Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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... Reticências ...

Às vezes eu imagino
que tenho alguém
perto de mim...
Alguém que eu amo
e que me quer também;
que olha nos meus olhos,
que pega no meu rosto,
alguém que sabe o gosto
que o meu coração tem...
Sabe, de vez em quando
a minha imaginação
trabalha tanto,
que chego a ver você!
Chego a sentir sua mão!
Vê?...
Parece que você está aqui agora,
no entanto...

"...enquanto ninguém nota, eu dou valor ao que importa..."

Álbum totalmente egocêntrico: SÓ EU!

Felicidades, tristezas pelas duas chorei,
E no entanto, na caminhada eu continuei.
Da menina da escola, a mina que sobe no palco e rima,
Se tem um objetivo lute que Deus ilumina.
As discriminações que já sofri, quem me olhou com os maus olhos,
Não pode me impedir, pois eu reflito viajo em meus pensamentos,
E aprendi que tudo tem o seu momento.

Pensamentos... voam como o vento,
Pra se livrar não lembrar de maus momentos,
Gostar... gostar de alguém, se preocupar, querer o seu bem.

"E a imaginação hidrata. Eu não sei por que a amo. Não me fale. Quem sabe deixou de amar. Sonhamos melhor com a certeza da companhia. Não chegarei, amor é estar a caminho. A fragilidade do vidro nasce da força e do ímpeto do fogo. Minha alma é masculina, o que me faz sensível para não provar mais nada. Qualquer jeito não é amor. O amor não aceita amadores. Quando se ama, acorda-se vestido para o milagre. Soltos pelo riso, nunca amarrados pelo grito."

se todo poeta morresse sozinho, eu já teria morrido
se todo poeta morresse sozinho, faria rimas de dor e solidão
se todo poeta morresse sozinho, as rimas não seriam feitas de amor que vem do coração

De querer-te como quero,
que culpa é que eu posso ter?
Bem sabes que sou sincero:
se te quero,é sem querer...

A vida é feita de decisões.
Hoje eu tomei a melhor decisão da minha vida.

VIVER !!!!!

Estou aqui para somar
em menos não quero pensar
o que eu quero mesmo e
e multiplicar e adicionar
E se for pra dividir,
com tigo eu quero compartilhar

Sabe de uma coisa?Eu não gostava de sentir saudade.Achava-a triste,solitária,vazia...Hoje sei que saudade é aquilo que de melhor vivemos,que nos marcou, e que de alguma forma ficou registrada na memória: um cheiro,uma música,um amor,uma pessoa, um aprendizado, uma alegria, uma ausência, um momento. A saudade?Ah minha linda Bruxinha, ninguém tira da gente!
Assim como a história,a vida, a saudade é só nossa!Maykira para Bruxinha do Mundo

Perfeição

Algumas coisas no mundo eu elogio sua beleza, outras que vejo e não acredito, chega a sair até gaguejos por tamanha perfeição, outras são tão perfeitas que calo a boca. Porque, não importa o que eu diga, seria um insulto a você, pois não inventarão palavra que defina tamanha beleza.

Por você eu lutei. Por você sangrei. Por você vivi. Por você sonhei, e foi eu que em ti insiste, apenas eu...
Te amei..
Não; não desisti, não me arrependi, mais agora é cuidar de mim e ver com o “tempo” se fará 1% do que fiz, confio, acredito !,
Mais não, não me iludo mais !!!
Te espero ? e faça valer; pois alem de mim e você o mundo já sabe que tu ira se arrepender
Não por mim, mais por você

Não adianta eu escrever bem se não tenho coração que ama; basta ver no fundo dos meus olhos que verá meu coração em chamas

[b][i] [purple]♪♪♪ Beijo me liga....Sempre que pede pra ligar eu ligo....ligo pra você...Me fala que tá com saudade tá na solidão ♪♪♪

Chorei o dia todo, nem precisa me falar que foi sem motivo... talvez eu sofra porque quero, talvez seja tudo assim sem sentido mesmo, uma simples metafora de amor!

Eu te esbofeteava de adjetivos, de apelidos, de achismos, de certezas cheias de esperança.

Rebeca

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Noites de junho, noites de outrora

Junho acabou e eu nem sofri com isso. Sei que alguns lugares as festas ainda teimam em sobreviver, mais por vício de calendário e pesquisa mercadológica do que por necessidade.

