Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu gosto de falar. Falar com quem tem a discutir me deixa incrivelmente animada,sempre espero algo surpreendente daquela pessoa, mas como sempre,estou esperando demais. Para onde foram as pessoas interessantes? O mundo ainda não acabou, então, por que diabos não vejo mais graça nele?
Eu escrevo em tudo, em qualquer lugar. Cadernos velhos,folhas soltas, janelas e principalmente na minha mente. São poucas as vezes em que escrevo para valer, que guardo minhas palavras e minhas frases perdidas. A maioria delas, nem sequer faz sentido,e nem quero. Meu objetivo é me fazer entender minha própria confusão e não colocar outros nela. Mas mesmo assim,escrevo. Escrevo para mim, e não para você. Escrevo sobre mim e daqui a algum tempo, não mais sobre você.
Eu te prometo não só a eternidade,eu prometo te amar além dela. Muito além. Não se preocupe,eu sempre vou estar aqui.
Ótimo, você já voltou, destruiu as poucas paredes que eu havia posto de pé. Missão cumprida. Agora pode desaparecer logo? Já está na hora de recomeçar a construir.
Talvez eu comece a escrever em cadernos a partir de hoje. Do nada,me apareceu essa vontade,essa súbita vontade de poder escrever em uma folha de papel e guardar de recordação. Não sei exatamente o porque afinal odeio ler o que escrevo,me estressa. Meus próprios pensamentos me deixam estressada. Gosto de escrever no momento. Na hora. No ato. Sentindo aquilo e não programar todo o processo para ficar bonitinho e padronizado.
Coisas padronizadas são irritantes,uma hora ou outra,perfeição fajuta perde a graça. E bem isso me leva de volta ao querer escrever em cadernos. Pra que diabos eu quero guardar minhas palavras se eu nem ao menos gosto delas?
- Qual foi a maior mentira que você já contou?
- Eu te amo.
- Qual foi a maior verdade?
- Eu te amo.
Eu comecei a pensar sobre nós hoje durante uma tarde tediosa,e logo de inicio,já comecei errando... Pensar sobre nós não existe,pois não existe um n-ó-s. Existe um Eu e existe um Você,não diria nem que existe um Eu e Você juntos em um só porque isso seria próximo demais de um nós.
Pensei em como o meu eu e o seu você tentaram virar um nós muito rápido. Porque agora,pondo minha cabeça para funcionar sozinha,sem o envolvimento do coração,você não sabe nada sobre o meu Eu.
Fico imaginando o que você faria se desse o acaso de te perguntarem junto a mim minha cor favorita,meu nome do meio ou até minha data de aniversário. Convenhamos amigo,você não me conhece. Eu também não conheço você. Então o que foi aquilo...isso..o que houve entre o meu Eu e o seu Você?
Quem sou eu?Primeiro me diga, quem é você? Se você conseguir fazer isso sem acrescentar ou tirar detalhes,então talvez um dia eu consiga te dizer de verdade, quem eu sou. Por enquanto me defino como um processo em andamento,ainda esperando ser finalizado ao longo do tempo.
“Fingimento”
Vivo fingindo
Todo o tempo não sou eu.
Da vida estou fugindo
Tenho medo de ser seu.
Que me tenha eu quero
Mas meu medo
Não me deixa te pertencer
Por isso finjo, minha imagem adultero.
Fujo do meu fingimento
Já não me reconheço.
Fujo do que sou.
Fujo do meu sentimento.
21/07/2010
Se tem uma coisa que eu aprendi foi não ligar para beleza, idade, condição financeira. Aprendi a ligar para carinho, para amor, para compreensão. O resto é só o resto. O que adianta o cara, ou a menina ser lindo (a), charmoso (a), e te tratar feito um cachorro? O adianta ter dinheiro, e não ter felicidade? Para mim nada.
E desde o dia que descobri isso, pude perceber a beleza das pequenas coisas, a beleza de uma margarida roubada, de uma mensagem na madrugada, de um afago no frio, aprendi a ver beleza das cartas de amor, aprendi a ver a beleza de andar de mãos dadas na rua, de tomar sorvete a tarde, aprendi a ver o amor com outros olhos, e quando o meu verdadeiro amor aparecer, o reconhecerei de imediato, e vou poder assim, cuida-lo, beija-lo, ama-lo, abraça-lo, nina-lo, acorda-lo, sem me preocupar com nada mais do que seu sorriso.
Menina eu te amo
O momento desejado
Antes um só tempo.
Você sorrindo.
O beijo negado.
A decepção e o sofrimento.
Olho teu olhar fingindo.
Que não há tristeza neste mundo.
Mas no coração perfura uma lança.
A dor é profunda.
E eu com tua boca sonhando.
Pedindo igual uma criança.
Esquecendo que é você que manda.
De qualquer jeito, aborrecida.
Valente ou pacata.
Trazendo nos olhos a esperança.
Uma menina malcriada.
Uma mulher, uma gata.
Ai se esconde uma criança.
Não posso esquecer
A infancia vivida
A vida magoada
Quem te fez sofrer.
O viver magoa a ferida.
Menina por mim amada.
Chamem isso do que quiserem; eu chamo de organismo de sobrevivência. E digo que sem isso, o homem nasceria e morreria só.
E podesse eu usufruir do gosto doce e reconfortante das tuas palavras sem que estas me envolvam numa nuvem de melancolia
