Eu Vou mais eu Volto meu Amor
O meu segredo foi entregar o que nem o zero um do mercado entregava. Conteúdo gratuito e prova social; meus aliados.
"No escuro do meu quarto
A única coisa que consigo
Senti é a tristeza dentro de
Mim surgi.
Os espinhos me furam,
As pessoas me censuram
Me sinto tão só
Digno de dar dó.
Sinto que o o mundo me discrimina
Mas,talvez essa seja minha cima
Viver numa eterna solidão.
Meu quarto virou meu refúgio
Meu único lugar para chorar,
Sem ninguém me julgar"
Quem é ela que estilhaça minha janela
Que pinta meuvidro como se usasse aquarela
Que tilinta suave e estridente ao mesmo tempo, como se tentasse, sutilmente, desafiarminha inquietude com leve espiadela.
Rajadas frequentes como se estivessem voltando os bravos sentinelas
Só pode ser ela, trazendo renovação e calmaria em meio ao caos, como se a colher de pau surrrasse a desgastada panela.
Oh, chuva! Peço que não caia devagar, que molhe esse povo e os deixe chorar! Mas nãoos deixe largados em qualquer viela.
Suas lágrimas devem confluir com suas gotículas e inundar as mazelas que por aqui se instalaram por pura falta de amor, cravo e canela.
E ela parece brava, do jeito que Yansã gosta.
Senhora do amanhecer, onde sua espada brilha, pra nos proteger.
Enquanto aqui permaneço, jogando mais tinta na tela, tentandoadmirar intra-janela, me dou faltada cor amarela.
Nada é tão mágico se não tiver amarelo.
Um colorido sem amarelo é um pé doente sem sua chinela. Parece completo. Parece.
Olha lá, além da favela, ao leste Ele surge me dando logo uma vívida e escaldante piscadela.
Pronto, agora não falta mais nada
A paleta da natureza está completa
Posso voltar a dormir.
A chuva ainda cai
E eu posso fechar minha janela.
SOBERANO
A natureza está linda
Como peixe no aquário, mergulhado em meu bioma,
Fito os dias exibidos na janela e na tela
Dias em que não sabemos o que fazer
Dias de saudade de dias apressados
Navego em um mundo novo,
Com um céu estranhamente azul
A natureza está linda,
Tudo é abolido, exceto a primavera
O inverno começou no verão,
E trouxe uma frente que ameaça nossas cabeças
O vento forte treme a persiana fechada
No pátio da escola uma árvore solitária
O canto dos pássaros, antes das notícias recorrentes
Uma oportunidade de ver o âmago do espelho
Em toda a casa um doce cheiro matinal
Na venda falta a carne, arroz, leite, dendê e tucupi
Na mesa falta churrasco, virado, queijo, acarajé e tacacá
O operário não acessa o concreto no ambiente virtual,
E seu ofício é triturar o pão em grão,
Ouvindo o pranto silencioso de bocas vestidas,
Enquanto o exílio acomoda vidas e seus restos mortais
Olho para o invisível com o nome de um planeta errante,
Passo o dia a polir a maçaneta, sem usá-la
O sol e a lua acariciam ruas vazias, ouço almas
Imagino vitrines vazias e um oceano secando em sal
A natureza está linda, mas não posso ver,
Estou infectado com poesia
Posso ter apertado a mão de um personagem do meu livro
Eu posso ter beijado os lábios de um destino que sempre me deu as costas
Estou infectado com a poesia e sua esperança infecciosa
Meu pulmão não tem forças para ecoar na garganta o grito:
“Somos um vírus fugindo da fera”
A cidade está em apneia,
O silêncio é ensurdecedor, ouço minhas veias baterem
Com meu corpo inerte, meus olhos cerrados
Mergulho num oceano azul, magnífico,
Com a máscara de imersão, escafandro e cilindro de oxigênio
Preparo minhas melhores armas, armadura e escudos,
Pois a flor não corta o ipê
O dia lava, a janela degusta alguma luz
A arte de viver sempre foi a mesma:
“Vem sem ser convidada e parte contra a vontade”
A besta provoca e sufoca,
É como a aranha que não lhe dá uma chance,
Ela sorri e ri de você
Faço as pazes com o destino
A fera continua e leva a coroa
O soberano.
Edson Depieri
https://www.edsondepieri.com
Retorno ao meu casulo
Meu isolamento pessoal.
O breve passeio não funcionou
Terminou antes de começar.
Esse caminho não é o meu
Nunca o mais fácil, o mais óbvio.
Por que seria? Não sou.
E não serei.
Até a próxima
...
Cada vez mais distante.
Estou em uma trincheira, cercado por lobos, são tantos disparos, o fogo é intenso. O meu descanso é no campo de batalha, o meu despertar é ao som das granadas.
-
Estou ferido, mas ainda estou em pé diante de meus inimigos. A batalha está difícil, mas enquanto ainda houver ar em meus pulmões bradarei louvores ao SENHOR. Enquanto o sangue ainda correr em minhas veias, não deixarei meu posto.
Deriva Mental
Esqueci-me do ponto de partida!
Onde está o meu porto seguro?
Distanciei-me muito da beira,
Estaria perdido?
E qual era mesmo a minha direção?