Considero obscena a decoração que as lojas comerciais promovem em nome de uma tradição que não mais existem, as bandeirinhas de papel fino, os balões armados com arame e plástico, as fogueiras de mentirinha, movidas a ventilador. No adro de algumas igrejas, também há movimento, mas sem empolgação, lucro das barraquinhas mudará as telhas quebradas dos templos, alguns deles aos pedaços.

Não sei como as coisas se passam em outros sítios. Aqui, no Rio, é uma calamidade, os jardins de infância faturam por fora em nome dos santos juninos, e os pais são obrigados a gastar os tubos com fantasias caipiras que as crianças sem entender e sem amar. Até o presidente da republica bota na cabeça um chapéu de palha em frangalhos e convida os ministros para um quentão oficial geralmente substituído por uísque 12 anos.

Da antiga e bonita tradição das festas de Santo Antônio e São João não sobrou nada, apenas a referencia no calendário e a advertência anual das autoridades a respeito de os balões e fogos.

Pois foi por aí que a festa acabou. Reconheço os motivos que obrigaram o governo, em seus diferentes níveis, a proibir os balões. Mas que diabos na minha infância, o céu ficava pintado de balão-como lembra a marchinha de Assis Valente. As casas eram mais frágeis, mais espaçadas, havia matagais em abundancia na paisagem e mesmo assim os incêndios eram poucos.
Que me lembre nunca vi incêndio provocado por balão, embora meu pai, nos anos de infância, fosse famoso baloeiro entre os baloeiros mais famosos. Foi talvez a única arte em que se distinguiu,nas demais foi um desastre.

Os preparativos começavam no mês de maio, as resmas de papel fino sueco, era o melhor e o mais resistente, de cores mais cintilantes e duradouras. Os balões se amontoavam pelas salas e quartos, pendurados em varas, ganchos, em cima dos armários, deles saia um cheiro de cola de farinha de trigo e do papel importado. Ali eles aguardavam a noite mágica em que subiriam ao céu.
Murchos, coloridos e disformes, pareciam monstruosas fantasias de palhaços, sem alma, sem chama, à espera do momento em que entrariam em cena , no imenso espaço da noite de junho.

Mas dia 13 (Santo Antônio) ou dia 24 (São João), eles se erguiam, iluminados, varando espaço majestosamente, enquanto aqui embaixo ficávamos, ao redor da fogueira, olhando atônitos aquela beleza que subia, frágil e poderosa. Eram enormes os balões e belos.

Lá distante, da sala onde funcionava a primeira radio vitrola que meu pai comprara na casa Edison, provavelmente a prazo, vinha a marchinha de Assis Valente na voz de Carlos Galhardo. “Cai, cai balão/ não deixa o vento te levar/ quem sobe muito/ cai depressa sem voar/ e a ventania/ de tua queda vai zombar/ cai, cai balão/não deixa o vento te levar ”

Mas os ventos levavam os balões e eles sumiam na imensa enseada da noite. Mais um pouco e as fogueiras ficavam reduzidas a cinza, onde se assavam batatas-doce e roletes de cana. Enquanto isso os balões voavam pela madrugada, silenciosos, buchas apagadas. Manoel Bandeira tem versos pungentes sobre os balões apagados das madrugadas, no poema que foi o primeiro que entendi e amei. (“Profundamente”).

Vivi a mesma experiência: acordava no meio da noite e pensava em todos os que estavam dormindo, profundamente, e de repente um balão apagado passava em silêncio pela minha janela, vindo de longe, cansado sem gloria, cumprindo seu destino de balão. Todos estavam dormindo, menos eu, vigiando o céu, esperando que um deles viesse cair em nosso quintal. Alvoroçado acordava meu pai e íamos juntos e orgulhosos apanhar a dádiva que os céus nos mandara.

Pois é! As fogueiras acabaram mesmo. As noites de junho eram as mais frias do ano. E as festas também estão acabando. Mas não posso deixar de lembrar os balões que nunca me libertaram do seu legado de tristeza, mansidão e fragilidade.

Carlos Heitor Cony
Folha de São Paulo 17 de julho de 2009

Quem sou eu?

Apenas uma célula de um corpo chamado universo.

Eu percebi que é melhor não ter sentimentos, e nunca sentir nada. Porque quando você está feliz todos querem tirar isso de você.

Eu já tive um bom companheirismo, vivi uma intensa paixão e agora estou conhecendo uma verdadeiro amor.