Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu desejo que você seja alguém que a dor não possa derrotar e que o medo não possa paralisar.
Desejo que acredite na justiça, mesmo que todos já tenham desistido de buscá-la. Desejo que sua fé em Deus seja inabalável, pois a sua recompensa será ver realizado tudo aquilo que você acredita.
Eu sou o rio que flui contra a maré,
eu sou a semente que brota no asfalto,
eu sou o verso que o vento não cala,
eu sou o eco que ressoa no silêncio.
Minhas pernas são raízes, firmes, profundas,
minha mente, um pássaro que não conhece grades.
Eu sou o mapa e a bússola,
eu sou o sonho e o destino.
Título: Assim me dizia.
No baú das lembranças, um dia encontrei
A menina que um dia me amou, eu sei.
Me chamava de algo, doce e engraçado,
Mas o nome exato? Ah, tá complicado!
Rebusquei memórias, fui longe buscar,
Naquele tempo bom de escola e olhar.
Não era "querido", nem "meu bem amado",
Era algo estranho, mas tão bem falado!
"Ah, Estrupício!", assim me dizia,
Com riso no rosto, cheia de alegria.
E eu, desastrado, mas cheio de afeto,
Fiquei com o nome... e com o amor quieto.
Eu poderia lhe comparar com o mar.
Tão calmo e quieto, ou as vezes Tão agitado e barulhento.
O azul das suas ondas pode me hipnotizar,
A brisa de sua praia pode me estontear perante seu sussurro inusitado.
Vejo em ti tamanha imensidão.
Capaz de me tirar a escuridão.
Carregando consigo a profundidade, a magia e a serenidade.
Me desmancho em suas ondas,
Sem dúvidas as mais profundas.
Me agarro ao calor de teus braços, sem dúvidas os mais fartos.
Admiro seus detalhes, seu sorriso e seus mais belos traços.
Sou apaixonada por você,
Completamente.
Meu querido, amo-te e amo amar-te.
Serás o meu mar, a minha brisa de verão que irás aquecer-me em noites frias e resfriar-me em dias quentes.
Serás meu mar, pois suas ondas e sussurros estarão sempre à me inspirar.
Eu me perco em seu olhar, o teu sorriso me faz delirar, a tua voz faz-me acalmar, você é um anjo enviado de Deus para as minhas dores aliviar.
Eu conheço o inferno. Já vi muitas vezes. E sou o único que precisa saber disso. É por isso que estou aqui.
(Natsuki Subaru)
Eu vejo o vento bater na porta, vejo ela se abrindo lentamente enquanto tento encarar a dualidade da minha vida mundana, enfrentar o fato de que já não posso mais me esconder de mim mesmo, o mesmo vento que outrora soprava e empurrava cada vez mais a minha porta para que minha alma viesse uma face de desgosto e desapontamento, uma tragédia infundada da qual eu não consegui escapar por meios triviais e frívolos. Ela olhou pra mim e eu a olhei de volta... Apesar da aparência mórbida, um semblante completamente apático sobre tudo e todos, ela sorriu e um som pôde ser ouvido.
Um ranger dos músculos em sua face, abismado eu retribui o sorriso mas... Aquilo representava uma única coisa, a mim mesmo em seu estado mais insano, irreal e ilusório. Arrependido e culpado era o sentimento entretanto não durou-se muito, assim que o porta fora escancarada minha dualidade ia se esvaindo assim como um papel queimado, restando apenas cinzas e uma sensação de desconforto porém... Auto conhecimento? São coisa difíceis de serem explicadas e postas sobre a mesa, existem várias versões de você mesmo para cada pessoa, contudo somente você sabe quem realmente é e suas faces.
Melancólico eu sei
Belo talvez
Mágico? Não, mas certamente proposital.
Eu estava refletindo sobre o sentimento humano. Quando você adoece, pouquíssimas pessoas fazem uma visita. Quando você completa anos, pouquíssimas são as pessoas que desejam felicitações. Quando você consegue uma conquista que tanto almejava, pouquíssimas são as pessoas que se alegram. Ah, quando você morre, vêm pessoas que nunca te visitaram, parentes de outras cidades que nunca vieram até você; nesse dia, eles vêm. Então, minha conclusão é que a consideração do ser humano pelo seu próximo se manifesta quando ele morre. Postagens bonitas e elogios vão te dar o último adeus e fingir uma consideração que nunca tiveram. Honre e considere enquanto há vida; morto não vê e não ouve.
