Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Só eu sei o quanto a minha mente se inflamava de ideias, quando consumia suas ideias. Brotava em mim um floral de reflexões que me faziam viajar em autores conhecidos e chegar aos novos desconhecidos e fortalecer minhas rédeas de ideias..
Como é bom suas ideias postas em letras no papel branco.
Eu tive que perdoar até oque não me foi feito,
Para que eu pudesse "SOBREVIVER"
eu tive que te perdoar pela dor que me foi causada, mas fui eu quem "ESCOLHI" AMAR você,
Eu busquei sentimentos em vaso vazio, e ele se quebrou, ainda não sei se junto os cacos ou "VIVO" com o pouco da dignidade que me sobrou
Recomeçar é cansativo, buscar amor em pessoas rasas não é um bom "CAMINHO"
Mas como posso eu saber ? Sem me envolver.
Apenas seja feliz e aceite aquilo que "O CRIADOR DEU A VOCÊ"
Eu realmente não entendo por que as pessoas gostam tanto de falar da vida dos outros, em vez de cuidar da sua própria vida.
Quarto sem testemunhas
Amar foi escrever cartas
sem endereço de volta.
Eu as deixava na mesa do mundo
e o mundo nunca respondeu.
Meu nome não ecoa em ninguém —
é só um som que gasto
para provar que ainda existo
quando falo sozinho.
Os dias passam como móveis velhos,
ocupam espaço,
não contam histórias.
O relógio trabalha mais do que eu.
Não tenho sonhos:
apenas intervalos de sono.
Não tenho amigos:
apenas pessoas que passam
sem notar que passei também.
Há uma cama que me reconhece,
sabe meu peso,
minha forma de desistir da noite
sem fazer barulho.
Tenho medo não do fim,
mas do apagamento —
de virar objeto entre objetos,
lembrança nunca inaugurada.
Amar sozinho
é aprender a diminuir
até caber no canto da própria vida.
Ainda assim,
às vezes a manhã insiste
em abrir a janela
sem pedir licença.
E quando a luz entra,
mesmo sem promessa,
ela prova baixinho
que nem tudo desistiu de mim.
Ela foi, mas quando alguém me toca com carinho eu choro.
Ela foi, mas quando transo com alguém não me satisfaço.
Ela foi, mas quando beijo, o beijo é só físico não toca a alma.
E é isso.
O termo GENTE DO BEM deveria se chamar GENTE DO EU.
Eu acho... eu penso... Eu espero...
Minha família... Minha regra...
- Não tem nada de BEM no EU.
Gente do bem, faz o bem ao próximo! Pra mim, o bem é coletivo.
Alguns compram aplausos, eu invisto no futuro. Aplausos são barulhentos e passageiros. O futuro plantado hoje é a certeza da colheita de amanhã.
Eu nunca fui realmente insano,
apenas atormentado
pela minha própria mente.
Consumido pelos extremos,
rendido ao esquecimento.
Perdoei quase tudo
exceto as raras vezes
em que meu coração foi tocado
com mãos que não sabiam cuidar.
Trago comigo uma estranha devoção:
a morte não como fim,
mas como pensamento constante,
sombra fiel que nunca me abandona
Senhor Romeo
Senhor Romeo,
eu fiz isso de novo.
Um ano em cada dez
consigo lidar com isso.
Sou uma espécie de milagre ambulante
minha pele ainda intacta,
como se não tivesse aprendido
a lição do fogo.
Diga-me:
quantas vezes se pode morrer
dentro da mesma casa
sem que a vizinhança desconfie?
Colecionei pequenas mortes
como quem guarda cartas não enviadas.
Dobrei cada tentativa frustrada
e a escondi na gaveta do criado-mudo,
junto aos comprimidos
e aos retratos
onde ainda corríamos
como dois atores mal pagos
ensaiando eternidade.
Você dizia:
“amor é resistência.”
Eu resisti
até virar ruína.
Sempre havia um copo quebrado na pia,
uma frase suspensa no ar,
um silêncio armado
apontando direto para o meu peito.
Tentei ser um incêndio manso.
Tentei ser água morna.
Tentei ser o homem que não sangra
quando cortado por palavras.
Mas cada tentativa
Era um ensaio de funeral.
O primeiro amor morreu de frio
faltaram cobertores e coragem.
O segundo morreu de excesso
amor demais é veneno doce,
colherada de açúcar
numa garganta já em chamas.
O terceiro?
