Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Qual o problema comigo?
Por que é tão difícil arrumar um amigo?
Talvez eu tenha que mudar,
Por que as pessoas eu só sei irritar.
Eu ja tentei de tudo,
Pras pessoas eu dei o mundo.
Mas eu sou visto como estranho,
que sempre tira o ânimo.
O que eu posso tentar fazer?
Talvez, apenas parar, ficar quieto e ver,
Como o mundo é muito feliz,
E é melhor ficar quieto, pra não trazer cicatriz.
Não é fácil sorrir,
Por que enquanto as pessoas zombam de mim.
Eu só queria fazer o bem,
Mas da minha estranheza eu sou refém.
Qual o problema comigo?
Talvez da felicidade eu sou inimigo,
Pois sempre que tento ser um amigo,
Acabo fazendo um estrago contigo.
Prefiro sentir dor e ver as pessoas rindo,
do que mostrar pra elas o que to sentindo.
É uma dor, um cansaço, uma tristeza,
Que as pessoas nem imagina que eu sinto isso, tenho certeza.
Eu sou o esquisito, o estranho,
Ninguém me aplaude nem quando ganho,
agora imagine quando eu perco,
Me criticam e riem do meu desfecho.
To cansado, to triste, to desanimado,
Minha vontade é de ir pro outro lado.
Desculpa pra quem se importa comigo...
Se tem alguém que se importa, cadê você meu amigo?
Talvez eu tenha que mudar,
Talvez eu tenha que lutar,
Para eu conseguir deixar de ser julgado,
E virar o iluminado.
Lembro de como adorava passear na casa dela
Ali eu brincava sentindo cheiro da cozinha
Eu rodeava , rodeava em volta dela
Ela dizia vai pra fora moleque , mas sabia o que eu queria
A suas mãos eram magicas no preparo do que queria
Lembro bem dos salgados, paçoca e cocada
Manifesto estava o seu amor nas delicias que fazia
Como é bom te ter dentro de minha memória afetiva
Aqui você sempre esteve e sempre estará por toda vida
E grato sou por experimentar pouco desse amor
Se no céu uma cozinha tiver , as suas delicias a Deus será um louvor
Em memória a minha tia Isabel 💜
"Arrebente a porta dos meus sentidos, entorpeça tudo ao seu redor. Diga-me que sou louca, e eu lhe digo que ceifarei sua voz. Maldita seja sua língua que dança e profere falsas poesias."
Realmente, eu não sei o que quero. Talvez eu esteja me equivocando, mas não consigo evitar essa ideia constante e incômoda. Saber que posso dar um passo enorme na minha vida por causa de uma vontade, um desejo, me faz repensar minhas escolhas, meus pensamentos, meus sentimentos. Eu queria poder não sentir o que sinto, mas, por mais que eu tente, não consigo. Isso me dói, como se eu estivesse arrancando um pedaço de mim, o pedaço onde ficam minhas escolhas, minhas prioridades. Percebo que não estou pensando no meu futuro, estou focada apenas na satisfação dos meus desejos do presente. E essa não sou eu. Eu preciso mudar, preciso impor limites a mim mesma. Mas não é fácil impor limites quando a luta é interna. Eu queria conseguir fazer tudo… mas não consigo.
" DESAFORTUNADA "
Eu vago a inércia do que chamam vida,
na incompreensão de ser quem deveria…
Se eu acordasse agora, morreria?
Custosa a volta! O quê dizer da ida?!
Vejo eu criança, mas cresci um dia…
E tudo, então, foi caos e despedida
quando a esperança fez-se por perdida
levando embora o riso e a alegria.
Estrelas, planetoides, astros tantos
e eu, pequenino, imerso nos meus prantos
serei poeira cósmica, mais nada?…
Quem sou? Que sou, na inércia itinerante
da vida me estendida por restante?
Ó alma inquieta e desafortunada!...
A vida não é fácil, eu digo pelo que já passei, sobrevivi, superei, superei mas não cheguei, venci, mas não conquistei, porém não desisti, desistir não pode existir, a única vontade é a de seguir…
"Eu não discuto Bíblia. Apenas leio, entendo, compreendo, pratico e compartilho. Na minha vida, o Senhor da Palavra é soberano."
Eu poderia estar melhor, bem sei! Só que para isso acontecer, eu teria que deixar de pensar em você.
Eu sinto que a minha chave virou. Não sei como, mas é o sentimento que estou sentindo neste exato momento. (05.04.2025)
"Os passos seguem na calçada, ninguém notou o brilho da lua, há quem não sabe dizer eu te amo, mas há quem sente a falta sua."
Dificuldade então passava eu, mas ao invés de reclamar contava para Deus, em uma reza, numa prece, sobre a doce luz da vela, isso nunca se esquece, só conhece que sentiu na pele, 10 mil de um lado, e mil caindo do outro, hoje o palco tá lotado, todos me veem, mas ninguém viu quando fracassei sozinho. O som dos aplausos e o eco daquilo que algum dia foi meu silêncio.
Sou tipo a bala solitária dentro do tambor, que quando sai se perde, mas sempre procurando o alvo, e quando encontra o destino, é fatal, sempre letal, sempre causa algum estrago, algum estrondo, algum efeito, sei lá, esse sou eu, às vezes esquecido, mas nunca despercebido.
Mandaram eu me explodir, e foi aí que encontrei o meu brilho, quando subi aos céus, cai atirando feito fogo de artifício que desce iluminando.
