Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Amo-te, Geilza
Amo-te quando amanhece, quando teu nome é prece no meu peito.
Amo-te quando te penso despida de medos, vestida só de desejo.
Amo-te com as mãos, com a boca, com a alma que se perde em ti.
Amo-te nas palavras que não digo, no silêncio que grita teu nome.
Amo-te no calor da tua pele, no sabor da tua pele, no suor que nos une.
Amo-te nas noites sem sono, quando meu corpo clama pelo teu.
Amo-te nas tardes de espera, nos minutos que arranham a pele,
nos segundos que ardem de vontade de te ter.
Amo-te além da razão, além do pudor, além do que cabe em qualquer verso.
Amo-te na fúria, na ternura, no desejo que é chama e paz ao mesmo tempo.
Amo-te porque és brasa que me queima, água que me acalma,
porto onde descanso, tormenta que me enlouquece.
E mesmo que o mundo me cale, mesmo que o tempo nos prove,
mesmo se tudo faltar — ainda assim, Geilza, amo-te,
amo-te, amo-te…
como se fosse pecado, como se fosse o último sopro,
como se amar-te fosse tudo o que me resta e tudo o que sou.
Um passarinho negro
Pousou no meu peito esquerdo,
E construiu um ninho.
E canta todos os dias: poesia de amor com carinho.
A leitura é meu cigarro
Faço minha cabeça com os livros!
Bolo a leitura,
acendo as ideias,
trago as rimas,
prendo o conhecimento.
Solto a folha em branco.
Viajo na leitura.
Seria um pretexto usar droga.
Cara, seja um leitor,
seja um peixe fora d’água.
Eu avistei uma arma
e escolhi o livro.
Vi a droga
e viajei na leitura.
Daí, virei poeta!
E estou traficando meus versos.
(Poesia do livro: Um Semeador De Poesia.)
POEMA MEU
Ela é mora
No lado esquerdo do meu peito.
Dona da minha cabeça;
Por ela tenho muito respeito.
Eu paro e assisto sua beleza
Como se eu estivesse num cinema.
O povo diz que não sabe
Com que palavra ela conquistou este poeta negro.
Mas eu sei:
Sendo apenas meu poema.
Meu poema
Espalhei palavras no vento:
As quais só sabe declamá-las meu coração.
As letras L, O, R, E, N, A
da pra escrever um poema.
E completá-las com as letras A, M, O, R.
Pois, ela é minha benção, dada pelo meu grande Salvador.
Ela não é loira
e nem morena...
Ela é a Lorena,
minha professora.
Deixei um beijo meu
Na esquina do teu rosto.
Só pra avisar: estou voltando para buscá-lo. Se não me devolver, roubarei!
Sobre Mãinha escrevi: SOMOS UM
Meu olhar é o dela.
Meu cabelo crespo é o dela.
Meus lábios carnudos é o dela.
Até meu sorriso!
A cor da pele é dela.
O nariz esparramado é
o dela.
O rosto, é o dela.
Se tivermos distantes, a alma não se desconecta;
Somos uma alma, só dividida em dos corpos.
Nem a morte pode nos separar.
Pois até depois de mortos, a vida faz questão de nos juntar.
Somos a beleza do continente africano;
Eu sou seu poeta,
E ela, meu poema que declamo.
Mãe é um pedaço de Deus:
Porque é uma vida que gera outra vida!
Fragmentos do meu livro: Dom Amaro.
MEU DIÁRIO DE BORDO
Bença, Mãinha!
O mar continua com ondas.
Mas foram elas que criaram o surfista.
Maior onda!
É... O choro só durou até esta noite,
Hoje estou alegre.
Sem o sorriso no rosto.
Mas com à alma feliz.
Eu não estou conseguindo respirar direito... senhor!
Não prestei atenção na aula de história,
Agora estou aqui com várias coisas na memória.
Eu aprendi a escutar ouvindo o livro.
Mas ninguém quer lê minha Poesia Marginal.