Ah, Senhor Romeo
o terceiro fui eu.
Enterrei minha voz no jardim.
Plantei rosas sobre os gritos.
Aprendi a sorrir de dentes cerrados
para que ninguém visse
a hemorragia discreta
escorrendo pela alma.
Quantas vezes se pode voltar?
Quantas vezes se reconstrói
uma casa incendiada
com os mesmos fósforos?
Você me chamava dramático.
Eu me chamava de sobrevivente.
Havia espetáculo na minha dor,
confesso.
Eu me levantava das cinzas
com as roupas ainda fumegando,
a barba desgrenhada
como se fosse condecoração.
Olhem
eu ainda estou aqui.
Mesmo depois de vocês.
Mas sobreviver
não é o mesmo que viver.
À noite
deito ao lado do vazio
e ele respira melhor que qualquer amante.
O vazio não promete.
Não mente.
Não diz “para sempre”
com a boca cheia de vento.
Senhor Romeo,
há um cemitério em meu peito
onde cada “nós” fracassado
Tem uma lápide discreta.
Aqui jaz
a tentativa de diálogo.
Aqui jaz
a paciência.
Aqui jaz
o homem que acreditava
que amor era salvação.
Aprendi tarde demais:
amar não ressuscita ninguém.
Amar não cura abismos.
Amar não transforma homens
em porto seguro.
Às vezes,
amar é apenas outro nome
para se oferecer em sacrifício
num altar que ninguém pediu.
E ainda assim
olhe para mim, Senhor Romeo
eu me levanto.
Com as mãos queimadas.
Com o coração em carne viva.
Com a dignidade remendada
como roupa antiga.
Eu me levanto
não por eles,
não por você,
mas por essa centelha obscena
que insiste em pulsar
mesmo depois de tantas mortes pequenas.
Talvez eu seja feito
de matéria reincidente.
Talvez eu goste
do gosto metálico do recomeço.
Ou talvez
apenas talvez
eu tenha descoberto
que a única relação que não fracassa
é esta:
entre mim
e o homem
que se recusa
a permanecer enterrado.
“A minha paz é o espaço onde eu existo por inteira; não permito que ninguém a roube, porque nada externo tem o direito de comandar a quietude que sustenta a minha vida.”
Para agradar a minha esposa, eu me casaria com ela uma segunda vez. Uma terceira. Quantas vezes fossem necessárias para deixá-la feliz.
Eu não temo mudanças. Eu as adoto. Só que há algumas pessoas que adotam as mudanças de forma exagerada...
Minha insegurança eu escondo entre as indefinidas cores de minhas lembranças; entre as sortidas texturas dos meus pensamentos; entre a vaga loucura dos meus desejos. Minha insegurança é uma dissimulação da minha segurança em mim, que eu escondo nas entrelinhas do meu olhar...no meu secreto EU.
Flávia Abib
Talvez o que escrevo, seja uma lembrança de um passado que fez-se inconsciente ou mesmo que eu tenha trazido de maneira latente em mim. Talvez o que escrevo, tenha o mesmo significado, a mesma luz, num outro olhar. Talvez o que escrevo, seja somente a tradução do que tua alma ensina-me.
Flávia Abib
Tu Sabias (Pretérito imperfeito), que eu nao sabia (Pretérito imperfeito), que eu saberia (Futuro do pretérito) viver por mim mesma, enfrentando "sozinha" qualquer dificuldade?
Se eu soubesse (Subjuntivo Pretérito imperfeito) eu teria forças para fazer mais coisas! Voce sabia? (Imperativo Afirmativo)
Eu soube (Pretérito perfeito) disso somente agora e tenho forças para lutar e vencer!!!
Mas, para que eu soubera (Pretérito mais-que-perfeito ), uma mudança radical aconteceu na minha vida!!!
Quando eu souber (Subjuntivo Futuro) de mais alguma coisa, eu te aviso!!!
Um pensamento carrego comigo: eu sempre saberei (Futuro Simples) de tudo que eu me permitir saber (Infinitivo)...
Agora eu sei (Presente, e este tempo é o que VALE a pena conjugar e viver na vida!) e nada pode me abalar...
