre,
Aprendi com você
a ter leveza e ser valente.
O Besourão-de-sobre-amarelo
é meu bonito confessor,
Ele guarda o meu segredo
de o quanto te quero com amor.
Os meus desejos serão
realizados sempre que
um Beija-flor-tesoura-verde
cruzar no meu caminho,
E da mesma maneira
será assim o seu destino;
Para ter certeza é só
plantar ao menos uma flor,
preparar uma garrafinha d'água
que a boa notícia irá aparecer
quando menos você imaginar
o Beija-flor haverá de anunciar.
O Beija-flor-rajado
cruza o dia ensolarado,
Você sabe que tenho
calado o meu coração
que anda querendo
o seu comigo colado.
Floriu a Miltonia clowesii
no bosque atlântico,
O meu coração romântico
ergueu fortificação
para não mais se ferir
num mundo que cada um
que ter a sua interpretação;
Com a cumplicidade da poesia
e das flores fiz um fino
trato de não me perder
onde não se faz questão
de aprender na vida a ter tato.
Rebatismo Poético
Ouvindo a tempestade
orquestral sigo com
o meu inventário natural,
apaixonado e poético,
(Porque só amamos
aquilo que conhecemos).
Talvez seja um dia
compreendido que é
preciso tornar habitual
a liberação continua
do pensamento colonial,
(Porque ninguém ama
aquilo que não conhece).
Pensamento talvez não
proposital que deu
outros nomes às nossas
riquezas que por muitos
ainda não foram conhecidas,
e por ser desconhecidas
estão escorrendo entre
os dedos todos os dias.
Conflitos, desencontros
e a falta de apreço
entre nós ainda são
efeitos vivos porque
ainda não nos conhecemos,
Mas ainda conservo
uma fé sobrenatural que
se torne página virada,
e que tenhamos orgulho
absoluto da nossa Pátria.
Se eu tivesse poder iria
rebatizar com a minha poesia
toda a vida que necessita
que neste solo gentil habita
para que se torne conhecida,
facilmente reconhecida
e para que nunca mais
ninguém se esqueça no dia-a-dia.
Um casal de beija-flores
desfruta das Helicônia,
O meu coração é poema
que de ti já toma conta,
Colher oitizeiros numa cesta
de palha pernambucana,
Ver surgir o verdor absoluto
da fascinante Muirapiranga,
Sonhos pequenos e grandes
desde que sejam ao seu lado
e ter a bênção de tê-lo apaixonado.
O teu olhar encontra
no meu olhar flores
de pequi desabrochadas,
E pelos caminhos
cearenses entre carnaúbas
e ipês-amarelos um
busca pelo ouro
do amor guardado
no coração como um tesouro.
O meu sangue é poema
que tem a cor exata
da Arara-Vermelha,
A minha liberdade
tem asas imparáveis:
é profundamente brasileira.
O meu sangue indomável
tem a mesmíssima cor
do sangue do Pau-Brasil
e igualmente este poema,
A minha Independência
tem a mesma resiliência
afetuosa em florescimento,
De todas as sementes
eu continuo a que segue
em imparável espalhamento,
A nossa Pátria nunca
perecerá apagamento,
Porque tudo aquilo
que continua a sobreviver
o tempo é capaz de tirar.
A Araponga canta alto
que até parece o meu
peito quando te vê,
O tempo passa e acho
que poucos sabem
que ela é a ave símbolo
de Santa Catarina;
Daqui a pouco dizem
que até Araponga
a gente não irá mais
ter nem ao menos conta,
A única coisa que posso
fazer já está escrita,
Sim, é este simples poema
para ninguém esquecer
porque sei que tem
gente com o poder de fazer
para a Araponga a gente não perder.
Quando Sol e cada mistério
do Hemisfério Celestial Sul
fazem a sua própria dança,
O meu coração se derrama
de amor pelos tons de turmalinas
das nossas florestas divinas
que são paraísos que brindam
com beleza e com grandeza
a perpetuação da vida
no chão da nossa Pátria,
e assim faço com que
se cumpra a inspiração
para que com amor e paixão
entregue um poema
que chegue na sua pulsação.
O meu coração já foi
partido em milhões de pedaços,
E estes pedaços que foram confundidos com cacos,
Na verdade detinham as cores próximas das andaluzitas
que cobri a minha estrada,
Quando pensaram que
eu não era de nada,
foi aí que me vesti de poesia
e deixei muita gente envergonhada.
Te coloquei no meu mistério
das mil e uma noites entre
as nuvens cor de hematita,
Conduzindo a sua atenção
para aquilo que fascina,
Não precisarei ir longe
porque eu sei que moro dentro;
Não tenho pressa de nada
e sei que não tenho
nem mesmo a necessidade
de pedir que venha,
porque eu tenho certeza
que você virá a tempo.
Olhando um hipnótico
pingente feito de Euclase,
A poesia sem retoque
é o meu melhor pertence,
a inspiração o mundo
e você o meu amor profundo;
A liberdade indomável
nos une arrebatadoramente:
encaixamos um com
o outro inquestionavelmente.
O teu desejo por
muito tempo
não vai resistir,
Teu peito intenso
está a queimar,
O meu veneno
é alucinante,
Sou coral-de-fogo
a te capturar,
As tuas defesas
vou incendiar,
No meu recife
você vai habitar.
No Coral de mesa
fiz o meu altar,
Declamei o poema
que fala do teu peito
como o meu lar,
Sem nenhum exagero
somos todos oceanos
encontrados de uma
só vez no mesmo lugar:
Não há mais como negar.
No meu oceano
você irá mergulhar
muito longe daqui
com a Acropora Roseni,
Tenho certeza que
sou a inspiração mais
linda da sua vida,
Depois que você passou
a conhecer a minha
poesia nada mais
tem tido importância
na sua esfera íntima.
O meu lado é indomável
sob o Céu vermelho,
Para ti sou irreversível
sob a Lua e a estrela guia.
O meu balanço vai
no ritmo do Mar Negro,
O teu amor por mim
de longe eu percebo.
Das minhas mãos
brotam corais vermelhos,
Segredos e desejos
fazem festas em nós.
Os olhos e as entonações
sem esforços se declaram
do jeito que o amor doce
e a paixão se fundem no infinito.
Amor sublime amor,
você tem feito planos comigo,
Amor bonito amor,
você me quer o tempo todo contigo.
