Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Antiquado ou não, eu quero ser uma senhora idosa que se senta em uma varanda enquanto borda, e olha vez ou outra para o jardim.
Eu não sei por que é que pobre tem cachorro, se mal dá conta de cuidar de si mesmo, morro de pena dos cachorros comendo comidas indevidas, ou passando fome.
Ví hoje, 20/03/2021, às 12:30h, no ESG1, da TV, um repórter mostrando a situação financeira, depois da pandemia, dos moradores de uma favela, da Grande Vitória, e, segundo a reportagem, lá tem gente comendo água com fubá, porque perderam suas rendas e ficaram sem o dinheiro pra sobreviver.
Aí, enquanto a câmera acompanhava uma das moradoras subindo a escadaria com sacolas de mantimentos, doados, nas mãos, um cachorrinho, vira-lata, de porte físico médio, de pelo dourado, com a barriga lá nas costas, de tão magro que está, ia rapidamente, atrás e do lado dela, olhando pras sacolas, isso me cortou o coração.
Tá todo mundo doando comida de gente, mas será que alguém está doando ração pros cachorros, ou eles estão largados à própria sorte?
Eu nunca entendi por que é que muitas pessoas continuam a trabalhar mesmo depois de estarem ricas. Apego, ganância, egoísmo exacerbado, solidão ou falta de criatividade?
Até hoje eu nunca soube descrever minha mãe, eu só sei que ainda a amo quase tanto quanto eu a odeio, ou vice-versa. Foi ela quem, direta ou indiretamente, me causou as piores tristezas que eu já tive até agora, mas, sem sombra de dúvida, as minhas melhores gargalhadas foram com ela. Caíamos na gargalhada por qualquer motivo, muitas gargalhadas, minhas e dela, e eu certamente sentirei falta disso.
Entre o que você vê, o que você quer ver, o que pensa que vê e o que eu vejo, o que eu quero ver e o que eu acho que ví, há pontos de vistas diferentes.
O tempo passou, e muita coisa mudou, e eu tive que desaprender muitas coisas que aprendi nesta vida até hoje. Sobretudo, aprendi a arte dificílima de desaprender e reaprender.
Eu ainda sigo aprendendo, desaprendendo e reaprendendo, porque a vida sempre nos surpreende com alguma coisa.
Quando eu já havia desistido de encontrar alguém,
Você apareceu e me deu esperanças de amar de novo.
Eu que nunca quis casar,
Com você eu já sabia até como seria a festa.
Eu, que nunca quis ter uma família,
Com você imaginei nós e nossos filhos.
Eu, que sempre vivi o presente,
Com você passei a sonhar com o futuro.
Eu te amei e ainda amo da forma mais intensa que jamais imaginei amar alguém um dia.
Mas, infelizmente, agora vou ter que aprender a viver sem você...
E descobrir o que fazer com todo esse amor dentro de mim.
Eu odeio coisas superficiais. E por isso tenho rancor deste mundo, pois ele é composto por coisas rasas e sem profundidade, mas adoro testemunhar a reviravolta do genuíno. Afinal, os humanos sempre estão atrás do melhor, não é?
O quanto eu me esforço, e nem sempre isso é suficiente! Ninguém imagina o que acontece por dentro para que eu consiga levantar todos os dias.
Mas quem se importaria, não é? São os meus problemas, a minha vida e não a de mais ninguém. Cada um segue com o que consegue enxergar, e quase nunca é o que se passa por dentro do outro.
O que dói, é se doar, pensar no próximo e não sentir isso de volta. Entender, com o tempo, que nem todas as pessoas funcionam da mesma forma, e que cabe a nós aceitar isso e seguir convivendo com o mundo como ele é.
Tenho tantas feridas abertas, mas ainda assim, eu levanto. Levanto para dar o meu melhor todos os dias. Mesmo quando dói sentir tudo em excesso.
Eu escrevo o que penso, transcendo o silêncio,
Capturo a essência da vida em cada verso.
Quando expiro, as palavras dançam no ar,
E ao ver o céu azul, meu ser começa a cantar.
Para mim, tudo é motivo: uma brisa, um olhar,
Cada instante é poesia, um convite a sonhar.
Escrever é viver, é eternizar o momento,
É transformar emoções em puro sentimento.
A Dança da Caneta e da Tinta
Eu quero muito escrever,
Quero poetizar o mundo.
E quando eu escrever versos,
Que a caneta seja eu.
E que eu ouse juntar as linhas,
Sair delas sem rumo,
E que você seja a tinta fresca
Escorrendo sobre a direção,
O rumo tomado pela caneta.
Que haja palavras e letras em revolução
No instante em que a tinta e eu
Estivermos em transe;
Que haja sopro de prazer e almas
Quando as linhas se chegarem
Diante das veredas dos traços livres.
Que os livros velhos voem como pássaros,
Que o invisível tenha coragem
De se despir da couraça estúpida,
Do breu da ignorância e do medo,
Mostrando-se como tal e qual.
E se as linhas voltarem à linearidade,
Que ousem se juntar, uma a uma:
Ponta a ponta, ponto a ponto.
Uma linha robusta, infinita, única,
Onde nada fica nas entrelinhas.
Onde tudo cabe, inclusive nós:
A caneta e a tinta que somos.
E que se firme espiralado,
Do horizontal ao vertical, infinitamente,
Se abrindo na base o tanto preciso
Para que o broto esteja sempre vivo.
E assim, a escrita fica mais flexível,
As palavras mais fluidas,
A caneta mais sensível à arte,
E a tinta com mais espaço para brincar
De escorregar das vias de regras.
O Carnaval que me desculpe,
mas eu prefiro Deus.
A alegria pode até durar quatro dias,
mas a presença de Deus, permanece quando o som acaba, quando a fantasia cai, quando tudo volta ao normal.
Eu escolho o que continua.
Eu escolho Deus.
Senhor, se for preciso que eu me quebre de novo, que seja. Pois é nos estilhaços que descubro o homem que devo me tornar.
Dói quando lembro que podíamos estar juntos,
mas nós não estamos juntos,
Quando eu lembro que dói,
Todos os dias quando acordo com um lado vazio da cama
E você não está aqui.
Quando eu lembro dói
Acima de tudo porque eu te amo
E outra pq não quero te esquecer
Eu ainda juro que tentei, juro amor que tentei
Então diz-me porquê?
Não posso apagá-la dos meus pensamentos.
Quando acordo já penso em ti
Se pudesses olhar através dos meus olhos
Talvez você possa me entender...
