Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Pela cor do teu olho
Pela cor do teu olho, menina,
Verde forte, de hipnotizar,
Meu peito acelera na hora
Em que você começa a olhar.
É verde de floresta fechada,
Daquelas que escondem segredo,
E quando teus olhos me acham,
Eu já nem sei o que é medo.
Tem dia que eu tento disfarçar,
Mas teu olhar me atravessa,
Verde assim não dá pra negar,
É o que mais me interessa.
Se um dia eu criar coragem
E tudo resolver dizer,
Vai ser pela cor do teu olho
Que eu vou me declarar pra você.
Hoje foi o dia do meu teste final.
Temeroso entreguei a minha prova.
O professor, em seu olhar severo, me perguntou:
"Que nota devo te dar?"
Fiquei em silêncio,
E o silêncio foi o meu exame de consciência.
Revivi, no lento caminhar do tempo, o ano todo,
E percebi que faltei não apenas nas aulas,
Mas em tudo:
No estudo, no esforço, nas promessas feitas
A mim mesmo e ao que eu deveria ser.
Fui ausente, incapaz,
E, na prova, a resposta foi o reflexo de meu descaso.
Penso então:
Seria justo me dar um 10?
Seria justo, depois de minha negligência,
Receber o mesmo que aquele que se entregou,
Que se dedicou, que foi à luta?
E, se fosse assim, qual seria a verdade?
Minha vida tem sido uma série de ausências.
Faltei à Bíblia, ao rezo, à missa;
Faltei ao que é essencial, como quem falta a si mesmo.
E, diante de Deus, como posso justificar minha farsa,
Meu descaso?
Só me resta uma única resposta:
"De-me um zero, e lance-me ao inferno,
Se assim for a justiça do mundo e do homem."
Que há de mais justo em minha condenação?
E o que há em minha aprovação que não seja uma mentira?
Fui um péssimo aluno, Senhor,
E Tu foste o Mestre perfeito,
Com tua sabedoria infinita, com teu amor sem limites.
Como posso eu, um pecador,
Que falhei em tudo,
Olhar nos teus olhos e me considerar digno
De uma nota que só existe na ilusão dos que estão enganados?
Como?
Marginal
Às margens profundas do meu ser, vagueio como um rio agitado sem leito. As palavras, como pesadas pedras, afundam no abissal silêncio impenetrável.
As pobres almas que toquei, como folhas secas outonais, desprendem-se e voam para longe. Desaparecem na bruma do cruel tempo.
Ó rio, sem rumo, sem destino, és espelho da minha própria existência.
Rio sou. E fluí.
Leva-me para além.
Que eu seja a folha seca que flutua em tuas correntezas, que se despede, e que o tempo, implacável, me leve para a outra margem.
Neste vasti verso chamado planeta Terra, tu és o meu ponto de reequilíbrio, o meu centro de gravidade emocional.
Soneto da Noite**
Nesta escuridão, tu és meu manto,
Que me envolves em teu claro véu sagrado.
És da noite o mais fulgente encanto,
Astro em meu céu por amor consagrado.
Mesmo sem luar, és presente santo,
Farol no escuro, raio abençoado.
Neste vazio, és o meu quebranto,
Sombra e luz em sonho iluminado.
Da tua constelação, sou parte agora,
Feito estrela que em teus braços gira.
Noite e dia, és a minha aurora,
Mesmo quando a luz do sol se retira.
E se a escuridão me devora,
Tua chama em mim jamais expira.
Teus olhos buscam resposta em meu olhar,
Mas sinto uma sombra entre nós a pairar.
É como se um muro invisível nos separasse,
E a dúvida no ar, como um peso, permanecesse.
Meu coração é sincero, transborda amor puro,
Mas percebo em ti um receio obscuro.
Teu silêncio grita coisas que não consigo entender,
E isso me machuca, me faz sofrer.
Quero construir um caminho onde possamos andar,
Onde a confiança floresça e possa nos guiar.
