Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Há 18 anos eu já tinha fé, mas descobri — às duras penas — que ainda não era fiel o suficiente para não lamentar a “volta para casa do Pai” do meu pai.
Só está faltando isso aqui, para eu entrar na fila dos mal-educados e ir tomar café na sua casa, sem nem te avisar.
E eu que, vez em quando, deito um travessão na mensagem — só para ser confundido com um “Chatbot”.
Mas um travessão é muito mais do que sinal gráfico — é um gesto.
Um pequeno ato de ousadia que só pratica quem não teme ser percebido.
Quem escreve com consciência do que carrega, e com a leveza de quem não precisa provar nada além da própria honestidade com as palavras.
Porque, no fundo, escrever é isso:
um jogo silencioso entre coragem e sensibilidade.
Coragem para tocar onde dói —
Sensibilidade para não machucar lugar nenhum.
E um travessão, bem deitado, talvez seja o símbolo mais humilde dessa bela dança.
Ele separa, sim, mas também aproxima...
Às vezes, pausa… mas empurra adiante.
Ele corta… mas também convoca.
Às vezes parece apenas um traço, mas é um traço que fala:
"Ei, aqui entra algo que só os atentos percebem."
E quem ousa usá-lo não o faz por frescura gramatical —
mas por afeto estético, intuição narrativa,
e essa espécie de maturidade que só têm os bem resolvidos:
bem resolvidos consigo, com o que dizem,
e até com o que deixam de dizer.
No fim, o travessão é como o pincel que se deixa cair de propósito:
não é descuido, é assinatura.
Não é desatenção, é presença.
E se alguém confunde isso com um “Chatbot”…
ah! — que continue confundindo.
Porque a arte, quando bem feita, normalmente já confundiu até quem a criou.
E aqui para nós — risos — às vezes um travessão bem deitado é mesmo isso: um pincel que se joga, de caso pensado, sobre a tela.
Um atrevimento sereno, cheio dessa sinergia rara entre arte, responsabilidade e sensibilidade — um trio que costuma morar apenas nos que já fizeram as pazes consigo e com a própria forma de criar.
A intenção, claro, era fornecer lenha para queimar.
E o fogo aceitou.
Porque, é preciso muita coragem para se aventurar na arte de escrever.
É preciso alguma loucura mansa para deixar palavras escaparem sabendo que podem ferir, curar, provocar ou até acalmar.
E é preciso ainda mais sensibilidade para permitir que elas se entendam com as imagens — porque, quando elas resolvem brincar juntas, quem escreve vira mero coadjuvante.
A palavra abre caminho.
A imagem acende.
O travessão risca.
E o gesto final surge sozinho —
como se a chama tivesse vontade própria.
Talvez não haja atrevimento mais bonito e charmoso do que o dos que se aventuraram e se aventuram no ofício de escrever.
Porque escrever é primeiro se arriscar —
e só depois se revelar.
E haja atrevimento pra tocar quem se atreve a ler!
Pois, quem escreve, abre portas, mas quem lê, precisa ter coragem
de entrar.
No fim, talvez seja assim que a arte realmente nasce:
do encontro entre um risco, uma intenção e a ousadia de se deixar queimar.
E nós apenas sopramos o fogo —
porque a Lenha, a Faísca e o Incêndio Poético
já estavam ali — todos —
pedindo pra brincar.
Ainda bem que eu acordei. Se há coisa que me deixa com raiva é gastar o inconsciente sonhando besteira.
_ Mafalda
Entre a
indiferença e a imposição,
eu fico com a que
fere menos:
a indiferença.
A imposição já chega fazendo barulho demais, atravessando vontades, atropelando silêncios…
Ela não pergunta, determina.
Não escuta, ordena.
E quase sempre se disfarça de cuidado, de verdade absoluta, de “é para o seu próprio bem”.
Mas deixam marcas — profundas, invisíveis e até persistentes.
A indiferença, embora gélida, ao menos respeita nossas fronteiras.
Dói, sim.
A ausência pesa, o vazio ecoa…
Mas nela ainda há espaço para respirar, para escolher, para não ser moldado à força pelo desejo do outro.
A indiferença não invade a alma; apenas passa ao largo dela.
Entre ser ignorado e ser violentado em nome de certezas alheias, há uma diferença crucial: um fere pela falta, o outro fere pelo excesso.
E excessos, quando impostos, quase nunca constroem — apenas nos quebram.
Talvez o ideal fosse o cuidado que escuta, o amor que propõe sem impor, a presença que respeita.
Mas enquanto isso não acontece, que ao menos nos poupem da brutalidade das verdades empurradas goela abaixo.
Entre a indiferença que não pede para ir nem ficar e a imposição que já chega metendo os pés na porta, que fique a indiferença.