Norte, sul, leste ou oeste?
Enfim, agora já é tarde.
Já nem consigo ver a linha que separa o mar e o céu azul
E também não sei de onde vim e quais eram os meus objetivos.
Culpa das tormentas e dos raios!
Que ora estavam em meu caminho,
Ora estavam em minha mente.
Não sei também onde está minha bússola.
Mesmo que nem a seguisse antes,
Confortava-me.
Mas agora só me resta buscar uma nova direção,
Um novo caminho.
Quem sabe possa ser a luz de um farol no meio do mar
Que me guie para fora desta deriva mental.
Tirando a alma pra dançar
Hoje o meu pensamento baila.
Dança no ar, feito borboleta flutuante.
É na leveza desse silêncio, onde minha alma mais descansa.
E todo meu deserto, vira poesia embalsamada.
Sinto-me livre ao vento e meus olhos se demoram no nada.
É nesse momento, em que mais consigo olhar pra mim mesma.
"E assim como uma transmutação, a lagarta medrosa, transforma-se em borboleta."
Poema: de autoria #Andrea_Domingues ©
05/07/2020 às 21:40 hrs
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Meu girassol,
Sempre se exibe debaixo do sol
Vive no campo ou na janela de uma garota
Assim ela a observa embaixo do lençol.
Meu girassol,
Vejo seu corpo dourado e radiante
Todos os outros te acham excitante
E desejam arrancar te do vaso da minha janela
Mas eu jamais permitiria,
Jamais te deixaria.
Meu girassol,
Eu só queria viver o suficiente
Para poder admirar mais uma vez
Debaixo do meu lençol
E ver o corpo dourado do meu girassol mais uma vez
Brilhando no sol.
As forças que me levantam pela manhã, do labor do dia inteiro ao fio espera o meu descanso. A fome e a sede, falam ao corpo letárgico e sombrio, ao segundo infindável que aguardo o tempo passar, no regalo do acalanto, do leito frio e vazio .
“Meu outrora tão indefeso coração bate pari passo ao dela, especialmente quando aprecio com deleite e parcimônia suas gargalhadas; mantenho-me envaidecido pelo viço corriqueiro de suas tão perenes conclusões, pois me sinto parte disso.”
Encare a tristeza:
O meu tremor é como desafiador posso me indispor.
O libertador do tremor vem por meio do amor do meu originador.
Reflexões matutinas
Hoje meu primeiro pensamento ao acordar foi: finalmente hoje é sexta-feira! Para segundos depois lembrar que não. Hoje é quinta. Meu cansaço é tamanho que todos os dias acordo pensando que é o último dia de trabalho da semana. Até parece pegadinha. Por fim, acho engraçado o quanto à ideia de chegar ao dia que precede o descanso pode aliviar corpo e mente. Isso só pode significar cansaço mesmo. Férias, sua linda, te aguardo! Mas enquanto não chega o fim de semana já está bom.
Madrugadas sem Fim....
Não posso estar entre seus sonhos
Porém não nego que esse é meu maior desejo
Caminhar livremente entre florestas, bosques e vales
Me iludindo antes de dormir, perto de ti ou até mesmo longe
O tempo permitiu com que a ironia
Entrasse em nossas vidas
Fazendo com que o sofrimento
E a sensação de dor tomasse conta de algo
Que nem se quer temos culpa
O respeito soma-se a vontade de te provar
E tudo isso se iguá-la em indecisão
A tarde cai, a noite nos envolve e a madrugada já está aqui
Surge uma conversa amiga
Onde o desejo se esconde
Mas então porque logo que amanhece
Ele retorna ainda mais forte????
É difícil controlar essa sensação
Sensação boa e ruim ao mesmo tempo
Queremos e não podemos
Desejamos e não nos permitimos
Lutamos e desistimos
Pode até parecer Bobagem
Mas a verdade
É que estou enlouquecido por alguém
Que nem mesmo posso AMAR
Uma vez que fosse
Continuarei TE AMANDO nas minhas
Maiores embarcações de Sonhos que partem
Pra madrugadas e dias Sem FIM.....
Embriagado.
Acordo com o gotejar da chuva lá fora
Abro meus olhos e te vejo deitada
Ao meu lado; como deve de ser
O cheiro do teu cabelo me embriaga
Teu calor me conforta, e
Tua presença me aquece
De todas as maneiras você me completa
Agora,
Acordo de veras
Não chove
Ressaca de uma noite
Com memórias curtas, e
Doses longas
Você não está ao meu lado; como deveria ser
Em mim falta algo, falta você.
Meu Mimo
O mimo desse olhar meigo e suave.
Esse teu jeito todo diferente de
olhares de lado, provoca os meus
sentidos.
Esses lábios cerrados apaixonam.
Fazem imaginar uma relação diferente.
E quando abertos, perde-se a noção de
tudo, só para senti-los.
Jeito mulher de ser , te olho e passo a
te sentir chegando bem perto de mim.
Vendo esses olhos pousando sobre o meu
corpo.
Descansa junto a mim doce mulher.
A vontade toma conta do raciocínio.
Sermos um do outro é o principio
básico.
Te prender em mim é a solução mais
lógica a ser feita, meu mimo que amor
espalhas, basta juntá-los e os viver.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
