Eu Vou mais eu Volto meu Amor
O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas.
Refrigera a minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor ao seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque Tu estás comigo; a Tua vara e o Teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.
Canção do Tamoio
I
Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.
A vida é combate,
Que os fracos abate,
Que os fortes, os bravos
Só pode exaltar.
II
Um dia vivemos!
E o homem que é forte
Não teme da morte;
Só teme fugir;
No arco que entesa
Tem certa uma presa,
Quer seja tapuia,
Condor ou tapir.
III
O forte, o cobarde
Seus feitos inveja
De o ver na peleja
Garboso e feroz;
E os tímidos velhos
Nos graves concelhos,
Curvadas as frontes,
Escutam-lhe a voz!
IV
Domina, se vive;
Se morre, descansa
Dos seus na lembrança,
Na voz do porvir.
Não cures da vida!
Sê bravo, sê forte!
Não fujas da morte,
Que a morte há de vir!
V
E pois que és meu filho,
Meus brios reveste;
Tamoio nasceste,
Valente serás.
Sê duro guerreiro,
Robusto, fragueiro,
Brasão dos tamoios
Na guerra e na paz.
VI
Teu grito de guerra
Retumbe aos ouvidos
D'imigos transidos
Por vil comoção;
E tremam d'ouvi-lo
Pior que o sibilo
Das setas ligeiras,
Pior que o trovão.
VII
E a mãe nessas tabas,
Querendo calados
Os filhos criados
Na lei do terror;
Teu nome lhes diga,
Que a gente inimiga
Talvez não escute
Sem pranto, sem dor!
VIII
Porém se a fortuna,
Traindo teus passos,
Te arroja nos laços
Do inimigo falaz!
Na última hora
Teus feitos memora,
Tranqüilo nos gestos,
Impávido, audaz.
IX
E cai como o tronco
Do raio tocado,
Partido, rojado
Por larga extensão;
Assim morre o forte!
No passo da morte
Triunfa, conquista
Mais alto brasão.
X
As armas ensaia,
Penetra na vida:
Pesada ou querida,
Viver é lutar.
Se o duro combate
Os fracos abate,
Aos fortes, aos bravos,
Só pode exaltar.
Saudades
Muito tempo sem você ao meu lado.
Às Vezes, vejo seu sorriso, seu olhar em outros rostos.
Toco seu rosto, acordo do sonho e encontro apenas o vazio.
Hoje percebo o quanto a vida é curta para deixá-la passar em branco.
Eternamente amigos, eternamente no coração daqueles que amam.
Um dia nos reencontraremos, não paro de sonhar com você.
Só quero abraçá-lo mais uma vez, sentir sua alma presente, seu olhar e suas mãos quentes.
Meu coração tem sempre tantos questionamentos, porém meus olhos não perguntam nada.Por isso de vez em quando, “fecho os olhos pra não ver passar o tempo”.
Nasci com três vidas. Uma longa para os meus amores, outra média para a minha imaginação e uma, a mais breve, para mim.Apesar do desespero que é amar, o amor é sensacional.Embora a imaginação nem sempre possa se materializar, imaginar é extraordinário.E ainda que a vida tenha um fim, viver vale a pena por causa do mistério do sim.
Lá parece sempre melhor do que aqui.Mas quando vou lá quero estar aqui e quando estou aqui quero voltar para lá.Sonho que um dia o lá se torne para sempre o meu aqui...
Oh Capitão! Meu capitão! nossa viagem medonha terminou;
O navio tem resistido cada tortura, o prêmio que perseguimos foi ganho;
O porto está próximo, ouço os sinos, o povo todo exulta,
Enquanto seguem com o olhar o firme navio , o barco raivoso e audaz:
Mas ó coração! coração! coração!
Oh gotas sangrentas de vermelho,
No tombadilho onde jaz meu capitão,
Caído, frio, morto.
Oh Capitão! Meu capitão! levanta-te e ouça os sinos;
Levanta-te, para você a bandeira tremula -para você tocam os clarins;
Por você buquês e grinaldas listrados, para você nas margens há uma multidão;
Por você que eles chamam, a massa balançando, de faces ansiosas;
Aqui capitão! querido pai!
Este braço sob sua cabeça;
É um sonho que no tombadilho,
Você caiu frio e morto.
O meu capitão não responde, seus lábios estão pálidos e silenciosos;
Meu pai não sente meu braço, ele não tem pulsação ou vontade;
O navio está ancorado são e salvo, a sua viagem terminada e completa;
De uma horrível travessia o vitorioso barco vem com o almejado prêmio;
Exulta, ó praias, e anel, oh sinos!
Mas eu com passos desolados,
Ando pelo tombadilho onde jaz meu capitão,
Caído, frio, morto.
Conheço a minha sina. Um dia, meu nome será ligado à lembrança de algo tremendo - de uma crise como jamais houve sobre a Terra, da mais profunda colisão de consciência, de uma decisão conjurada contra tudo o que até então foi acreditado, santificado, querido. Eu não sou um homem, sou dinamite.
Tenho guardada no meu peito uma chave chamada promessa que poderá abrir todas as fechaduras do castelo da dúvida.
A frieza tem sido minha companheira. A indiferença anda do meu lado. A grosseria ás vezes resolve aparecer… E a ironia é minha melhor amiga. Eu mudei? Não. Só estou me poupando de sofrimento.
Quem se define se limita
Não quero me definir, quem se define se limita
Meu único limite é a minha consciência.
Sei quem sou, mas prefiro não ter uma opinião formada sobre mim.
O mundo está em constante mudança.
Tenho princípios constantes, concretos, que se adaptam aos dias que passam.
Eu sei o que quero, mas amanhã posso querer outra coisa, posso não querer mais nada.
Tenho sonhos, objetivos, penso no futuro, mas sem complexidade.
O futuro é simples, depende do seu ponto de vista
Convertei-vos pela minha repreensão; eis que derramarei sobre vós o meu espírito e vos farei saber as minhas palavras.
Meu sorriso é de uma menina sonhadora, de uma mulher sedutora e de uma amante dominadora.
Não se engane!
Se não conto meu segredo, ele é meu prisioneiro. Se o deixo escapar, sou prisioneiro dele. A árvore do silêncio dá os frutos da paz.
Vivo assim,
entre tropeços e ganhos.
Vivo em um mundo só meu,
amo canções, versos e rimas.
Perco-me em meus devaneios.
Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça. Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito.
Aos idiotas: o meu silêncio. - Embora para eles não fará diferença alguma, pois nem isso entenderam.