No temporal eu guarda-chuva, para mais tarde regar os meus sonhos…
Hoje é domingo e nem sei o que tô falando, mas agora tu entende o que nos sente, talvez ela foi, talvez ela seja, talvez ela será a forma mais linda de eu perder o meu tempo. Ahh tempo bom é aquele que se perde.Dionathas Rodrigues
Às vezes eu observo estrelas solitárias para esquecer ou negar a minha tristeza novamente... E eu sempre tenho muito a dizer, mas o vento e o tempo levam as minhas palavras para longe.
O mundo é um palco, eu sou um ator. Pode ser bom atuar, até você perceber que você não o controla, depois de um tempo as palma que antes eram maravilhosas, começam a ficar assustadoras...
eu não sei o que é viver uma vida equilibrada
quando fico triste
eu não choro eu derramo
quando fico feliz
eu não sorrio eu brilho
quando fico com raiva
eu não grito eu ardo
a vantagem de sentir os extremos é que
quando eu amo eu dou asas
mas isso talvez não seja
uma coisa tão boa porque
eles sempre vão embora
e você precisa ver
quando quebram meu coração
eu não sofro
eu estilhaço
dívida
não é minha função
te fazer ficar
eu não te devo nada
eu não te devo minhas horas de trabalho
as noites que chorei por ti
as manhãs em que procurei alguma mensagem
e nada pulsava
as tardes onde as plantas precisavam
te ver
porém presença alguma aguava
o caule
amansava a casa
e eu não te devo nada.
não te devo os textos que escrevi
enquanto te esperava voltar
as mensagens escritas e apagadas
tantas e tantas vezes
às segundas e terças
e todos os outros dias
as vezes que dei perda total e gritei
teu nome em alguma balada da Rua Augusta
o choro preso na garganta na linha amarela do metrô
a angústia que me acompanhava durante o trajeto de
quarenta e cinco minutos da linha azul
todas as outras cores do metrô de São Paulo que já me viram padecer
e ter crises de ansiedade
de ausência
de solidão
os passos dados em direção a algum
lugar, qualquer um, que tirasse você
da minha cabeça
eu não te devo nada
eu não te devo os boletos que você pagou
e as compras de mercado que fizemos juntos
as feiras às terças
e as frutas que comprávamos no fim de semana pois
era mais barato e estavam mais bonitas
as idas ao hortifruti no sábado
e aos domingos o pastel com caldo de cana
eu não te devo os jantares
a lasanha com Coca-Cola nos almoços
a padaria da esquina pela manhã
e todo o ritual que tínhamos para fazer qualquer coisa
nas primeiras horas do dia
eu não te devo as festas na casa dos amigos
nem as vezes que ficamos chapados
de cigarro ou intimidade
as comemorações de promoção no trabalho
as garrafas de vinho compradas na promoção
do supermercado Zona Sul
a pia cheia de louça
esperando para ser limpa
não é minha função te fazer ficar
eu não te devo nada
nenhuma lágrima que chorei na terapia às quintas das 19 às 20h
o chocolate que eu comia toda vez que uma crise aparecia atrás de mim e me assustava os pelos do pescoço
os gritos e as brigas e os dias sem se falar
e as semanas se desmanchando na adrenalina de enfim
perceber que estava acabando
que estava indo
tudo estava indo
mas eu não te devo nada
as horas na casa da sua mãe reclamando que uma vez mais
nós estávamos distantes
afastados
mais distantes do que óleo e água quando colocados juntos
não nos misturávamos
nem queríamos nos misturar
os passeios de bike pela orla da praia
as vezes que jogamos vôlei com pessoas desconhecidas
e as tornamos mais conhecidas que um ao outro
as tardes no arpoador com cerveja e cigarro
as viagens para Salvador para visitar meus pais porque você
queria mostrar a eles o quanto os amava
apesar de mim
eu não te devo os discos que você comprou nos meus aniversários
os vinis da Maria Bethânia e Gilberto Gil
a vitrola que continha um anel de noivado
e todas as histórias
memórias
e tristezas de um casamento que quase deu certo se não fosse por você
por nós
pela vida
não é minha obrigação te fazer ficar
de repente redecorar o apartamento
mudar os móveis de lugar
colocar o sofá rente à parede
abrir as janelas
ceder ainda mais espaço na cama
e fechar a porta
a decisão continuaria sendo sua
meu bem
a decisão da mão na maçaneta
das malas no centro da sala
o discurso de quem se perdeu e não sabe como voltar
como retornar ao primeiro momento
ao primeiro instante
à primeira comunhão
a verdade é que nos perdemos
entre os silêncios compridos dos dias que pareciam inofensivos,
mas que traziam consigo vazios e espaços indesculpáveis
dias que abriram crateras entre nós e nossos desejos
alargando o espaço que existia na cama
e em nossas almas
apagando a paixão com extintores de incêndio
e beijos mornos
e abraços pequenos
e sexos sem amor
queimando o tesão com pitadas de sonolência
provas da faculdade
e expediente em horários que deveríamos estar juntos
fazendo alguma coisa
qualquer coisa
eu não podia te fazer ficar
você já sabia o caminho até sua outra casa
destino e coração
já havia outra cama esperando pelo
seu corpo ter com quem conversar
outra rede na varanda
e o anseio de te ver descansar
da vida e do perigo da vida
de mim e do perigo
que fomos um ao outro
você já havia decorado o tamanho dos paralelepípedos
o cheiro do pão da padaria próxima à rua
que agora você mora
o aroma dos carros atravessando a pista
e dizendo que a vida não para porque duas pessoas
que se gostaram um dia
deixaram de se compartilhar
a vida não espera a gente
meu amor
e isso é terrivelmente triste
e necessário também
mas eu não te devo nada.
não nos devemos.
