Eu Vou mais eu Volto meu Amor
A noite caiu com um ar de tristeza.
Meu coração congelado,chora...
Esperando o sol voltar irradiando sua luz!
Meu número encaixa tão perfeito no seu, que nem fiz força pra deslizar todo pra dentro dele. Você é minha sedução atrevida, provocada e correspondida. Se você não rebatesse minhas investidas, não estaríamos aqui nos lambendo dessa forma. Ou fui eu que rebati suas investidas? Não importa, você estava lá pra mim e eu sabia disso.
Jota Cê
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Madrugada de domingo... uma e meia da manhã. Meu corpo pede por uma noite bem dormida enquanto vomito estas linhas. Deito, o corpo adormeçe. Olhos fechados, imóvel. Mas o sono não vem. Não me reviro na cama, nem me movo, mal respiro... e o sono não vem. Sinto as palpebras pegajosas e asperas, e cambaleando venho até este canto para escrever estas palavras. É como se eu estivesse em um estação, esperando um trem ou algo assim. Fico alerta, ouvindo tudo... cada carro que passa, cada sirene, gargalhada, gota de chuva. Me levanto, ando pela casa, ligo a tv, assalto a geladeira, mas nada me traz o gasto da energia mental acumulada.
Se os sonhos existem para sonhar, o que falta para o meu se realizar?
Se o escuro existe para despertar medo em um coração solitário, por que o meu está tão abandonado?
S a sua presença já está vaga, o que falta para ficar de vez ao meu lado?
Se existem palavras para demonstrar emoções, onde estão aquelas que ficavam em meu coração?
E se por fim esse coração precisa de amor para bater, eu so quero saber, onde anda você?
Cantiga de Amigo
Vem, amado meu,
Amante amantíssimo.
Seja como a brisa,
Acaricie o meu rosto.
Envolva o meu corpo
E afaga minha alma.
Não precisa falar nada.
Como um artista apaixonado
Pode ir modelando o meu corpo
Como se fosse a última escultura
De mulher a ser esculpida na terra.
Comece pelos meus olhos
Transformando-os como desejar.
Minha boca poderá ser como uma flor,
Ou um cálice, onde provará o meu mel.
Com essas mesmas mãos de artista.
Suavemente, em círculos crescentes,
Modele os meus seios
Até que estejam como os imaginou.
Continue esse trabalho,
Agora, ao compasso da música
Que meu corpo orquestra.
Sinta perfumes de jambos, rosas e maçãs,
Em manhãs ardentes de verão.
As minhas coxas, brancas e firmes,
Como colunas de alabastro
Sejam o pórtico de um palácio
Onde só você será rei.
Abner
MK 2000
Sei que é preciso Gritar, sei que é preciso Lutar e se for Preciso cuspir...
O meu coração se rasga de dor... não por mim apenas, mas por aqueles que passaram pelo o que estou passando e não tiveram forças para gritar, lutar e se fosse preciso cuspir na cara desses que são detentores momentâneos do “Poder” que se julgam acima da própria Lei que é o nosso único instrumento de Amparo.
MINHA METADE
Não há palavras certas para traduzir o que o meu coração sente.
Quando estou ao seu lado quero parar o mundo e eternizar os momentos, tudo me faz feliz, o toque de suas mãos, os beijos, os carinhos, o amor.
Desejo cada vez mais tê-lo, senti-lo em mim, quando fecho meus olhos recordo- me dos momentos de amor.
Amo-te em cada detalhe e ao menos sei o porquê. Não imaginava sentir tudo que sinto, viver tudo que vivi e continuo a viver, mas por você, pelo amor, faria tudo de novo.
É como se pudesse me encontrar em você, te amo pelo que passou a ser pra mim, minha metade, vida da minha vida.
De longe
te vi partir.
Uma lágrima caiu em meu rosto,
pura... Leve,
que foi desfeita pelo forte
vento que passava...
Voltarias?
Sim, é por poucos dias;
mas essa distância que nos separa,
poderá ser o fim desse amor.
De um amor puro,
simples,
bonito.
Mas talvez seja o fim desse amor.
Mas por quê?
Difícil de explicar.
O mais forte
Seria o medo de te amar demais.
