Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Um dia me perguntaram sobre a transcendência, se eu acredito em alguma parte de sua suposta sagrada essência. Minha resposta, uma questão em contraparte, com simplicidade respondi, lançando outra pergunta no ar; Descobriste aquilo pelo qual morrerias? Se a resposta for não, ó alma inquirida, ainda não encontraste a luz que te conduzida.
Se por nada morrerias, meu amigo, significa que és teu próprio abrigo. Em ti reside o valor mais precioso, tu és o âmago, sublime e grandioso.
Porém, se há algo pelo qual ousarias tudo, então encontraste o bem que te conduz, pois aquilo que em ti suscita tal paixão, é a maior noção de sublime elevação.
Pode ser algo ou alguém; como a verdade, a justiça ou o amor. A causa pela qual te entregas com fervor. Qual causa te faz voar além do aqui? Transcender é lançar-se além do comum.
Para Sócrates, a justiça; para Giordano Bruno e Hipátia, a verdade; para Jesus, o amor.
A verdadeira transcendência reside na imanência, naquilo que em ti ousar e te guiar.
Isto é, se tua resposta é negativa, uma inquietude ainda habita em teu ser, pois a transcendência ainda tens que conhecer, porque somente quando encontras o propósito que te arrebata o coração, desvelas a verdadeira face da transcendência, a sublime conexão.
Se nada encontrar que te mova a sacrificar-te sem hesitar. Então és, em ti mesmo, o valor supremo a contemplar; aquele que não morreria por nada é o seu próprio cume, em seu ser reside a grandiosidade que transcende o costume.
A contrário sensu, aquele algo pelo qual ousarias enfrentar qualquer desafio, é vislumbrar a maior noção de transcendência que a alma traga. Na busca do que te eleva além, encontra-se a tua chama, a única conexão com um sagrado, a essência que te chama.
Eu caminho sem rumo, sem destino, sem saber o que me espera além do horizonte, além do ser. Eu busco novos ares, novas terras, novas cores. Eu fujo das prisões, das dores, dos horrores.
Eu sinto o desejo de viajar, de me aventurar, de conhecer o desconhecido, de me deslumbrar, de ver o mistério se revelar, de me surpreender, de sentir a vida pulsar, de me renascer, de sentir a vida que se move, que se renova.
Mas eu sou um cativo, um refém, de um corpo, de uma mente, de um lar, de um alguém, de um presente. De uma realidade que me oprime, que me consome, de uma humanidade que me afasta, que me abandone.
Eu sonho com a natureza, em sua beleza. Eu lembro da época em que eu era parte dela, em que eu era uma centelha. Eu anseio por voltar a ela, por me integrar a ela, por me libertar dela.
Eu quero viajar sem fim, sem limite, em busca de um caminho sem razão, parece que em parte alguma estou em paz, sempre a desejar um novo cais. Uma ânsia sem fim, pelas terras desconhecidas, o mistério, o desconhecido me atrai, enquanto minha alma se perde, se vai.
Aprisionado em tudo o que não sou. Eu sou um estrangeiro, em todo lugar, em todo tempo. Em busca do Éden perdido, vagando sem destino, pois somos todos eternos nômades, em busca do divino. Enquanto me perco nas ruas de concreto, a minha alma anseia pela simplicidade da terra, o aroma das flores, a luz do dia.
Eu sou o orfão da alma, o navegante solitário,
O homem que habita múltiplos lugares e ainda assim é nenhum,
Eu sou o disperso, o eterno indeciso,
O poeta que se esconde atrás de máscaras. O homem que escreve a sua vida como se fosse épica.
Eu sou a música dos sonhos e das angústias.
Eu sou a busca incessante da verdade e da beleza, o homem que não se contenta com as respostas fáceis, eu sou o cético, o questionador, o provocador, opoeta que escreve para mudar o mundo, ainda que esse mundo nunca mude.
Eu sou o eterno viajante, o eterno aprendiz, ohomem que, através da poesia, busca eternamente a sua verdade e a sua liberdade.
Eu tentei ser um novo Fernando Pessoa, um homem que ainda inspira, ainda emociona, ainda perturba, mas não, eu nasci a contragosto, porém, a morte é tão sem sentido quanto a existência. Sim, eu fracassei, talvez fracassei em tudo, nunca me encaixei, tentei, Pessoa me descreveu quando disse "escrevo mais filosofias em segredo do que Kant, mas serei sempre o que não nasceu para isso, somente o que tinha qualidades". Despeço-me como um fracasso que poderia ser um sucesso, ou um sucesso que foi um fracasso. Não sei, talvez tenha algo errado comigo. Eu paro, penso, mas quem foi que definiu o fracasso e o sucesso? Pois, então, eu sou o fracasso e o sucesso de mim mesmo. O mundo não gosta de mim e eu também não gosto dele.
Dentro de minha alma residem mil vidas, cada uma com uma voz que deseja ser ouvida. Eu sou mil eus diferentes, cada um com seus desejos e sonhos, todos entrelaçados, que sussurram segredos a cada palavra proferida.
