Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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Escrevo sob corpos. Cada música é uma morte. Em todas, eu sou a vítima, deixando sobre o chão o meu próprio cadáver. Renasço como uma vampira, e sugo o meu próprio sangue para fazer da dor uma nova arte, enquanto gasto todas as minhas vidas, até que chegue o dia onde sol me queime, e não me deixe mais voltar a abrir os olhos. Quando terei escrito a última poesia, a última música e o último poema. Quando finalmente a dor cessará e não terei mais que morrer para me manter viva.
- Marcela Lobato

Na escola eu era um erro, em casa eu sou um erro, amando eu quase sempre fui um erro.
Talvez eu seja mesmo um erro.
- Marcela Lobato

O que é a felicidade pra mim?


Antigamente, eu diria que amar e ser amada, preferencialmente trabalhando com o que ama também. O que, pra mim, já que essa é uma pergunta muito subjetiva, seria tudo o que eu queria e precisava. Hoje, eu digo que a felicidade só existe realmente em filmes e séries onde a justiça sempre acontece e geralmente o amor dá certo de alguma forma, por mais improvável que seja. Hoje eu não acredito em felicidade, só em momentos felizes que nunca duram o bastante e raramente acontecem.
O nosso mundo é uma fábrica de dor, não de sorrisos. É inútil esperar pela felicidade. Raramente alguém consegue isso. A dor é a única certeza da vida, tanto física quanto emocional. Quando você para de esperar por algo bom, é quando para de sofrer tanto pela falta disso. Você entende o jogo.
Se há felicidade, não é aqui. Talvez do outro lado, em outra vida, em outro mundo. Mas não aqui. Raros sortudos conseguem isso, mas mesmo assim, costuma acabar em algum momento. Se a gente considerar o amor como parte da felicidade de alguém, que é sempre subjetivo, a vida sempre vai dar um jeito de arrancar a pessoa de você, ou te arrancar dela se você tiver mais sorte e viver menos. Mesmo que encontre o "felizes para sempre", em algum momento vai perder ou será a perda. Claro, eu preferiria viver isso, mesmo que perdesse, do que não, mas... Pra os raros que conseguem isso de verdade, além da fachada, ou de relações de plástico, por conveniência, onde seria fácil deixar o outro pra trás, mesmo esses não costumam ter um final feliz, ainda que consigam, contra todas as probabilidades, uma vida assim.
As vezes sinto falta de acreditar nisso, mas raramente eu sinto de novo como se o impossível fosse possível. Talvez, por crescer entre o fim dos anos 90 e início dos 2000, vendo comédias românticas, me tornei uma romântica e tive, desde que me entendo por gente, o amor como a razão da tudo. Hoje o amor é algo fora de moda, considerado tosco e até estranho. Essa não é mesmo a minha época. Sinto que perder isso foi como perder o sentido de tudo. Isso era a felicidade pra mim. Antes eu dizia, e realmente acreditava, que poderia morar embaixo de uma ponte e ser feliz, contanto que estivesse com quem amo. Eu sei, é estúpido. Mas essa é a verdade sobre mim. Felicidade, pra mim, é ilusão.
Hoje o dinheiro é o que mais importa pra tornar a vida um pouco menos insuportável, já que ele vale mais que a vida de qualquer pessoa no sistema que vivemos. Além disso, por minhas questões de saúde, jamais poderia morar embaixo de uma ponte hoje. No fundo, ainda daria tudo pra reencontrar o que perdi e mudar de ideia, mas... Aqui é a vida real, não é?
- Marcela Lobato

Não Há Ninguém


Eu sei que sou como o pó levantado na calçada de uma rua qualquer, esquecida em um beco sem saída. Sei que caminho em passos tortos, de uma espécie de rascunho mal feito e mal passado. Sei que minhas sombras me engolem nas noites em que o coração se parte.
Busco aquilo que talvez não haja, no labirinto estreito de memorias perdidas. Tantas perdas sentenciaram o peito pelo nó de uma corda amarrada em espinhos. Ao afundar, não tive ninguém. Quando me afogar, não haverá ninguém.
- Marcela Lobato

A verdade é que, eu não quero que isso mude. Eu não sei o que do passado ficou, ou o que em outra vida acessei, mas sei que mesmo que eu sofra pra sempre e morra sozinha, não quero te esquecer. Não quero deixar de sentir, de te amar.
Ainda que seja em vão, que isso me dilacere dia e noite. Ainda que sinta sua falta para sempre, e que você nunca se lembre, eu não vou te deixar partir, não de dentro de mim. Te liberto, mas em mim sempre haverá essa chama, de algo que não compreendo, que me destroça, mas que também é a minha única força.
- Marcela Lobato

Eu queria ser a princesa
Mas por algum motivo
Alguma fúria do universo
Eu sempre serei a plebeia...
Quando o universo
Me da uma chance
De finalmente ser a princesa...
Eu sem perceber e aos poucos
A quebro no meio...

