Eu Vou mais eu Volto meu Amor
EU, DO ESPELHO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
não há alma que disfarce
a verdade sem solução.
Vejo a máscara rompida,
feito vidro a se partir;
toda a farsa desta vida
já não pode mais mentir.
Teus discursos são fumaça,
teu orgulho, pó sem cor;
quem semeia a própria trapaça
colhe espinhos de amargor.
Sob o verniz das palavras,
onde a vaidade fez morada,
jazem promessas macabras
numa consciência arruinada.
O tempo, juiz silencioso,
não aceita bajulação;
desnuda o falso virtuoso
diante da própria ilusão.
Teu retrato é sombra e lama,
é castelo sem alicerce;
arde por dentro a chama
da mentira que te aquece.
E enquanto finges grandeza
nas vitrines da multidão,
a verdade, com firmeza,
grava teu nome na escuridão.
Pois ninguém foge ao reflexo
que habita o íntimo profundo;
o remorso é um nexo
entre a alma e o próprio mundo.
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.
A noite cobre os telhados,
mas não encobre o pensar;
há fantasmas acorrentados
que o silêncio faz despertar.
E o homem que vende honras
por aplausos passageiros,
ergue sobre frágeis sombras
os seus tronos derradeiros.
Quando o último véu cair
e cessar a encenação,
restará apenas ouvir
o veredito da razão.
Porque a mentira floresce,
mas não resiste à estação;
cedo ou tarde apodrece
sob o peso da revelação.
E então, diante do espelho,
sem plateia, sem perdão,
verás teu próprio conselho
transformado em condenação.
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Sem Disfarce.
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.
Do osso que se ergue na carne,
da sombra que o corpo projeta ao sol,
sei que a vida é um pacto de carne
com o pó que nos espera no final.
Não há perfume que cubra o cheiro
da matéria que nos compõe e nos leva,
nem palavras de amor que não queiram
alimentar a fome do verme na terra.
Eu, do dente que treme na gengiva,
da veia azul que se ergue na mão,
sei que a mentira é só uma folha viva
sobre o esqueleto do que há de ser sempre igual.
O olhar do espelho é cruel e puro,
não tem piedade nem compaixão;
mostra o rosto que o tempo amadurece
e o coração nu, sem ilusão.
Do suor salgado na testa aberta,
do ar que entope a garganta seca,
sei que nada vale a falsa certeza
que a alma carrega como um peso pesado.
Não há deus que cure a dor da carne,
nem anjo que vista o ósseo nu;
a verdade é um espinho que arranca a pena
e deixa o homem nu diante do que é seu.
As Cinzas do Que Julgávamos Eterno.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Às vezes eu supunha que bastava acreditar.
Acreditar com a devoção dos que contemplam o horizonte e o confundem com a eternidade.
Então julgávamos possuir o mundo inteiro. E talvez algo além dele.
Pensávamos que dos ermos faríamos florestas. Que da aridez brotariam jardins. Que os fragmentos de vidro abandonados pelas estradas converter-se-iam em diamantes sob a luz dos nossos sonhos.
Mas o tempo possui uma linguagem que não pede licença.
Agora percebo.
Teu sorriso regressa diferente. Há nele uma melancolia silenciosa. Como se cada curva de seus lábios carregasse o peso de uma ferida invisível. Como se sorrir fosse uma forma delicada de sangrar.
Não desejava ver-te assim.
Ansiava reencontrar aquela força antiga. A mesma que atravessava tempestades sem curvar-se ao vento. A mesma que transformava os invernos da alma em estações suportáveis.
Contudo, há dores que pertencem apenas ao seu proprietário. Sombras que nenhum abraço dissipa. Abismos diante dos quais toda fuga é inútil.
E então resta apenas sentir.
Sentir o frio. Sentir a ausência. Sentir o lento desmoronar das certezas.
Houve um tempo em que parecia suficiente improvisar. Como se a existência fosse um livro aberto. Como se cada página aguardasse obedientemente a escrita dos nossos desejos.
Até o dia em que quisemos mais do que nos cabia.
Foi quando começamos a vender por migalhas aquilo que não possuía preço. Foi quando trocamos tesouros invisíveis por promessas efêmeras. E o sentido, pouco a pouco, dissolveu-se entre os dedos.
Hoje compreendo o valor raro de uma presença.
Alguém para ouvir sem transformar confidências em armas. Alguém para permanecer quando as palavras se tornam frágeis. Alguém para dividir o silêncio sem exigir explicações.
Quanto a mim.
Nada mais parece capaz de ferir-me como antes.
Não por coragem. Mas porque me habituei aos escombros da estrada equivocada que escolhi. Aprendi a caminhar entre ruínas. Aprendi a reconhecer minha própria lei nas cicatrizes que carrego.
Guardo apenas o que restou.
Pequenas relíquias de um passado que já não retorna. Vestígios de luz escondidos entre as cinzas.
