Eu Vou mais eu Volto meu Amor
“” Falo com as estrelas em noite de luar
Assim meu céu é quadro de fazer sonhar
Não há sequer um ponto azul nessa solidão
Mas todos os soldados marcham pela paz
Marcada por holofotes, uma cruz
Sei que há luz
Recolho coisas sem sentido e deixo folhas
Antes não pudesse concordar
Os fatos, revelam contextos
Insinuam métricas perfeitas...
Mas a montanha diverge para o mar
Onde a garoa mistura as lágrimas do andarilho
Não resta senão, seguir adiante.
E publicar na pedra da vida pequenos versos
Não pode ser eleita quem tenha sangue azul
Nem desce ao esquecimento
Mas pode acenar com a mão
Pedir um táxi
Ou vir a pé...””
“” Um dia deixarei meu legado
Em tantas palavras
Deixarei meus versos
Para saberem que nunca desisti
Milhões de vezes eu rimei por ti...””
“” Meu coração é casa
Pra você chegar e ficar
Se for permanecer
A casa é sua
Mas se quiser sair
Pode ir
Quem sabe seu lugar seja mesmo a rua...””
O seu abraço,
O nosso abraço,
O meu mundo,
O nosso mundo,
Os seus sorrisos com os meus sorrisos,
É o pulsar de dois corações felizes.
A esperança está nos momentos simples, nas coisas simples, em pessoas simples. O meu sorriso se dispersa pelo mundo e aumenta ainda mais, com gratidão dos outros sorrisos.
"Flor de inspiração;
Sorriso que alegra o meu dia;
Basta apenas te imaginar;
Que o pulsar do meu coração, chega na
Luz do universo.
O seu olhar no meu olhar,
Como se fosse a lua ao encontro do mar;
Amanheceu e vi o seu sorriso, como se fosse o sol na luz do paraíso;
Fechei meus olhos e lembrei de você,
Mesmo não estando perto eu vejo você. ❤
O MEU REFLEXO 13-06-2017
Marquei a minha infância
como todas em comum,
com brincadeiras, brigas e danças
num lugar perto de sitio nenhum.
O meu reflexo, era toda esta vida
lado a lado, ao mesmo andar,
desta existência espamparada,
claramente vir aval ao amanhecer.
O meu reflexo, é esta amizade doentia
ferros, peculiar, e mirabolante compartia,
O meu reflexo é esta história, que vida!
de lutas, esforços, conquistas e vitórias.
O meu reflexo és tu meu amigo
companheiro das guerras sanguinárias,
o irmão inesquecível deste reino, o antigo
da hera do Edjelson Whaity, o ILUSTRE.
Ator: Ezequiel Barros
Indo, vido e vivendo.
O meu lamento 27/09/2013
Lamento por ser o que sou
E por tudo que a vida me roubou,
Por não ser o filho que ela sonhou,
Sendo eu o motivo de tanta dor.
A fúria do inimigo me debela
De regresso estou na decepção,
Trago a tristeza de sobra na mala
Para essa guerra emocional sem razão.
Lamento, tanto tempo nesta liça
A procura da paz e de compaixão,
Tenho furos na cabeça
Resultantes da explosiva depressão.
Eu quis ser um de vós
Um idealista intelectual,
Com ousadias e opiniões
Foi o que me fez em um anormal.
Hoje, me convem ser burro
E saber o selo com perfeição,
Do que ser um inteligente goleá
Desconhecendo o uso da razão.
Autor: Ezequiel Barros
Estilo: Indo, vindo e vivendo.
Tudo em mim, é um projeto inacabado.
Só peço ao artífice, ao escultor sem gosto que talhou o meu perfil de vida, que me restitua os meus lindos olhos de menino, na estatueta imperfeita que me quis oferecer, mas que eu, orgulhosamente, rejeitei.
ALELUIA DA MANHÃ
Nasceu, chama-se dia,
Que alegria!
