Eu Vou mais eu Volto meu Amor
meus sonhos são muito reais pois você faz parte de todos
nunca deixe meu coração vazio em trevas
chorei muito ate não reconheci ninguém
passei noites pensando em morrer
como seria fácil assim ficou paralisado no tempo,
todos sentimentos de luxuria
expostos na carne tão viva
Desértica alma
Tempestade de ilusão
me encobre a visão
Sede de oásis
onde deixei meu coração
Busca frenética
por abrigo
entorpecendo a razão
Memórias tolas espalhadas
que me foge pelos vãos
Pensamentos e delírios
repousando a solidão.
A Fortuna havia me escapado.
Passou dois ou três dias
pastando lá na vargem do meu vizinho.
Foi um custo trazê-la de volta.
Tive de fechar todo o gado no curral
para depois ir no encalço da danada.
Eu chamando e ela negaceando,
desconfiada, astuciosa.
O jeito foi esperar o tempo dela.
Ao se ver sozinha foi beirando cercas
até emparelhar com o gado fechado.
Abri a cancela e ela entrou.
Agora estou mais tranquilo.
Passarei meu dia mais confortado.
Embora um pouco mais magra
a Fortuna está de volta aos meus domínios.
Poderei por fim tomar minha Pirassununga
sossegado.
Foi um presente dos Santos Reis
protetores das minhas mimosas.
E da barra do Piancó.
Neste abrigo que estou criando
Não há espaço para dois,
Se ainda deseja meu acalanto
Que venha agora e não depois!
meu irmão o sangue queima como fogo
seus olhos azuis morreram no fogo
bem vindo as trevas
não espere nada dos céus
deixei teu coração queimar
sinta fogo da eternidade
toda gloria será sua numa escuridão
o inferno gelado em tua carne
sua alma não te pertence mais
somos condenado a viver para sempre
não esqueça de nossas agonias eternas
olhe para o céu esta em chamas
sangue corre nas águas de todos rios
sua alma está perdida não acordará
sinta o canto eterno dos anjos
todos serão mortos quando amanhecer
cheiro do sangue fonte doentia
nunca mais se esqueça
eles estão cantando para deu coração
quando chover a vida se renovará novamente
com as lagrimas dos mortos
tudo renascerá em um fogo eterno
nossas lembranças estarão perdidas
como as esperanças dos vivos
todos os heróis vão celebrar
o sangue derramado em batalhas
será devastação de seus corações vazios
tenha toda certeza que mundo não
acabará diante a fome...
o sangue força das eras em nossas almas perdida
o azul dos teus olhos serão negros
meus irmãos vamos celebrar a coleita
com sangue dos mortais...
deixei fogo eterno queimar teu coração
feche olhos morra para mundo.
por Celso Roberto Nadilo
Fortaleza
Se choro hoje e por que preciso
Sei que Deus traçou o meu caminho
Nas dificuldades Ele está comigo
Não tropeçarei, seguirei meu destino
Não lamentarei em nenhum momento
Pois tenho a fortaleza que necessito
Confio no poder do sentimento
Tem sentido tudo e eu acredito
Tem um nome esta Fortaleza
Teu sobrenome advém milagres
Diante dele não há fraqueza
Jesus Cristo fonte da verdade
Se ao meu corpo, amarrarem. correntes se quebrem, meu escudo é a fé que tenho por ele. Defendei-me. São Jorge Mártir, protegei-me, Ogum.
VARANDO A MADRUGADA
Quero encostar meu rosto
Junto ao teu peito ofegante
Adormecer neste recosto
Num descanso embriagante
Quero respirar no teu compasso
Diminuir o ritmo devagar
Ficar envolta em teus braços
Até o amanhecer chegar...
mel - ((*_*))
A cigana
Uma cigana leu a minha mão
Não me falou do futuro
Não se ligou ao meu presente
Mas descortinou o meu passado
Botou "caraminholas" em minha cabeça
E sumiu na imensidão dos continentes
Pra onde foi...
Ninguém sabe, ninguém viu
Perdeu-se na poeira da estrada
Dançando nos palcos do mundo
Levando a magia das tendas
E lendo os mistérios de outras mãos
Corre um alazão nas pradarias
Feito um vento selvagem
Encantando e desafiando
Transeuntes absortos
Na estrada agora silenciosa
Restou lembranças da cigana
Que leu na minha mão
O castigo da solidão...
(Nane-28/11/2014)
Lizandra
Me encantou o olhar matreiro de Lizandra
Encarando o meu de soslaio
Aguardando com paciência eu me afastar...
Seu corpo magro dentro do vestido
Deixava a mostra dois "gravetos"
Ainda sem curva nenhuma...
O cabelo, visivelmente embaraçado
Escorria-lhe pelos ombros pontudos
Escondendo seu sorriso malicioso
Entrei em casa e por detrás da cortina
Vi quando ela, feito um relâmpago
Subiu com maestria na mangueira (em meu quintal)
Não mais de dez minutos
Foi o que lhe bastou
Para encher de mangas a sacola
Desceu num salto de saltimbanco
E olhou sorrateira a sua volta
Procurando por alguém
Saí "brava" de casa e gritei:
-Peste! Espera que te pego
Ela sorrindo, desandou em correria
Me encantou a ousadia de lizandra
Roubando minhas mangas doces
Como as que eu roubava na infância
(Nane-04/12/2014)
Fardo
Meu corpo arde desejoso
Sente a falta do seu
Vê passar o tempo incólume
Na pele enrugada e sem brilho
Nos contornos perdidos
Na mente ficando demente...
Que imagina seu corpo enrijecido
Tocado por outras mãos
Enquanto as do meu corpo tremem
Não de prazer
Mas pelo tempo incólume
Que me leva embora
A máscara que se desenha em minha face
É a do tempo passando tão rápido
Ornamentada pelas rugas sulcadas
E a púrpura nos olhos cansados
Até do próprio carnaval
E de todas as minhas fantasias
Meu corpo admite (e sente) a velhice
E recorda o seu juvenil
Espera sem pressa a hora
De libertar-se desse peso
Que obriga minha alma pesada
A carregar esse fardo
(Nane-08/12/2014)
Dolo(rosa)
Para onde se foram as rosas que plantei no meu coração ?
Não quero apenas os espinhos, eles estão o perfurando. Meu coração não merece isso. Dói, dói muito.
Não se há mais o perfume suave das pétalas, só o cheiro de folhas murchas, tristes, sem vida.
Esperança, volta, quero um jardim só de rosas.
Quando perderes o chão e o teu céu desabar, agarre-se em meu uniforme azul e confia em nossa paixão pela vida.
