Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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Você quis ver meu mundo desabar,
riu do meu chorar,
se alegrou com o meu sofrer.
Por que fui pensar em você?
Na hora em que precisei,
você não veio me ver.

Traga teus abraços para os meus braços,
traz o teu carinho pro meu aconchego.
Cadê teus beijos quentes, molhados — estão longe de mim.
A tua ausência faz falta; a tua lembrança extrapola.
Cadê o teu cheiro que não mora em meus pulmões.

Por onde andará você — mulher, rainha do meu desejo?
Onde vagueia neste mundo.Envie um sinal,
um sopro de vida que permita ao universo conspirar a nosso favor.
Onde subirem as fábricas da fumaça, lá estará o fogo,
a chama viva que não se apaga esperando o amor regressar.

Por que medir o meu regresso com um passado já esquecido? Dias melhores sempre virão para quem busca um futuro feliz, abençoado pela graça do Criador.

A sombra do passado já não me assombra. Pode varrer, pode vasculhar meu coração — não encontrará sobras de amor, nem vestígios de lástima, não, não.

Não tenho respostas para te dar, foste tu quem aprendeu a responder por mim.
Tua voz não habita meus pensamentos, e tuas palavras já não saem da minha boca.

Foi você quem envenenou minha vida,
quem abalou meu juízo — já frágil de nascença.
Mulher ardente, escandalosa, insolente e devastadora,
sensual rainha do meu ser.Teu feitiço rompeu minha timidez
e me revelou o doce abrigo do teu acalanto.
Bruxa encantadora,
tua extravagância me conduz
ao paraíso da felicidade plena.

Roubaram minha infância com mentiras, enganos, ilusões,
escravizaram meu mundo, deixando-o em desilusões.
Hoje, nada restou, só a continuidade do mesmo ciclo,
um sistema podre, repetitivo, envolto em um véu de brilho artificial.
O mundo não mudou, o sistema insiste em sua prisão real camuflado em beleza morta,
e o povo, manchado, mergulha no pântano da decomposição.

Descobri que fui prisioneiro de mim mesmo —
cativo do meu ódio, da vaidade, do orgulho, da ambição,
preso por desejos que nunca foram verdadeiramente meus.
Nesse labirinto, esqueci de viver o melhor da vida:
a plenitude do amor que habita em mim.

Não me negue, por favor, o que dá sentido à minha existência: ter você ao meu lado por toda a minha vida.

Foi você quem destilou veneno na minha existência,
quem sacudiu meu juízo — já frágil desde o berço.
Mulher ardente, escandalosa, insolente e devastadora,
rainha sensual que governa meu ser.
Teu feitiço rasgou o véu da minha timidez
e revelou o doce refúgio do teu acalanto.
Bruxa encantadora,
tua extravagância me arrasta
ao êxtase de uma felicidade absoluta...

Ela iluminou meu caminho em silêncio, guiando cada passo com uma suavidade única.
Agora, deseja apagar essa luz — e eu entendo, é seu direito.
Só peço que espere eu chegar em casa, para que eu possa acender a minha própria luz.
Depois disso, pode partir.
Obrigado por toda a atenção, e pela claridade que me deu quando eu mais precisei...

Devastaste meu corpo — despojado e frágil em tua presença.
Chicoteaste minha pele em brasas vivas,
e depois, com ternura, a acalentaste.
Teu fogo é bálsamo feroz e redentor,
resgatou-me da solidão,
abraçou-me em teus braços firmes e sinceros.
A carência que me consumia
rendeu-se aos teus beijos molhados de prazer.
Renascido em novo ser,
guardo em mim tua marca:
felicidade, alegria, emoção.
Ressuscitaste-me no instante exato
em que o desejo quase se apagava.
Antes de ti, eu vivia morto,
soterrado na desventura do fracasso.
És feiticeira bela, de toque angelical;
amante do amor, vivente do amar.
Bruxa selvagem, indomada,
rendo-me à tua nobreza
que só me faz bem.
Tu és o crisol da minha ternura,
a chama que dá sentido à minha vida,
o amor que quero viver
por toda a eternidade na vida vivida.