Parando pra pensar, talvez eu nunca tenha sido a primeira opção de ninguém. Nem alguém que a pessoa pensasse em apresentar pros pais num almoço de domingo. Talvez eu sempre tenha sido visto como uma aventura, a história de uma noite ou um relacionamento escondido, enquanto por dentro a única coisa que eu queria era construir algo sólido e duradouro.
​Com o tempo, compreendi que talvez eu nunca devesse fazer parte do destino, mas sim do caminho. Talvez eu sempre tenha sido o ensaio pra vida real de quem passou por mim. O porto seguro onde as pessoas aprendem algo, viram versões melhores de si mesmas e partem pro verdadeiro amor da vida delas.
​E tá tudo bem. Sigo em paz com o que entreguei.

Desculpem me os emergentes que buscam quadros coloridos para combinarem com a cor do sofá.Eu não realizo a intermediação de quadros e sim de importantes obras de arte. Também não busco intermediações de " estautuas" e sim de esculturas significativas para a historia da arte. O comum e o abundante das feirinhas de arte e de antiguidades, não são meu foco. Busco obras primas, para um grupo seleto com historia e qualidade que por si só são investimentos únicos, patrimônio diferenciados e cada vez mais raros, pelo mundo de hoje, todo.

Particularmente eu não gosto de aquários, nem de gaiolas e muito menos de prisões. Na minha exclusiva filosofia de vida creio que todo o ser vivo existe para viver em plena liberdade, desde que cumpra seu personalíssimo papel por formas consciente ou instintiva, sustentável e responsável no continuo ciclo da natureza.

Todo artista cria, produz na mesma proporção que vende e comercializa seus trabalhos. Eu particularmente, nunca conheci um artista que tenha um mercado, mesmo que pequeno ou regional, produzir e guardar um grande números de obras magnificas. Dificilmente o artista é um acumulador, ele produz e espalha para o mundo. Por que sabe fazer, ele não guarda a não ser o material, por que quando quer, faz. Já vi artistas guardarem, estudos, desenhos, esboços e obras não acabadas. Sendo assim, quando me deparo com uma super produção inédita e com um grande numero de obras magistrais, desconhecidas do mercado, fica em mim a suspeita se são verdadeiramente originais do artista ou um releitura ao modo de, realizadas por um hábil copista.

⁠Entre tantas palavras e pensamentos trocados, ao longo de vários encontros nas noites cariocas, eu e o decano Arthur Poerner temos a mesma visão e convicção. Acreditamos na arte e na cultura como plataformas de resistência jovem e dinâmica neste "multimundo" de imagens, é por si a objetiva linguagem plena, a favor da verdadeira liberdade.

"Eu tive o melhor momento da minha vida
Nunca me senti assim antes...
Juro que isso é verdade
E devo tudo a você"

⁠É quando a noite cai,
que eu me levanto,
para tecer meus planos
e realizar meus encantos.
E assim tem sido,
há milhares de anos,
desde que mergulhei em mim,
este profundo oceano.

Eu gosto de gente que quer, com força e pra ontem!

“Descobri que aquilo que eu chamava de resiliência era, na verdade, Deus me sustentando para que eu não desistisse.”

Qual o sentido de usar roupa de marca se não fui eu que costurei?
Pra que se gabar de um pedaço de pano que só esconde meu corpo?

Pra que querer mansão se não levantei uma parede?
Me orgulhar de um monte de tijolo que não coloquei?
Sendo que meu corpo cabe num espaço de 2 metros?

Pra que vender meu tempo fazendo o que odeio?
Pra comprar tanta coisa que não vou usar?
Trabalhar a vida toda pra juntar o que vou deixar pra trás?

Pra que viver pros outros se no final só eu vou morrer por mim?
Agradar gente que não vai tá lá quando eu tiver no meu caixão?

No fim:

Ninguém leva nada.

Tudo vira pó.

E o tempo que perdi não volta nunca mais.

eu vim do pô e do pô voltarei.
Não há nada de novo debaixo do Sol, divirta-se e viva de acordo,se adaptando a dinâmica do mundo.
Não há motivos de ser arrogante.
Tudo debaixo do Sol o quanto quiseres você pode ter,o mundo funciona como você vê, e não como está a acontecer,pois como está a acontecer é só uma manifestação manipulada pelos que estão acima da pirâmide.

Uma grande vontade de te ver pessoalmente, daquele jeitinho que eu já te disse, uma grande mistura de sentimentos, sensações e vontades.

EM QUEM EU NÃO VOTARIA? O QUE VI?


Se eu fosse evangélico, eu não votaria em candidatos que usam o nome de Deus para ganhar votos, que se dizem evangélicos em tempos de eleição para manipular o voto do povo.


Se eu fosse um protestante histórico, especialmente daqueles que sempre levantaram a bandeira da separação entre Igreja e Estado, eu não votaria em um projeto que é a cara da Teologia do Domínio. Pesquisem e entenderão.


Jesus deixou claro com relação ao Estado: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Lembrem-se também do que disse ele: “O meu Reino não é deste mundo”. Quem acha que Jesus quer assumir o poder político de um país não entendeu coisa alguma do que ele ensinou.


