Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Sempre meu
Tua sina, desatina
Formosa como um
Botão de rosa
Dizia em brisas.
O cheiro no cabelo
Era ameixa ou camomila
Assobiava ao vento
Nosa junção, nosso elo.
Carícias e abraços
Olhares e sorrisos
Era o esmalte vinho
E o batom desinibido.
Teu cheiro exalava
As lembranças vazias
E o presente acabado
Descendo pelo ralo.
Meu e teu
Nossa rosa murchara
Vagando desenfreada
E pelo mundo andara.
O futuro esvaindo-se
A água quente
Impura ou pura
Tudo rente, tudo sente.
Quando te vejo sinto meu coração batendo em um ritmo alucinante que chega a doer, meu corpo fica trêmulo, tenho sudorese, o que é? não sei, só sei que é mais forte que eu...
Porque homem meu bem, homem é igual tanque de carro.
Você enche de álcool e leva pra onde você quiser.
Sou responsável por esse sorriso enorme estampado em meu rosto. Ele sai quando quero. Ele gargalha quando se mata de tanta felicidade. Ás vezes tá murchinho. É que ele nem sempre é de ferro, coitado. Quando a lágrima cai, meu sorriso fica tão infeliz que chega a ser torto, torto. Mas daí você chega, com seus olhos cor de mar, fantasia uma piscada e o sorriso que tá torto fica todo bobo e se põe a festejar.
Do calor para o fogo (Meu primeiro poema)
Logo, logo essa ansiedade vai embora;
E vai levimente aconchegando-se em ti, impacividade do cuidar
O calor não é o suficinte para o lenho
Que tem o desejo de misturar-se com as chamas
Para deixar o peso que lhe é próprio
E virar o prório ar que o alimentava
Que no final alimenta a chama, o lenho, a vida.
Esperava que pegasse no meu braço e não me deixasse ir... Esperava que gritasse o meu nome... E que se não fosse por inteiro, que apenas o seu olhar dissesse que me ama... Mas a sua reação ficou presa a um silêncio inoportuno... Onde eu era o palhaço em uma cena de drama... Apenas EU...
" Nunca fui apegada a datas, mas foi só te conhecer que o calendário se tornou meu aliado... Afinal conto os dias para te ver..."
Ajoelhei-me e caí diante da realidade que vivia meu coração decepcionado...
Descia pela minha face uma lagrima de tristeza.
Minha voz ecoava como um violino desafinado.
Era o momento que eu temia, mas já havia me preparado!
Como um outro pode rouba-la de mim
Gostaria de valorizar meu corpo
Na mesma intensidade
E com a mesma seletividade
Com que valorizo e alimento minha mente.
Meus olhos se abriram
E vejo que tua imagem a meu lado é só uma miragem desesperada
De quem não aceita admitir que esta só.
Anseio em tocar-te o corpo,
Sentindo teus lábios nos meus,
Meu sangue fervendo,
Coração acelerado,
Respiração ofegante.
Essas são as minhas horas de chorar letras, de encharcar o meu redor com frases, verbos e rimas só pra chamar atenção. De resgatar o que eu absorvi e que embolorou, tirar as manchas esverdeadas e me preparar pra uma nova congestão, vomitar e comer o que saiu inteiro, respirar a fumaça que saiu em pânico do meu cérebro em pane.
Deixar que meu maxilar defina a direção do meu sono e me ver como uma caverna inabitável, na onde o único lobo que me apavora, me deixando sempre desperta para as minhas insanidades, é o que uiva rente aos meus tímpanos, com hálito quente nos meus ouvidos... De dentro pra fora.
Livre de tentações, vivo a margem do meu próprio ego. Sobrevivo a cada momento sem nunca pertencer a nenhum.
O caminho que percorro pode ser até difícil, mas se você estiver ao meu lado sei que tudo posso aguentar.