Não quero ser um mistério ou fonte de dor,
Desejo ser o porto seguro do teu amor.
Vamos juntos desbravar essa insegurança,
Deixar para trás o medo e abraçar a esperança.
Porque ao seu lado, quero apenas ser o melhor,
E mostrar que em meu peito só há espaço para amor.
Que o meu olhar seja sempre guiado para o horizonte, com a esperança que universo possa me entregar o resultado de cada batalha lutada e vencida.
Que o príncipe do mundo me proteja de todos corações maldosos.
#Embuscademeusonhos.
Enf: EdicleySilva.
No meu país, quando os fatos são claramente ignorados, nunca é por incompetência.
Oh lua, já te observei de vários ângulos, você não tem o poder de conhecer os desejos do meu coração, porém eles são puros.
Durante muito tempo, pais e mães se orgulharam de dizer: “meu filho é obediente”. E, por trás desse orgulho, quase sempre havia um menino ou uma menina que sabia exatamente o que devia fazer para não contrariar os adultos, para não desagradar, para ser aceito. Crianças silenciosas, contidas, adaptadas. Crianças que aprendem cedo a dizer “sim”, mesmo quando querem dizer “não”.
Mas obediência cega não é virtude — é risco.
Meu diário público (Aline Caira-Aline Kayra) pseudônimo
Ao me recolher neste espaço que, embora desordenado, chamo de lar, a reflexão me invade. Há mais de dois meses, em um momento de extrema vulnerabilidade, recorri a familiares, testemunhando a indiferença de outros que, diante do meu desespero, abandono e sofrimento incomensuráveis, optaram pela exploração em vez do amparo.
Aqueles a quem supliquei por auxílio vislumbraram, em sua ganância, não a minha recuperação, mas a apropriação de bens materiais desprovidos de valor intrínseco, objetos que adornavam meu lar e que, em seus olhos egoístas, representavam meras oportunidades para benefício próprio. Em sua busca implacável por vantagens pessoais, almejaram, em essência, a minha desestabilização em nome de seus próprios interesses.
Minha reputação foi injustamente maculada. Um passado que deveria permanecer adormecido por duas décadas foi despertado, exposto e distorcido perante a sociedade, com o objetivo de me fragilizar, desmoralizar e contaminar minha dignidade. Não satisfeitos, teceram uma teia de mentiras cruéis, incitando o linchamento moral por parte de uma comunidade manipulada. Apelos por socorro a familiares, incluindo duas tias que prometeram união e apoio, foram recebidos com silêncio e negligência. Nenhuma ligação, nenhuma visita, nenhuma demonstração de preocupação genuína; nada, absolutamente nada.
Paradoxalmente, o auxílio que me permitiu sobreviver veio de fontes inesperadas: desconhecidos que estenderam a mão sem segundas intenções, movidos pela nobreza de seus corações. Em momentos de angústia, a prioridade deveria ser o cuidado e o amparo àqueles que clamam por ajuda. Contudo, a crueldade humana, essa patologia que infelizmente aflige a nossa espécie, prevaleceu.
É lamentável que, apesar do sacrifício redentor do filho de Deus, que nos ensinou o amor, a compaixão e a cura para a aflição alheia, a humanidade ainda sucumba à indiferença e à exploração. Mas, enfim...
Apesar da dor lancinante e da traição sofrida, recuso-me a ser definida por essa experiência monstruosa. Escolho transformar a amargura em resiliência, a desesperança em força. A cicatriz que carrego será um lembrete constante da capacidade humana para o mal, mas também da extraordinária bondade que reside em corações inesperados. A partir deste ponto, a minha jornada será guiada pela gratidão àqueles que me estenderam a mão e pela determinação de reconstruir a minha vida sobre alicerces de integridade e esperança. O silêncio dos que deveriam ter me amparado será um combustível para a minha voz, uma voz que ecoará em defesa daqueles que, como eu, foram abandonados à própria sorte. A minha história não será um epitáfio, mas um manifesto de superação e renascimento.