Meu coração, uma tela, pintada com seus matizes, cada pincelada uma lembrança do que já foi. Uma colcha de retalhos de emoções e pontos de vista, um retrato de uma vida vivida interiormente.
Eu sou o poeta, o pensador, o ignorante, o palhaço, o amante, o romântico, o desiludido, o andarilho, o sábio. Eu sou o silêncio, o rugido, o som, a luz, a escuridão, o palco.
Sou uma contradição, um mistério, um enigma que não pode ser resolvido, um quebra-cabeça sem história, uma história que ainda não foi contada.
No entanto, em meio a todo esse caos, encontro, um silêncio que ecoa lá no fundo. Uma quietude que acalma minha mente inquieta, uma paz que habita em minha alma. É o meu Daemon, que me diz o que eu preciso ouvir. Diz-me que não estou só, que todos os meus eus são um no final, que eu sou uma semente que foi semeada, e que vou crescer e transcender.
E assim, vagueio por essas tantas vidas, abraçando cada uma como se fosse a minha. Pois nesta jornada, eu descubro o que sobrevive, a beleza de uma alma que cresceu demasiadamente, mas que habita uma vida que não viveu inteiramente, e um corpo puramente ausente.
Para mim, a vida é uma jornada sem um propósito definido. Não há um guia celestial a quem eu deva ser submisso.
Mas isso não me torna vazio, nem me deixa sem esperança, eu encontro significado na conexão humana. No abraço de um amigo, no riso de uma criança, no amor que compartilhamos, ena luta por mudança.
Não preciso de uma divindade para encontrar beleza e verdade. Minha fé está na humanidade ena capacidade de amar de verdade.
Não há pecados ou redenção, apenas a responsabilidade da ação, ese errar, eu mesmo assumo, não culpo um ser imaginário por nenhum fumo.
Eu vejo beleza na natureza, na ciência e na sua grandeza. Nãohá necessidade de um criador para admirar a complexidade do universo em flor.
E é aqui, na Terra mesmo que devemos aprender a ser. Não sou ovelha de um rebanho conduzido pela vontade de um ser que nunca foi visto. Prefiroseguir minha própria consciência, e viver minha vida com liberdade e coerência.
Não busco respostas prontas em livros sagrados, mas sim na razão, na ciência e nos fatos comprovados. Minhafé é na humanidade e na sua capacidade deevoluir e construir uma sociedade com igualdade.
Assim sou, sem medo do fim, pois sei que minha vida tem sentido em mim, eque minha existência não é em vão, pois a felicidade não depende de uma religião.
Não preciso de orações para sentir a paz interior, basta viver com empatia, eamor ao próximo, sem temor.
Ateísmo é a única escolha para aqueles quequerem viver uma vida plena, sem depender de um ser imaginário, eencontrar significado em nossas próprias vidas, aqui e agora.
Eu sinto a vontade de chorar, de vez em quando ela vem me visitar. Não há razão, não há motivo.
Apenas uma tristeza que eu não consigo explicar, compreender ou ignorar.
Deixar a dor fluir e não mais me preocupar, pois às vezes é preciso chorar para se curar.
É como se fosse uma ferida antiga, que insiste em não cicatrizar. E quando menos espero, ela grita, e me faz de novo sangrar.
Talvez seja a dor do passado que ainda não aprendi a lidar, ou o medo do futuro incerto que me faz querer me afogar.
Talvez seja o peso da vida carregada, ou a falta de amor no coração.
Uma tristeza vaga, que me acompanha.Talvez seja o peso da saudade que me aperta o peito como um laço, ou a melancolia da idade, que me faz pensar no tempo que passo.
Não sei se é fraqueza ou coragem deixar as emoções a me dominar, mas a dor que sinto é uma bagagem que em alguns dias fica difícil carregar.
Tudo bem, sem culpa, sem medo, sem pudor, porque às vezes é preciso sentir para se libertar dessa dor.
A vontade de chorar vem do nada, e eu me pego assim, sem explicação. São lágrimas que se recusam a cair, junto a uma tristeza que insiste em me seguir. Fico ali, sufocado em minha própria dor. Talvez seja porque eu já chorei demais, e agora a tristeza se tornou pesar. E é engraçado, porque é assim que a vida é, um monte de coisas que sentimos, mas não podemos explicar completamente, e mesmo quando tentamos, ainda não faz sentido.
Eu olho para o céu noturno e me pergunto se alguém mais sente como eu. Se há alguém lá fora que também está perdido e se sente tão sozinho quanto eu.
O que é que se passa aqui, neste peito que não se acalma? É o coração que dói assim, ou a alma que busca a calma?
É uma angústia antiga, que ressurge sem explicação? Ou uma dor que se consolida, e ganha força no coração?
Maldita dor que não tem remédio. É preciso se distrair buscando sentido, nessa vida tão cheia de tédio. Talvez um dia eu possa entender, por que essa dor veio a mim, e quem sabe eu possa encontrar alguma paz para o meu fim.
Eu gostaria de poder te mostrar todas as coisas bonitas que vejo, porque eu sei que você iria apreciá-las tanto quanto eu.