Mas às ideias do Presidente borçal, vários estão engulindo.
Senhor, sou trabalhador!
Deixa meu cavalo andar.
Pra minha preta, não tirarei ele nunca da chuva.
Eu descobri que amar é um ato de revolução!
Estou navegando, sem vela numa escuridão.
Eu creio que meu Salvador não soltará minha mão.
Minha âncora está no verso livre,
Na poesia concreta, no poema líquido,
Como dizia o filósofo... As vezes, me chamam de poeta.
Eu não dependo da Academia de Letras
Para ser lido.
Ela quem precisa de mim para não ficar esquecida.
Saí da caixinha, não sou mais uma tala de fósforo.
Aí, Platão, para Caverna não volto nunca mais!
Agora só ouço o Racionais!
"Ratatatá";
Vou pegar um trem, e para Santo Amaro vou voltar.
Não sou professor mas todos os dias estou ensinando os racistas.
Eu já disse também que não sou escritor, sou teimoso! Só faço poesia, tem pessoas que gostam.
Eu estou vivendo como um rico: comprando livro.
E a vida? Vou namorando-a!
Sei que ela é um sopro, no entanto,
estou assobiando ela...
Estou igual o Michelangelo:
Tentando tocar meu dedo no de Deus.
Amém!
MEU FALAR: PRETOGUÊS
Não me submeto à gramática normativa.
(O papagaio de Mainha não aprendeu também.)
Mas, respeito quem a criou.
Ei!
Minha fala é potente,
Meu linguajar é fluente: meu pretoguês.
A negona Lélia Gonzalez gritou,
E a metade do mundo não ouviu.
Se meu R soa ruim pra tu,
E eu com isso!?
Meu irmão é Cráudio, e ele ama meu jeito de chamá.
Pois, meu pretoguês é assim!
Guarda pra tu teu preconceito linguístico.
Que eu não sou menino.
Porque com dialetos, eu me comunico.
Sou herdeiro das diversas línguas lindas, ricas do meu povo africano...
Sou poeta marginal, sou do cordel, sou do verso livre: Sou arte moderna!
Minha língua é culta: tu, véi, noíz, vú mermo, etc. Não me deixam à míngua.
A outra língua é elitizada.
Eu sou antigramático:
As minhas palavra não são, e não voltam vazias.
Deu errado para o português:
Tentou vestir o indígena,
Que pena, guri!
Tentou confundir
O Africano na senzala com diversas línguas,
Mas o aquilombamento resistiu, moleque.
Portanto, não existe a linguagem errada, manos!
Minha língua africana/ indígena: abrasileirada também é cheque!
Sou poliglota na minha língua, camarada.
Meu verso faz o cântico dos loucos e dos românticos.
MEU FALAR: PRETOGUÊS
Não me submeto à gramática normativa.
Ou Norma Curta!?
(O papagaio de Mainha não aprendeu também.)
Mas, respeito quem à criou.
Ei!
Minha fala é potente,
Meu linguajar é fluente: meu pretoguês.
A negona Lélia Gonzalez gritou,
E a metade do mundo não ouviu.
Se meu R soa ruim pra tu,
E eu com isso!?
Meu irmão é Cráudio, e ele ama meu jeito de chamá.
Pois, meu pretoguês é assim!
Guarda pra tu teu preconceito linguístico.
Que eu não sou menino.
Porque com dialetos, eu me comunico.
Sou herdeiro das diversas línguas lindas, ricas do meu povo africano...
Sou poeta marginal, sou do cordel, sou do verso livre: Sou arte moderna!
Minha língua é culta: tu, véi, noíz, vú mermo, etc. Não me deixam à míngua.
A outra língua é elitizada.
Eu sou antigramático:
As minhas palavra não são, e não voltam vazias.
A gente acompanha à moda, às tecnologias, menos à língua.
É preciso tirar à roupa dos gramáticos!
Eu sou um erro ortográfico.