O fim desse amor,
puro...
simples...
bonito...
sem mistérios...
sem timidez...
O fim desse amor,
que começou com o mesmo vento
que varreu uma lágrima de
meu rosto quando te vi partir.
O fim desse amor...
O início de uma saudade...
Meu Pai
Meu pai se foi
Agora tudo são escombros e restos na minha cidade saqueada e destruída
Uma cidade que foi uma vez tão bonita
Meu pai se foi
E com ele a alegria do mundo
A alegria que me sustentava com uma força pulsilânime, densa, estrutural
Meu pai se foi
E com ele uma fúria que me arrasta por mundos conhecidos e desconhecidos
Uma fúria que me me alimenta e me destrói
Meu pai se foi
E com ele um susto que parece que não vai embora
Como uma mensagem que se repete dia e noite na secretária eletrônica quebrada de meu telefone
Meu pai se foi
E com ele a luxúria de uma vida grata, alegre, doce
A luxúria da leveza e das coisas boas do dia-dia
Meu pai se foi
E com ele meu porto seguro
Minha direção no mundo, bússola do meu coração
Meu pai se foi
E com ele minha voz altiva e meu olhar confiante
Meus pés sólidos e firmes no chão, garatindo meus caminhos do porvir
Meu pai se foi
E com ele o palhaço que me fez rir a vida inteira
Hoje tem marmelada? Tem Sim senhor. Hoje tem goiabada? Tem sim senhor...
Como vai, como vai, como vai? Tudo bem, tudo bem, tudo bem, bem, bem.
Meu pai se foi
E com ele a paixão pelo futebol
E com ele a paixão pela arte
E com ele a paixão pela música
Meu pai se foi
E com ele um cidadão que reclamava de seus direitos
Um conservador de imensa lucidez
Meu pai se foi
E com ele as lembranças de brincar na casa da minha tia
Ele tocava violão ou violino,
Ela tocava harmônica
Ela fazia a melodia
Ele fazia a segunda voz
Meu pai se foi
E com ele as invenções de quem produzia mais que o tempo da vida lhe dava
A vida parecia correr para dar conta de toda sua força de criação
Meu pai se foi
E com ele as bordas do meu mundo
Ele era meu sul, meu norte, meu leste, meu oeste
Traços de uma cartografia que me definia e me desenhava sem eu saber
Meu pai se foi
E com ele um coração de tanta bondade
Um carinho por todo o mundo
Meu pai se foi
E com ele um sorriso presente
Sempre presente
Sempre presente
Sempre presente
Meu pai se foi
E com ele a saudação repetida no telefone
“O menino de ouro...”
Meu pai se foi
E o jeito desengonçado dele dançar
E seu amor pela chuva
Sua paixão pelo vinho, pelo bacalhau, pelo pastel
Meu pai se foi
E a boa vontade de fazer as coisas
Sua disposição para tudo
Meu pai se foi
E com ele o andar apressado dos dias da juventude
E o andar lento e difícil dos últimos anos
Meu pai se foi
E com ele uma parte de mim que ainda não sei qual é
Meu pai se foi
E com ele a luz do meu sol do meio dia
Meu pai se foi
E com ele uma ausência impreenchível
Meu pai se foi...
E a estrada agora parece tão longa
Mesmo que florida, mesmo que regada e cuidado por ele mesmo
“Alguem sentado a beira do caminho
Jamais entenderá o que eu sinto agora
Sou levado pelo movimento que sua falta faz...
Havia tanta paz no seu carinho
Na despedida fez um dia lindo”
Meu Pai
Como me sustentar no fio de prata que me sustentava a alegria?