Sempre gostei de ti — e você sabe. Está no meu olhar, no cuidado que dedico a você, no carinho que escapa, involuntário, em cada gesto meu.
Quando te abraço, o calor que emana de nós desperta um desejo atrevido, que se perde no delírio do toque da tua pele quente.
É uma magia ousada — um amor maduro que insiste em renascer no coração que já não sabe ser discreto.
A fome não espera, não negocia.
Você sente: esse desejo que tenho por ti é intenso, inquieto, quase selvagem.
Cada gesto, cada atenção, clama pelo teu aconchego — pelo toque que dá forma a essa vontade que flerta com o proibido.
Não sei dizer se é amor ou apenas o devaneio de um corpo iludido, sedento por pecados e fantasias.
Mas sei que, mesmo à distância, esse sentimento não se apaga.
Não complique o que o coração já decidiu: eu te amo.
E é essa fome crua de te querer que mantém meu espírito em chamas..

Não me ligue de madrugada, por favor.
Deixe que o silêncio da noite embale meu sono tranquilo,
e que eu continue sonhando contigo,
com teu sorriso sereno, com teu abraço que me acolhe mesmo à distância.
O som do telefone, estridente e impiedoso,
vai romper esse instante mágico —
vai me arrancar dos teus braços imaginários,
vai dispersar as imagens doces que dançam na minha mente adormecida.
Estou em sonhos felizes ao teu lado,
num lugar onde só nós dois existimos,
onde o tempo não corre e o mundo lá fora não importa.
Se eu acordar, nosso momento de sonho vai se desfazer,
como névoa ao sol da manhã,
e tudo o que restará será a saudade do que quase foi real.

Há em ti, bela mulher, uma essência que transcende o alcance do meu olhar.

Há um universo em você, que vai além do meu olhar, mistério de luz e magia que meus olhos desejam ver.

O que você pode até dizer
que sou fraco por te querer,
que meu desejo por ti é tolice,
que meu anseio é queda,
derrota, fraqueza ou ilusão.


Mas se amar você é falha,
então deixo que o mundo me julgue.
Porque, se for pra te amar,
será por todos os meus dias—
como quem respira,
como quem nasce de novo
sempre que te pensa.


E enquanto houver espaço em mim,
haverá teu nome ecoando,
feito promessa que não se apaga,
feito chama que não se rende.


Se te amar é erro,
que seja o meu mais belo acerto.

Você tinha a chave nas mãos,
não apenas de uma porta,
mas do meu coração inteiro,
um lar feito de sonhos,
onde o amor poderia florescer.


Você entrou,
trouxe luz, esperança,
mas partiu em silêncio,
deixando atrás de si
um vazio sem resposta.


A porta ficou aberta,
como ferida exposta ao vento,
mas não houve retorno,
não houve abraço,
não houve explicação.


Agora, não há apego,
não há volta.
A porta que um dia foi convite,
hoje é muralha,
fechada para você.


E nesse fechar,
há força,
há renascimento.
Pois quem fecha uma porta,
abre dentro de si
um caminho novo,
onde o amor não é ausência,
mas promessa de recomeço.

Te dei a chave do meu mundo,
uma passagem inteira para viver ao meu lado,
para ser feliz, acolhida, amada sem medida.


Foi você quem partiu em silêncio,
deixou a porta entreaberta,
levando consigo respostas que nunca vieram.


Agora não há mais apego,
nem o caminho de volta que você deixou para trás.
A porta que antes te recebia com luz
agora está fechada, firme, definitiva.


E no eco desse adeus mudo,
eu sigo — inteiro, forte —
sabendo que o amor que ofereci
continua vivo em mim,
mesmo quando não merece retorno.