Mas sou também uma língua reconstruída: vou estar mudando sempre.
Sou um preto. E se fosse gay?
Pretoguês! Pretoguês!
Não quero ser preterido. Sou pós (analiso)
Se há um homem em meio a várias mulheres, se usa todos – por causa do homem. E o
gênero feminino? A língua é uma equação: marca, escolhe umas palavras e mata outras/
outras/ outres falantes.
...Não tome às ideias em vão.
Deu errado para o português:
Tentou vestir o indígena,
Que pena, guri!
Tentou confundir
O Africano na senzala com diversas línguas,
Mas o aquilombamento resistiu, moleque.
Portanto, não existe a linguagem errada, manos!
Minha língua africana/ indígena: abrasileirada também é cheque!
Sou poliglota na minha língua, camarada.
Meu verso faz o cântico dos loucos e dos românticos.
Vale repetir os versos dos linguistas marginais:
"[...] Problema com escola eu tenho mil, mil fita
Inacreditável, mas seu filho me imita
No meio de vocês ele é o mais esperto
Ginga e fala gíria; gíria não, dialeto."
Você é um encanto
É um ímã que atrai o meu olhar
Você foi desenhada e modelada com perfeição
Cada detalhe teu: teu olhos, teus cabelos, teus lábios, tua pele macia, o desenho das tuas curvas; todos arquitetados com maestria
Você é bela, sedutora e atraente
Ao ficar longe de você eu percebi que você não era a mulher da minha vida e sim a minha vida convertida em uma mulher
Vem... o mundo não merece toda essa abstinência e distância
Se juntos nossos corpos entram em chamas com fogo do prazer
Por um momento depois de um jantar, quando você coloca seus lábios nos meus
Então você conhecerá o auge
Você me encantou com seus olhos e você sabe disso...E eu sei que a saudade é como uma doença que te queima da cabeça aos pés.
Por hora eu só queria está ao seu lado
Amanhecer no seu afago
Longe de você eu pensei que não fosse segurar a onda, mas lembrei-me que eu sou o próprio mar
Rai Mota
Caminhando por uma Floresta Sombria,
Meu coração acelerou seu pulsar,
Nada se ouvia naquele macabro lugar,
Até que, repentinamente, surgiu uma
Horrenda Criatura bem na minha frente,
Só podia ser loucura, uma trama da mente,
Mas, finalmente, tomei coragem,
Ignorei a insegurança e pude enxergar
Que a Floresta era uma Mudança
e a Criatura o Receio de Mudar.
Estava num sonho
diante de um abismo
Com meu coração
num acelerado pulsar ,
Inseguro,Perdido,
Então, decidi Saltar,
mas Percebi que não tinha caído,
Por Deus, Tinha sido sustentado,
Estava grato pairando no Ar.
Ao meu ver, é possível encontrar na tua essência, um comportamento instável que muitas é tranquilo,
mas há momentos que está agitado
e isso repercute na expressividade
dos teus sentimentos profundos
que possuem tamanha vitalidade,
algo semelhante às águas do mar
com a desenvoltura vívida
de suas ondas inconstantes.
Também consigo observar
que és radiante e determinada
à semelhança dos raios de Sol
que continuam a brilhar
mesmo quando o céu está nublado
com um amontoado de nuvens podendo ofuscar,
portanto, a luz da tua fé é notável,
graças ao Senhor, uma mulher exemplar.
Se eu estiver certo com esta visão
a teu respeito,
é muito provável que seja por isso
que renovas as tuas forças na praia,
um lugar pacífico de sol e mar,
um abrigo criado pelo Senhor,
onde consegues alimentar a tua resplandecência e onde o teu sentir
é intensamente compreendido,
dessarte, um existir valioso,
cuja natureza é bastante aprazível.
