Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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Eu deixei de ser importante
Quando comecei a pensar
que eu era muito importante

Quando sentir que tem algo a dizer, diga...


"Eu amo você"

A lonjura seria loucura se não fosse o que resta entre eu e você

É cedo pra dizer que amo você,
mas eu andei fascinado
como um turista perdido
por esse mundo encantado

só conhecendo lugares
de boa com as pessoas

É cedo pra dizer,
mas eu preciso saber
se você veio para me ajudar
a te amar ou te esquecer

É cedo pra dizer... é cedo pra dizer
que eu estou gelado
precisando me aquecer

É cedo pra dizer, eu sei que é cedo para dizer
que estou preso no gelo
desfazendo o cubo mágico
dirigindo o meu carro
rolando na mesa dois dados

É cedo pra dizer, eu sei que é cedo para dizer,
mas tenho um bom pressentimento
e se você achar estranho,
eu sei que vou entender, afinal eu te amo e sei que ainda é cedo pra dizer,

Eu prefiro quem me prefere


E você?

"Eu sou o outro e o outro sou eu"

"Eu passarei pela sua vida sem deixar vestígios"

Hoje eu acordei com vontade chupar sorvete de fogo


Depois percebi que acordei de fogo com vontade chupar um sorvete

Eu sou um tolo amado por Deus

O Segredo de Eva


Eu não te conto

Aquele pecador sou eu

Parei de sentir falta do Outro
Quando comecei a valorizar o Eu

Quando nos despedimos


Eu não podia imaginar que seria pela última vez...

Há muito tempo que não vejo vagalumes
Antes eu costumava trancar num potinho de vidro
e observar até a luz se apagar,
era uma brincadeira infantil e má.
Não tinha muita consciência,só uma mente inocente
que não avaliava as consequências de seus atos.
Talvez eles estejam em extinção.
Acho que há um tempo para tudo aqui na Terra...
depois o vazio.
Onde antes brilhava vida e luz.
Em algum momento também irei embora.
Quero construir coisas boas para apagar as más
que fiz.Aquelas que não têm perdão,nem absolvição.
Minha mãe diz que basta rezar e Deus,lá do céu
pode nos ouvir ... é mentira.⁠

⁠Eu só precisava de um "sim"
Era tudo que eu precisa aquela madrugada
para fazer dar certo.
Um aceno, um aperto de mão, sei lá.
Eu só queria que você confirmasse que
Me queria como eu lhe queria.
Mas o aceno, o aparto de mão e o sim não vieram.
Estou aqui agora com mais vontade ainda de você.

E se...
E se eu não conseguir ter uma profissão,
E se eu não conseguir ter uma casa,
E se eu não conseguir ter uma família,
E se eu não conseguir ter alguém que me ame de verdade,
E se eu não conseguir sair sair do se?

Kauã Elias 5:1


"Desde o ventre materno eu dormia, até que o Senhor me despertou com Seu amor e misericórdia, separando-me para uma obra excelente que glorificará o Seu nome."

Sinto falta das seleções brasileiras em que eu sabia de cor o nome de cada jogador.


Benê

Maré Alta de Mim


Disseram que eu era margem, esperando o toque,
Que era concha vazia, ansiando por som.
Mas descobri o abismo, o azul e o choque,
E percebi que ser só... é o meu maior dom.


Não busco no outro o balanço das águas,
Eu sou a corrente, o refluxo e a foz.
Lavei nas areias as antigas mágoas,
E ouvi, no silêncio, a minha própria voz.


Por que buscaria o brilho de um farol,
Se guardo em meu ventre o sol que mergulha?
Eu sou o espelho, o sal e o lençol,
A força que ruge, a calma que arrulha.


Não caibo em abraços que buscam prender,
Meu limite é o horizonte, o infinito, o além.
Aprendi que amar-se é o único dever,
Sou mar por inteiro, e não metade de ninguém.
Matthews schmidt

A RAINHA DOS ANJOS.