Refúgio na solidão...
"Ali estava eu, encostada na janela embaçada do carro, com os vidros fechados, enquanto havia uma chuva forte lá fora . As gotas de chuva deslizavam como lágrimas pesadas, enquanto o vento sussurrava segredos de um mundo que parecia tão distante. O frio penetrava em mim, como se quisesse congelar não apenas meu corpo, mas também minha alma. Perguntava-me se era possível não mudar, se havia um abrigo para essa dor que me sufoca.
Sinto um desespero por ser tão expressiva e, ao mesmo tempo, tão intensa. Dou o meu melhor a todos, mas no fim, me encontro sozinha, como uma flor murcha em um jardim esquecido.
Só queria ser ouvida, mas o que escuto é o eco do vazio do silêncio. Não tenho o conforto de alguém que me ajude a navegar por essas tempestades. Pergunto-me quando essa chuva vai parar e me desespero ao perceber que tudo parece apenas piorar. Preciso me defender; preciso gritar sobre como estou realmente.
Ha Meu amor...se isso te incomoda, é sinal de que você nunca me amou de verdade. Você não sabe o quão valioso é ter alguém verdadeiro ao seu lado, alguém que te diz verdades afiadas como facas, que podem doer. Mas a intenção não é ferir; é te dar a chance de mudar e não deixar-me ir embora. Você nunca terá uma versão de mim que não conhece; eu sou quem você vê, com todas as minhas imperfeições e beleza crua. Se isso não te agrada, saia devagarinho e com cuidado. Não brinque com um coração machucado que faria tudo por você."
Eu poderia te mostrar minha fraqueza. Eu poderia te mostrar minha fragilidade. Eu poderia te mostrar o idiota patético e inútil que eu sou. "Mas você nunca me verá desistir!
(Natsuki Subaru)
Eu aceito, mas não olho para baixo
Porque eu estou no topo do mundo
Eu não nasci com inteligência e também não consegui crescer com uma,
Mas preciso me esforçar e lembrar que mesmo não sabendo nada agora
sei de muitas coisas pelas quais eu quero aprender a ser alguém melhor.
Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. (...)
E foi quando pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos. (...)
Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? (...)
... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. (...) É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria – e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e o então castigo é amar um mundo que não é ele. (...) Sei que nunca poderei pegar um rato sem morrer de minha pior morte. (...) Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? (...) Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. (...) Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.
Havia a esperançosa ameaça do pecado, eu me ocupava com medo em esperar; sem falar que estava permanentemente ocupada em querer e não querer ser o que eu era, não me decidia por qual de mim, toda eu é que não podia; ter nascido era cheio de erros a corrigir. (...) Tomava intuitivo cuidado com o que eu era, já que eu não sabia o que era, e com vaidade cultivava a integridade da ignorância.
Nota: Trechos do conto Os desastres de Sofia.
...MaisTítulo: Juntos, Talvez, Diferente.
Eu morri e revivi tantas vezes
que já não sei se morro ou se vivo,
se vivo ou se morro.
Não sei se confio em mais alguém.
Bia, o tempo tem me ferido, me maltratado.
Se eu ainda te tivesse e juntos crescêssemos,
talvez fosse diferente…
Estávamos muito distantes.
Eu morava em outro horizonte,
longe, muito longe…
Ah, Bia...
Não sei se, estando contigo agora,
serei capaz de confiar, de me entregar,
de realmente te amar.
Viverei sempre com o eco e a sombra
de que deixei de ser o primeiro.
Posso ter sido, em teoria,
seu primeiro namorado,
mas não tive seus beijos, seus abraços.
Não transamos alucinados
como adolescentes apaixonados.
Me desculpe... me desculpe...
Sinceramente, talvez eu nunca volte a ser completo.
Talvez viva para ser sempre esse idiota,
nada esperto,
que te perdeu antes
e te perde agora
por ideias bobas,
que agora já não volta.
Talvez seja por isso que não te ligo,
que não te chamo.
Não quero estragar esse falso sentimento humano.
Quero acreditar que fui seu,
e você, minha.
Se me aproximo agora,
o que será dessa miserável vida?