E ainda assim considero-me afortunado.
Porque apesar de tudo. Apesar das perdas. Apesar da tristeza que se acumula nas margens da memória.
Ainda possuo o que ficou.
E creio que tu também.
"Há ausências que não morrem. Apenas aprendem a habitar os corredores silenciosos da alma."
Escrever? Pra que?
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Eu escrevo por que sinto falta.
- Falta do que?
De tudo.
De poder chorar e ser imediatamente consolado;
De ouvir a voz de minha avó;
De colher amoras com a vizinha;
De viajar horas só para ver uma pessoa.
De poder correr e sorrir sem julgamentos;
De ser como eu sou;
De cantar como pássaro;
De dançar como os leves lençóis daquela peça sobre Fluxo.
De brincar de massinha na escola;
De ter o dia do brinquedo toda sexta-feira;
De ver o mundo mais colorido;
De não ter vícios.
Sinto falta da minha infância.
Da minha inocência;
Do meu amor genuíno;
Da minha esperança.
Escrevo Por que sinto falta
Sentindo falta eu choro
Chorando eu durmo
Dormindo eu sonho
Sonhando tenho esperança
Tendo esperança me torno criança
Me tornando criança esqueço da depressão
Esquecendo da depressão, opa, já não sinto mais falta.
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**Escrito em 20/07/2026 as 01:09 am, Curitiba,Paraná, Brasil**
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Autor: Gustavo Biazotti
Este ano foi de muitos desafios, momentos de desespero, mas todas as vezes eu pensava "vai passar", porque assim como a vida, os problemas também são passageiros, e a cada um resolvido, é um ponto na nossa fé, na nossa evolução. Todos os problemas tem solução, só precisamos ter paciência, muita fé e estarmos ciente do real motivo de estarmos aqui que é a evolução perante Deus, a partir daí ele nos mostra o caminho a seguir.🙏
Abençoado seja nosso dia🙏❤️
Aqui é assim: ou você me respeita por bem,
ou vai ser por mal.
Eu não bato de frente.
Eu passo por cima
Não gostou?
Vaza!
Eu aconselho-te a não namorar aos 18 anos. Essa é a idade de escolher as pessoas erradas e criar obstáculos para o teu próprio futuro
"Se o julgamento alheio tenta me tirar do eixo, eu uso esse mesmo impulso para me impulsionar na direção contrária: para cima e para frente."
Tudo por JESUS, nada sem MARIA
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Por tua piedade eu ando;
Por teu amor me apaixono.
Seus belos cabelos cor chocolate,
Enrolados se deslumbram.
No azul dos teus olhos eu me escondo;
Em teu manto prateado eu me protejo.
Ó doce, jovem, sempre virgem;
A ti te entrego as melhores roas desse mundo.
Em tua aureola divina, peço que me ilumine;
Em teu coração imaculado me guarde.
Em tuas mãos santas me acolha;
E em teu colo eu descanso.
Ó Rainha da Paz!
Mãe das Mães
Virgem das Virgens
Meu amor por ti é igual a misericórdia divina...
Infinita e repleta de esperança.
NOSSA SENHORA RAINHA DA PAZ, ROGAI POR NÓS QUE RECORREMOS A VÓS!
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**Escrito em 09/04/2026 em Curitiba, Paraná, Brasil**
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Autor: Gustavo Biazotti
"Enquanto criticam a forma, eu estou focado no fundo: levar valor ao mercado e construir uma equipe de pessoas que também decidiram assumir o protagonismo de suas vidas."
Eu vi quem prometeu segurar minha mão,
Soltar, e ir embora sem aceno.
Aprendi que nem toda chegada vira morada.
"Eu não trabalho com o MMN por causa do que as pessoas dizem, mas por causa do que eu pretendo conquistar para a minha vida e para a vida da minha família. A opinião alheia não paga os meus boletos, nem realiza os meus sonhos."
"O empreendedorismo que eu escolhi não depende da aprovação externa, depende da entrega de valor. O mercado valida o que funciona; o resto é apenas conversa."
"Enquanto muitos gastam tempo apontando falhas em modelos de negócio que não conhecem, eu invisto meu tempo construindo algo que dá estabilidade ao meu futuro. Escolhas diferentes levam a resultados diferentes."
"A maioria das pessoas segue um caminho pavimentado por opiniões alheias. Eu escolhi construir minha própria estrada. Que estranhem, que julguem, que critiquem — a vista do topo compensa qualquer ruído da subida."
"O julgamento alheio tem uma validade curta; ele serve apenas para testar o quanto eu realmente acredito no que faço. Depois disso, o julgamento evapora e eu sigo aqui, crescendo."
"Se o que eu faço incomoda, é porque estou em movimento. As árvores paradas não recebem pedradas, apenas as que dão frutos. Vou continuar dando os meus."
