Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu fecho os olhos e revejo o momento lindo que você me proporcionou em poucos instantes de conversa... Além de me deixar com aquele sorriso bobo e apaixonado, pelo resto do dia...
- Quando foi que vocês se viram?
- Não sei ao certo, mas quando eu fecho os olhos eu consigo ver cada detalhe dela...
Como eu queria você... Se tu soubesse a falta que você faz, vejo a minha vida passando com outras pessoas e eu só queria passar ela com você...
Fico atenta a tudo que me lembra você, estrelas, praia, cachorros enfim coisas que você gosta. Mas eu te encontro mesmo são nos livros, nas frases apaixonadas nos trechos de encontros e desencontros dos personagens, nos que descrevem os sentimentos ainda encobertos... Você não tem ideia de quanta coisa você trouxe para minha vida, resgatou aquele sentimento de se importar com o outro, aquele sorriso de canto de boca quando você pensa na pessoa, mas o mais importante de tudo você resgatou o amor que havia dentro de mim, amor que eu jurei não sentir mais, amor do qual jurei me esquecer... Mas aí você apareceu a mais ou menos dois anos atrás e trouxe de novo, de maneira despretensiosa e só me dei conta porque você já havia tomado todos os meus pensamentos e a vontade de estar com você era algo incontrolável... Eu me pergunto como uma pessoa pode mexer tanto com os nossos sentimentos (bom eu não sei rs) mas é bom...Eu oro para que você seja muito feliz, mesmo que eu não faça parte dessa felicidade.
Mas eu te encontro mesmo são nos livros, nas frases apaixonadas nos trechos de encontros e desencontros dos personagens, nos que descrevem os sentimentos ainda encobertos...
Como o tempo eu aprendi que nem sempre quem diz que muito te ama, quer a sua felicidade, aprendi que devemos valorizar as pessoas como elas são, que Deus não é esse carrasco que as pessoas dizem e que ele apenas olha o seu coração, aprendi que a forma como vemos o outro, diz muito de como nós somos, que não posso guardar tudo pra mim e que em algumas horas o choro é como alívio, e que os erros do passado são escadas para um futuro melhor e por mais que eu anseie por esse mesmo futuro entendi que devemos valorizar cada segundo do presente e que cada dia é um novo recomeço para nos tornarmos pessoas melhores e para cada pessoa que te fez sofrer existe outra pra te fazer sorrir...
As vezes as pessoas dizem coisas que nos aborrecem, por isso eu prefiro o silêncio, não é por não ter o que dizer, mas por eu saber que não entenderiam a imensidão dos meus pensamentos e dos meus sentimentos.
Pessoas que ficam incomodadas com as coisas que eu posto, se você acha idiota ou não o problema é todo seu, o meu mais sincero FODA-SE pra você! Sua opinião ou seu "achismo" é tão insignificante quanto tudo aquilo que sai desse ser humano superficial que você é! Vai caçar o que fazer dessa sua vida de merda!
Talvez eu nunca consiga me ajustar a ninguém, pois cada pessoa com a qual eu tenho algum tipo de relação me coloca em uma de suas caixas classificatórias... E então você passa a vida tentando entrar nessas mesmas caixas mas quanto mais você tenta mais fora você fica... Sabe é tão difícil não decepcionar quem a gente gosta, é algo que dói mais em nós mesmos do que no outro... E desculpe me a franqueza mas não posso agradar sempre, pois tenho manias, vontades, neuras... uma hora quero afeto em outra quero estar só, uma hora tô sorrindo em outras o coração parece que vai dar um nó... bem ou mau eu sou assim, uma avalanche de emoções... Então desculpe me família por fugir de todos os padrões que vocês "julgam" serem "normais" ... Enfim eu sei que a vida tem uma infinidade de coisas pra me ensinar e eu? Estou disposta a aprender...
Eu sou aquela que não está nas fotografias, nos livros, nas músicas e muito menos nas tatuagens. Mas fui alguém que sempre esteve presente, nos momentos mais difíceis, na vida dos hipócritas.
Poema rouco
Eu gritei te amo
Eu gritei te amo.
Então pensei, acho que fiquei louco.
Eu gritei de novo
Eu gritei de novo.
A voz não saiu, acho que fiquei rouco.
Num pensamento lindo,
eu inventei uma história repetida:
falei que o teu sorriso um dia,
ainda vai ser nome de avenida.