Adoeceram-me, mas a fé me curou. Estou aqui, saudável e lutando como uma leoa em defesa de minha prole. Alcançarei um lar para nós. Tenho fé em Deus; na rua não permaneceremos. Se necessário, buscaremos o amparo do abrigo da prefeitura até que eu possa proporcionar um lar digno e pacífico para mim e minha amada filha, para que possamos seguir nossas vidas na santa paz de Deus.
O importante é que estamos lutando e não desistiremos. Onde existe amor, o fracasso não prevalece.
Soneto da doce melancolia
Quando, felizmente, ponho minha cabeça em meu colchão,
Hei de lembrar de novo do porquê da minha solidão.
Lembrarei-me de um amor passado,
Que ainda pode ser encontrado no fundo do meu coração.
E quando as versáteis dores vierem dizer:
“Doce o amor e a companhia que não hei de ter...”
Ah, força que me cumprimenta sempre à noite
E volta pela manhã, sempre tão cedo.
E à tarde, à madrugada, sempre acendo
Uma vela pra distanciar pensamentos péssimos.
Pois, a mim mesmo, não entendo
O porquê de certas pessoas darem tiros a esmo.
Mas creio que o sideral é algo fatorial a dois
E que muda sempre que passa do depois.
Pois o que falta em mim, eu não busco sozinho.
Meu diário público (Aline Caira-Aline Kayra)
Prezados,
Gostaria de compartilhar a experiência enriquecedora que tivemos hoje na missa na paróquia São Pedro situada na Rua Osvaldo de Oliveira Campos, n°2720, Vila Europa, 14403-218
A celebração, presidida pelo Padre Diego Carlos Gonçalves, foi um momento singular, marcado por suas palavras inspiradoras que tocaram profundamente a alma e fortaleceram nossa espiritualidade.
A beleza da missa foi evidente na expressiva participação da comunidade e na harmonia dos cânticos, que elevavam o espírito e transmitiam a presença divina. As mensagens de amor, paz e serenidade, transmitidas pelo Padre Diego, nos motivam a colocar em prática esses valores em nosso dia a dia.
Eu e minha filha expressamos nossa sincera gratidão por essa experiência abençoada. Que Deus continue a nos iluminar e guiar em nossos caminhos.
Boa noite!
Obrigada, Senhor pelo dia de hoje... Obrigada, por estar ao meu lado....
Obrigada, por tantas bençãos derramada em minha vida...
Obrigada, por tudo Deus.
Te amo, te amo, te amo!
Fogueira de São João
Ah, fogueira de São João,
Por que tumultuou meu coração
Com cinzas que partiram…
Vai, seguindo nessa luz,
Todo amor que me conduz
Nesse céu azul sem cor.
Pra quê falar de amor
Nessas noites que não passam,
Nas promessas que se foram?
Ah, que tristeza se eu tivesse
Uma amiga, uma peste,
Pra me fazer amar?
Vem, segue-me avante,
E me mande que cante —
Por favor, não precisa pedir.
Vai, sem mim agora, e olhe lá fora:
Será que a fogueira apagou?
Ah, fogueira de São João,
Por que tumultuou meu coração
Com cinzas que se partiram…
Vai, seguindo nessa luz,
Todo amor que eu compus
Nestes papéis sem cor.
Vai, e vê se não reluz
Cada cor que não seduz
Nesse novo amor...
Fogueira de São João,
Partiu meu coração…
Clareia a lua — que está tão só —
E me devolve o chão.
Meu filho ouviu o chamado do pecado. Mas o bom Senhor nos chamou para sermos pescadores de homens que pecam e mostrarmos a eles o caminho.
Nossa vida hoje é igual meu celular de 32 GB, tem que escolher a dedo quem fica e quem sai!
Ou fica tão pesado que trava tudo!