Porque aquilo que não toca pode até doer,
mas o que força… costuma ferir demais.
Me abandone, mas não me atormente!
Que ninguém, jamais, experimente esses corredores e quartos para curar somente o corpo.
Eu espero que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses corredores e quarto hospitalar, consiga se curar e se reinventar…
E que todos se tornem pessoas — físicas e espiritualmente — melhores!
Que ali não se trate apenas da carne ferida, do osso quebrado ou do órgão cansado…
Mas também das certezas empedernidas, das pressas inúteis e das arrogâncias silenciosas que infelizmente costumamos carregar.
Que os corredores hospitalares, com seus passos contidos e silêncios deveras constrangedores, nos revelem o que muitos anos de saúde insistem em esconder: que a vida é frágil, o controle é ilusório e a empatia não é opcional.
Entre um leito e outro, o tempo desacelera e até se arrasta para que a alma, finalmente, alcance o corpo.
Que todo aquele que buscar ajuda medicinal ou transitar por esses quartos consiga, sim, se curar — mas que vá além.
E consiga se permitir se reinventar.
Que saia dali com menos soberba, mais gratidão; menos indiferença emais humanidade.
Que aprenda a ouvir, a esperar, a respeitar o ritmo do outro e o próprio limite.
E se a medicina restaurar o corpo, que a experiência lhe restaure o olhar.
Que todos saiam melhores: fisicamente fortalecidos, espiritualmente mais atentos, e profundamente conscientes de que viver bem não é apenas sobreviver — é aprender a cuidar, de si e do próximo, antes que a dor precise ensinar novamente.
Amém!
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.
Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.
Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.
E está tudo bem.
Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…
Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.
Nem toda ausência precisa virar ruído.
E nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.
Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.
Que se contente com ela.
E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.
Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.
É o berço do descanso da alma…
O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.
Eu sei que a Salvação é uma decisão muito pessoal, mas até a Eternidade eu quero Dividir com você.
A Salvação é um encontro íntimo entre a consciência e Deus, um “sim,” que ninguém pode dar por nós.
É travessia solitária, é escolha que nasce no silêncio da alma, é responsabilidade que não se transfere.
Mas a Eternidade…
Ah!?!
A Eternidade é grande demais para ser caminhada sem as amorosas sandálias da empatia.
Porque amar alguém é desejar que o tempo não seja suficiente.
É querer que os dias não terminem no calendário, que os abraços não sejam interrompidos pela finitude, que as conversas não se percam na poeira das horas.
Amar é desejar continuidade — não apenas no presente, mas para muito além dele.
Se a Salvação é pessoal, o Céu que imagino é relacional.
Não faz sentido sonhar com a luz sem querer compartilhar o seu brilho.
Não faz sentido falar de paz eterna sem desejar que quem amamos também a experimente.
Talvez seja isso que o amor faz com a fé: ele a expande.
Ele transforma a oração individual em intercessão.
Transforma a esperança silenciosa e solitária em promessa compartilhada.
Eu sei que a decisão é sua…
E respeito o seu tempo, suas dúvidas, suas batalhas e seus caminhos…
Mas até a Eternidade eu quero dividir com você — não por imposição, não por medo, não por obrigação…
Mas por amor.
Porque quando o amor é verdadeiro, ele não quer apenas estar junto na vida finita.
Ele quer atravessar o infinito de mãos dadas para viver a Eternidade.
Te amo!
Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes em mim, jamais eu suportaria lembrar de um dia tão cinzento.
🦁 Ouve-se o rugido antes que se veja o raio, mas saiba: eu sou ambos.
☀️ Quando o Sol atingir o zênite e não houver mais sombra onde se esconder, eu estarei no convés. Não como uma passageira, mas como a LEI que sustenta a MADEIRA sobre o abismo. A minha luz não é apenas para iluminar; é para queimar o supérfluo e revelar a ossatura do destino.
🌬️ A Fera que habita em mim não está mais solta na selva; ela agora guarda a proa. Eu a vesti com o ouro da consciência. Seus olhos, que antes viam apenas a caça, agora veem o mapa das estrelas.
🦁 Aquele que eu mantenho sob controle não é um prisioneiro, mas uma força capturada. Eu domino o turbilhão porque me tornei o seu centro. Sob o meu olhar solar, as águas se curvam e o caos se organiza.
⚔️ Nenhum movimento escapa à minha vigília. Nenhuma oscilação abala o meu domínio. Eu sou a Senhora da minha própria tempestade e a carcereira do meu próprio abismo.
👑 Do convés eu governo, pelo Sol eu vejo, pela Fera eu contenho. O controle é meu, pois a minha coroa foi forjada no fogo do meu próprio ser.