E se ainda eu fosse evangélico, especialmente de linha protestante histórica (batista, presbiteriano, metodista, etc), eu não aceitaria um governo que criasse tensão entre evangélicos e católicos ou evangélicos e religiões de matriz africana, algo totalmente desnecessário. Manteria o princípio da liberdade religiosa, buscando estimular um ambiente de paz entre todos.


Deixa eu falar um pouco sobre coisas que vi…


Eu vi, com os meus próprios olhos, como voluntário em muitos projetos no sertão, o que significou a transposição do Rio São Francisco. Aquilo mudou radicalmente o sertão nordestino, para melhor. Se você não viu de perto, não tem noção clara.


Eu vi amigos de infância que não conseguiram entrar em uma faculdade serem beneficiados pelos programas de acesso à educação superior trazidos pelo governo atual ao longo dos anos.


Como psicanalista, eu ouvi muitas mulheres — inclusive esposas de homens ditos conservadores, religiosos, pregadores da moral e dos bons costumes e apoiadores do bolsonarismo — que, no consultório, se queixaram de maus-tratos, incluindo violência física e traições.


Importante: nem todo conservador é hipócrita, violento e extremista. Há quem tenha uma postura mais conservadora, mas que consegue dialogar e até mudar de pensamento. São conservadores, não fundamentalistas, para deixar claro.


Eu NÃO VOTARIA em quem presta continência para um outro país. Em quem não conseguiria ter trânsito internacional, boa relação diplomática para dialogar com os demais chefes de Estado. Um homem que se submete à soberania da sua nação a uma outra nação, nem mesmo posso chamar esse alguém de “homem”. Perdoe-me, mas se um líder de não é capaz de bater de frente com os interesses de um outro líder, eu não quero um cara desses. Para mim nem homem é. Sem macheza, se coragem, não de tem um líder.


Eu não votaria em quem, em algum nível, apoiou ou apoia quem, em um dos momentos mais tristes e trágicos da nossa história — os anos da pandemia — negou a importância da vacina e desdenhou da morte e do luto de muitos. Essa foi uma queixa constante naqueles dias, dos pacientes (os de esquerda e os de direita também), que se sentiram totalmente desrespeitados, ignorados, abandonados por um governo, no mínimo, irresponsável, para não dizer perverso.


Não se trata de esquerda contra direita, de candidato X contra Y. Mas de se ter consciência suficiente para votar. Não por afeto, por torcida, por simpatia, por disputa, por ego. Não pensando apenas em mim ou no meu grupo.


Consciência para votar pensando em todos. No todo.


Eu não gostaria de colocar o meu país nas mãos de alguém sem histórico nenhum de administração e competência política, valendo-se apenas de um discurso de ódio e de um “nós contra eles”, que é o que temos visto nos últimos anos.


Se Lula for governar, novamente, será o seu último pleito. E eu desejarei muito que novos candidatos de direita — da direita democrática — e outros da esquerda voltem ao cenário político para discutirem um projeto de nação.


Mas, para o momento, é essencial, fundamental, que a gente faça calar esses que nada tem a oferecer, a não ser ódio, divisão e entrega do nosso país nas mãos de outros.


Não argumento com dados de longe. Falo do que vi de perto.


Políticas públicas, voltadas para os mais pobres, vão equilibrando o país. E é isso que precisamos. Aliás, foi isso que outros grandes países precisaram fazer para que pudessem chegar a patamares maiores de desenvolvimento, econômico, social e humano.


O Brasil precisa melhorar muito. Mas, para isso, eu preciso votar por mim e por todos, mesmo eu não sendo mulher, evangélico, gay, sertanejo, carente de Bolsa Família, indígena, etc.


O Brasil é a nossa casa comum. Todos falamos português. A diferença é que um fala “oxe”, outro “uai”, outro “tchê”… Mas todos somos brasileiros.


Heteros e homossexuais, religiosos e ateus, do morro ou do asfalto, negros e brancos, de esquerda ou de direita, todos pagamos impostos e carregamos os genes da mistura que faz do nosso povo o povo mais lindo do mundo. Que não nos deixemos enfeiar por uma família que só tem estimulado o pior de nós. E ainda pior: usando o nome de Deus.


A gente sabe o que muitos puderam fazer em nome de Deus na história. Sugiro que você mesmo descubra se ainda não sabe.


Como dizia um velho e bom professor meu de teologia: “Todo extremo é perigoso”.


Eu não voto só por mim. Eu voto pela casa inteira. Precisamos vencer o extremismo. A ideia para o momento é que saiamos desse lugar. Isso é urgente. Depois a gente pensa no resto.


S.A.

O que o outro vê que eu não vejo ,e o que eu vejo que o outro não consegue enxergar?
Esse contraste de pontos de vista não deveria ser guiado pela cegueira das paixões,A razão nos conclama a analisar as coisas com serenidade e bom senso,esse seria o Ideal para se encontrar um caminho comum para todos nós.

13/10/26
Tl