Hoje me lembrei o dia em q nos conhecemos, percebi q eu ainda amava vc, mas lembro toda vez que vc me machucou. Olhei para meus braços e vi as marcas que vc deixou em mim. Eu ainda amo vc, mas nunca vou esquecer o q vc me fez passar. Lembro da nossa música "hj foi bom te encontrar", mas nunca foi bom te encontrar. Eu sinto sua falta, mas de q adianta correr atrás sabendo o final? Isso é que nem um filme de terror, eu não posso mudar o final dessa história. Vc me fala para acreditar em vc, mas você nunca SEQUER teve a coragem de me fazer sentir bem ou até msm confiar em vc. E hoje percebo quão idiota eu fui de ter sentimentos por vc um dia. Vc fala "eu amo vc, n sei pq vc não sente o msm", mas quando eu senti vc me fez de otária, vc me trocou, fez a sua escolha e hoje eu vivo com as consequências de ter um dia escolhido vc em vez de ter escolhido quem me amava de verdade.
Eu te conheci, vc era a "min" não a Beatriz, horrível e imatura e sem coração de hoje, agr eu não sou aql menina q vc conheceu no começo. Fiquei fria, sumo quando percebo que você me machuca, essa sou eu, nunca mais vc verá meu lado bom de novo. Ontem eu era uma menina inocente, hj já vejo como vc me fez madura, aprendi com a dor e o sofrimento. Vc nunca mais vai me ver tentando colocar você em minha rotina.
Eu sei lá
Sabe quando você não está nem aí?
Quando você tá tão sei lá pra vida e só quer sumir ?
Deitar em campos verdes
E pedir pra pras tardes
Que elas nunca passem
Quer ficar tão entretido em seus próprios pensamentos
E esquecer o presente e todas essas gentes
Quando você quer ser você e não pode
Porque você ser você as pessoas irão embora sem dar boa sorte
As vezes eu penso que ninguém me entende
Mas como alguém me entenderia se nem eu mesma consigo me entender?
Eu não entendo
Nem sei por que eu tento
Talvez porque se eu nem tentar eu mesma vou me julgar e tenho medo da repressão própria
Será que isso?
Tenho medo de mim mesma e de me conhecer
Por que se eu encontrar algo ruim em mim mesma vou querer me esconder
Mas me esconder do que ?
Só que pra descobrir eu teria que me conhecer e aí só geram bolas de neve na minha própria mente e tudo começa novamente
Eu só quero pensar em motivos
Motivos pra correr
Motivos pra viver
Motivos pra morrer
Eu não sei
Essa é a verdade
Quero mentir pra mim dizendo que sei o que é a felicidade
Mas eu não sei
Eu não sei de nada
Não sei quem eu sou
Não sei quem eu serei
Não sei nem o que eu fui
E nem pra onde eu irei
Mas de uma coisa eu sei
Que as dúvidas sempre vão estar com a gente mesmo por mais que nós frisarmos em nossa mente
Que "só sei, que nada sei"
Fe Vaz ~ 6 de julho 2022
Achei?
Eu vivo de achismos
Vivo de achados
Eu vivo de sentimentos
Vivo do que ainda não foi encontrado
Eu penso de menos
Falo de mais
Vivo nos meios
Onde não dá pra voltar atrás
Eu sou confusa
Mas decidida
Me sinto intrusa
Nas ruas da vida
Pareço desconhecida
Nas camadas da minha alma
São tantos vazios
Isso não me agrada
Parecem quadros sem fotos
Pedaços incompletos
Lacunas perdidas
Me sinto incompreendida
A vida parece perdida
Rodando sem direção
Talvez uma andarilha?
Ou ela perdeu a visão?
O mapa eu tenho
E a lanterna está em mãos
Mas onde está minha mochila?
Deixei na estação?
Acho que esqueci algo
Mas não posso voltar pra pegar
Já estou longe do início
Mais longe ainda de acabar
Perdi o que?
Eu não me lembro
Será que era algo chique?
Ou coisa de muito tempo?
Será que está na mochila?
Em qual estação eu a deixei?
Acho que foi aquela da vila
Eita, eu desleixei
Se eu olhar pra trás
Ainda tem como voltar?
Ainda estou com um pé atrás
Mas não posso arregar
Vou olhar rápido
Só pra não esquecer
Uau, bem válido
Como eu pude me perder?
Entre dúvidas e escolhas
A pressa me fez correr
Mas nos trilhos da saudade
Encontrei forças pra viver
Agora eu voltei
Preencheu os pedaços
Em meu coração te guardei
Senti falta dos abraços
Jesus, obrigada
Por me deixar voltar
Sem você eu não era nada
Era apenas mais uma a vagar
Fe Vaz ~ 04 de dezembro 2024