Ou será o meu sonho de rebeldia
Gerado nos travesseiros
Sem que ninguém descobrisse?
Talvez a noite o parisse,
Enquanto contava carneiros...
Horas rápidas, sol com cio
Como gatos ao desafio
Nas telhas da noite fria.
Canário amarelo que não canta
Nem encanta:
Só pia!
Sino que toca em nostalgia,
Gente que desabrocha
Como a luz de uma tocha
Num milagre de alegria.
Que belo é viver
O prazer,
De um novo dia!
O PRESÉPIO
Este presépio, saibam todos, é meu!
Ergui-o dos alicerces ao telhado,
Talhado em casca de sobreiro enrugado
Tal como este rosto que Deus me deu…
Já mo quiseram comprar, confesso eu:
Mas não cedo nem que castrado!
Ia lá vender um tesouro amado
Que é um bocado do corpo meu!?...
Que diria S. José, ali mesmo ao pé
Virado para Nossa Senhora, até !?...
E os animais e a estrela que reluz!?..
Meu presépio, obra minha, filho meu!
Não vendo o lar onde alguém nasceu
Com o nome de Menino Jesus!
Sempre que estou só, parece que tenho toda a gente do mundo ao meu redor.
Outras vezes, basta-me a companhia de duas pessoas, para me sentir o homem mais infeliz e solitário que alguma vez existiu.
QUANDO O VENTO MATAVA A FOME A ALGUNS POETAS
Agreste vento do meu viver
Arrasta-me nas tuas asas contigo,
Seja por amor ou maior castigo,
Sou aquela besta de um ser
Que nunca quiseste ser comigo.
Credor sou da má sorte de bicho
Devedor és tu de falsas esperanças
Mortas à nascença como crianças
Abandonados fetos em sacos de lixo.
(Carlos De Castro, in Rio da Cerezelha, 28-06-2022)
PERDIÇÃO
Meu pai de sangue:
Como se chapa a massa na parede
A de cimento, barro e areias
Como tu fazes com tanta arte?
E meu pai de sangue, respondia sempre:
Oh, tira isso das tuas ideias...
Já me está na massa do sangue e do ser
À parte,
À custa de tantas tareias para aprender.
E eu insistia com meu pai de sangue:
Qual o teu segredo
Daqueles tetos de gesso
Tão belos e singelos
Feitos por tuas mãos ressequidas?
E meu pai de sangue, já irado, respondia sempre:
Oh, isso foi sinal de aprender noutras vidas,
Umas a medo e outras por ser travesso
Revesso
Como tu, retrato do meu segredo...
Nunca mais entrei em bravatas
Chatas
De perguntar a meu pai
Que já lá vai
O porquê de ser artista daquele dom então,
Porque sei que me diria:
Nasceste para ser trolha, um dia
Como eu, sem mais tretas.
Porém, escolheste as letras
Malditas dos poetas
Que te levam à perdição!
(Carlos De Castro, in Minas da Minhoteira, 01-07-2022)
NAUFRÁGIO
Quem me leva para Galiza?
Meu barco ficou atolado
Quase afundado
Na Boca do Inferno
De Cascais da Costa da Guia
Inda quase a noite era já de dia
Com o leme despedaçado
Quando eu apontava no caderno
O norte onde eu queria
Alcançar a terra do meu fado.
Quem me leva para Galiza?
Às minhas amadas ilhas de Cies e Ons
Mágicas de vidas de outros sons
E tantas saudades das Sisargas
E a amada de San Simon
Onde repousa o coração
Do amigo das costas largas
Que a onda arrebatou em Medal
Na trágica noite do temporal...
Quem me leva para Galiza?
A terra verdadeira dos meus astros...
Se lá não voltar em vida
Certinho será na muerte
Consorte
Requerida
E então abraçarei meus avoengos
Velhinhos mas solarengos
Os meus saudosos Castros.
(Carlos De Castro, in Boca do Inferno de Cascais, 02-07-2022)