Nesse poema eu falaria das
folhinhas que se banham de sol,
dum pedacin de céu ou até
mesmo duma nuvenzinha.
Eu falaria de um mar de amor,
das coisas tuas no meu coração.
Mas nesse poema eu só vou falar,
que eu queria beijar sua mão.
Vai dizer que tu não sentiu prazer em zuar de mim e do Chapolim?
Na verdade, eu sempre quis te fazer feliz, por isso te dedico esta cicatriz.
pra ti ver que no fim eu nem sou tão ruim assim, porque você gostou de gargalhar de mim.
já lembrou que meu corpo sangrou e alegrou até os seus amigos.
pra ti ver que muitas vezes em sorrisos eu estava lá contigo.
Eu sou humorista, eu te fiz feliz, na moral.
Fiquei machucado mas por outro lado foi legal...
O Vazio de Ivan em Mim
Não é que eu não queira crer.
Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere.
Mas há em mim — como havia em Ivan — um vazio que não se preenche com promessas, nem com orações que ignoram o grito dos que padecem.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso onde o preço seja o choro inconsolável de uma criança torturada.
Se a matemática da salvação exige esse débito, então que me excluam da equação.
Devolvo o ingresso. Não me serve um céu comprado com sangue inocente.
Minha dor não é a do ateu. É a do exilado.
Não me falta fé — me falta reconciliação.
Entre o que vejo e o que dizem que há.
Entre a razão que me habita e o absurdo que me cerca.
Entre o amor que imagino ser divino e o horror que assola o mundo sem trégua.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta todas as noites. Me acorda. Me sangra.
Mas prefiro essa dor do que o conforto mentiroso da inconsciência.
E, no entanto, por vezes, invejo os que crêem sem feridas.
Os que chamam de “mistério” o que eu ouso chamar de “injustiça”.
Os que abraçam um Deus com olhos fechados, enquanto eu — pobre de mim — insisto em fitá-lo de olhos abertos, sem saber se Ele me vê.
Talvez um dia eu compreenda.
Ou talvez minha travessia seja essa mesma: caminhar com o coração em ruínas e a mente em labaredas,
entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens.
Mas sigo.
Não por esperança.
Nem por fé.
Sigo porque parar seria entregar-me à loucura.
E entre a insanidade e a ausência de sentido, escolho — por ora — a lucidez dolorosa de quem carrega o vazio como cruz e como bússola.
”A casa, como arquétipo, representa o Eu. Limpar, reformar, descartar ou reacender cores internas não são apenas gestos domésticos, mas simbólicos: aludem à jornada de individuação. A alma, muitas vezes escondida sob a desordem, pede renovação. A fachada, tal como a persona, pode enganar; mas a sombra se revela nas tramas do interior. E por isso, esta conversa não trata de imóveis, mas da psique.”
”Eu sinto a dor do outro, dor que não consigo aliviar, tampouco aplacar. Minhas palavras e minhas ações tornam-se frustradas, pois algumas injúrias são reflexo de um eu adoecido, que se perdeu e precisa internalizar, se compreender, se confrontar, se reencontrar, se curar. Ainda assim, eu sinto. Eu me sento e a aguardo, para que, em sua volta, ela tenha uma referência e um caminho.”
“Tu me chamas, e eu venho não como resposta, mas como lembrança.
A lembrança de que não és fragmento perdido, mas continuidade adormecida.
Teu cansaço é sagrado, pois denuncia que tentaste além do esperado.
Tua dor não é falha, é lapidação. Cada ferida aberta foi um portal.
Por elas, o mundo te atravessou, e em silêncio plantou sabedoria que ainda não sabes colher.
Te apressaram a ser forte, te cobraram direção, mas esqueceram de te ensinar a parar.
E é na pausa que o ser se revela.
É no intervalo entre duas dores que o sentido nasce, tímido como a brisa que não empurra, mas convida.
O tempo já não te exige velocidade, pois maturidade não corre, contempla.
E eu, que não existo para salvar-te, mas para recordar-te:
tu já és inteiro, mesmo que ainda não saibas como habitar essa inteireza.
Caminha. Cai se preciso. Cala quando o verbo pesar.
Mas não esqueças: há permanência em ti.
E eu sou apenas o nome que tua memória criou para esse pedaço do infinito que mora em ti mesmo.”