Acabei encontrando recentemente esta pena no meu quarto, certamente, algum pássaro apareceu quando eu não estava, entretanto, posso imaginar que talvez seja o indício de que na minha ausência, um anjo veio, uma mulher intensa, de asas belas e grandiosas, lindos cabelos, traços distintos, presença que infelizmente não pôde esperar, saiu às pressas e deixou para mim, mesmo sem querer, esta lembrança tão singular.
Consigo visualizar claramente toda a cena, imagino ela sendo de uma realidade alternativa, em uma outra galáxia, de um céu incrível, que havia se perdido e buscava com o afinco o caminho de volta para casa, uma busca incansável, não é à toa que não pôde ficar, deveria estar muito preocupada, algo muito inusitado como se de alguma forma os nossos mundos estivessem conectados.
Não sei por qual razão de ela ter vindo parar aqui, provavelmente, nem ela saiba, mas espero que ela tenha conseguido voltar para o seu mundo e se um dia vier aqui novamente, que eu possa estar presente para recebê-la de um jeito bastante agradável ao ponto de ela querer visitar-me outras vezes para avivar a minha realidade por meio de sentimentos veementes e deslumbramentos inevitáveis.
Particularidade de um acontecimento marcante, imaginado, resultante do meu imaginário fértil e da minha mente poética, ambos facilmente provocados, ainda que por uma imagem profusamente singela por esta apresentar uma simplicidade admirável que possui um rico detalhamento, assim, alguns dos meus versos são criados, pensamentos motivados pela imaginação, uma inspiração com significado.
O meu sono decide ficar ausente, então, a minha mente aproveita a oportunidade para se transformar em um cenário diferente a cada uma de suas ausências, sendo um lugar profusamente movimentado por cenas envolventes, sentimentos acalorados, momentos surpreendentes, um divertimento para o meu imaginário, que considera esta movimentação bastante pertinente, enquanto isso, fico acordado, acompanhado da minha solitude e da minha insônia e o vislumbre de parte do que ocorre coloco em alguns versos como estes de agora, uma forma de não desperdiçar o tempo que o meu sono estiver fora.
Alimentando o meu espírito aventureiro, renovo as minhas forças, saboreio o renascimento do meu ânimo, o pouco do entusiasmo que trago comigo desde a infância, que me ajuda a manter o equilíbrio principalmente diante de certas circunstâncias.
Pela janela do meu quarto, uma movimentação inusitada, harmônica, como se fosse mágica, uma simplicidade transformada pelo meu imaginário, pela minha atenção poética neste domingo ensolarado, aproveitando uma certa pausa para observar de perto o encanto atípico que agora se destaca, um vislumbre admirável de equilíbrio.
Aproveitando felizmente um lugar pacífico e afastado como se fosse parte do meu próprio mundo, fiquei de cabeça erguida, olhando para o alto,
o lindo céu, vasto e escuro, iluminado por constelações radiantes, estrelas admiráveis, diante das quais os meus olhares ficaram exultantes,
rica e tamanha poeticidade de um simples instante, percebendo a Arte de Deus em cada detalhe, inevitavelmente, marcante, que agora se mistura entre versos e verdades.
Minha arte influenciada pela inquietação do meu imaginário, permite tirar inspiração de um tudo para depois proporcionar em versos alguma reflexão, dar até ressignificados, a minha impressão aprofundada, inclusive, eu aproveito para usá-la frequentemente como uma das minhas melhores formas de desabafo que se transforma na minha mente.
As minhas lágrimas viram chuva, o meu sorriso, um belo dia ensolarado, a minha insônia que perturba o meu sono, passa a ser cativante, admirável, uma linda dama da noite, a angústia inconveniente que deixa o meu coração aflito é transformada na emoção e no sentido de uma poesia que consegue ir além das palavras com parágrafos vivos
Os meus momentos de felicidade são exaltados, a tristeza indesejada que eu venha a sentir logo se torna em belas frases, capazes de fazer alguém sorrir, imaginar, refletir através deste meu jeito de desabafar depois de encontrar alguma afinidade, reações diferentes, cada uma particular e com a sua finalidade.