Às vezes, quando me sinto perdido ou sozinho, eu escrevo para você. Mesmo que eu nunca as envie, ou que nunca chegue a você.
Às vezes penso em tudo que escreveria se pudesse. Eu te escreveria textos de paz, para acalmar o teu coração. Eles seriam a minha forma de dizer que quero sempre seu bem.
Escreveria sobre os sonhos que sonho, sobre as lágrimas que choro, sobre a alegria que sinto, sobre tudo o que me faz feliz.
Eu te escreveria sobre a felicidade que sinto, sobre a dor que me consome, sobre a paz que procuro, sobre a esperança que me move. Sobre as vezes em que chorei e as outras em que tive esperanças. Sobre como o mundo mudou, sobre o que ainda não compreendo. Sobre as lições que aprendi e sobre aquelas que ainda não entendo.
Contaria sobre minhas noites sem dormir, e sobre como às vezes eu só quero sumir. Contaria dos sonhos que se esvaem em meio à rotina.
Falaria sobre as verdades que preferimos omitir, sobre a dor e sobre a cura, sobre a vida e sobre a morte, sobre a esperança que me faz continuar.
Sobre as músicas que me arrepiam a pele, e sobre os livros que me salvam da loucura.
Diria que a vida é uma merda, mas que vale a pena ser vivida. Diria que o amor é uma piada, mas que com você eu rio mesmo assim.
Diria sobre a dor que me rasga a alma, e sobre a felicidade que me faz sorrir, sobre a saudade que me corrói por dentro, e sobre a esperança que me mantém vivo. Só que eu não posso escrever tudo isso, não só porque você não está mais aqui, mas porque as palavras são limitadas, e o que eu sinto é infinito, como o universo que me cerca.
Por isso guardo tudo dentro de mim, e deixo que a vida me ensine que as coisas são como são, e que eu não posso mudar nada.
Mas ainda assim, eu escrevo, porque é a única forma que conheço de dar voz aos meus sentimentos, e de me conectar com o mundo lá fora.
Você não sabe, mas eu escreveria sobre o som da sua voz, raspando como um disco de vinil antigo, e que me faz lembrar de todas as noites que passamos juntos, sem um pingo de sono.
Escreveria sobre todas as coisas que me fazem sentir vivo e morto. Escreveria sobre o tempo, que passa tão rápido e cruel, e nos deixa com a sensação de que não fizemos nada como deveríamos. Sobre os mistérios que habitam a noite, sobre os segredos que o silêncio encerra.
Diria o quanto ainda é importante pra mim, e o quanto te admiro e respeito, e que cada pensamento meu, era pra ser um abraço quente em teu peito.
Escreveria tantas coisas que talvez até faltasse papel ou espaço para registrar tudo o que sinto. Escreveria inclusive sobre a escrita, e a liberdade que ela traz, e que talvez te faltou muito isso para enfim alcançar a paz.
Não sei, talvez seja melhor assim, deixar as palavras soltas no ar, e deixar que cada um as encontre do jeito que melhor lhe convier.
Em teu caminho, muitos se perdem sem luz
Mas eu, como um guerreiro, luto contra a luz
E procuro encontrar minha verdade, minha razão
Sem medo de encarar a escuridão
Porque sei que é nela que se encontra a força
A força que move o universo, a força da vida
E eu quero viver como um verdadeiro guerreiro
Sem temor de enfrentar a dor, sem medo de sofrer
Porque é na dor que se encontra a sabedoria
E é na sabedoria que encontraremos a verdade
Então, eu sigo em frente, sem medo de cair
Porque sei que, no final, encontrarei a minha luz
E viverei como um ser livre, como um ser humano.
Sou a multiplicidade do eu
A incansável busca por mim mesmo
Sou a poesia que nunca acaba
A expressão da alma, que é infinita.
Sentado à porta dos sonhos, com minha alma mergulhada em imagens relutantes, eu lhe diria que o sol nasce no leste e se põe no oeste todos os dias, quer queiramos ou não. Eu, como guardião da continuidade, observarei o astro que um dia você aqueceu e que, em sua função, iluminou. Hoje, essa grandeza infinita e ardente esconde-se entre nimbos e cúmulos, anunciando a tempestade. O frio absurdo toma lugar, enquanto o calor que antes era evidente se desvanece. Além disso, o sol leva consigo a mais bela flor que um dia floresceu no meu jardim e que depois foi embelezar o paraíso abstrato com sua doçura enigmática e magnânima — flor que, sem dúvida, foi desenhada e colorida por Deus.
A sensação da Morte é muito agoniante,
Deixa todos Nós, com a mente muito frustrantes.
Queria Eu, não ter essa mente e viver em um Mundo deslumbrante.
"Acredito Eu,
Que o mundo não precisa de pessoas milionárias, com griff's e fardas.
O mundo precisa mesmo é de pessoas apaixonadas.
Pessoas apaixonadas em Amar; em ajudar.
Pessoas que cuidam sem nada Há esperar.
Um mundo diferente,
Só precisa da gente.
(Vanquelly Alves)