Ele foi embora e sua doçura me faz tanta falta
Me sinto como num ringue de luta
Levando uma surra mas sem ter as cordas para me segurar e me fazer voltar
Um sentimento que não tem ressonância
Que vai mas não volta
Eu chamo por ele mas ele não está lá
Eu corro para ele mas não sei onde parar
Eu ligo para ele mas o telefone não responde
Eu espero pela sua voz mas eu não a ouço,
Como nossa última conversa
Eu busco pelo seu olhar
Quero brincar com o cabelo branco e fino dele
Me desespero na busca do seu abraço
Um lugar de segurança apesar de meus 36 anos de idade
E ai me vejo numa inquietação que mexe todo o meu corpo
Me vejo precisando firmar a mão na mesa
Para que ninguém ao redor perceba que ela está tremendo, tremendo de medo
Tento não mostrar que não sei onde coloco minhas mãos e braços
Que não sei para onde olhar
Que estou a ponto de chorar
Que meu coração bate compassado com a última corda esganiçada do meu violão
Que tenho medo de machucar quem está em volta de mim
Que quero então me afastar
Ficar longe
Virar bicho do mato
Mas sei que não posso
Queria pelo menos mais uma vez
Ouvir ele me saudar no telefone
E me amar como sempre me amou
PAI
Pai, meu papai querido, não tenho palavras para dizer-te o quanto te amo.
Não sei nem por onde começar, mas vou improvisar e tentar.
Só quero que o Mundo saiba o Pai maravilhoso que és.
Você é o meu companheiro, meu amigo, aquele que não deixa me faltar nada, nem carinho, nem proteção.
Sei que as vezes dou trabalho até demais, mas sou pequenina e só tenho 2 meses de vida. Pode ser que ainda eu não saiba falar, andar,mas uma coisa eu sei...
Sei que Te Amo e muito.
Obrigada Papai por ter lutado até aqui para estarmos todos juntos.
Um dia Papai, vou crescer e á você serei muito grata por tudo o que pôde me proporcionar na vida, mas principalmente por todo esse Amor que tem por nós.
Muito Obrigada Meu Papai,obrigada por tudo,obrigada por estar entre nós.
Te Amo!!
Troco os remédios...
Troco todas as pílulas...
Largo todos pelo teu corpo colado ao meu...
Abandono todos para esquecer do tempo ao teu lado...
Troco os remédios que substituem tua falta pela tua presença...
Troco tudo que me ajuda a te esquecer pela tua lembrança...
troco todas as receitas e promessas de cura
pela certeza de ter você...
Minha prece
Em tuas mãos,
deposito o meu pedido mudo:
que tudo fique bem.
Que as feridas sarem.
Que as dores parem e
as tristezas cessem.
Que os enfermos sejam curados.
Que a esperança renasça.
Que a vida pulse e
a alegria retorne.
De onde vem...
Com certo toque de presunção
Sentia que apareceria
Mas o meu pensar não foi capaz de decifrar
O que ocasionaria a sua chegada.
Acredito que jamais conseguiria
E, se talvez, conseguisse, romperia esse futuro.
Drasticamente rasgaria qualquer rascunho presente
Que lançasse ao que estaria por vim.
E, para justiça, isso nem seria necessário,
Abdicar-me-ia da existência.
Destruir-me-ia sem qualquer resistência.
Chega dessas tentativas e ameaças fúnebres.
Todo esse discurso dramático,
Toda essa eloqüência desenfreada colide...
Choca-se nesse presente inimaginável,
Com os sabores provados.
Com os olhares trocados.
Com os beijos experimentados
E ainda,
Com as palavras, sempre elas,
Dominam-me, como uma brisa no anoitecer,
Soprada do mar, triste e frio. Ah! Como o compreendo!
Entrelaçando-me a alma,
Faz-me sentir toda sua solidão.
E continuo por ali
À espera do amanhecer
Com os primeiros raios,
Com o clarear de todo o breu.
Então, é quando vejo a tua aparição,
Resgatando-me dos meus medos,
Tirando-me do relento
Eis meu Alento!
Um sopro de vida sobre a constância inanimada.
O acalento!
Meu cobertor na nevasca.
Foi num simples olhar
Numa conversa informal
Num encontro casual
Numa noite fatal
Minha pulsação aumenta
Minha pupila dilata
Minha mente pára
Meu corpo fica inquieto
E debruço-me a entender tudo isso
Folheio revistas, e sua imagem salta a meus olhos
Ouço músicas, nelas viajo ao seu encontro
E lá está, esperando-me...
Sabendo de tudo que me faz vivo
E já não me permito mais nada imaginar
Mais nada querer.
Mais nada ser.
Só quero entender:
De onde vem...
Essa força indestrutível
Essa razão incompreensível.