“Maria Santíssima é acolhida por Jesus”

“Sim, minha mãe, sou eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu reino a Rainha dos Anjos...”

A alvorada desdobrava o seu formoso leque de luz quando aquela alma eleita se elevou da Terra, onde tantas vezes chorava de júbilo, de saudade e de esperança.

Não mais via seu filho bem amado, que certamente a esperaria, com as boas vindas, no seu reino de amor; mas extensas multidões de entidades angélicas a cercavam, cantando hinos de glorificação.

Experimentando a sensação de se estar afastando do mundo, desejou rever a Galileia com os seus sítios preferidos.

Bastou a manifestação de sua vontade para que a conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza.

Reviu todos os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observando do alto a paisagem, notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma quase perfeita de um alaúde.

Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza Jesus cantara o mais belo poema de vida e amor, em homenagem a Deus e à humanidade.

Aquelas águas mansas, filhas do Jordão marulhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico evangélico.

Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o coração e já a caravana espiritual se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale das sombras, à espera das claridades definitivas do Reino de Deus.

Emitindo esse pensamento, imprimiu novo impulso às multidões espirituais que a seguiam de perto.

Em poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa, espalhada sobre colinas enfeitadas de carros e monumentos que lhe provocavam assombro.

Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas, onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles, sustentadas por misérrimos escravos.

Mais alguns momentos e seu olhar descobria outra multidão guardada a ferros em escuros calabouços.

Penetrou os sombrios cárceres do Esquilino, onde centenas de rostos amargurados retratavam padecimentos atrozes.

Os condenados experimentaram no coração um consolo desconhecido.

Maria se aproximou de um a um, participou de suas angústias e orou com as suas preces, cheias de sofrimento e confiança.

Sentiu-se mãe daquela assembleia de torturados pela injustiça do mundo.

Espalhou a claridade misericordiosa de seu espírito entre aquelas fisionomias pálidas e tristes.

Eram anciães que confiavam no Cristo, mulheres que por ele haviam desprezado o conforto do lar, jovens que depunham no Evangelho do Reino toda a sua esperança.

Maria aliviou-lhes o coração e, antes de partir, sinceramente desejou deixar-lhes nos espíritos abatidos uma lembrança perene.

Que possuía para lhes dar? Deveria suplicar a Deus para eles a liberdade?

Mas Jesus ensinara que com ele todo jugo é suave e todo fardo seria leve, parecendo-lhe melhor a escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo.

Recordou que seu filho deixara a força da oração como um poder incontrastável entre os discípulos amados.

Então, rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos a força da alegria.

Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido:

“Canta, minha filha! Tenhamos bom ânimo!... Convertamos as nossas dores da Terra em alegrias para o Céu!...”

A triste prisioneira nunca saberia compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração.

De olhos extáticos, contemplando o firmamento luminoso através das grades poderosas, ignorando a razão de sua alegria, cantou um hino de profundo e enternecido amor a Jesus, em que traduzia sua gratidão pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras rimas de júbilo e esperança.

Daí a instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.

Logo, a caravana majestosa conduziu ao Reino do Mestre a bendita entre as mulheres e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a suave herança de nossa Mãe Santíssima.

Por essa razão, irmãos meus, quando ouvirdes o cântico nos templos das diversas famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de fazer no coração um brando silêncio, para que a Rosa Mística de Nazaré espalhe aí o seu perfume!

FONTE

Irmão X (pseudônimo espiritual), psicografia de Francisco Cândido Xavier, Boa Nova, capítulo 30, “Maria”. O texto acima corresponde a uma reprodução parcial desse capítulo, conforme indicado na própria publicação compartilhada.

Referência bibliográfica:

XAVIER, Francisco Cândido. Boa Nova. Pelo Espírito Irmão X. Rio de Janeiro: FEB, capítulo 30, “Maria”.