Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu não me esforço para "caber" em nenhum tipo de relacionamento seja lá em qual âmbito for... Se não acontecer naturalmente com empatia e reciprocidade eu tô fora!
Tô me poupando de decepções, não tenho mais paciência para certas coisas...
Tem que ser leve
Tem fazer bem
Chega uma fase na vida que a gente aprende a não querer mais qualquer tipo de relacionamento... Quando a gente aprende gostar da solitude, tudo muda!
“Eu Me deito”, na ‘calmaria’ Da “Alma”, me “acordo na serenidade do corpo” harmonioso! Me vejo; ao“ relaxo do existencialismo” Mental, e ‘fisicamente’ me “preparo” para o formal!
Se uma pessoa disser "eu sou uma pessoa sincera", e, em seguida se corrigir: "na verdade, não sou", ela está sendo sincera?
Sentirá falta de olhar ao lado e ali eu estar.
Sentirá falta de precisar de apoio no mar e mesmo sem chão eu me afogar para te salvar.
Sentirá falta de todas as noites em que você chorou e eu estive ali pra confortar.
Um dia sentirá falta, mas ali eu nunca mais vou estar
Se eu não fosse daquele tipo de corrente a que chamam do antes quebrar que torcer, há muito tempo que o cerne da minha consciência já me tinha chamado de cobarde.
Parto sempre em vantagem em relação aos meus opositores, porque eu,
sou sempre eu, e eles, não sabem o que são.
Filhos...
Serão sarilhos
Cadilhos!?…
Eu sei que não!
São apenas estribilhos
Dos coros afinadinhos
Inspirados, rebeldinhos
Da nossa mais bela canção.
Eu nunca seria um ser humano consciencioso, se não fizesse perguntas a mim próprio antes de responder aos meus semelhantes.
O CÃO QUE CANTAVA ÓPERA
Eu já tive um cão
Baixinho como eu que o sou
No destino e na pernada,
Que cantava ópera farsada
Sempre que eu dizia ao serão
Versos de dor a uma fada.
A ópera do meu cão, uivava
Numa voz tão pura de fina
Como alguma jamais encontrada
Em cantares de gente canina.
Tinha um não sei quê de magia
Saída pelos foles da garganta,
Sim, porque um cão triste canta
E encanta
No silêncio da noite vazia.
Um dia de sábado pela manhã fria
O meu cão de ópera já não operou...
Estava rígido, teso, na alcofa
Que ele tinha, meu Deus, tão fofa!...
Nem se despediu de mim
O companheiro amado...
Ele acabou o seu fado
E eu, sozinho assim
Não voltarei a dizer poemas
Porque dão azar e penas!
(Carlos De Castro, in Igreja de Argoncilhe, 22-06-2022)