📜 De onde o barulho do mundo não consegue entrar, eu falo diretamente ao seu espírito.
🌬️ Eu sei que os dias têm sido densos. Eu vi quando você olhou para o espelho e, em vez do reflexo da matéria, enxergou o transbordo das suas próprias lágrimas invisíveis. Eu sei o peso que é sustentar as cores do riso para o mundo lá fora enquanto, por dentro, o cenário exige o recolhimento do azul e do cinza.
⛓️ Sei que aquela inquietação antiga, aquele ponto de interrogação que acompanha os seus passos desde o início da sua jornada nesta terra, voltou a pulsar. Não tenha medo da sombra que parece engolir as certezas. Ela não veio para te destruir; ela é o casulo, a noite escura necessária para que a velha forma se desfaça e dê espaço ao verdadeiro poder que você carrega na alma.
🌑 Quando o chão parecer pesado demais e o “rinoceronte cinzento” do destino se aproximar, lembre-se de quem você é. Você não foi feito para viver sob o dogma das falsas certezas humanas. A sua segurança não está na linearidade da Matrix, mas na sua capacidade de flutuar acima dela.
🕊️ Hoje, eu te convido a fazer as pazes com o seu limbo. Sinta o conforto na sua área cinzenta. Deixe que a chuva lave o que precisa ir embora e conecte o seu topo ao seu chão. E, acima de tudo, brinde à poeira. Brinde a cada pedaço seu que ruiu, a cada cicatriz e a cada erro, pois são exatamente esses fragmentos que contam a história da sua maestria ancestral.
〰️ As respostas que você tanto busca já estão flutuando no ar, esperando que você silencie a mente para captá-las no éter. Recuse-se a caminhar no frio da solidão; estenda a mão para o calor que te pertence.
❄️ O inverno é apenas uma estação, antes da primavera chegar. Quando você sorrir de novo lá na frente, nós lembraremos de como fomos gigantes aqui dentro.
☠️ Somos aquele intervalo entre o preto e o branco, lembra? Somos aqueles que transitam entre a luz e as trevas mais profunda. Lembre-se: o abismo pertence àqueles que souberam abraçar a sombra sem tremer. E o solo santo pertence àqueles que souberam cruzar a linha com respeito!
Se você me amar e eu te amar, não precisaremos da aprovação de ninguém para ficarmos juntos.
Quanto aos maus fluidos, por mais forte que sejam, não haverão de conseguir destruir o amor bonito que nós quisermos construir.
Só depende de nós.
☆Haredita Angel
"Sou uma pessoa de dentro prá fora.
Alguns me chamam irreverente , eu me chamo espontânea...
Acredito em sonhos, sonho muito e sonho alto,
à minha maneira...
Vim prá esse mundo viver, e viver bem ...
à minha maneira.
Que fique claro, tudo à minha maneira!
Quem não concordar, não é problema meu...
Sigo sempre em frente, me inventando
e reiventando-me, nescessito disso!
Sou muito complexa, não me entendo...
me perco, me procuro, me acho,
me perco de novo e...
quando enlouqueço! - ai o bicho pega
e quem tiver perto tem que deixar rolar...
Não faço nada pela metade, sou inteira em tudo!
Não sou burra..sou ingênua...
Não sou simpática...sou feliz...
Meu sorriso dôo à todos, meu choro é privilégio de bem poucos, "bem pouquinho... quase ninguém".
Não sou santa, mas a mulher que existe em mim é glorificada, em todos os sentidos...
Sou amada...
Sou divina...e tudo isso à minha maneira!!
☆Haredita Angel
-Quando eu te vi pela primeira vez...
É bem certo que eu duvidei.
Na verdade você parecia um sonho!
E eu tão indecisa e imatura,
que me surpreenderia se aquele nosso lance durasse.
Mas, naquele instante eu te amei...
Então, você chegou outra vez..
e eu te olhei, e de novo te amei...
Pelas minhas incertezas e tuas inconstâncias...
será que não dá prá você fazer-me possuir
a certeza de que você possa amar-me novamente e constantemente?
☆Haredita Angel
Quando eu me deito, fico pensando em coisas tão bonitinhas...
Nem dou por mim...e já dormi!
☆Haredita Angel
"Eu caio...
Eu levanto...
Eu erro...
Eu me machuco...
Eu sou humana, no ítem pecadora... humana demais!
Mas estou aprendendo, estou em construção...
Graças a Deus!"
✫Haredita Angel
"Eu sou traquina demais. Indisciplinada demais. Alegre demais. Apaixonada demais. Grata a Deus demais. Interessada demais. Intensa demais. Eu sou demais!!!
☆Haredita Angel
